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Márcio Greyck Apresenta Programa 05 (LP 1973)

sábado, 25 de maio de 2019



Márcio Greyck Apresenta Programa 05 (LP CBS PR-3066, 1973). 
LP considerado raro. 


Este é um dos raros discos (oficialmente o nº 13, segundo os selos) do projecto “Programa”, elaborado pelo Departamento de Marketing da CBS para as emissoras de rádio brasileiras, entre 1972 e 1973. No Brasil, a gravadora CBS (hoje Sony), criou um programa de rádio, como um catálogo dos seus lançamentos, registado em LP, exclusivo para as emissoras de rádio, e apresentado por artistas do seu “cast”. Cada volume, com oito músicas da gravadora, é suficiente para cobrir meia hora de programação musical, incluindo espaço para os comerciais, o que tornou interessante também para a rádio. Foi uma boa estratégia para divulgar as novidades da gravadora e colocar os artistas em contacto directo com o ouvinte. 
São desconhecidos os detalhes do projecto, como o número de programas, os artistas participantes e as emissoras envolvidas, mas certamente deverão ter sido muitos. 
A gravação no LP é seguida (corrida), ou seja, sem intervalo entre as faixas, e todos os discos foram distribuídos com uma capa totalmente branca (sem qualquer informação ou imagem). Por isso, foi necessário recriar novas capas e enumerar os programas através de um critério absolutamente pessoal, como é o caso deste álbum que tomou a posição nº 05, conforme nos foi explicado pelo nosso amigo Chico. Um disco que os fãs de Márcio Greyck irão certamente gostar! 

Texto original da autoria do nosso amigo Chico, do blog Sintonia Musikal), com algumas adaptações. 


Faixas/Tracklist: 

Lado 1: 

A1 - Reginaldo Rossi – Desterro (Reginaldo Rossi) 
A2 - Diana - Fatalidade (Fatalitá) (D. Pace, Panzeri, Conti, Argenio, vrs. Rossini Pinto) 
A3 - Jerry Adriani - Porque te perdi (Locuras tengo de ti) (Pedro Villar, vrs. Rossini Pinto) 
A4 - Os Super Quentes - Assim seja (José Barreto) 

Lado 2: 

B1 - Renato e seus Blue Caps - Por você (Little girl) (Rainer, Ehrhardt, vrs. Rossini Pinto) 
B2 - Marcio Greyck - O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta voglia di lei) (Facchinetti, Negrini, vrs. Fernando Adour) 
B3 - Roberto Carlos - A montanha (Roberto Carlos, Erasmo Carlos) 
04 - José Roberto - Silvia Letícia (Aristóteles, Osvaldo Nunes) 

LP (com capas recriadas e adaptadas) que nos foi gentilmente cedido pelo nosso amigo Chico, do blog Sintonia Musikal, a quem agradecemos.

Doris Day / Howard Keel ‎– Calamity Jane (LP 1953)

sexta-feira, 24 de maio de 2019



Doris Day And Howard Keel ‎– Calamity Jane (LP Columbia ‎– CL 6273, 09 de novembro de 1953). 
Género: OST, Pop. 


Calamity Jane” é o nome de um LP de 10" (10 polegadas), lançado pela Columbia Records, em 9 de novembro de 1953, com temas cantados por Doris Day e Howard Keel, do filme com o mesmo nome. Uma das faixas deste álbum, "Secret Love", foi também lançada como single e tornou-se um grande êxito, alcançando o primeiro lugar nas tabelas de sucessos. O álbum em si alcançou o segundo lugar na tabela de álbuns da Billboard. 
Embora todas as músicas tenham sido apresentadas no filme, apenas "The Deadwood Stage", "I Can Do Without You", "Higher Than A Hawk" e "Secret Love" foram gravadas directamente da banda/trilha sonora do filme. Todos as outras foram gravadas especialmente para o álbum. 


Calamity Jane” é um um filme americano de 1953, dos géneros comédia, musical e western, dirigido por David Butler. O enredo explora o romance de dois lendários aventureiros do Velho Oeste: Calamity Jane e Wild Bill Hickok. Doris Day canta “Secret Love” que obteve o Oscar de melhor canção, e um dos grandes sucessos românticos da década de 50. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Doris Day - The Deadwood Stage (Whip-Crack - Away!) 3:15 
A2 - Doris Day (dueto com Howard Keel) - I Can Do Without You 1:45 
A3 - Doris Day With Orchestra and Vocal Quartet - The Black Hills Of Dakota 3:01 
A4 - Doris Day With Orchestra - Just Flew In From The Windy City 2:10 
B1 - Doris Day With Orchestra - A Woman's Touch 2:30 
B2 - Howard Keel (Howard Keel a solo)- Higher Than a Hawk (Deeper Than A Well) 2:13 
B3 - Doris Day With Orchestra and Vocal Quartet - 'Tis Harry I'm Plannin' To Marry 2:07 
B4 - Doris Day - Secret Love 3:41 

Arranjos Musicais: Jack Donohue 
Condução de Orquestra: Ray Heindorf 
Todas as canções têm letras de Paul Francis Webster e música de Sammy Fain. 
Todos os temas são interpretados por Doris Day, exceptuando a faixa B2 (Howard Keel) ou em dueto, faixa A2. 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jimmy Bryant, a quem agradecemos.

Renato Carosone His Piano And Quartetto ‎– Honeymoon In Rome (LP 1956)

quinta-feira, 23 de maio de 2019
 



Renato Carosone His Piano And Quartetto ‎– Honeymoon In Rome (LP Capitol Records ‎– T10031, 1956). 
LP considerado raro. 
Género: Latino, Pop, Canção Napolitana. 

Honeymoon In Rome“ é um dos primeiros LPs da vasta discografia de Renato Carosone, gravado através do selo Capitol, em 1956. Renato começou a sua carreira de gravações ainda no tempo dos discos de 78 rpm (singles), no início dos anos 50. Como Trio, os seus discos datam de 1951. Como Renato Carosone e Il Suo Quartetto, começou a gravar em 1953. Os primeiros LPs são de 1954 (Quarteto) e como sexteto, desde 1957. 


Renato Carosone (Nápoles, 3 de janeiro de 1920 — Roma, 20 de maio de 2001) foi um cantor, pianista, maestro e compositor italiano, um dos mais reconhecidos da música daquele país na segunda metade do século XX. Foi também um intérprete moderno de canções tradicionais napolitanas. 
Clássico e pianista de jazz, foi um dos maiores autores e intérpretes da música napolitana e da música pop italiana no período entre o segundo pós-guerra e o final dos anos noventa, tendo fundido os ritmos da "tarantela" com melodias africanas e americanas, de forma dançável. 
Em 1949, pensou em formar um grupo. Após algumas audições, recrutou o guitarrista holandês Peter Van Wood e o baterista napolitano Gegè Di Giacomo, formando assim o Trio Carosone. Tornaram-se num quarteto com o húngaro Elek Bacsik no baixo, guitarra e violino. Posteriormente, Van Wood e Bacsik deixaram o grupo para iniciarem as suas carreiras a solo. Gegè Di Giacomo permaneceu com Carosone, que contactou outros músicos para formar uma nova banda. 
Durante a década de 50, Carosone tornou-se cada vez mais popular. A sua canção "Torero" permaneceu no topo da tabela de sucessos dos Estados Unidos, por 14 semanas. 


Carosone anunciou que iria deixar a música e os concertos, em 1960, passando a desenvolver outras actividades, como a pintura. No entanto, em 9 de agosto de 1975, o músico regressou à música com um concerto para a televisão. Passou também a apresentar-se em espectáculos. 
Entre os seus maiores sucessos lembramos, “Torero”, “Caravan Petrol”, “Scapricciatiello“, “Tu Vuò Fà l'Americano, “'O Sarracino”, “Maruzzella” ou “Pigliate 'na Pastiglia”. Carosone também foi um dos dois cantores italianos (o outro foi Domenico Modugno) que vendeu mais discos nos Estados Unidos sem os gravar em inglês. 
Em 2001, aos 81 anos, Carosone faleceu em Roma. 
Mais informação sobre este cantor italiano, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Scapricciatiello (Albano, Vento) 
A2 - Te Voglio Bene (Rascel) 
A3 - Stu Fungo Cinesei (Danpa, Carosone) 
A4 - La Donna Riccia (Modugno) 
A5 – Pianofortissimo (Carosone) 
A6 – Ciribiribin (Pestalozza) 
B1 - La Panse (Voz - Gegè Di Giacomo) (Rendine, Pisano) 
B2 - E La Barca Torno Sola (Voz - Claudio Bernardini) (Fiorelli, Ruccione) 
B3 - N'Accorde In Fa (Voz - Gegè Di Giacomo) (C. Pisano, N. Valente) 
B4 - Anema E Core (Voz – G. Giacomo) (Wood, D'Esposito, Manlio) 
B5 - Tre Numeri Al Lotto (Fiorentini, Carosone) 
B6 – Maruzzella (Bonagura, Carosone) 

Músicos/Personnel:

Conjunto Renato Carosone E Il Suo Quartetto 
Piano, voz e líder: Renato Carosone 

LP ripado do vinil e gentilmente cedido por Luigi Vilella, a quem agradecemos.

Chico Buarque venceu o Prémio Camões de 2019.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Chico Buarque recebe o Prémio Camões de 2019. 

Cantor e escritor brasileiro, Chico Buarque venceu um dos prémios mais importantes da literatura de língua portuguesa, dado pelos governos de Portugal e do Brasil, em reconhecimento pelo seu trabalho em prol da literatura em língua portuguesa. 
O júri responsável pela escolha, formado por representantes do Brasil, de Portugal e dos países africanos de língua oficial portuguesa, anunciou o vencedor na 3ª feira passada, após uma reunião que durou cerca de duas horas. Ainda não há previsão para data da cerimónia da entrega do prémio. 
Instituído em 1988, o Prémio Camões de Literatura tem o objectivo de reconhecer um autor de língua portuguesa que tenha "contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural" do idioma, através do seu conjunto da obra. 
Conhecido principalmente como um dos maiores nomes da MPB, Chico Buarque conseguiu sucesso também como dramaturgo e como escritor, tendo vencido vários prémios de obras literárias (romance e poesia) e textos para teatro e óperas. 
Com este prémio, o cantor torna-se o 13º brasileiro a fazer parte de um restrito grupo de grandes nomes como Jorge Amado (1994) e os portugueses José Saramago (1995) e António Lobo Antunes (2007), entre outros. 

Chico Buarque - A Banda, 1966 (from Youtube)

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido como Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo, escritor e actor brasileiro, conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB), com vasta discografia. 
Ganhou destaque como cantor a partir de 1966, quando lançou o seu primeiro álbum (Chico Buarque de Hollanda. O cantor venceu o Festival de Música Popular Brasileira com a canção “A Banda”. Auto-exilou-se em Itália em 1969, devido à crescente repressão do regime militar do Brasil nos chamados "anos de chumbo", tendo regressado em 1970. É considerado um dos artistas mais activos na crítica política e na luta pela democratização no país. Na carreira literária, foi vencedor de três Prémios Jabuti, o de melhor romance em 1992 com Estorvo e o de Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em 2010.


Parabéns Chico! Um prémio muito merecido!

C.S.

Juventude Trasviada, V/A (1956-1962)




Juventude Trasviada, V/A (1956-1962). 

Elis Regina.

Juventude Transviada” é uma compilação que reúne algumas famosas faixas pioneiras do rock brasileiro, com a participação de diversos intérpretes. 
Recordamos a história da época, o pioneirismo do rock e a Pré-Jovem Guarda brasileira. O "pontapé inicial" do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) quando gravou o considerado primeiro rock, "Rock Around the Clock", de Bill Haley and His Comets. Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana", escrito por Miguel Gustavo e gravada por Cauby Peixoto. Entre 1957 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como "Até Logo, Jacaré" ("See You Later, alligator"), Agostinho dos Santos ou "Meu Fingimento" ("The Great Pretender"), Carlos Gonzaga. 

Tony Campello

Embora em 1957 o grupo Betinho e Seu Conjunto (Neurasténico) tenha alcançado grande fama, os primeiros ídolos do rock brasileiro foram os irmãos Tony e Celly Campelo. Em 1959, Cauby Peixoto sob o nome de Coby Dijon, gravou I Go (Maracangalha). 
O começo da década de 60 foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black's, The Jordans e The Clevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria, entre outros sucessos, “Only The Lonely” (Know How I Feel) que aqui se apresenta. 
Até que surge Roberto Carlos, aqui representado por uma das suas primeiras gravações, “Eternamente” (Forever)...

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo Mr. Five, a quem agradecemos.

Joan Baez ‎– Joan (LP 1967)

terça-feira, 21 de maio de 2019



Joan Baez ‎– Joan (LP Vanguard ‎– VSD-79240, 1967). 
Produtor – Maynard Solomon. 
Género: Rock, Pop, Folk Rock, Balada. 

Joan” é um álbum de estúdio de Joan Baez, lançado em agosto de 1967. Baez colaborou com o compositor Peter Schickele neste álbum de versões de temas pop/rock. Obras de Donovan, Paul Simon, Tim Hardin, The Beatles e Richard Fariña foram incluídas, assim como de Jacques Brel e Edgar Allan Poe. 
Joan é muito mais que um álbum do seu tempo em termos de som e produção, e talvez seja o disco mais belo da carreira da cantora. 
Neste disco, Baez mostra-nos os dois primeiros temas da sua carreira publicados como compositora, "North" e "Saigon Bride", este último uma canção anti-guerra particularmente pungente que expressa a futilidade da Guerra do Vietnam. O tema “Saigon Bride” conta a história de um soldado que deixa a sua noiva para trás enquanto ele vai para a guerra. 
"La Colombe" é um hino anti-guerra sobre os soldados franceses enviados para combater na Argélia, por ocasião da guerrilha pela independência desse país. 
O álbum atingiu a posição nº 38 na tabela da Billboard Pop Albums, em 1967. 


Joan Chandos Baez, mais conhecida apenas por Joan Baez, é uma cantora americana nascida em Staten Island, a 9 de janeiro de 1941. Intérprete de música folk, ficou famosa pelo seu estilo vocal distinto e pelas opiniões políticas apresentadas abertamente. A voz melancólica e as suas canções poderosas, tornaram-na popular no movimento anti-guerra (Vietnam). Baez juntou-se a Bob Dylan no Greenwich Village de Nova York e, começaram a aparecer em marchas de protesto e manifestações sobre a guerra, por todo o país. 
A carreira profissional de Baez começou em 1959 no "Newport Folk Festival" onde, com 18 anos, foi a grande revelação. Joan lançou pela Vanguard Records, no ano seguinte, o seu álbum de estreia, "Joan Baez", uma colecção de baladas tradicionais que vendeu moderadamente bem, chamando a atenção pela qualidade do repertório e pelo seu talento na guitarra acústica, aliado à sua bela voz de soprano. 
Em 1963, já era considerada uma das cantoras mais populares dos Estados Unidos. Além de folk tradicional e canções de protesto, ajudou a promover Bob Dylan, impressionada com as suas composições iniciais e incluindo várias delas no seu repertório. 
A sua voz e o acompanhamento simples e eficaz da guitarra criaram um estilo particular que lhe proporcionou, durante os anos 60, a liderança da cena folk americana. O seu percurso foi feito de diversos discos de ouro e de actuações marcantes em festivais e manifestações de protesto contra a guerra. Em 1967 lançou o LP “Joan” que aqui apresentamos. 
Actuou em Portugal pela primeira vez no dia 2 de Agosto de 1980, no antigo Dramático de Cascais. O último espectáculo aconteceu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em fevereiro de 2019, considerado um dos últimos concertos de Joan Baez. Esta será provavelmente a digressão de despedida da cantora, que após 60 anos de uma extraordinária carreira, aproveita a apresentação do recente trabalho de estúdio (novo álbum “Whistle Down The Wind”), para se despedir dos palcos. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Be Not Too Hard (Christopher Logue, Donovan) 2:49 
A2 Eleanor Rigby (Paul McCartney-John Lennon) 2:18 
A3 Turquoise (Donovan) 3:14 
A4 La Colombe - The Dove (Alasdair Clayre, Jacques Brel) 5:16 
A5 Dangling Conversation (Paul Simon) 2:43 
A6 The Lady Came From Baltimore (Tim Hardin) 2:30 
A7 North (Nina Dusheck, Joan Baez) 2:47 
B1 Children Of Darkness (Richard Fariña) 3:52 
B2 The Greenwood Side (Traditional) 7:40 
B3 If You Were A Carpenter (Tim Hardin) 2:10 
B4 Annabel Lee (Don Dilworth, Edgar Allan Poe) 4:38 
B5 Saigon Bride (Nina Dusheck, Joan Baez) 3:12 

Álbum gravado entre abril e junho de 1967 na Vanguard Records 23rd Street Studio, New York, e lançado em Agosto do mesmo ano. 


Músicos Intervenientes/Personnel: 

Joan Baez – voz, guitarra 
Arranjos: Peter Schickele (faixas/tracks: A2 to B1, B3 to B5) 
Condução de orquestra: Peter Schickele 

LP disponibilizado por Carlos Santos.

Otis Waygood ‎– Ten Light Claps and a Scream (LP 1971, South Africa)

segunda-feira, 20 de maio de 2019



Otis Waygood ‎– Ten Light Claps and a Scream (LP Parlophone ‎– PCSJ 12077, 1971, South Africa). 
LP considerado raro.
Produção: Clive Calder, Julian Laxton. 
Género: Rock Psicadélico, Hard Prog Blues Rock, Rock Progressivo. 

Ten Light Claps and a Scream“, é o terceiro e último álbum do Otis Waygood onde o grupo abandona as suas raízes do blues, adoptando um som de rock mais pesado com elementos de jazz e de reggae a surgirem. A banda vira-se mais para uma mescla entre o hard rock, o rock underground, o progressivo e o blues rock, mantendo no entanto algumas passagens pelo psicadélico. O disco emergiu durante o auge da tensão política e social nos subúrbios brancos de Johannesburg. 
A música é, certamente, influenciada pelo underground britânico (Bloodwin Pig, Steamhammer, etc.). Excelentes guitarras e vozes, especialmente a de Rob Zipper, com arranjos bem trabalhados, tornam este álbum uma obra-prima. Todas as músicas são originais. Do disco destacamos as faixas, "A Madman's Cry", "Easy Way" e "Devil Bones". 
Ten Light Claps And A Scream“ é talvez o LP mais raro da triologia deste grupo. 
O álbum foi produzido pelo famoso Clive Calder e Julian Laxton (líder dos Freedom's Children). 


The Otis Waygood Blues Band foi um grupo de rock/blues formado em 1968 em Bulawayo/Rodésia (actual Zimbabué) tendo, posteriormente, mudado para a África do Sul, onde gravou os seus únicos três fantásticos álbuns no início dos anos 70, até ao fim da sua carreira, no final da mesma década 
Os membros originais eram Benny Miller, Rob Zipper, Alan Zipper, Leigh Sagar, Angus McLean e Billy Toon. 
Já no Reino Unido, em 1977 alteraram o seu nome para “Immigrant” e a sua turnê final foi para apoiar Tavares, terminando no Palladium, em Londres. O grupo separou-se em 1979. 
O nome da banda teve origem no nome dos elevadores instalados nalguns edifícios rodesianos, cuja marca era “Waygood Otis”. 
Mais informação sobre este excelente grupo, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 A Mad Man's Cry (Otis Waygood) 4:18 
A2 Straight Ahead (Harry Polus) 2:52 
A3 I Left My Skull In San Francisco (Otis Waygood) 3:46 
A4 Easy Way (Otis Waygood) 5:12 
A5 The Higher I Go (Rob Zipper) 1:38 
B1 S.H.A.K. (Otis Waygood) 3:04 
B2 Devil Bones (Harry Polus, Otis Waygood) 3:15 
B3 You Can Do (Part 1) (Otis Waygood) 4:20 
B4 You Can Do (Part 2) (Otis Waygood) 4:30 

Músicos/Musicians: 

Rob Zipper - voz, guitarra, harmónica e saxofone
Leigh Sagar – guitarras, guitarra havaiana e órgão
Alan Zipper - baixo
Ivor Rubenstein - bateria, percussão e voz 
Benny Miller: guitarra 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo sul africano, John Lyle, a quem agradecemos.
Album kindly provided by our South African friend, John Lyle, whom we thank.

Gala Pop Rock Anos 60 - 2019 /C.C. Cartaxo (18 de maio 2019)

domingo, 19 de maio de 2019

Gala Pop Rock Anos 60 - Centro Cultural do Cartaxo/Portugal, 19 de maio 2018. 

Como foi oportunamente divulgado neste blogue, ontem (18 de maio), cerca das 22H00, o Centro Cultural Cartaxo (Portugal) foi palco de mais uma fantástica iniciativa de António José Portela, a “Gala Pop Rock dos Anos 60”, edição de 2019, num ambiente de festa e de companheirismo, com muito entusiasmo e uma alegria contagiante. O espectáculo é mais do que um simples concerto, é um verdadeiro festival de Pop Rock. A iniciativa teve vários apoios, em especial o da Junta de Freguesia do Cartaxo e Vale da Pinta, entre muitos outros. Para além da apresentação dos grupos, o evento serviu também para recordar os músicos no activo e os que já partiram, homenageando-os. 
A Gala teve o seu arranque com a apresentação dos seus apoios, colaborações e patrocínios, feita por António Portela e, em seguida, deu-se início ao espectáculo musical. Pelo palco desfilaram excelentes grupos que interpretaram alguns temas que foram sucesso nos anos 60. 

Fernando Guiomar e Amigos



A primeira banda foi “Fernando Guiomar (In-Loco) e Amigos”, constituída por Fernando Guiomar (guitarra), Alfredo Silva (bateria) e Vaz (baixo). Interpretaram temas dos Shadows com excelente qualidade e “Albatros”, dos Fleetwood Mac. 
Em seguida, apresentou-se a “Banda Odisseia”, com João Paulo, que já nos habitou à sua fantástica versatilidade e qualidade, interpretando versões de Tom Jones (“It’s Not Unusual”), dos Beatles (“Something”) e “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Stones. 
A Banda D’Ká, com Fátima Brito e João Nogueira foi o grupo seguinte, com temas de Scott McKenzie (“S. Francisco”), Joan Baez e Bob Dylan, com o famoso “Blowin in the Wind”. 

O eterno roqueiro, Victor Gomes e os Miaus.

O lendário roqueiro Victor Gomes não poderia deixar de estar presente com a "Banda os Miaus". Já com 79 anos, longe dos seus iniciais e característicos saltos de outrora, o roqueiro interpretou lindamente temas mais calmos como, “It’s Now or Never”, “Delilah” ou o seu eterno êxito “Juntos Outra Vez”. Victor está em grande forma! 

João Charana e os Guitarras de Fogo.

Guitarras de Fogo (com João Charana) - "She".

E era o momento da entrada dos veteranos, “Guitarras de Fogo” (com João Charana) e a sua versátil e fantástica voz que recordou o melhor da música francesa, com o tema de Charles Aznavour, “She”, “C’Est Ma Vie”, de Adamo, do italiano Eros Ramazzotti, “Cose Della Vita” e de Billy Joel, “Just The Way You Are”. 

Vinyl Gang.

A terminar a primeira parte do espectáculo aparecem com muita “garra” e uma excelente sonoridade, os “Vinyl Gang”, com um rock dos “bons velhos tempos”. Recordaram-nos Ricky Nelson com “Travelin’ Man”, “The Young Ones” (Cliff Richard e os Shadows) e “La Bamba” (versão de Ritchie Valens, 1958). E foi assim que chegámos ao Intervalo. 

Banda Maior (de Odivelas).

Após o intervalo, a segunda parte da Gala foi uma surpresa, iniciada com a fantástica participação da Banda Maior, foi simplesmente incrível! Um excelente momento musical! É uma banda do próprio Município de Odivelas (Distrito de Lisboa) que incorpora, para além dos músicos, um coro misto com numerosos elementos, o que permitiu uma maravilhosa sonoridade complementar. Abriram a sua diversificada actuação com “Nights in White Satin”, dos Moody Blues, passando para o Conjunto Académico João Paulo, numa sua versão roqueira de “Hully Gully do Montanhês” (ao estilo dos Xutos e Pontapés) e terminaram com “Whatever You Want” (Status Quo).

Banda Maior - Hully Gully do Montanhês.

Os Charruas.

O programa prosseguiu com os veteranos “Charruas” (grupo formado em 1964 na Escola Agrícola de Santarém). Os Charruas, com o seu habitual charme, sonoridade e interpretações de excelência, recordaram-nos, entre outros, alguns famosos temas de artistas internacionais como Salvatore Adamo, em “Inch Allah”, Gilbert Becaud, “L’Important C’Est la Rose”, a versão de “C’Est La Vie” ou “To Love Somebody”, dos Bee Gees. 

Mokuna Lagarto e Amigos.


Mokuna Lagarto e Amigos.

O programa adiantava-se e aproximava-se do seu final. Num mágico momento, foi a vez de se apresentar o sucessor de Phil Mendrix, “Mokuna Lagartoe Amigos (João Baptista - bateria, João Madeira - teclados, José Rosalis - baixo). Mokuna foi o “escolhido”! Mokuna foi o aluno prodígio de Phil Mendrix. Extraordinário e virtuoso guitarrista, é realmente um verdadeiro sucessor de Mendrix, com nível internacional, ao estilo peculiar do seu mestre. Verdadeiramente espectacular! O grupo, muito coeso, interpretou 3 temas e um outro original, muito ao estilo arrojado do mestre Filipe Mendes. O guitarrista demonstrou uma extraordinária perícia e técnica instrumental, acompanhado por excelentes músicos, em especial o baterista, João Baptista. 
O espectáculo havia de terminar com uma excelente intervenção do grupo Rockfor (João Seixas, ex-Play Boys, Plutónicos e Petrus Castrus, na bateria) e Cláudio como vocalista que interpretou um rock puro e duro, com versões de canções como, “Born To Be Wild”, dos Steppenwolf ou “Sultans of Swing”, de Mark Knopfler/Dire Straits. 

Os Rockfor e todos os músicos intervenientes, em palco.

O espectáculo tinha chegado ao fim. Foram chamados todos os músicos intervenientes ao palco para, em conjunto, homenagearem os presentes e acompanharem os Rockfor numa versão dos AC-DC, “Highway To Hell”. 
Enfim, mais uma fantástica noite muito bem passada que ficará certamente na memória de todos. 

Parabéns. Bem hajas amigo Portela! Forte abraço, 

Carlos Santos.

The Everly Brothers ‎– Rock 'N Soul (LP 1965)




The Everly Brothers ‎– Rock 'N Soul (LP Warner Bros. Records ‎– WS 1578, 1965). 
Produtor – Dick Glasser. 
Género: Pop / Rock. 

Rock'n Soul” é um álbum de estúdio da dupla The Everly Brothers, gravado em 13 de novembro de 1961 (faixa/track 11 – “I'm Gonna Move to the Outskirts of Town”) e o restante disco, de 1 a 3 de dezembro de 1964, mas só lançado em março de 1965. 
A versão de "Love Hurts" incluída neste LP, é uma versão diferente daquela que eles gravaram anteriormente. “Rock'n Soul” apresenta um LP cheio de versões de antigos temas, com arranjos de guitarra já dos anos 60, incluindo os clássicos "That'll Be the Day", "Kansas City", "Hound Dog", "Lonely Weekends", "I Got a Woman" e, mais recente, " Dancing In the Street". É um excelente álbum mas não o mais criativo e interessante do grupo. A versão de "Love Hurts" que consta no LP, é uma versão diferente, mais orientada para o rock, do que a balada que haviam gravado alguns anos antes. 


The Everly Brothers foi uma dupla americana formada pelos irmãos Don Everly e Phil Everly. Era uma banda de pop e rock and roll, com influência da música country, que alcançou sucesso nos anos 50 e 60. 
O grupo tinha um som suave, baseado no violão e com vozes muito harmoniosas. O seu estilo de cantar, harmonicamente, influenciou praticamente quase todas as bandas de rock dos anos 60. A dupla separou-se em 1973, mas regressou em 1983 com um novo álbum produzido por Paul McCartney e Dave Edmunds, “On The Wings Of A Nightingale”, que fez sucesso tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido. 
O grupo The Everly Brothers teve um total de 26 canções no top 40 da Billboard Hot 100. Ficaram muito famosos com sucessos como, Bye Bye Love, Wake Up Little Susie, Devoted To You, Crying In The Rain, Lucille ou Don’t Blame Me, entre muitos outros. Em 1986, estavam entre os 10 primeiros artistas a entrarem para o Hall da Fama do Rock and Roll, e seriam também incluídos no Hall da Fama da Música Country, em 2001. A dupla ainda se apresenta um pouco por todo o mundo. 
Informação sobre os Everly Brothers já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - That'll Be the Day (Jerry Allison, Buddy Holly, Norman Petty) – 2:22 
A2 - So Fine (Johnny Otis) – 1:59 
A3 - Maybellene (Chuck Berry, Russ Fratto, Alan Freed) – 1:52 
A4 - Dancing in the Street (Marvin Gaye, Ivy Jo Hunter, William "Mickey" Stevenson) – 2:37 
A5 - Kansas City (Jerry Leiber, Mike Stoller, Richard Penniman) – 2:25 
A6 - I Got a Woman (Ray Charles) – 2:10 
B1 - Love Hurts (Boudleaux Bryant) – 1:59 
B2 - Slippin' and Slidin' (Edwin Bocage, James Smith, Albert Collins, Richard Penniman) – 1:57 
B3 - Susie Q (Eleanor Broadwater, Dale Hawkins, Stanley Lewis) – 1:58 
B4 - Hound Dog (Jerry Leiber, Mike Stoller) – 1:57 
B5 - I'm Gonna Move to the Outskirts of Town (Roy Jacobs, Andy Razaf, William Weldon) – 2:54 
B6 - Lonely Weekends (Charlie Rich) – 1:59 
BONUS: 
C1 - Love Hurts (Boudleaux Bryant) (original hit version) – 2:19 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mitch Taylor, a quem agradecemos