Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.

Susan McCann – Best of the Sixties (Sixties Collection, 1999)

sábado, 23 de novembro de 2019



Susan McCann – Best of The Sixties (Sixties Collection, 1999). 
Disco considerado raro.
Género: Pop, Folk, Country. 

Nesta excelente compilação, “Best of the Sixties”, Susan McCann interpreta 12 famosos clássicos dos anos sessenta, incluindo Mr. Tambourine Man, Daydream Believer, Downtown, Stupid Cupid ou Lipstick on Your Collar. 


Susan McCann, (nascida em 26 de fevereiro de 1949), é uma das maiores estrelas country da Irlanda do Norte. Susan sempre cantou e gostou dos temas e ritmos da música country. A sua primeira banda foi um trio que também contou com o seu marido (gerente e mentor), Dennis Heaney nos teclados. A banda tocou em todos os clubes, pubs e pistas de dança num raio de 100 quilômetros da sua residência em Newry, Co Down, Irlanda do Norte. 
Foi um single de Natal que a apresentou a um público mais vasto e, em 1977, o tema “Big Tom Is Still The King” levou-a ao topo das paradas irlandesas. Isso deu origem a uma alteração na formação da banda, passando a incorporar 5 elementos, The Storytellers. Tocavam em clubes e teatros em Inglaterra, Escócia e País de Gales. Em 1979, Susan apresentou-se pela primeira vez no Royal Albert Hall para um público de 4.000 pessoas. 
Em 1980, fez a primeira de muitas visitas a Nashville, desta vez para gravar um álbum no estúdio de Porter Wagoner e, como resultado, convidaram-na para se apresentar no The Grand Ole Opry, no teatro Ryman. 
Como consequência desses shows, recebeu o primeiro convite para participar no Festival Internacional de Wembley, onde Susan apareceria em 1981, 1985, 1989 e novamente em 1991. Susan McCann fez digressões pela Alemanha, Holanda, Suíça, África do Sul, EUA e até participou no Festival of Lights, na Rússia. 
Susan continua a lançar novos álbuns, incluindo "Through the Years", uma compilação com três discos, editada em 2015. 


Faixas/Tracklist: 

01 Day Dream Believer 
02 My Boy Lollipop 
03 Downtown 
04 Bobby's Girl 
05 Come What May 
06 Walking Back To Happiness 
07 Lipstick On Your Collar 
08 Saturday Night At The Movies 
09 Stupid Cupid 
10 Calendar Guy 
11 Another Saturday Night 
12 Mr. Tambourine Man 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Frank Graeser, a quem agradecemos. 
Adaptação das capas por Carlos Santos.

Morreu o cantor Eduardo Nascimento, aos 76 anos, vencedor do Festival da Canção de 1967.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019
 

Morreu o cantor Eduardo Nascimento, aos 76 , vencedor do Festival da Canção de 1967. 


O cantor Eduardo Nascimento (Luanda, Angola, 26 de Junho de 1943- Lisboa, 22 de novembro de 2019) foi um cantor e músico português que representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1967. Faleceu esta sexta-feira, vítima de doença prolongada, aos 76 anos. 

Eduardo Nascimento e "O Vento Mudou" (from Youtube).

O cantor ficará para a história da música portuguesa e será sempre recordado por ter vencido o Festival da Canção em 1967 com o tema 'O Vento Mudou', tendo depois representado Portugal na Eurovisão, em Viena de Áustria alcançando o 12º lugar. Foi dos primeiros artistas com raízes africanas a representar um país europeu naquele evento musical. 


Foi líder do conjunto angolano Os Rocks, um quinteto de Luanda/Angola, formado em 1962 cujo vocalista era Eduardo Nascimento e os restantes elementos, Luís Alfredo, Fernando Saraiva, João Cláudio e Elmer Pessoa. Depois de terem vencido as eliminatórias do Concurso Ié-Ié em Angola, ficaram apurados para a final em Portugal. No referido concurso, realizado no Teatro Monumental em Lisboa, ficaram em segundo lugar e venceram o Prémio da Imprensa para o melhor conjunto de 1966. 


Realizaram algumas digressões pela Europa e África e, em 1967, conheceu Nuno Nazareth Fernandes e João Magalhães Pereira, compositor e letrista de “O Vento Mudou”. A música estava pronta. Só faltava quem lhe desse voz e a de Eduardo Nascimento era a ideal. Assim, Eduardo Nascimento foi convidado pela dupla Nuno Nazaré Fernandes e João Magalhães Pereira para participar no Festival RTP da Canção, onde apresentou o tema "O Vento Mudou". 


Com Os Rocks, Nascimento gravou dois EPs, um em 1967 pela Decca, com as faixas Wish I May, I Put A Spell On You, The Pied Piper e Only One Such As You e o segundo em 1968, também por aquela discográfica, com Don't Blame Me, With Your Hands, Hold My Hand e Something's Gotten Hold Of My Heart. O cantor continuou a actuar com Os Rocks até 1969, altura em que voltou para Angola e abandonou a carreira musical. Os Rocks foram sem dúvida um dos mais significativos grupos yé-yé portugueses da época. 
Posteriormente, Eduardo Nascimento veio a exercer funções na TAP e em outras companhias aéreas africanas.
Os EPs referidos no texto assim como uma "Antologia", encontram-se inseridos neste blog.

R.I.P.

Otis Redding ‎– A Soupcon of Soul (Live, 1966-1967)




Otis Redding ‎– A Soupcon of Soul (Live, 1966-1967). 
Género: Soul. 

A Soupcon of Soul “ é uma compilação bootleg (não oficial) de Otis Redding, que reúne uma série de excelentes músicas gravadas ao vivo no Alabama. Apesar das informações inseridas na contracapa deste disco, mas segundo outras fontes, as gravações ocorreram em vários locais e datas diferentes. As faixas 1 a 5 foram gravadas nos shows do Whisky a Go Go, entre 8 a 10 de abril de 1966. As músicas 6 a 12 são todas retiradas das apresentações do “ReadySteadyGo” (16 de setembro de 1966). A faixa 13 é do concerto de Oslo, Noruega, gravado em 7 de abril de 1967. Os temas 14 a 20 foram obtidos no Konserthuset, em Estocolmo/Suécia, em 6 de abril de 1967. 
"Shake" e "Land of 1000 Dances" apresentam Eric Burdon (dos Animals) e Chris Farlowe a acompanharem Otis Redding. 


Otis Redding nasceu em Dawson, no estado da Geórgia, em 09 de setembro de 1941. Teve a sua primeira grande oportunidade como vocalista, na banda Pinetoppers, do guitarrista de blues Johnny Jenkins. As principais influências de Otis Redding na época foram o veterano roqueiro Little Richard e o jovem cantor de soul e gospel Sam Cooke. 
Otis ficará para sempre recordado por canções emblemáticas como, “These Arms Of Mine” (1962 “Mr. Pitiful”, “Respect”, “Try A Little Tenderness”, “I’ve Been Loving You Too Loong”, “Pain In My Heart”, “Fa-Fa-Fa-Fa-Fa”, “Security”, “Satisfaction”, “Tramp”, “Ole Man Trouble”, “That’s How Strong My Love Is” ou a póstuma e belíssima “(Sittin’ On) The Dock Of The Bay”. Após a sua última apresentação com The Bar-Kays em Cleveland, Ohio, em 10 de dezembro de 1967, o avião que transportava Otis e cinco membros da banda caiu no lago Monona, próximo da cidade de Madison, no estado de Wisconsin. Da tragédia resultou a morte de Otis Redding aos 26 anos, o seu empresário, quatro membros do The Bar-Kays e o piloto. O único que se salvou foi o trompetista Ben Cauley. Otis Redding tinha gravado “(Sittin’ On) The Dock Of The Bay” quatro dias antes do acidente. Essa canção, em parceria com o guitarrista Steve Cropper, viria a ser o seu maior sucesso. 
Se o fatídico acidente de aviação não tivesse ocorrido em dezembro de 1967, Otis Redding e a maioria dos componentes da sua banda, The Bar-Kays, teriam deixado um legado musical ainda maior. Mais informação sobre este carismático cantor de soul, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

01. Your One and Only Man 
02. Pain In My Heart 
03. These Arms Of Mine 
04. I Can't Turn You Loose 
05. A Hard Days Night 
06. Satisfaction 
07. My Girl 
08. Respect 
09. Pain In My Heart 
10. I Can't Turn You Loose 
11. Shake 
12. Land Of 1000 Dances 
13. Try A Little Tenderness 
14. Day Tripper 
15. Fa-Fa-Fa-Fa-Fa (Sad Song) 
16. My Girl 
17. Shake 
18. I've Been Loving You Too Long 
19. Satisfaction 
20. Try A Little Tenderness 

Nota: As gravações foram retiradas de uma fita magnética original descoberta há relativamente pouco tempo. O título não é um erro de digitação. "Soupçon" (pronunciado sup'son ') é uma palavra francesa que significa "um pouco" ou "pequena quantidade" 

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Tony Miller, a quem agradecemos.

Nilton Cesar ‎– A Volta do Professor (LP 1966)

quinta-feira, 21 de novembro de 2019



Nilton Cesar ‎– A Volta do Professor (LP Continental – PPL 12.283, 1966). 
LP considerado muito raro. 
Género: Jovem Guarda, MPB. 
Produção: Diogo Mulero. 

Nilton César (Ituiutaba, Minas Gerais, Brasil, 27 de junho de 1939) é um famoso cantor brasileiro com sucesso desde os anos 60. Obteve também muito êxito na década de 70 com a canção “Férias na Índia”, gravada em 1969. Vendeu mais de 500 mil cópias e ganhou inúmeros discos de ouro e troféus na época. Apresentou-se nos principais palcos do Brasil e participou na Televisão, no Programa Sílvio Santos e no programa Jovem Guarda. 
Outros sucessos do cantor incluem, “A Namorada que Sonhei”, “Amor... Amor... Amor...”, “Felicidade”, “Espere um Pouquinho Mais”, entre outros. 
Actualmente continua a apresentar-se no Brasil e, principalmente, no exterior. 
Mais informação sobre este cantor, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - Pense Em Mim (Aladdin) 
A2 - Turbilhão (Tommy Standen, Osvaldo Molina) 
A3 - Chamado Interurbano (Tommy Standen, Frankye Adriano) 
A4 - Amor de Enfermeira (Jair Gonçalves) 
A5 - Amor Diferente (Jota Domingos) 
A6 - Verinha (Moacir Gomes) 
B1 - Saudade Flor Espinho (Alexandre Cirus) 
B2 - Pela Última Vez (Jota Domingos) 
B3 - Ao Mundo Vou Contar (Tommy Standen) 
B4 - Canto da Sereia (Oswaldo Nunes) 
B5 - Porque Brigamos (Alexandre Cirus) 
B6 - Garota Caprichosa (Tommy Standen/Frankye Adriano) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos.

Four Jacks And A Jill ‎– Shamwari (LP 1982 – South Africa)




Four Jacks And A Jill ‎– Shamwari (LP Gallo ‎– ML 4594, 1982 – South Africa).
LP considerado raro. 
Produção: Clive Harding. 
Género: Folk Rock. 


Shamwari” (significa "amigo", em dialecto “Shona”*) é um raro LP do grupo sul africano Four Jacks and a Jill, lançado em 1982, pela discográfica sul africana Gallo. 
No início da carreira, o grupo ficou famoso pelo seu single "Master Jack". Os Four Jacks and a Jill era constituído por Tony Hughes, Bruce Bark, Keith Andrews, Glenys Lynne e Clive Harding. O conjunto passou por várias alterações à sua formação ao longo de duas décadas e separou-se formalmente em 1983. Vasta discografia. 
Mais informação sobre este lendário grupo sul africano, já se encontra inserida neste blog. 

*Nota: “Shona” é um dialecto africano falado nas províncias de Manica, Tete e Sofala/Moçambique, também em parte do Zimbabwe e no leste da Zâmbia. 


Faixas/Tracklist: 

A1 – Shamwari (G. L. Harding, P. Nissen) 3:07 
A2 - Love Is a Rose (Neil Young) 2:29 
A3 - The Feeling Has Gone Now (G. L. Harding) 2:36A4 - Hold Me Tight (Johnny Nash) 2:37 
A5 - Running Back (Instrumental) (P. Nissen) 3:18 
A6 - Music Man (John Ferrier, Len Dippenaar) 2:57 
B1 - Running Back (G. L. Harding, P. Nissen) 3:18 
B2 - Holly Ho Havanna (Gyllianna, Jack White) 3:18 
B3 - I Must Be Crazy (G. L. Harding) 2:48 
B4 - The Rose (Amanda McBroom) 2:48 
B5 - Yesterday Was So Sweet (J. B. Ferrier) 2:35 
B6 - Shamwari (Instrumental) (P. Nissen) 3:07 

Formação em 1982/ 1982 Line-Up: 

Glenys Lynne Mynott (vocalista principal) 
Len Dippenaar (guitarra) 
Clive Harding (baixo) 
Tony Hughes (bateria, substituído por Mossie Christopher) 
John Ferrier (guitarra) 

LP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo sul africano, John Lyle, a quem agradecemos. 

José Mário Branco ‎– Canções Escolhidas (71/97)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019



José Mário Branco ‎– Canções Escolhidas (71/97). 
Género: Pop, Folk, Balada, Música de intervenção, Música popular portuguesa (MPP). 

Canções Escolhidas” é uma compilação com 16 temas da carreira de José Mário Branco. O disco apresenta-nos algumas das melhores e mais duradouras canções da obra do cantautor como, “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, “O Charlatão”, “Inquietação” ou “Mariazinha”, entre outras. 
Este foi o álbum que escolhemos para homenagear José Mário Branco, músico, cantautor e compositor icónico, recentemente falecido, cujo percurso artístico está indelevelmente associado às canções de intervenção no período do 25 de abril de 1974. 


Cantor, compositor, produtor e director musical, actor, activista português, José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 - 19 de novembro de 2019) é uma das figuras mais importantes da música portuguesa do último meio século. 
Em 1963, parte para França para evitar ser recrutado para uma guerra colonial travada pelo regime político que combatia ardentemente. Em França, grava o seu primeiro disco em 1967 e, em 1969, conhece José Afonso. É no exílio em França que começa a trabalhar como produtor e director musical, precisamente com José Afonso, e que escreve e grava os seus primeiros álbuns. Regressando a Portugal depois do 25 de Abril, coloca a sua própria carreira em pausa para mergulhar a fundo nas utopias culturais e políticas pós-revolucionárias como membro do Grupo de Acção Cultural – Vozes na Luta, entre 1974 e 1977. 
Depois de uma experiência com “A Comuna – Teatro de Pesquisa” funda em seguida o Teatro do Mundo, e mais tarde a estrutura de apoio à música portuguesa União Portuguesa de Artistas de Variedades. Participa pontualmente como actor em filmes de António-Pedro Vasconcelos, Jorge Silva Melo ou Rita Azevedo Gomes. 
Gravou sete álbuns de material original em nome próprio. Escreveu música para vários filmes. 
Trabalhou com diversos músicos como o fadista Camané, Amélia Muge, Canto Nono, Gaiteiros de Lisboa, Kátia Guerreiro, Janita Salomé, João Loio, José Afonso, José Jorge Letria, José Peixoto, Sérgio Godinho, e no álbum infantil Bom Dia, Benjamim! (1995). 


Faixas/Tracklist: 

01 Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades 
02 O Charlatão 
03 Eu Vim De Longe, Eu Vou P'ra Longe 
04 Eh! Companheiro 
05 Mariazinha 
06 Casa Comigo Marta 
07 Qual É A Tua, Ó Meu? 
08 Inquietação 
09 Dairinhas (Carta A Daniel Filipe) 
10 Cada Dia São Cem (Carta Ao Remetente) 
11 Queixa Das Almas Jovens Censuradas 
12 As Canseiras Desta Vida 
13 Aqui Dentro De Casa 
14 Ser Solidário 
15 Margem De Certa Maneira 
16 De Pé (Saudação A Antero) 

Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

Jerry Lee Lewis ‎– Memphis Beat (LP 1966)




Jerry Lee Lewis ‎– Memphis Beat (LP Philips ‎– BL 7706, 1966). 
Produtor: Shelby Singleton. 
Género: Rock, Pop Rock, Country Rock. 


"Memphis Beat" é um álbum de estúdio de Jerry Lee Lewis, que integra temas gravados em 1963, 1965, 1966, lançado em maio de 1966. Depois de entrar no território country (e country-pop) com “Country Songs for City Folks”, Jerry Lee Lewis regressou com este excelente álbum “Memphis Beat”, em 1966, apresentando os seus sons de rock mais criativos. 
"Drinkin 'Wine, Spo-Dee-O-Dee", "Just Why" e "Hallelujah, I Love Her So" são temas que já tinham três anos na época do lançamento deste disco, mas o resto era material novo, oferecendo motivação e muito entusiasmo. 
Na verdade, mais de metade das músicas do álbum “Memphis Beat” foram gravadas nos dias 5 e 6 de janeiro de 1966 no Phillips Studio, em Memphis. Os temas restantes foram retirados de uma rara sessão de gravação na cidade de Nova York, oito meses antes, e das primeiras sessões de Lewis na discográfica Smash, em 1963. O disco inclui um raro original de Lewis chamado "Lincoln Limousine", um tributo velado a John F. Kennedy. O LP também inclui bons temas como, "Wine Spo-Dee-O-Dee", o clássico de George Jones "She Thinks I Still Care", e outros novos sucessos. 
Depois de “Memphis Beat” ter sido lançado em maio de 1966, o disco chegou à posição número 145, na tabela de álbuns da Billboard. 


Jerry Lee Lewis (Ferriday, 29 de setembro de 1935) é um cantor, compositor e pianista norte americano de rock and roll, considerado um dos pioneiros do género. Foi introduzido no Hall of Fame do Rock And Roll em 1986 e em 2005. Em 2004, a revista Rolling Stone colocou-o em vigésimo quarto lugar no seu ranking dos 100 melhores artistas de todos os tempos. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Memphis Beat (Allen Reynolds, Dickey Lee, Milton Addington) 2:49 
A2 Mathilda (George Khoury, Huey Thierry) 2:14 
A3 Drinkin' Wine Spo-Dee-O-Dee (J. Mayo Williams, Stick McGhee) 2:13 
A4 Hallelujah, I Love Her So (R. Charles) 2:30 
A5 She Thinks I Still Care (D. L. Lipscomb, S. Duffy) 2:47 
A6 Just Because (Bob Shelton, Joe Shelton, Sidney Robin) 1:57 
B1 Sticks And Stones (H. Glover) 2:04 
B2 Whenever You're Ready (C. Harrelson) 1:46 
B3 Lincoln Limousine (Jerry Lee Lewis) 2:37 
B4 Big Boss Man (Al Smith, Luther Dixon) 2:50 
B5 Too Young (Sidney Lippman, Sylvia Dee) 2:56 
B6 The Urge (Pee Wee King, Redd Stewart) 2:40 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo John B. Jones, a quem agradecemos. 

Morreu José Mário Branco, músico, compositor e cantautor português, aos 77 anos.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Morreu José Mário Branco, músico, compositor e cantautor português, aos 77 anos. 

José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido apenas como José Mário Branco (Porto, 25 de Maio de 1942 / 19 de Novembro de 2019), foi um músico, compositor e cantautor português, considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, em particular no período da Revolução de Abril de 1974, cujo trabalho se estende também ao cinema, ao teatro e à acção cultural. Poucos deixaram uma marca tão intensa como José Mário Branco na canção popular portuguesa, ao longo das últimas décadas. Depois de uns anos de fulgor revolucionário, consumido pelo trabalho com o GAC, José Mário regressa a uma paixão antiga, que já lhe vinha dos tempos em que fazia teatro em Paris. Entra para da companhia de teatro "A Comuna", onde é convidado para musicar a peça “A Mãe”, de Brecht (que daria origem ao disco homónimo, lançado em janeiro de 1978). Fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical para outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge, Samuel e Nathalie. 


José Mário Branco é detentor de vasta discografia tanto a solo, como colectiva ou com o GAC, para além de inúmeras colaborações. 
Em 2018, José Mário Branco cumpriu meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999. Já no ano anterior, editara sete álbuns de originais e um ao vivo, respeitantes ao período de 1971 a 2004. 
José Mário Branco faleceu durante a noite de segunda para terça-feira após um acidente vascular cerebral (AVC).
Álbuns e mais informação sobre este excelente cantor português, já se encontram inseridos neste blog.

R.I.P.

Billy Vaughn ‎– Look For a Star (LP 1960)




Billy Vaughn ‎– Look For a Star (LP Dot Records ‎– DLP 25322, 1960). 
Género: Orquestra, Jazz, Big Band, Easy Listening. 

Look For a Star“é um raro álbum orquestral e instrumental da Orquestra de Billy Vaughn, lançado  em agosto de 1960 pela Dot Records. 
A música que serve de título a este álbum foi escrita por Mark Anthony (pseudónimo de Tony Hatch), tendo sido originalmente interpretada por Garry Mills no filme britânico Circus of Horrors, de 1960. 
Billy Vaughn e His Orchestra lançou uma versão instrumental do tema em 1960, que alcançou o 13º lugar na tabela Cashbox e a 19ª posição na parada pop dos EUA. 


Billy Vaughn (12 de abril de 1919 — 26 de setembro de 1991) foi um maestro, arranjador e compositor norte-americano nascido em "Glasgow", no Estado do "Kentucky"/EUA, que fez muito sucesso especialmente nas décadas de 50/60 e que gravou com a sua orquestra, clássicos da música de todo o mundo, como "Melody of Love", "Sail Along Silvery Moon! "Whells", "Oh, My Papa", "The Apartment", "Look For a Star", "La Paloma", "El Choclo", "La Golondrina", "Estrellita", "La Cumparsita", "El Manisero", "Aquarela do Brasil" e muitas outras. A orquestra de Billy Vaughn marcou uma época juntamente com as orquestras de Ray Conniff, Lawrence Welk e outras menos famosas. Paralelamente à gravação dos LPs da sua orquestra, Billy Vaughn escrevia também arranjos para as canções dos artistas da sua gravadora, a “Dot Records”, entre eles, Pat Boone, Gale Storm, The Fontaine Sisters. 
A música de Billy Vaughn começou a ter essa aura de romantismo depois dele ter gravado em 1955, "Melody of Love". O seu reconhecimento definitivo veio somente três anos mais tarde, em 1958, quando gravou "Sail Along Silvery Moon" (Harry Tobias - Percy Wenrich), que vendeu mais de três milhões de discos e lhe trouxe fama mundial. Foi a partir dessa gravação que surgiu o "Twin Sax Sound" (som dos saxofones gémeos), marca registada de Billy Vaughn, responsável por muitos prémios por recordes de vendas de discos um pouco por todo o mundo. 
Em 1991, Vaughn morreu de mesotelioma no Palomar Hospital, em Escondido, Califórnia, com 72 anos. 


Faixas/Tracklist: 

A1 Look For A Star (do filme "Circus Of Horrors" ) (M. Anthony) 2:12 
A2 Snowfall (Claude Thornhill) 2:49 
A3 Mona Lisa (Livingston, Evans) 2:05 
A4 Paper Roses (Torre, Spielman) 2:07 
A5 Greenfields (Gilkyson, Dehr, Miller) 2:49 
A6 Beyond The Sunset (V. Brock, B. Brock) 2:28 
B1 Because They're Young (Schroeder, Gold, Costa) 1:55 
B2 He'll Have To Go (J. Allison, A. Allison) 2:32 
B3 Theme From "The Apartment" (Williams) 2:21 
B4 La Montana (Wilder, Moreu, Algnero) 2:05 
B5 Just A Closer Walk With Thee (Arr. George Greeley) 2:21 
B6 Marta (Gilbert, Simons) 2:16 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Frank Graeser, a quem agradecemos.

Nilton César – Nilton César (LP 1969)

segunda-feira, 18 de novembro de 2019



Nilton César – Nilton César (LP RCA Victor BB6-1495, setembro de 1969). 
Género: MPB. 


Nilton César“ (LP também conhecido como “A Namorada Que Eu Sonhei”), é o terceiro álbum deste cantor brasileiro, lançado pela RCA em setembro de 1969. 
Nilton César nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, Brasil, 27 de junho de 1939. Em 1961, a convite de um amigo, veio para São Paulo, iniciando assim a sua carreira profissional. Realizou o seu primeiro trabalho discográfico pela gravadora RGE, onde assinou contrato e gravou alguns discos de 78 rpm. Depois transitou para a Continental onde gravou singles e vários LPs. Em 1968 mudou-se para a RCA Victor, tendo permanecido 17 anos. Nesta gravadora, sob a coordenação músical de Osmar Navarro, alcançou o seu maior sucesso em vendas com a canção "A Namorada Que Sonhei" (de Osmar Navarro), com a qual ficou conhecido nacional e internacionalmente, abrindo as portas para Portugal, EUA, Canadá, África do Sul, Argentina, Colômbia e outros países. 
Gravou 6 LP'S em Espanhol e na década de 60 teve a música de Osmar Navarro "Lenita" em primeiro lugar nas paradas da Argentina (cantada em português), derrubando Roberto Carlos que cantava em espanhol. Ganhou vários troféus "Chico Viola", prémio que actualmente corresponde ao Disco de Ouro. Foi também sucesso na década de 70 com o tema “Férias Na Índia”, gravado em 1969 e que vendeu mais de 500 mil cópias. Ganhou inúmeros discos de ouro e troféus nessa altura. Apresentou-se nos principais palcos do país e participou em programas de televisão como o Programa Sílvio Santos e Jovem Guarda. 
Nilton passou por várias gravadoras como a Continental, RCA Victor, Copacabana, Diz music Canadá e Atração. 
Gravou 32 LPs, sendo 6 deles em Espanhol e, até 2006, gravou mais 10 CDs, totalizando na sua carreira 12 discos de Ouro. Tem, como destaque, canções como “Professor Apaixonado”, “Casa Vazia”, “São tantas Coisas”, “Férias na Índia”, “Espere um Pouco”, “Amor...Amor...Amor...”, “Felicidade”, “A Namorada Que Sonhei”, entre muitas outras. 
Actualmente continua a apresentar-se no Brasil e, principalmente, no exterior. 


Faixas/Tracklist: 

A1 - A Namorada Que Sonhei (Osmar Navarro) 
A2 - Viva Eu (Osmar Navarro) 
A3 - Por Amor (Rafael Solano/Reinaldo Costa) 
A4 - Menina Moça (Luis Antônio) 
A5 - Quando a Gente Ama Mesmo (Osmar Navarro) 
A6 – Tiritando (Charlie Tonto/Vrs. Osmar Navarro) 
B1 - Nunca Mais (Osmar Navarro) 
B2 – Indecisão (Fernando Reis/Nilton César) 
B3 - Eu Tenho Um Mar de Amor Para Lhe Dar (Osmar Navarro) 
B4 - Melhor Que Você (Jair Amorim/Evaldo Gouveia) 
B5 - Ontem Eu Chorei Demais (Geraldo Nunes) 
B6 - Estou Procurando Uma Rima (Martinha) 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jason Varella, a quem agradecemos. 

James Brown ‎– It's a Man's Man's Man’s World: Soul Brother #1 (LP 1966)

domingo, 17 de novembro de 2019



James Brown ‎– It's a Man's Man's Man’s World: Soul Brother #1 (LP King Records ‎– 985, 1966). 
Produção: Billy Ward, Burt Jones, Henry Glover, James Alston, James Brown, Leonard Witchcup, Nat Jones, Sally Nix, Teddy Powell. 
Género: Funk / Soul. 

"It's a Man's Man's Man's World" é uma canção de James Brown e Betty Jean Newsome, que serviu de título ao álbum que aqui apresentamos. Brown gravou o tema em 16 de fevereiro de 1966 num estúdio de Nova Iorque e lançou-o inicialmente em single, naquele mesmo ano. Alcançou o número 1 da parada R’n’B da revista Billboard e número 8 da parada Billboard Hot 100. Em agosto de 1966 lançou o LP pela King Records. “It's a Man's Man's Man's World” é o décimo sexto álbum de estúdio do músico americano. Verdadeiramente, o álbum é uma espécie de compilação, sendo constituído pelo sucesso principal “It's a Man's Man's Man's World“ ao qual se juntaram vários temas lançados em single, entre 1960 e 1966. 


James Joseph Brown Jr. (Barnwell, 3 de maio de 1933 — Atlanta, 25 de dezembro de 2006), mais conhecido apenas por James Brown, foi um cantor, dançarino, compositor e produtor musical norte americano, reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música. Em vida, vendeu mais de 100 milhões de álbuns e é reconhecido como um dos maiores artistas de todos os tempos. 
Brown começou a sua carreira profissional em 1956 e fez fama no final da década de 50 e início da década de 60, especialmente pela força das suas apresentações ao vivo e várias canções de sucesso. 
Brown foi conhecido por inúmeros apelidos, incluindo Soul Brother Number One, Sex Machine, Mr. Dynamite, The Hardest Working Man in Show Business, The King of Funky, Minister of The New New Super Heavy Funky, Mr. Please Please Please Please Himself, I Feel Good, The Original Disco Man e, principalmente, The Godfather of Soul ("O Padrinho do Soul"). No livro "Sweet Soul Music", de Arthur Conley, Brown é descrito como King of Soul ("Rei do Soul"). 
Mais informação sobre este cantor americano, já se encontra inserida neste blog. 


Faixas/Tracklist: 

A1 The Scratch (James Alston) 1:42 
A2 It's a Man's Man's Man's World (Burt Jones, James Brown) 2:47 
A3 Bewildered (Whitcup, Powell) 2:21 
A4 Is It Yes Or Is It No? (Burt Jones, James Brown) 2:57 
A5 Ain't That A Groove Part 1 (James Brown, Nat Jones) 3:33 
A6 The Bells (Billy Ward) 3:00 
B1 Ain't That A Groove Part 2 (James Brown, Nat Jones) 1:46 
B2 Come Over Here (James Brown) 2:42 
B3 In The Wee Wee Hours (Of The Nite) (James Brown) 2:48 
B4 I Don't Mind (James Brown) 2:19 
B5 Just You And Me (James Brown) 2:42 
B6 I Love You, Yes I Do (H. Glover, S. Nix) 2:45 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo John Westley, a quem agradecemos.