Digitalização áudio e Masterização por Carlos Santos.
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Conjunto de Mário Simões - Antologia (50 / 60's)
quinta-feira, 22 de março de 2012
Trata-se de uma Antologia particular, onde se reúnem alguns dos temas mais significativos da carreira do grupo que decorreu entre o início dos anos 50 até meados dos anos 60. Inclui algumas faixas consideradas raras, entre elas o tema Canção do Mar, ripado de um disco de 78 RPM (de goma-laca ou massa).
O Conjunto de Mário Simões é hoje em dia recordado com venerável afecto, mais do que fazia supor há uns bons anos atrás. Como outras bandas dessa época, Mário Simões fica para a história da música ligeira portuguesa como um grande impulsionador e divulgador da boa música dita dançável ou como é catalogada hoje em dia (Easy Listening Português).
Mário João Pereira Simões, começou cedo nas lides da música, através de seu pai, violinista na Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional e da Rádio Voz de Lisboa (que viria a ser, mais tarde, dirigido por ele nesta orquestra).
Aos 17 anos, já estava à frente da orquestra Caravela, e, enquanto cursava Agronomia, passou para a regência da Orquestra Internacional e para a Orquestra Star Dust, pelas mãos de Carlos Villaret, antes de formar o seu próprio Conjunto.
É na Orquestra Star Dust que toma contacto, pela primeira vez, com ritmos brasileiros que irá executar, por exemplo no Carnaval de 1946, no Restaurante Alvalade, juntamente com Sousa Pinto, Carlos Villaret, Jorge Machado, Oliver e A. Herlander.
Os Star Dust - Carnaval de 1946 (Restaurante Alvalade). Da Esquerda para a direita: Sousa Pinto, Carlos Villaret, Mário Simões, Jorge Machado e Olivier. Em baixo, A. Herlander.
Mário Simões era apaixonado pelo futebol e por esse motivo se entendem que tenha sido autor de marchas dedicadas ao Sporting, Benfica e Belenenses.
Era um fervoroso adepto dos Beatles, amante de Jazz e gostava de misturar tudo com ritmos brasileiros (bossa nova e samba).
Percorreu, durante 3 anos, o continente africano, por países como Moçambique e África do Sul e, mais tarde, encetou uma larga carreira no Brasil.
Sagaz, simpático, brincalhão mas muito profissional, escreveu inúmeros temas musicais e foi um dos principais divulgadores de Easy Listening português.
Essa tendência para a música de dança valeu-lhe o cognome de Rei da Noite e, por esse motivo, era constantemente requisitado para tocar no casino de Estoril ou em eventos no Caravela, Bico Dourado, Meia Cave ou Alvalade.
Lápis do Lopes, O Rocha da Borracha, Flausina, Pente Para Quê? Loucura, Twist Desconjuntado, foram alguns dos seus êxitos dessa altura, mas seria ainda conhecido pela colaboração com Amália Rodrigues, por ter sido escolhido, pelo Maestro Ferrer Trindade e pelo letrista Frederico de Brito, para fazer a primeira gravação da música Canção do Mar (popularizada anos mais tarde pelo Trio Odemira, Amália Rodrigues e Dulce Pontes), pelo lançamento de um jovem talento do fado chamado Carlos do Carmo e por, em 1965, ter feito parte, do júri técnico que avaliou a final do primeiro concurso de Yé Yé no Teatro Monumental em Lisboa.
A primeira formação do Conjunto Mário Simões contou com os seus colegas da Orquestra Star Dust, Jorge Machado (piano) e Jaime Nascimento (guitarra eléctrica) ao que lhes juntou Rueda (bateria) e Carlos Fernando (contrabaixo e Voz).
Esta formação irá ter uma breve duração (sensivelmente dois anos) mas será responsável pela primeira gravação da Canção do Mar com voz de Carlos Fernando, por volta de 1950.
Mário Simões e seu conjunto/1950 - 1ª formação (Bico Dourado). Da Esquerda para a direita: Jorge Machado, Rueda, Carlos Fernando, Mário Simões e Jaime Nascimento.
Entre 1952 e 1953, impulsionados por um convite para actuar no Casino de Estoril, com a saída de Jorge Machado (que decide criar o seu Conjunto) e de Carlos Fernando (que encetou uma curta carreira a solo), Mario Simões traz para o seu Conjunto, Raul Paredes (contrabaixo) e um jovem talentoso pianista, de nome Hélder Reis.
Com o nascimento da RTP, em 1957, esta é a formação que se apresentará na televisão e abrirá o caminho para a popularização do género de Conjuntos de Boite.
Irão durar perto de 6 anos mas sofrem um interregno, entre finais de 1958 e o ano de 1959, em virtude de Mário Simões e Rueda terem de cumprir um contrato no Hotel Polana, em Moçambique.
Mário Simões e seu conjunto/1956 (2ª formação - Casino do Estoril): Mário Simões(acordeão/piano e vocalista), Raul Paredes (contrabaixo), Jaime Nascimento (em primeiro plano - guitarra/vibrafone/vocalista), Rueda (bateria) e Hélder Reis (piano)
Durante este breve período, a direcção da Orquestra ficaria a cargo de Hélder Reis que, juntamente com Jaime Nascimento, irá gravar alguns êxitos pela etiqueta Alvorada.
Com o retorno de Mário Simões, no inicio da década de Sessenta, o Conjunto volta a reunir-se e ficará com aquela que foi a sua formação mais consistente, produtiva e duradoura.
Contava com Raul Paredes (contrabaixo), Domingos Costa Pinto (bateria), Hélder Reis (piano/acordeão) e Jaime Nascimento (guitarra eléctrica/vibrafone/vocalista).
Mário Simões e seu Conjunto (3ª e última formação - Julho de 1964), na Boite Cave. Da esquerda para a direita: Mário Simões (piano/acordeão, vocalista), Raul Paredes (contrabaixo), Jaime Nascimento (guitarra, vibrafone e vocalista) e Domingos Costa Pinto (bateria).
É por esta altura que Toni Ramalho, contrabaixista do Tony Hernandez e seu Conjunto, tem contacto com Mário Simões, num baile de primeiro de Dezembro, na Guarda, onde o recorda como "...um professor brincalhão e sempre pronto a ajudar os mais novos que tinham começado há pouco nas lides musicais...".
No início da década de Setenta, Mário Simões opta por uma carreira a solo, ingressa no Casino da Figueira da Foz onde irá permanecer até 1999, retornando a Lisboa onde, em virtude de doença prolongada, virá a falecer em 2005.
Jaime Nascimento recorda-se daqueles tempos e considera o Conjunto Mário Simões como "... um virar de página na música portuguesa e uma referência para outros grupos que foram aparecendo...sobretudo pelo dinamismo e alegria do Mário, pela forma como nos conduzia, o reportório que tocava, pelas suas composições e pela interpretação instrumental e vocal...".
Texto por Rafael Amorim, a quem agradecemos.
Fotografias e EPs/single/78 rpm gentilmente cedidos pelo nosso amigo Jaime Nascimento (guitarra do grupo), a quem muito agradecemos.
Pesquisa e texto por Rafael Amorim, a quem estamos gratos pelo empenho e colaboração.
Alguns dos temas aqui reunidos foram ripados do vinil (inclui o tema Canção do Mar, extraído de um disco de 78 RPM), pelo que poderão apresentar eventuais deficiências.
Digitalização áudio e Masterização por Carlos Santos.
Digitalização áudio e Masterização por Carlos Santos.
Capas e grafismo por João Romão.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 18:00
Etiquetas: Conjunto de Mário Simões, Mário Simões e o Seu Conjunto, Portugal, Quarteto de Mário Simões
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4 comentários:
O LINK DO CD1 NÃO FUNCIONA
Link já substituído.
C.S.
O LINK DO CD1 NÃO FUNCIONA OUTRA VEZ.
Amigo Octávio,
Neste momento estamos ausentes, de férias de Verão. Regressaremos no início de setembro. Se até lá não substituirmos o link que não funciona (CD 1), por favor, escreva-nos outra vez. Obrigado.
Carlos
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