Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.
Mostrar mensagens com a etiqueta Livro Biografia do IÉ-IÉ. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livro Biografia do IÉ-IÉ. Mostrar todas as mensagens

Biografia do Ié-Ié (Espectáculo/Convite)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Biografia do Ié-Ié

O livro "Biografia do IÉ-IÉ" de Luís Pinheiro de Almeida será apresentado no Teatro da Encarnação, sito na Rua Quinta de Santa Maria/Bairro da Encarnação, Lisboa, no próximo sábado, dia 24 de Maio pelas 17 horas. Conta-se com a presença dos Claves, Os Ekos, Daniel Bacelar, Os Playboys, João Charana (Guitarras de Fogo) e os Discovers.
O livro contém 328 páginas, das quais 36 a cores, com biografias, fotografias, imagens, histórias e contextualizações, do que se denominava na época por "metrópole" e ex-colónias. 


Luís Pinheiro de Almeida, o autor do livro.

Já agora e em jeito de curiosidades...sabia que… 

- Fausto Bordalo Dias, o mais lusíada dos cantores portugueses, cantava Beatles num conjunto ié-ié angolano? 
- Rui Nazareth, um dos pioneiros do rock nacional, é hoje um reputado físico nuclear no Brasil? 
Júlio Pereira, o especialista em cavaquinho e viola braguesa, fez parte dos Playboys, considerados os “Bee Gees portugueses”? 
- José Cid, um dos mais ecléticos músicos portugueses, está por detrás da famosa “Gaivota” de Ermelinda Duarte? 
- Kátia Guerreiro fez um pé de dança nos Charruas, de Santarém? 
- Carlos Correia, o famoso Bóris, elemento-chave na “Grândola” de José Afonso, foi músico ié-ié em Coimbra, onde hoje é professor catedrático e Doutor em Física? 
- Mário Assis Ferreira, antigo presidente de casinos, foi guitarrista e manager do Quinteto Académico? 
- Vinte anos antes de “Chico Fininho”, já Daniel Bacelar e os Conchas cantavam rock português? 
- Fernando Tordo, muito antes da estrondosa abalada para o Brasil, fez parte de três conjuntos ié-ié: Golden Stars, Deltons e Sheiks? 
- Os Sheiks foram a banda de suporte do único disco português da luso-francesa Cartherine Ribeiro, tida como a Nico francesa? 
- A Chave foi em 1969 o primeiro conjunto português a tocar cítara? 
- Luís Rego, futuro músico/actor dos Charlots, foi o primeiro artista português a musicar Fernando Pessoa? 
- Daniel Proença de Carvalho foi em Coimbra um dos pioneiros da música moderna portuguesa na viola-baixo? 
- Rui Pato, habitual viola de José Afonso, foi músico ié-ié nos Scoubidous? 
- Os Chinchilas queriam tanto vencer o Concurso Ié-Ié no Teatro Monumental que se inscreveram com nomes diferentes? 
- António Martins da Cruz, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva, fez parte do júri? 
- A boîte Caruncho tinha uma DJ mulher…? 
- Os Conchas eram os “Everly Brothers portugueses” e Daniel Bacelar o “Ricky Nelson português”? 
- Nem o Conjunto Académico João Paulo nem os Titãs, dois dos principais conjuntos ié-ié, quiseram participar no Concurso do Monumental, os Sheiks acabaram por desistir por uma questão de datas e os Claves ganharam, com polémica, aos Rock’s, de Eduardo Nascimento (Angola)? 
- Arquitecto na Suiça, Sousa Pinto teve a tocar no seu conjunto o actual deputado e antigo ministro do PS - José Lello, que também tocou nos Titãs e teve uma carreira a solo? 
- Ana Delgado, a primeira voz feminina do ié-ié português, é hoje docente universitária em Leipzig?

Daniel Bacelar

- Daniel Bacelar é autor e intérprete das primeiras canções ié-ié de sempre: “Fui Louco Por Ti” e “Nunca”. 
- Luís Moutinho, professor universitário na Escócia, filho de Pedro Moutinho e de Maria Leonor, duas das principais vozes da rádio de então, era considerado o “Ringo Starr lusitano”? Com Fernando Tordo fez os Deltons e o manager era Rui Oliveira Costa, conhecido comentador desportivo. 
- Luís Jardim, júri profissional de concursos televisivos, era, aos 15 anos, viola-ritmo dos Demónios Negros, do Funchal, e cantava em português “Yesterday”, dos Beatles. 
- António Pinho, letrista da Filarmónica Fraude e da Banda do Casaco, começou como baterista dos G-Men e actuou no Concurso Ié-Ié do Monumental? 
- Henrique José, filho de Max, da “Mula da Cooperativa”, integrou os Diamantes Negros, de Sintra? 
- O Duo Ouro Negro começou como trio? 
- Cândido Mota, actor e famosa voz da rádio, fez parte dos Baby Twisters com Edmundo Falé que também foi dos Ekos? 
Eduardo Nascimento foi recordista angolano em 200 metros bruços? 
- Os Ekos inauguraram a famosa boîte 7 ½, em Albufeira, onde conheceram Cliff Richard que os aconselhou a cantar em português. 
- Por terem perdido o Concurso Ié-Ié, os Espaciais mudaram de nome para Psico e ganharam o festival do CITU. 
- O conhecido chèf de cozinha Michel Costa foi baterista dos Fanatic’s, conjunto formado no Liceu Francês, em Lisboa. 
- Teresa Paula Brito seria a única presença feminina do abortado Festival dos Salesianos que a Polícia de Choque não permitiu que se realizasse. 
- O jornalista-escritor João Alves da Costa fez parte dos Jets, cuja capa psicadélica do seu único EP, da autoria de Carlos Fernandes, figura como “tesouro escondido” nos livros internacionais da especialidade. 
- O antigo presidente da Sony em Portugal, Carlos Pinto, foi a voz de “Penina” que Paul McCartney ofereceu aos Jotta Herre. 
- António Santos, antigo jornalista da RTP e assessor de Imprensa de António Guterres, fez parte dos Rapazes. 
- Os Sheiks deram 4 vencedores do Festival RTP da Canção. 
- O cineasta Rui Simões, “Deus, Pátria, Autoridade” (1976), “Bom Povo Português” (1980), “Ruas da Amargura” (2012), “Guerra ou Paz” (2014), foi o primeiro manager dos Sheiks e o segundo foi Rui Oliveira Costa. 
- Jorge Palma começou com os Jets, mas mais a sério com o Sindicato. Aprendeu a tocar viola com Carlos Bastos que foi dos Chinchilas. 
- Paulo Alexandre, o eterno “Verde Vinho”, começou nos discos com os Telstars, os chamados “Shadows portugueses”? 
- Os Titãs fizeram em 1963 a primeira versão eléctrica de sempre de uma canção de José Afonso? 
- Os Tubarões consideravam que a Dona Urraca, nome que tinham dado à carrinha VW pão de forma, fazia parte do conjunto? 
- Eduardo Ferro Rodrigues, futuro secretário-geral do PS e ministro , foi um dos colaboradores do programa “23ª Hora” da Rádio Renascença? 
- Victor Gomes, um dos mais icónicos “rockers” portugueses, foi hoquista, pugilista, caçador africano, traficante de carne seca, mecânico de automóveis, futebolista ao lado de Eusébio na selecção moçambicana? 
- Os Vodkas chegaram a temer que o seu nome não fosse homologado por ínfias relações com a União Soviética? 
- Zeca do Rock foi o primeiro a gravar um “yeah” numa canção? 
- Os Zoo mandaram um telegrama à NASA oferecendo-se para dar um espectáculo na Lua? 

Estes são alguns dos temas que fazem parte da história dos conjuntos do rock português dos anos 60 em “Biografia do Ié-Ié”, de Luís Pinheiro de Almeida. 

Livro “Biografia do IÉ-IÉ”, de Luís Pinheiro de Almeida

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livro “Biografia do IÉ-IÉ”, de Luís Pinheiro de Almeida
Com prefácio por Luís de Freitas Branco e introdução de Afonso Cortez .

Editado em Abril de 2014 e a ser comercializado brevemente (já se encontra à venda na FNAC on line), é um interessante livro com 328 páginas (32 páginas a cores), do nosso amigo Luís Pinheiro de Almeida, um verdadeiro guardião de memórias que versa essencialmente o ambiente musical (e não só...) que era vivido em Portugal pela geração Ié Ié, na época (anos 60). 

“A geração IÉ-IÉ tinha estilo, grande auto-estima, era muito vulnerável ao apelo de ideias novas, revolucionárias até, e, claro, muito sensível e atraída pela liberdade de escolha e de expressão. Lembro-me do cheiro do vinil, do Valentim de Carvalho, das capas dos EP e LP, do Salut Les Copains, do desespero que vivi quando o meu primeiro 78 rotações do Bill Halley, que ainda cheguei a ouvir numa reles grafonola, se partiu em cacos. Das festas e reuniões, dos namoros, da animação e do divertimento espontâneo e saudável, tudo isso com a «nossa» música como pano de fundo e elemento aglutinador”. [Luís de Freitas Branco] 


Luís Pinheiro de Almeida [Coimbra, 1947], licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, e é jornalista profissional desde 1973. Foi Director-adjunto de Informação da Agência Lusa. No que à música diz respeito, é fundador do jornal Blitz (1984), co-autor de Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa (Círculo de Leitores, 1998, esgotado) e Beatles em Portugal (Documenta, 2012). É autor e/ou co-autor dos programas de rádio Amigos de Alex (1985-1995) e Ob-La-Di Ob-La-Da (1988-1991), nomeados para Sete de Ouro, Há Horas Felizes (1991-1993), todos na RFM, Mensageiro da Moita (2000-2004), na Rádio Voxx, e VivaMúsica (1985-1989), na RTP. Fez parte do júri do Festival RTP da Canção em 1988, e foi director da agência de notícias da EXPO-98 e director do portal de Cultura NetParque (2000-2002). Coordenou diversas colectâneas de música, entre as quais Biografia do Pop/Rock (Movieplay, 1997), All You Need Is Lisboa, com versões portuguesas de canções dos Beatles (EMI, 2004), Óculos de Sol, Vozes da Rádio, Melodias Para Sempre, Volta a Portugal e Love Me Do sobre os 50 anos dos Beatles (todas em iPlay, 2010 a 2013). Comprou o seu primeiro disco de música ié-ié portuguesa em Coimbra no dia 20 de Julho de 1964, um EP instrumental dos Titãs com uma versão de «Menino de Oiro», de José Afonso.

Fonte: Blogue Documenta e Luís Pinheiro de Almeida (PDF)