José Cid - O Essencial (Antologia 1967-2011).
É hoje que o músico e cantor de pop/rock português, José Cid, irá ser galardoado com um Grammy por Excelência Musical, atribuído pela Academia Latina, prémio esse há muito esperado e mais que merecido. Não deixaríamos de prestar a nossa homenagem a José Cid. É, sem dúvida, justo motivo de orgulho para todos nós! De recordar que a carreira de Cid, como músico, se iniciou em meados dos anos 50 (com o grupo Os Babies) até à actualidade, com participações em vários grupos e, por isso, deve ser destacada pela sua constância e pela importância para a música nacional e internacional, ao longo de uma brilhante carreira de seis décadas, agora justamente reconhecida. Na página oficial da Academia Latina de Gravação é referido, num pequeno texto dedicado ao músico português, que José Cid, “adaptou sem esforço a influência da música popular anglo-saxónica ao estilo original do pop rock português”.
José Cid, agora com 77 anos, junta-se assim aos outros dois portugueses distinguidos com este Grammy Latino, o fadista Carlos do Carmo e a soprano Elisabete Matos.
A 20ª Edição do Grammy Latino (20th Annual Latin Grammy Awards) será realizada em 14 de novembro de 2019 em Las Vegas, EUA. O Prémio à Excelência Musical é concedido a artistas que fizeram contribuições de significado artístico excepcional para a música latina.
Em maio de 2018, José Cid já tinha sido distinguido com o Prémio Mérito e Excelência nos Globos de Ouro.
1955 - Os Babies com José Cid ao piano.
José Cid, nome artístico de José Albano Salter Cid Ferreira Tavares (Chamusca, 4 de fevereiro de 1942), é um cantor, compositor, músico instrumentista e produtor musical português.
Na adolescência, por volta dos 14 anos, quando frequentava o Colégio dos Salesianos de Mogofores/ Anadia, iniciou a sua carreira musical com “Os Babies”, agrupamento musical criado em 1955, que se dedicava à interpretação de versões e que durou até 1958. Com 17 anos, já em Coimbra, José Cid compôs a sua primeira canção, Andorinha, um tema com influências jazzísticas.
A partir de 1960, e nos anos subsequentes, integra o Conjunto Orfeão, com José Niza, Daniel Proença de Carvalho e Rui Ressurreição e o Trio Los Dos, com Proença de Carvalho. Ainda nos anos 60 passa pela banda de rock n'roll e surf rock Os Claves, que também se dedicava à interpretação de versões.
Em 1965 abandona Coimbra. É convidado a integrar o famoso Conjunto Mistério que daria origem ao Quarteto 1111. Nos finais dos anos 60, Cid destaca-se no panorama musical, ao integrar, como teclista e vocalista, o Quarteto 1111, um dos mais inovadores projectos musicais portugueses de que há memória. O grupo tem grande êxito com a canção “A lenda de El-Rei D. Sebastião”, editada em 1967. O álbum homónimo dos 1111 seria editado em 1970, mas não chegaria a ser comercializado, por proibição da censura.
Em Agosto desse ano, Cid toca no célebre concerto/festival em Vilar de Mouros com o Quarteto 1111. Em novembro participa, com "Ficou Para Tia", no World Popular Song Festival de Tóquio. Participa na formação do grupo Green Windows em 1972, para se apresentar no Festival dos Dois Mundos, desse mesmo ano. Na realidade, o grupo era o Quarteto 1111 numa vertente mais comercial e com algumas participações femininas, asseguradas pelas namoradas e mulheres dos elementos da banda.
Em 1973, é lançado um dos maiores êxitos de sempre da carreira de José Cid, “Vinte Anos”, que viria a vender mais de 100 mil cópias.
Em 1975 “Ontem, Hoje e Amanhã”, canção que seria premiada no Festival Yamaha de Tóquio.
Em 1977 fundou o grupo Cid, Scarpa, Carrapa e Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo, com o qual gravou o tema “Mosca Super-Star” e o EP “Vida” (Sons do Quotidiano), no mesmo ano. Em 1978, lançou o álbum “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”, um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento ao nível internacional, sendo incluído numa lista dos 100 melhores álbuns de rock progressivo do mundo, organizada pela revista americana Billboard.
Participa nesse mesmo ano no Festival OTI da Canção com o tema "Na Cabana Junto à Praia", de 1979, classificando-se em terceiro lugar. Após várias participações no Festival RTP da Canção, em 1980 vence o certame com a música “Um Grande, Grande Amor”. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso sétimo lugar, entre 19 concorrentes.
Fora do país, José Cid obteve na década de 80, algum sucesso nos mercados Australiano e Sul-Africano. Na Austrália chegou a tocar com os conhecidos Men At Work. Participa em inúmeros programas de T.V.
Em 2009 recebeu o prémio de consagração de carreira pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
Cid continua a gravar e a apresentar-se até ao presente e destaca-se pela sua vasta discografia.
Mais informação sobre este excelente artista português, já se encontra inserida neste blog.
Em Porto Covo, onde assistimos ao seu concerto na noite de 29 de Agosto de 2019.
Em sua homenagem, apresentamos esta compilação particular, "O Essencial", uma antologia que reúne alguns dos seus maiores sucessos, gravados entre 1967 e 2011.
Faixas/Tracklist:
01 - A Lenda de El-Rei D. Sebastião (com Quarteto 1111)
02 - Balada Para D. Inês (com Quarteto 1111)
03 - Junto à Lareira
04 - A Mansarda
05 - Na Cabana Junto à Praia
06 - A Rosa Que Te Dei
07 - Verdes Trigais Em Flor
08 - 20 anos
09 - Morrer de Amor Por Ti
10 - Velho Moinho
11 - Um Louco Amor
12 - Ontem, Hoje e Amanhã
13 - Nossa Senhora do Tejo
14 - Uma Lágrima
15 - Cai Neve Em Nova Iorque
16 - O Largo Do Coreto
17 – Desencontro
18 – Lisboa
19 - Glória, Glória Aleluia
01 - Mais Um Dia
02 - Quadras Populares
03 - Um Grande, Grande Amor
04 - Romântico, Mas Não Trôpego
05 - Amanhã, Amanhã
06 - A Anita Não É Bonita
07 - A Minha Música
08 - Desde Que Me Ames Um Pouco
09 - Amar Como Jesus Amou
10 - Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer, Muito, Pouco e Nada
11 - No Dia Em Que o Rei Fez Anos
12 - O Cantor da T.V.
13 - Como o Macaco Gosta de Banana
14 - O Meu Piano
15 - Tia Anita
16 - Bodas de Ouro
17 – Retrovisor
18 - Não Sei Viver Sem Ti
Parabéns José Cid!
Alinhamento e capas por Carlos Santos.