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Arzachel ‎– Arzachel (LP 1969).

sábado, 29 de outubro de 2016


Arzachel ‎– Arzachel (LP Evolution ‎– Z 1003, 1969/UK).
Produção de Peter D. Wicker.
Género: Rock psicadélico e progressivo.

Trata-se de um dos grandes e raros álbuns perdidos do psicadelismo britânico.
Este LP que foi lançado em 1969 pelo pequeno selo Evolution, contém alguns dos melhores temas psych da época, no Reino Unido. No entanto, como tantos outros grandes álbuns dessa altura, caiu rapidamente no esquecimento devido à sua má promoção.
Arzachel foi uma banda reformulada e composta de uma outra denominada Uriel que já tinha mudado o seu nome para Egg, em janeiro de 1969, após a saída do seu guitarrista Steve Hillage. Os membros dos Egg reuniram-se com Steve Hillage sob o nome de Arzachel em junho de 1969, para lançarem este LP, em que os seus elementos usaram pseudónimos.
"Arzachel" é um excelente álbum progressivo de estúdio repleto de efeitos, ressonâncias e distorções, caracterizando-se pelo uso intenso do órgão Hammond e com improvisos psicadélicos ocasionais pela guitarra. As duas últimas faixas, "Clean Innocent Fun" e "Metempsychosis", são especialmente épicas, com uma duração de mais de 10 minutos cada. Embora o álbum, como um todo, se revele muito agradável de ouvir, estas duas faixas finais destacam-se acima de tudo o resto, sendo a primeira talvez uma das melhores faixas psych-rock de '69.
É sem dúvida um raro e único LP dos Arzachel, uma autêntica relíquia dos anos 60.


Faixas/Tracklist:

A1. Garden of Earthly Delights - 2.45 (Arzachel)
A2. Azathoth - 4.21 (Arzachel)
A3. Queen St. Gang - 4.25 (K. Mansfield)
A4. Leg - 5.40 (Arzachel)
B1. Clean Innocent Fun - 10.23 (Arzachel)
B2. Metempsychosis - 16.38 (Arzachel)


Formação/Personnel:

Simeon Sasparella (Steve Hillage - Seatoller/Cumberland, 1948): guitarra solo e voz
Njerogi Gategaka (Mont Campbell – Mzumi Springs/Kenya, 1950): guitarra baixo e voz
Sam Lee-Uff (Dave Stewart – Lewisham, 1949): órgão
Basil Dowling (Clive Brooks – Tottenham, 1947): bateria
Arranjos por Arzachel.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Paul “Hippie” Joe, a quem agradecemos.

Connie Francis ‎– The Very Best Of Connie Francis (LP 1963)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016



Connie Francis ‎– The Very Best Of Connie Francis (Connie’s 15 Biggest Hits!) (LP MGM Records ‎– SE-4167, 1963).
Género: Pop/Rock


Excelente compilação que reúne alguns dos maiores êxitos desta cantora, gravados entre 1958 e 1963.
Connie Francis, nascida Concetta Rosa Maria Franconero (Newark, 12 de dezembro de 1938) é uma cantora americana, que fez sucesso nos anos 50 e 60, com canções como “Stupid Cupid”, “Who's Sorry Now”, “Frankie” ou “Where the Boys Are”, entre muitas outras. Também teve muito êxito na interpretação de músicas italianas como por exemplo, “Al Di La” ou “Quando Quando Quando”. 
A biografia desta excelente cantora americana já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 - Who's Sorry Now (1958) 
A2 - Everybody's Somebody's Fool (1960)
A3 - Follow The Boys (1963) 
A4 - Lipstick On Your Collar (1959) 
A5 - My Happiness (1959) 
A6 - Vacation (1962) 
A7 - Among My Souvenirs (1959) 
B1 - Where The Boys Are (1961) 
B2 - Frankie (1959) 
B3 - I'm Gonna Be Warm This Winter (1963) 
B4 - My Heart Has A Mind Of Its Own (1960) 
B5 - Second Hand Love (1962) 
B6 - Don't Break The Heart That Loves You (1962) 
B7 - Stupid Cupid (1958) 
B8 - Breakin' In A Brand New Broken Heart (1961)
Bonus:
C - Teddy (1960)

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Don Colton, a quem agradecemos.

Rock'N Roll Millionaires, V/A (LP 1978)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016



Rock'N Roll Millionaires, V/A (LP Som Livre ‎– 404.7113, 1978)
Género: Pop, Rock, Soul, Instrumental.

"Rock'N Roll Millionaires" é uma excelente compilação lançada pela editora brasileira Som Livre, em 1978 que nos faz recuar para os anos 60, apresentando-nos um disco repleto de famosos artistas em voga na época, vários estilos musicais e alguns dos maiores sucessos que tiveram vendas superiores a um milhão de cópias na época de ouro do Rock’n Roll.


Faixas/Tracklist:

A1–Tommy James and The Shondells - Crimson and Clover 
A2–Otis Redding - (Sittin' On The) Dock Of The Bay 
A3–Crew Cuts - Sh-Boom (Life Could Be A Dream) 
A4–Chuck Berry - Maybelline 
A5–String-A-Longs - Wheels 
A6–Classics - Till Then 
A7–Lloid Price - Personality 
A8–Dixie Cups - Chapel Of Love 
B1–Bobby Darin - Mack The Knife 
B2–Brenda Lee - Jambalaya 
B3–Sam Cooke - You Send Me 
B4–The Everly Brothers - All I Have To Do Is Dream 
B5–Johnny and The Hurricanes - Red River Rock 
B6–The Platters - My Prayer 
B7–Bobby Day - Rockin' Robin 
B8–The Moonglows – Sincerely

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mirelson Andrade, a quem agradecemos.

Bliss - Return To Bliss (1969)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016


Bliss - Return To Bliss (1969)
Produtor: Hadley “Madley” Murrell

Return To Bliss " é na verdade o segundo álbum de inéditos dos Bliss, gravado em 1969, mas que não foi editado nessa altura, vindo a acontecer muitos anos mais tarde. É pois considerado um raro registo desta banda de rock psicadélico. É tão fantástico como o primeiro LP, ambos gravados naquele mesmo ano. O trio formado por Brad Reed, Rusty Martin e Corky Aldred era de facto excelente e poderoso. O disco apresenta um rock com um estilo próximo do hard rock e blues, roçando o psicadélico. As faixas 'Hippies e Cops' e 'Music Train' ficaram desde logo destinadas a tornarem-se clássicos do psicadelismo. 
Este trio americano era constituído por ex-membros de uma banda do Arizona, The Sect, tendo sido formado no início de 1969. Lançaram um primeiro álbum nesse ano e na mesma altura gravaram o material para este segundo LP, mas que só foi lançado recentemente, portanto muitos anos após o grupo ter encerrado as suas actividades.


Faixas/Tracklist:

A1. Hotche Blues - 4:18
A2. Music Train - 3:22
A3. Nothing In My Life - 1:53
A4. Fear Of Fears - 4:04
B1. Reach Out And Touch You - 5:01
B2. City Woman - 3:19
B3. Hippies, Cops And A Bunch Of Rocks (Hadley Murrell, Eddie Campbell) - 3:54
B4. Sandbox Symphony (Forest Webb) - 2:25

Todas as faixas compostas por Corky Aldred, excepto a 7 e 8.
Mantivemos o conteúdo original do álbum onde apenas constavam 8 temas. Numa edição mais recente foram acrescentadas mais 2 faixas: "Simply Sunday" e "Just Can't Win".

Músicos/Personnel:

Rusty Martin - Baixo
Brad Reed - Guitarra, Voz
Corky Aldred - Drums, Vocals

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Brian Davies, a quem agradecemos.

Helen Shapiro ‎– Helen Hits Out! (LP 1964)

terça-feira, 25 de outubro de 2016



Helen Shapiro ‎– Helen Hits Out! (LP Columbia ‎– SCX 3533, Nov. 1964).
Género: Pop


Helen Kate Shapiro (Londres, 28 de setembro de 1946), mais conhecida apenas por Helen Shapiro, é uma famosa cantora britânica. Obteve grande êxito nos anos 60 com singles como "You Don't Know" (nº 1 UK, 1961) e "Walkin' Back to Happiness" (nº 1 UK, 1961), que alcançaram o topo das paradas musicais do Reino Unido.Outros sucessos importantes foram, "Don´t Treat Me Like a Child" (nº 3 UK, 1961) ou "Tell Me What He Said" (nº 2 UK, 1962), entre outros.
Trabalhou também como actriz, participando em peças, musicais e telenovelas.
A biografia desta excelente cantora britânica já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 My Guy (Robinson)
A2 All Alone Am I (Altman, Hadjidakis) 
A3 He's a Rebel (Gene Pitney)
A4 Move Over Darling (Kanter, Lubin, Melcher)
A5 Keep Your Hands Off My Baby (Goffin, King)
A6 Remember Me (Coburn)
A7 Shop Around (Barry Gordy Jr., Bill "Smokie" Robinson)
B1 Walk On By (Bacharach, David)
B2 The End Of The World (Kent, Dee)
B3 It Might As Well Rain Until September (King, Goffin)
B4 Baby It's You (Williams, Bacharach, David)
B5 Please Mr. Postman (Bert, Holland, Gorman)
B6 It's In His Kiss (Rudy Clark)
B7 Stay (Maurice Williams)

Arranjos e condução de orquestra por Ivor Raymonde.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jim Morgan, a quem agradecemos.

Arnaldo Baptista ‎– Loki? (LP 1974)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016



Arnaldo Baptista ‎– Loki? (LP Philips ‎– 6349.119, 1974).
Produção: Roberto Menescal e Marco Mazzola
Género: Rock, Rock Psicadélico, Progressivo e Experimental / Movimento Tropicalista.

Arnaldo Dias Baptista (São Paulo, 6 de julho de 1948) é um cantor, instrumentista e compositor brasileiro, mais conhecido pelo seu trabalho com “Os Mutantes”, que acompanhou entre 1966 a 1973.
Loki?” é uma pequena obra-prima. É o seu primeiro álbum a solo lançado em 1974, depois do fim da banda Os Mutantes, sendo também considerado um dos melhores álbuns de rock dos anos 70 produzidos no Brasil, onde o músico faz transbordar toda a sua criatividade. Nele, Arnaldo interpreta algumas das suas composições mais inspiradas e melancólicas. 
Gravado em terríveis condições emocionais relacionadas com a separação de Rita Lee, após a sua saída dos Mutantes, para além de problemas pessoais e crises de depressão, o disco conta com a participação de três ex-integrantes (o baterista Dinho, o baixista Liminha e Rita nos coros), e com os arranjos de Rogério Duprat.
O álbum é uma mistura de textos pessoais, com música contundente, gravada sem muitos ensaios e sem repetições e expressa bem a sua angústia perante a sociedade pós-moderna, nos seus aspectos da modernidade, a poluição, superpopulação, solidão etc. O disco apresenta-nos canções com letras de humor corrosivo, com faixas de rock progressivo com a influência do rock dos anos 50 e 60 e também Jazz e Bossa Nova. Ao longo das 10 faixas, Arnaldo mostra-nos um misto de talento e ousadia, salpicadas de visões delirantes, críticas de costumes, autocríticas e dúvidas.
O LP foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 34º melhor na lista dos 100 maiores discos da música brasileira.


A sua carreira musical teve início em 1962, quando Arnaldo forma com o seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders. Em 1966, convida o seu outro irmão, Sérgio Dias, a juntar-se ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee. A banda daria origem aos Mutantes. Ali, ele desenvolve os seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de desentendimentos internos na banda, Arnaldo sai em 1973.
Tenta seguir uma carreira de produtor musical, mas o insucesso motiva-o a tentar a carreira a solo. Lança Lóki? em 1974, considerado o seu melhor trabalho, mas que na época não obteve grande sucesso comercial.
Arnaldo vive actualmente numa cidade de Minas Gerais.


Faixas/Tracklist:

A1. Será Que Eu Vou Virar Bolor? (Baptista) 3:50
A2. Uma Pessoa Só (Baptista/Dias/Liminha/Leme, creditado como "Mutantes") 4:00
A3. Não Estou Nem Aí (Baptista) 3:20
A4. Vou Me Afundar Na Lingerie (Baptista) 3:25
A5. Honky Tonky (Patrulha do Espaço) (Baptista) 2:15
B1. Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki? (Baptista) 3:25
B2. Desculpe (Baptista) 3:10
B3. Navegar de Novo (Baptista) 5:30
B4. Te Amo Podes Crer (Baptista) 2:50
B5. "É Fácil" (Baptista) 1:56

Musicos Intervenientes:

Arnaldo Dias Baptista (piano acústico, órgão, clavinete, sintetizador, violão de 12 cordas e voz), 
Liminha [Arnolpho Lima Filho] (baixo), 
Dinho Leme (bateria), 
Rita Lee (voz de apoio) 
Rafa (baixo)
Arranjos de orquestra: Rogério Duprat.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Antônio Carlos Peixoto, a quem agradecemos.

Almoço/Convívio Com Ex-Músicos de Moçambique (2016 - II)

domingo, 23 de outubro de 2016
Álvaro Correia Mendes e "Seus Muchachos" em actuação

Almoço/Convívio Com Ex-Músicos de Moçambique (2016 - II)

Carlos Santos e Correia Mendes

Decorreu no passado sábado, dia 22 de outubro de 2016, pelas 12H30, no Restaurante “O Areias”, em Talaíde/Porto Salvo, o segundo almoço/convívio deste ano (o primeiro aconteceu no dia 19 de junho, no Restaurante “Adega Camponesa” em Cabreiro/Alcabideche), num excelente ambiente de confraternização, amizade, alegria, saudade e muito boa disposição, um almoço/convívio que reuniu alguns antigos músicos (e suas famílias), que abrilhantaram os saudosos anos 60/70, em Moçambique. 

Dino na bateria

Neste almoço contámos com alguns dos habituais companheiros destes convívios, destacando-se o nosso amigo "veterano", Boni. Foi também recordada a memória de João Domingos, falecido recentemente, excelente músico e considerado um dos grandes expoentes e intérpretes da “Marrabenta”.
Tivemos também a agradável presença da fantástica vocalista convidada "Neidy" e do excelente cantor Álvaro Correia Mendes, que participou no “Sarau” musical.

Correia Mendes

A seguir ao excelente almoço, um grupo constituído por antigos músicos, deu início a uma espectacular tarde (dançante) musical, recordando velhos temas e tempos, não esquecendo a “marrabenta”, o que demonstrou que esses músicos se encontram ainda em grande forma, assim como muitos que se atreveram a dançar ao seu som. Com os seus ritmos pop e tradicionais de Moçambique, proporcionaram momentos de descontracção e alegria, interpretando música variada e colorindo com os seus sons o final da tarde. 
Hélder, Carlos Santos e Vasquinho

Conjunto em plena actuação

Foi um excelente convívio, divertido, que deu para pôr a conversa em dia e rever histórias passadas. 
Fica aqui o registo desse momento animado e agradável que se pretende repetir.

Festa e dança

Carlos Santos

Agnaldo Timóteo - Encontro de Gerações (1974)




Agnaldo Timóteo - Encontro de Gerações (1974).
(Álbum originalmente gravado em LP Odeon SMOFB – 3842, 1974).
Produção de Milton Miranda.

Agnaldo Timóteo - Encontro de Gerações“ (1974), é o sexto álbum, do primeiro volume (num total de 6), de uma box deste cantor brasileiro. 
É um disco com um repertório interessante e diversificado. Abre com uma regravação emocionada de “Porta Aberta” (de Vicente Celestino, que Agnaldo cantava quando criança nos circos de Caratinga, MG, sua cidade natal). Em seguida, “Amor Proibido” (Dora Lopes e Clayton), a música do disco que foi mais executada, e outras inéditas de compositores populares como, Márcio Greyck (“Meu Sonho Se Perdeu”) e Paulo Debétio (“Tarde Demais”). Uma excelente versão em inglês de “She” (sucesso de Charles Aznavour) e uma releitura de “Dá-me Tuas Mãos” (valsa gravada originalmente por Orlando Silva em 1939), com destaque para o violão de Wagner Montanheiro, guitarrista que trabalhou por mais de 20 anos com Agnaldo e que produziu e gravou vários dos seus discos, nas décadas de 70 e 80.

Fonte: Parcialmente transcrito e adaptado de um texto de Thiago Marques Luiz. 


Faixas/Tracklist:

1 - Porta Aberta
2 - Amor Proibido
3 - Meu Sonho Se Perdeu
4 - Mais Uma Lembrança
5 - She
6 - Tarde Demais
7 - O Precipício das Ilusões
8 - Regresse
9 - Dá-me Tuas Mãos
10 - Faz Tanto Tempo Que Parece Que Foi Ontem
11 - De Tanto amar
12 - Champagne

Direcção Musical – Maestro Lindolfo Gaya
Orquestrador e regente – Maestro Edmundo Peruzzi

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel, a quem muito agradecemos, pela sua fantástica colaboração.