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Vanusa - Vanusa (LP 1969)

sábado, 18 de junho de 2011



Vanusa - Vanusa (2º LP RCA Victor BBL - 1505 - 1969)

Vanusa nasceu em 22/09/1947. Começou como cantora aos 16 anos, no interior de Minas, onde vivia. Depois de se apresentar em festas e bailes, foi para São Paulo, onde estreou em 1966 no programa O Bom, de Eduardo Araújo, na TV Excelsior. A intenção era lançar uma concorrente para Wanderléa. O primeiro sucesso da loura Vanusa na Jovem Guarda foi "Pra Nunca Mais Chorar" (Carlos Imperial/ E. Araújo). Participou de programas humorísticos de televisão, de festivais da canção e gravou outros discos, entre eles o de 1973, com seu maior sucesso, "Manhãs de Setembro", sua e de Mário Campana. Também emplacou "Paralelas", de Belchior, em 77. Gravou mais de 20 discos ao longo de sua carreira, além de ter participado como atriz de espetáculos como o musical "Hair", em 1973. Casada diversas vezes, teve relacionamentos complicados que interferiram em sua carreira. Em 1997 lançou sua autobiografia, "Ninguém É Mulher Impunemente", acompanhada do espetáculo "Ninguém É Loura por Acaso", meio musical, meio autobiográfico, na capital paulista. 

In Clique Music 

Faixas/tracks:

1. Meu depoimento 
2.Que você esta fazendo aí neste lugar tão frio
3. O que é meu é teu 
4. Teu regresso 
5. Espere 
6. Hei sol 
7. Atômico platônico 
8. Sunny 
9. Eu sei viver sozinha 
10. Hey Joe 
11. E você não diz nada 
12. Caminhemos 

Álbum gentilmente cedido pela minha amiga Gilda (Canadá), a quem muito agradecemos.

Surf Crazy - Original Surfin Hits (V/A)



Surf Crazy: Original Surfing Hits - Various Artists - GNP/Crescendo - GNPD 2245

Instead of featuring the original hit versions of the 29 tracks on Surf Crazy: Original Surf Hits the collection features approximations of big hits -- Billy Strange's "Hava Tequila," not the Champs' "Tequila"; the Breakers' "Surf Bird," not the Trashmen's "Surfin' Bird"; Billy Strange's "Walk, Don't Run '64," not the Ventures' "Walk Don't Run." 
By Stephen Thomas Erlewine. 

  Track List:

1. Latina - The Sentinals 
2. Tsunami - Paul Johnson 
3. Goofy Footer Ho-Dad - Shean & Jenkins 
4. Tor-Chula - The Sentinals 
5. War of the Satellites - Neil Norman 
6. Pachuko Soul - The Soul Kings 
7. Exotic - The Rhythm Kings 
8. Watermelon Man - The Rhythm Kings 
9. Videospace - Neil Norman 
10. Surfin' and Swingin' - Les Brown Jr. 
11. Wipe Out / Walk, Don't Run / Pipeline / Hawaii Five-0 - The Ventures 
12. Tidal Wave - Slacktone 
13. Space Race - Gene & The Esquires 
14. Storm Surf - The Surfaris 
15. Hava Tequila - Billy Strange 
16. Water Country - The Challengers 
17. Speed International - The Dave Myers Effect 
18. Hells Racers - The Dave Myers Effect 
19. Silent Screamer - The Dave Myers Effect 
20. Blue Soul - The Rhythm Kings 
21. Swingin' Piper Soul - The Soul Kings 
22. Intoxica - Jim Waller & The Deltas 
23. Surfin' Tragedy - Bob Vaught & The Renegaids 
24. Soul Beat Pt. II - Jim Waller & The Deltas 
25. Surf Bird - The Breakers 
26. Church Key - Dave Myres & The Surftones 
27. Delano Soul Beat - Bob Vaught & The Renegaids 
28. Let's Go Surfin' - Jim Waller & The Deltas 
29. Walk, Don't Run '64 - Billy Strange 
30. Perfidia /Bumble Bee /Besame Mucho /Rap City - The Ventures (Medley 2 - bonus)

Note: Track 30 is a bonus we have added.

Agradecimento ao meu amigo Zé Paulo pela gentileza em nos ter cedido este álbum.

Los Salvajes - 6º EP (1966)




Los Salvajes - Todo Negro (paint it black) - 6º EP Odeon / Regal SEDL 19.522 - 1966)

EP gentilmente cedido por Luís Futre. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos. 

Gary Usher - Hot Rod U.S.A. (1960/1965)



This release collects 30 tunes (mostly hot rod & surf) that Usher had a hand in as producer and/or performer between 1960 and 1965, most taken from rare collector 45s. While there are occasional touches of Buddy Holly, girl groups, or The Four Seasons, it sounds like nothing as much as a collection of Beach Boys/Jan & Dean outtakes from the early '60s. That's not to say, though, that they're on par with the average early Beach Boys albums; it's pretty innocuous (if not downright formulaic) stuff, and after a while you might start to wish it was The Beach Boys and not so relentlessly lightweight. Some of the better tracks are actually the ones on which he and/or his studio charges eschew the sub-Beach Boy approach altogether for raunchy, reverb-soaked surf instrumentals. This set includes some rare, virtually unknown cuts that Brian Wilson himself co-wrote, by the likes of The Super Stocks, the Timers, and Rachel & the Revolvers, but its appeal is really limited to surf/Beach Boy fanatics. 

Fonte: Richie Unterberger, All Music Guide.

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

The Animated Egg - Guitar Freakout (1967-68)

sexta-feira, 17 de junho de 2011




The Animated Egg were a studio-only group that issued a self-titled album of psychedelic instrumentals in the late '60s. It's now known that the chief instigator behind the Animated Egg was renowned Los Angeles session guitarist Jerry Cole, whose fuzzy leads (with some electric 12-string, surf, and Latin lines as well) dominate the arrangements. Cole also wrote the material, and though he was unsure of the other personnel when asked about the LP many years later, possible accompanists include Edgar Lamar and Don Dexter on drums; Tommy Lee and Glenn Cass on bass; Billy Joe Hastings and Norm Cass on guitar; and Billy Preston on organ. The Animated Egg, despite the high instrumental talent involved, sounds rather like it was thrown together in the studio to capitalize on the fad for psychedelic sounds, Cole playing on several other similar "psychsploitation" LPs in the same era credited to different groups. Everything from The Animated Egg, plus numerous bonus tracks from some of those other LPs with a similar approach, can be heard on the Animated Egg CD compilation Guitar Freakout. 

By Richie Unterberger, Rovi

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

The Blues Magoos - Psycadellic Lollipop (LP 1966)





The Blues Magoos sound less like psychedelic visionaries than a solid garage band with a taste for the blues on their debut album, Psychedelic Lollipop, though the lysergic reference of the title certainly put them ahead of the curve in 1966, when LSD was still obscure enough to be legal in much of the United States. The album leads off with the group's first and only major hit single, "(We Ain't Got) Nothin' Yet," and unlike most albums released by one-hit wonders of the mid-'60s, the single isn't the most exciting song here. That honor goes to the Magoos' cover of J.D. Loudermilk's "Tobacco Road" (which Lenny Kaye selected for his iconic garage rock compilation Nuggets), featuring some gutsy guitar work from Mike Esposito and Emil "Peppy" Thielhelm and impressive organ swells from Ralph Scala as the tune leans into a major rave-up midway through. Outside of that, Psychedelic Lollipop rarely sounds like a classic, but it's solid stuff - the covers are chosen and played well (including a committed take on James Brown's "I'll Go Crazy"), the originals show the band knew their way around rock & roll, R&B, and blues with no small aplomb, and the band could stretch out on numbers like "Sometimes I Think About," "Worried Life Blues," and "Tobacco Road", while generating excitement and not losing the plot. Psychedelic Lollipopdoesn't sound like the work of a great band, but certainly like one who were better than average, and considering how many bands who cranked out a single like "(We Ain't Got) Nothin' Yet" ended up making albums clogged with filler, it says a lot that even the weakest tracks here show this group had talent, ideas, and the know-how to make them work in the studio. AMG.

In Musicology

LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Programa Eli Corrêa com Cláudio Fontana será exibido somente no próximo domingo na Rede TV (Brasil)


Programa Eli Corrêa com Cláudio Fontana será exibido no próximo domingo na Rede TV (Brasil)
A atração programada para o dia 05 de Junho irá ao ar neste final de semana e contará com a presença do cantor que marcou a jovem guarda

O programa Eli Corrêa programado para o dia 05 de Junho com a presença do cantor Claudio Fontana, será exibido somente no próximo domingo, dia 19, a partir das 7h00. Os fãs da Jovem Guarda que aguardaram a exibição da atração com o cantor da década de 70, nesta semana poderão relembrar os melhores momentos com as músicas que fizeram a alegria das crianças e adolescentes da época. À frente do Grupo Chocolate, ao lado da esposa e seus dois filhos, Cláudio ganhou os palcos com a música “É de Chocolate”, sucesso regravado pelo conjunto “Trem da Alegria’, nos anos 80. 

A partir das 10hs, Dom Fernando Figueiredo recebe em seu programa “Deus Médico dos Médicos”, o dermatologista Valcinir Bedin, que dará dicas de como dar fim ao problema das olheiras, adquiridas com o passar do tempo. 

Os dois programas são produzidos e patrocinados pela Ultrafarma e vão ao ar pela Rede TV! 

Fonte: Assessoria Márcia Stival

Um Barzinho Um Violão (ao vivo) - Jovem Guarda




Um Barzinho, um Violão é uma reunião dos grandes talentos da Musica Brasileira, em versões "ao vivo", cantando e tocando algumas das músicas que fizeram e fazem parte da Cultura Brasileira, da Bossa Nova à MPB e ao Pop.


O movimento Jovem Guarda já completou 40 anos. No CD Um Barzinho, Um Violão, engana-se quem espera ver Roberto Carlos, Wanderléia, Erasmo Carlos e todos os outros participantes do movimento que, em 1965, liderava a audiência aos domingos. Mas isso não é um motivo para decepção. A equipa aqui apresentada dá vida nova às canções antigas. Quem imaginaria Zeca Pagodinho cantando Coqueiro Verde, sucesso de Erasmo? Pois é, depois de ouvir a versão do sambista, os menos avisados pensarão que a letra foi feita por encomenda para ele. O mesmo acontece em Pensando Nela, que se encaixa perfeitamente nas vozes dos rapazes do Roupa Nova. Outra grande surpresa é Nando Reis. O músico, que não costuma ser um exímio intérprete, se supera na canção Você Pediu e Eu Já Vou Daqui, hit de Antônio Marcos. O afinadíssimo Ney Matogrosso emociona em Vendedor de Bananas, composição de Jorge Benjor. Sideral, irmão menos famoso mas não menos talentoso de Rogério Flausino (Jota Quest), encarna o próprio conquistador em Lobo Mau e empolga o público, assim como acontece nas apresentações de Pedro Mariano (Se Você Pensa) e Simoninha (Pode Vir Quente Que Estou Fervendo). No lado feminino, Daniela Mercury empresta sua voz para Esqueça, Cláudia Leite(Babado Novo) se excede um pouco em Quando, Luiza Possi mostra maturidade em Coração de Papel e Fernanda Porto mostra seu talento de intérprete em Sentado à Beira do Caminho. Uma 'endiabrada' Sandra de Sá solta todo o seu veneno em Erva Venenosa e Fernanda Takai (Pato Fu) divide os vocais com Rodrigo Amarante (Los Hermanos) em O Ritmo da Chuva. O medalhão Caetano Veloso canta e toca violão na canção Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim, música que já faz parte da trilha da nova novela das 7, A Lua Me Disse. Os grupos Engenheiros do Hawaii, com O Vagabundo, e Biquíni Cavadão, com Namoradinha de um Amigo Meu. 

Fantástica compilação que lembra a Jovem Guarda mas em estilo actual... A não perder!

Faixas/Tracklist:

1. Só Vou Gostar de Quem Gosta de Mim (Caetano Veloso)
2. Esqueça (Daniela Mercury)
3. Pensando Nela (Roupa Nova)
4. Coração de Papel (Zizi Possi)
5. Lobo Mau (Sideral)
6. O Ritmo da Chuva (Fernanda Takai)
7. Quando (Babado Novo)
8. Se Você Pensa (Pedro Mariano)
9. Vem Quente que Eu Estou Fervendo (Wilson Simoninha)
10. Coqueiro Verde (Zeca Pagodinho)
11. Erva Venenosa (Sandra De Sá)
12. Vendedor de Bananas (Ney Matogrosso)
13. O Vagabundo (Engenheiros Do Hawaii)
14. Você Pediu e Eu Já Vou Daqui (Nando Reis)
15. Sentado à Beira do Caminho (Fernanda Porto)
16. Namoradinha de um Amigo Meu (Biquini Cavadão)

Agradecimento ao meu amigo do Brasil, João Pimentel (Blog do Pimentel), pela colaboração.

Elis Regina - Viva a Brotolândia (LP 1961)





Elis Regina - Viva a Brotolândia (LP Continental LPP-3.161, 1961).
Acompanhada pela Orq. de Severino Filho.

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em Porto Alegre, em 1945, e aos 11 anos já cantava no rádio. Em 1960, Elis gravou seu primeiro compacto pela Continental, e, em 1961, o seu primeiro LP, "Viva a Brotolândia" , clássica aproximação à jovem guarda.
A sua carreira ganhou projeção nacional, quando, em 1965, Elis venceu o 1º Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior com a música "Arrastão". A partir daí, ela se tornou uma figura indispensável em programas musicais e encabeçou, ao lado de Jair Rodrigues, o espetáculo "O Fino da Bossa", na TV Record.
Apesar do estilo cool e sussurrado do canto da bossa nova estar em voga na época, Elis preferia um tipo de interpretação mais "expressionista". Nas suas apresentações, a cantora marcava o ritmo e passagens das músicas com movimentos de braço que se tornaram uma marca registada da sua presença em cena e lhe renderam o apelido de "Hélice Regina". Por causa de sua forte personalidade, a cantora ganhou ainda os apelidos de "Furacão" e "Pimentinha".
Um dos discos mais importantes de Elis Regina, "Tom e Elis", em que ela canta acompanhada pelo compositor Tom Jobim, um dos seus admiradores declarados, foi gravado em 1974, nos Estados Unidos.
Em 1979, Elis participou do 13º Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, ao lado de Hermeto Pascoal, ao teclado. O disco do show saiu no ano seguinte à morte da cantora, que não queria que a gravação fosse lançada.
Em 1982, cerca de 50 mil fãs e amigos acompanharam o carro do corpo de bombeiros que levou o corpo de Elis do teatro Bandeirantes, região central de São Paulo, onde fora velado, até o Cemitério do Morumbi, zona sul da capital. Morta por "overdose" de cocaína e álcool. Ela deixou os filhos João Marcello, Pedro Mariano e Maria Rita Mariano, os dois últimos filhos do músico César Camargo Mariano.


Faixas / Track List: 

01 - Dá Sorte (Eleu Salvador) 
02 - Sonhando (Dream) (B. Vorzon / Ellis / Vrs. Juvenal Fernandes) 
03 - Murmúrio (Luis Antônio / Djalma Ferreira) 
04 - Tu Serás (Ângela Martignoni / Othon Russo) 
05 - Samba Feito Para Mim (Paulo Tito) 
06 - Fala-me de Amor (Take Me In Your Arms) (Markus / Rotter / Vrs. Max Gold) 
07 - Baby Face (Davis / Akst / Vrs. Fred Jorge) 
08 - Dor de Cotovelo (João Roberto Kelly) 
09 - Garoto Último Tipo (Puppy Love) (Paul Anka / Vrs. Fred Jorge) 
10 - As Coisas Que Eu Gosto (My Favorite) (Rodgers / O. Hammerstein II / Vrs. Fernando César) 
11 - Mesmo de Mentira (Carlos Imperial) 
12 - Amor Amor (Love Love) (B. Caesar / Vrs. Carlos Imperial) 

Agradecimento ao nosso amigo, João Pimentel (Blog do Pimentel) e  ao Miguel Nunes, pela colaboração.

Daniel Bacelar - Grandes Êxitos (1960-1967)

quinta-feira, 16 de junho de 2011




Daniel Bacelar foi um cantor português de rock. 
Foi acompanhado pelos conjuntos: Fliers, Gentlemen, Abril em Portugal e Siderais.

Daniel Eugénio de Sousa Bacelar nasceu em casa, em Lisboa, no dia 26 de Maio de 1943 e faleceu na mesma cidade em 29 de setembro de 2017.Em miúdo era um apaixonado pela actriz Debbie Reynolds e a Avó amiúde lhe dizia que a música era a sua desgraça.Com 17 anos era considerado o Ricky Nelson português. Foi um indefectível membro do clube de fãs do cantor norte-americano, falecido no último dia do ano de 1985 num desastre de aviação.Em 1960, com apenas 17 anos, foi o vencedor, na categoria de artista a solo, da primeira edição do concurso "Caloiros da Canção" da Rádio Renascença, organizado por Aurélio Moreira e Pozal Domingues.Na categoria de conjuntos, o vencedor foram os Conchas.O prémio foi a gravação de um disco conjunto, "Caloiros da Canção 1" (não houve mais), editado em Setembro de 1960, considerada a primeira gravação portuguesa ié-ié de sempre, com temas de Os Conchas e de Daniel Bacelar, acompanhado pelo conjunto de Jorge Machado, "Fui Louco Por Ti" e "Nunca", ambas da autoria de Bacelar.Este primeiro EP foi gravado para a Columbia (Valentim de Carvalho): "Escolhi a Columbia, pois quando tinha 17 anos e gravei o primeiro EP, o Pozal Domingues perguntou-me, possivelmente a gozar, para onde é que queria gravar, se para a Columbia, se para a Decca (a Valentim de Carvalho representava ambas). Respondi então que como o Cliff Richard (outra das minhas paixões) gravava para a Columbia, eu queria ser colega dele!!!" - explicações de Daniel Bacelar ao blogue Ié-Ié. Em 1961, ainda para a Valentim de Carvalho, grava o segundo EP, com o conjunto Abril em Portugal. "Marcianita" - uma canção que ainda hoje Daniel Bacelar se recusa a cantar, mesmo para os amigos - é o tema mais conhecido.Depois de uma pausa de 3 anos, em que se chateou com a Valentim de Carvalho, gravou o terceiro EP, para a Alvorada, acompanhado pelos Gentlemen. O disco contém "O Tema dos Gentlemen" (instrumental), "Sem Ti", "Olhando Para O Céu", originais de Daniel Bacelar, e "My Babe", de Willie Dixon.A gravação deste disco para a Alvorada foi um convite do Jaime Filipe. Como depois da gravação do segundo EP a Valentim não se descosia, aceitei o convite, inclusivamente para chatear o Pozal. Deu um resultadão,as coisas começaram logo a mexer!Em 1964, é editado o 4º EP, o primeiro para a editora Marfer.O Barata, dono da Grande Feira do Disco, em Lisboa, na Rua Forno do Tijolo, representante da Marfer para Portugal, desafiou-me para gravar com ele um dia que lá fui comprar uns discos. Eles importavam umas coisas do estrangeiro.Como a Valentim de Carvalho continuava a não atar nem desatar com a gravação de um novo disco, voltei a dizer que sim e cheguei a gravar 3 EPs para a Marfer, com o técnico de som Moreno Pinto.Quando o Pozal Domingues, da Valentim, soube, mandou-se ao ar e no Concurso Tipo Shadows, em 1964, no cinema Roma, em Lisboa, veio com a conversa de que eu era artista exclusivo da Valentim, mas isso não estava escrito em lado algum. Na altura, tudo era feito sobre o joelho, não havia nada assinado.Como quer que seja, o 5º EP de Daniel Bacelar foi gravado em 1965, em Paço de Arcos, de novo para a Valentim de Carvalho.O disco, novamente com os Gentlemen, inclui "Um Mundo Sem Amor" (a versão portuguesa de "A World Without Love", da autoria de Paul McCartney e interpretada pelo duo Peter and Gordon) e ainda "Miudita", "Deixa-me Só" e "Se Eu Enlouquecer", canção que já teve versões dos Capitão Fantasma (1991) e dos brasileiros Autorama (2009).De tudo o que gravei, o meu EP preferido é exactamente este, o último para a Valentim de Carvalho. Talvez por o Pozal estar lixado comigo e também porque o estúdio em Paço de Arcos era novo (tudo novo e o último grito) ajudou no produto final. O som era diferente, ainda hoje não envergonha ninguém. Naquela altura, dizíamos entre nós, por piada, que as gravações ficavam com "som de casa de banho" e era verdade. Este saiu muito bem.A Marfer volta a lançar mais dois discos de Daniel Bacelar, um em 1966 (6º EP, com os Siderais, com "Porque Será?", "Sou Feliz Sem Ti", "A Escola Acabou" e "Anjo" e o outro em 1967 (7º e último EP, com os Fliers, com "I Wonder Why", "Todos Gostam Dum Palhaço", "Cigana" e "Never Be Anyone Else But You").Daniel Bacelar, estava reformado da TAP, e animou muitas vezes grupos de amigos com a sua voz à Ricky Nelson. No dia 06 de Setembro de 2008, deu um grande espectáculo na Passarola, acompanhado por Vicky e os seus Blue-Jeans. Recusou, uma vez mais, cantar "Marcianita".Paralelamente à sua actividade em palco para os amigos, Daniel Bacelar frequentou amiúde os estúdios de Zé Pino para novas gravações.A obra de Daniel Bacelar está representada em várias colectâneas como "Biografia do Pop-Rock" (Movieplay, 1997), no vol. 4 da edição conjunta EMI/Público "50 Anos de Música" (2007) e nos três volumes da colecção "Portuguese Nuggets", para além de compilações particulares.Já em 2009 foi sugerido que Daniel Bacelar gravasse "Lonesome Town" em dueto com Rita Redshoes, já que a artista incluía a canção de Ricky Nelson nos seus espectáculos ao vivo. Daniel faleceu em sua casa em Lisboa, no dia 29 de setembro de 2017.
Vasta discografia.

Fonte: Wikipedia

Faixas e capas gentilmente cedidos por Daniel Bacelar, a quem agradecemos.
Masterização de Carlos Santos
Grafismos por João Romão.

Conjunto Mistério e Daniel Bacelar


Conjunto Mistério - Alecrim, from Youtube

O dia 23 de Junho irá ficar memorável! Nas Festas de S.Pedro de Sintra, o famoso e saudoso Conjunto Mistério irá actuar. Obviamente com novos elementos...contará com a presença de Duarte Mendes, Edmundo Silva, o "virtuoso" Zé Pino e Vitor Mamede.

O afinadíssimo "roqueiro" Daniel Bacelar também estará presente, pelo que ensaiarão juntos no próximo Domingo. Assim sendo, será a "cereja no topo do bolo"...

A não perder!

C.S.

El Chicano - Grandes Éxitos (70's)




El Chicano - Grandes Éxitos (70's).

El Chicano is a Latin R/B band from Los Angeles, whose influences can be found in rock, funk, soul, blues, jazz, and salsa. Original members included Bobby Espinosa, Freddie Sanchez, Mickey Lespron, Andre Baeza, and John De Luna. During the 1970s, new members Ersi Arvizu, Hector "Rudy" Regalado, Max Garduno, Danny Lamonte, Brian Magness, Joe Pereria, and Jerry and Rudy Salas joined. Their best-known songs include the jazzy "Viva Tirado", the funky "Tell Her She's Lovely" and their version of Van Morrison's "Brown Eyed Girl". 
After the Viva Tirado LP, El Chicano went on to record several more albums for MCA, including 1971's Revolucion, 1972's Celebration, 1973's El Chicano, 1974's Cinco, 1975's The Best of Everything, and 1976's Pyramid of Love & Friends. El Chicano's second biggest hit came in 1973 when MCA released the brown-eyed soul classic "Tell Her She's Lovely" as a single. Nationally, the tune (which features Jerry Salas on lead vocals) wasn't a major hit; "Tell Her She's Lovely" only reached number 40 on Billboard's pop singles chart and number 98 on the magazine's and B singles chart. 

Faixas/Track List: 

01 - Viva Tirado Otra Vez 
02 - Más Zacate 
03 - Senor Blues 
04 - El Grito 
05 - Satisfy Me Woman 
06 - Viva Tirado 
07 – Juntos 
08 - The Look of Love 
09 - Viva La Raza 
10 - (se fue mi) Chachita 
11 - Tell Her She's Lovely 
12 - El Cayuco 
13 - Brown Eyed Girl 
14 - Eleanor Rigby 
15 - El Ultimo Tango En Paris 
16 - Ahora Si 
17 - Spanish Grease 
18 - Canteloupe Island 
19 - What's Going On

Faixas gentilmente cedidas por Carlos Santos
Alinhamento, capa e grafismo, por João Romão

200.000 Visitas

Olá amigos,

Atingimos hoje as 200.000 visitas a este Blog, o que não deixa de ser um motivo de alegria e satisfação!
Há cerca de 1 mês tinhamos chegado às 100.000 visitas! Não podemos estar mais satisfeitos.
Não queremos deixar por isso de agradecer o bom acolhimento, a colaboração e o apoio recebidos ao longo deste tempo.
Agradecemos igualmente aos nossos seguidores, amigos, colaboradores e visitantes, pela compreensão, apoio, interesse e preferência.
Abraços para todos e o nosso muito obrigado.

Hi,
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João Romão e Carlos Santos

Raul Solnado

Raul Solnado - A Guerra de 1908 (Zip-Zip, 1969), from Youtube



Hoje lembrei-me de Raul Solnado, esse saudoso artista e comediante que tantas alegrias nos deu e  por isso, esta nossa pequena e singela homenagem, em forma de vídeo.

Unanimemente reconhecido como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (1947), profissionalizando-se em 1952.
Em 1953 estreia-se no teatro de revista com "Viva O Luxo", apresentado no Teatro Monumental. Entra também em "Ela não Gostava do Patrão".
1956 é o ano de "Três Rapazes e Uma Rapariga" no Teatro Avenida. Participa ainda nos filmes "O Noivo das Caldas" e "Perdeu-se um Marido".
No ano de 1958 participou nos filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo". Desloca-se pela primeira vez ao Brasil em 1958 mas correu tudo mal.
Em 1960 torna-se primeiro actor na peça "A Tia de Charley" apresentada no Teatro Monumental. Participa no filme "As Pupilas do Senhor Reitor" (Prémio S.N.I.).
"A Guerra de 1908", um sketch do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13".
O disco que reunia "A Guerra de 1908" e "A História da Minha Vida", editado em Abril de 1962, bateu todos os recordes de vendas de discos.
Em 1962 entra em "Lisboa à Noite", em cena no Teatro Variedades, onde interpreta os sketcks "É do Inimigo" e "Concerto do Inimigo". É protagonista do filme neo-realista "Dom Roberto", de José Ernesto de Sousa. Vence o Prémio de Imprensa para melhor actor de cinema.
Após 1963, faz teleteatro no Brasil e na RTP. "Vamos Contar Mentiras" é o grande espectáculo do ano de 1963. Torna-se em 1964 fundador e empresário do Teatro Villaret. A estreia foi em 1965 com "O Impostor-Geral" onde foi o protagonista.
Mariema e Raul Solnado recebem os Prémios de Imprensa para melhores actores de teatro de revista.
Em Maio de 1966 foi lançado o EP "Chamada Para Washington."
O EP "Cabeleireiro de Senhoras" foi lançado em Dezembro de 1968. Em Janeiro de 1969 foi editada a compilação "O Irressistível Raul Solnado" que incluía alguns dos principais exitos editados anteriormente em EP (Historia do Meu Suicidio, Chamada para Washington, O Bombeiro Voluntário, A Guerra de 1908, O Cabeleireiro de Senhoras, Historia da Minha Vida).
No dia 24 de Maio de 1969 foi gravado o primeiro programa do "Zip-Zip", no Teatro Villaret. A última emissão foi no dia 29 de Dezembro do mesmo ano. O programa da autoria de Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz foi um dos marcos desse ano.
Em Dezembro de 1969 é o protagonista de "O Vison Voador".
A peça "O Tartufo de Moliére" é estreada em Janeiro de 1972. Ainda em 1972 participa na revista "Prá Frente Lisboa". A canção "Malmequer" tornou-se um grande êxito popular.
Em 1974 entra no filme "Aventuras de um Detective Português".
O programa "A Visita da Cornélia" é um grande sucesso da televisão portuguesa em 1977.
Com César de Oliveira adapta a Peça "Checkup" do dramaturgo brasileiro Paulo Pontes. "Isto É Que Me Dói" incluía no elenco Raul Solnado, Guida Maria, Helena Matos, Joel Branco, Cândido Mota, Luís de Mascarenhas e David Silva.
O single "Dá O Cavaquinho, Os Ferrinhos e a Pandeireta" de 1978 inclui dois temas de Luiz Miguel d'Oliveira: "É Tão Bom Sabe tão Bem" e "Viste O Lino?".
Raul Solnado pertencia ao Grande Oriente Lusitano (GOL) desde meados da década de 1980, embora depois não tivesse sido muito activo.
Repete o enorme êxito com a peça "Há Petróleo no Beato" de 1981. "Super Silva" foi outro êxito enorme.
Com Fialho Gouveia e Carlos Cruz apresenta na RTP o programa "O Resto São Cantigas" onde foram recordados músicos e compositores da época áurea da música ligeira portuguesa.
No concurso televisivo "Faz de Conta" mostra todo o seu talento ao contracenar e improvisar com os concorrentes que lhe davam réplica.
Na televisão é o protagonista da sitcom "Lá Em Casa Tudo Bem" que dura vários meses.
Em 1987 interpreta um papel dramático no filme "A Balada da Praia dos Cães", de José Fonseca e Costa, baseado no livro de José Cardoso Pires.
Foi actor convidado do Teatro Nacional D. Maria II, como protagonista da peça "O Fidalgo Aprendiz", de D. Manuel de Melo.
Publicou a sua autobiografia – A Vida Não Se Perdeu (1991).
Em 1992 foi actor convidado do Teatro Nacional de S. Carlos, na personagem Frosch da opereta "O Morcego", de Strauss.
Em 1993 participou, ao lado de Eunice Muñoz, na telenovela "A Banqueira do Povo" de Walter Avancini.
Entrou na peça "As Fúrias", de Agustina Bessa-Luís, no Teatro Nacional D.Maria II, em 1994.
Em 1995 fez "O Avarento", de Molière, no Teatro Cinearte, encenado por Helder Costa. Nesse editado a compilação "Best Seller dos Discos".
Em Março de 2000 realizou-se em Tondela uma homenagem, organizada pelo grupo Trigo Limpo ACERT, que foi acompanhada por uma exposição biográfica sobre o actor, baseada no livro de Leonor Xavier, "Raul Solnado - A Vida Não Se Perdeu".
Em 2001 voltou aos palcos do teatro com um papel de grande relevo na peça "O Magnífico Reitor" de Freitas do Amaral. Recebe o Prémio Carreira Luíz Vaz de Camões.
Foi homenageado em 2002 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e recebeu, em 10 de Junho de 2004, do Presidente Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
A compilação "Tá Laáa…? O Melhor de Raul Solnado - volume 2" inclui o inédito "O Paizinho do Ladrão", "A História do Meu Suicídio" e ainda gravações "No Zip-Zip", "No Teatro" e "Nas Cantigas". Além de "Fado Maravilhas" e de "Malmequer" inclui duas novas gravações: "Eu Já Lá Vou" e "Haja Descanso (Viva o Chouriço)".
Raul Solnado faleceu no dia 8 de Agosto de 2009, vitima de doença cardiovascular. Será para sempre um ícone do povo português e de Portugal.
Foi, até à sua morte, Director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.
Vasta discografia


In Wikipedia

Orquestra Djambo - Marrabenta (EP 60's)

quarta-feira, 15 de junho de 2011




Orquestra Djambo - Marrabenta (EP Alvorada AEP 60693 - 60's)

Faixas/Tracks: Elisa Gomara Saia / Bambatela Sábado / Laurinda e Xinwanana.

Quatro fantásticas "marrabentas" dos anos 60 interpretadas pela excelente Orquestra Djambo, de Lourenço Marques (actual Maputo)/Moçambique.

Em Moçambique há vários estilos musicais. No entanto, o ritmo que mais se destacou e percorreu o mundo foi a Marrabenta. Dança e género musical do sul de Moçambique e, em particular da antiga Lourenço Marques (hoje Maputo), que surgiu no início da segunda metade do século XX, nos meios urbanos. Este género surgiu de uma fusão da música europeia com os ritmos tradicionais de Moçambique. A palavra marrabenta vem do verbo "rebentar" ("arrebentar", em vernáculo local).

Orquestra Djambo
Moisés Ribeiro da Conceição (com mais de 90 anos) é um dos sobreviventes da Orquestra Djambo (que começou por ser conjunto) e conta-nos a história desta grande orquestra de Moçambique:
Moisés é o único sobrevivente dos primórdios da orquestra, banda ícone da música moçambicana, especialmente no que ao estilo da Marrabenta diz respeito. O ano do nascimento não sabe precisar com exactidão: “Só sei que foi na primeira metade da década de 50”, refere vasculhando no baú da memória. E continua: “Nessa altura era eu na viola, Mabombo, falecido, no piano; José Mondlane, falecido, na bateria, Assam, falecido, no trompete número um; José Manuel, falecido, no trompete número dois, Tiago Bila, falecido, no trombone e Ussufo, falecido, no saxofone.”
E assim se vai recordando de outros elementos da Orquestra Djambo, Clementina, Cecília, Magaia, Palma, Ema, Milagre, Policarpo, o decano, Moisés e ainda falta o Raimundo”.
 “No princípio eu integrava um conjunto manjacaziano [de Manjacaze, Gaza]. Eu era o único daqui. Os outros cinco eram todos de lá.” Nessa altura, Moisés tocava sobretudo nas associações de classe como pintor, pedreiro, mainato, carpinteiro. “Era aos sábados e domingos. Foi aí que o Young Ussufo me convidou para tocar no Centro” refere Moisés.
Ussufo tinha quase todos os instrumentos necessários para actuação de uma banda e o Centro possuía piano. “Começámos a ensaiar em casa dele e a tocar no Centro.” O público começou a gostar das actuações da banda e os responsáveis do Centro propuseram-lhe um contrato. “Ussufo não quis. Disse que queria ser livre para decidir as coisas por si. Não queria estar agarrado a contratos”, conta Moisés. E acrescenta: “Depois disso zangou-se e levou todos os instrumentos consigo. Ficámos de mãos a abanar”, recorda.
Os músicos foram falar com a direcção e conseguiram obter financiamento para comprarem os seus instrumentos. “Comprámos tudo na mesma casa excepto a viola. Logo a seguir começámos a tocar.”
Nesta altura, o conjunto ainda não tinha nome. “Um dia, no final de um ensaio, resolvemos que todos tínhamos que puxar pela cabeça para dar um nome à orquestra. Mas das nossas cabeças não saiu nada. Até que Mabombo tinha um disco cubano com uma música intitulada Mambo Djambo e adoptámos por chamar Djambo ao conjunto.”

No início (anos 50) a Orquestra Djambo tocava música internacional. Portuguesa, espanhola e italiana, sobretudo. Policarpo, que entrou para a banda em 1962 como dançarino e que hoje é o principal vocalista, recorda-se de cantar músicas do Elvis Presley, Beatles, Cliff Richard, Cinco de Roma, etc. “Mais tarde começamos a tocar Marrabenta nos bairros.”

Em 1965, a Orquestra sofre novo revés: por ordens da PIDE (a polícia secreta do tempo colonial) o Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique encerra as portas. “Aquilo foi por razões políticas. Não foi por acaso que 70% dos dirigentes da Frelimo passaram pelo Centro”, esclarece Policarpo. Moisés recorda que “nem nos deixaram levar os instrumentos. Perdemos a nossa casa. A partir daí houve uma paragem.”
Em 1969, João Watt, após terminar o serviço militar, desafiou a banda para tocar com ele. “Nessa altura já era muito difícil reunirmo-nos porque muitos assumiram compromissos profissionais fora da capital, outros aventuraram-se para outras paragens”, conta Moisés. O Watt disse-nos que as pessoas já se tinham esquecido do Djambo por isso a partir dali a orquestra passava-se a chamar Djambo 70”, conta Policarpo.
Na época a Orquestra ensaiava muito em casa de Cecília Xavier. “Juntava-nos lá em casa e tocávamos uns batuques. O meu marido, José Mondlane, era o dançarino do grupo”, adianta Cecília. Os palcos eram casas particulares de gente endinheirada, casamentos e outras festas. Depois da independência veio a confusão.”
A independência, na ânsia de servir o povo, transformou o Centro em posto de saúde e a Orquestra continuou desabrigada. Os anos passaram e, com a guerra e as restrições, a actividade da banda foi pouco regular...

Texto parcialmente retirado e adaptado de um post de Cristóvão Araújo
EP gentilmente cedido por Carlos Santos
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização por João Romão.

Filipe Duarte - Melodias de Sempre (LP)


Filipe Duarte - Melodias de Sempre (LP Lisbon Records LR - 10.012), acompanhado por Correia Martins, Shegundo Galarza, António Chainho, José Maria Nóbrega e Quim Barreiros.
Não possuímos quaisquer informações deste cantor, mas supomos que gravou alguns EPs, especialmente de fado.

Faixas/Tracks:

01. Olhos Castanhos (Alves Coelho Filho)
02. O Fado Mora Em Lisboa (J. Vasconcelos - A. Nazaré)
03. Nossa Senhora Faz Meia (Vianinha - L. Barbosa)
04. Tingo, Lingo Lingo (Amadeu do vale - Maximiano de Souza)
05. Degraus Da Vida (M. Campelo - A. Ramim)
06. Recado A Lisboa (A. Rodrigues - J. Villaret)
07. Amor De Mãe (M. Ramos - César Morgado)
08. Por Morrer Uma Andorinha (Francisco Viana - Frederico de Brito)
09. Se Os Meus Olhos Falassem (Jerónimo Braganca - Nóbrega e Souza)
10. Aquela Janela Virado Para O Mar (Frederico de Brito)
11. Só Nós Dois (Joaquim Pimental - D. R.)
12. Estrela da Minha Vida (Alves Coelho Filho)

Álbum gentilmente cedido por Gilda (Canadá), a quem muito agradecemos. Agradecimento também a Baudelongplaying.
Digitalização de Gilda.

The Walflower Complexion - When I'm Far From You (1966 / 1967)




CD1 - AQUI:

CD2 - AQUI:
                             
The Walflower Complexion, foi um grupo de rock dos anos 60. Os cinco membros da banda, na faixa etária dos 14 aos 17 anos, eram filhos de americanos que viviam em Bogotá/Colômbia, uma vez que os seus pais eram militares em serviço nesse país, razão pela qual estavam fazendo o ensino médio naquela cidade. Os grupos de rock de qualquer tipo e muito menos os americanos, eram raros na Colômbia naquela época.  

The Walflower Complextion [sic] were an average 1960s garage band. What was not average about them was that, even though they were American, they were formed, recorded, and performed in Bogota, Colombia. The five bandmembers, ranging in age from 14 to 17, were Americans attending high school in Bogota. Rock groups of any kind, let alone American ones, were rare in Colombia at this time. So despite their callow youth and primitive equipment, they were signed to Daro International Records after the label's president heard about them at a cocktail party. 

The Walflower Complextion recorded two albums for Daro in their short lifetime, the first appearing in late 1966, the other a few months later in early 1967. In both performance and material, the LPs were quite similar to that mini-genre known among '60s collectors as "prep school" rock: vanity records, done by kids at private school, that were pressed in small quantities, pretty much just for the benefit of themselves, their family, and friends. Like almost all of those prep school LPs, the pair by the Walflower Complextion were populated by many cover versions, principally of British Invasion songs. Obviously they were huge fans of the Rolling Stones; their first album had four Stones covers, while the second had a couple of non-Stones originals that were nonetheless most likely learned from the Stones' covers of those items. 

The Walflower Complextion's covers were either bordering-on-competent faithful renditions or sloppy, clunky readings that were utterly pointless given the availability of far-superior originals (or, for that matter, far-superior covers of those originals by other artists). While the originals were still quite raw, they were rather more interesting, if only for their eccentricity. "When I'm Far From You" has that morose, lethargic feel reminiscent of the Rolling Stones' early ballads, though the Walflower Complextion are even more lethargic. "From Head to Toe" is like an instrumental extrapolation of the hazy feeling of the Rolling Stones' "I Am Waiting." On that and other instrumentals like "Chris's B's," they move into a bizarre, druggy, modalish rave-up, like an amateurish Yardbirds going in and out of focus. At other points there's a surf-pre-Beatles instrumental influence. To vary the program on the second LP, and at the suggestion of the record label, they did a couple of rock versions of Colombian Cumbia folk songs, which were personal favorites of label boss Simon Daro. In other words, the Walflower Complextion records are strange but not that good. 

The Walflower Complextion actually appeared on television in Colombia, whose TV facilities were so crude at that point that on one of them they were filmed by the first television video camera in the country. The albums were only distributed in Colombia, and the group broke up in June 1967. 

Fonte: Richie Unterberger, Rovi

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

The Songs Sung By The Stones (A tribute to Rolling Stones)




Trata-se de uma compilação pessoal de alguns dos temas interpretados pelos Rolling Stones. É um simples tributo a essa fantástica banda dos anos 60 e que ainda hoje continua a encantar-nos.
This is a personal collection of some themes played by the Rolling Stones. It's a simple tribute to this fantastic band from the 60s and who still continue to enthrall us.

Recolha dos temas por Jota e Carlos Santos.
Alinhamento por Carlos Santos.
Capas e Grafismo por João Romão.

Agradecimento ao Jota pela colaboração.

Surf Guitar, V/A (Instrumental)

terça-feira, 14 de junho de 2011




Trata-se de uma compilação pessoal de grandes êxitos instrumentais da chamada música ou onda Surf.
This is a personal compilation of greatest instrumental hits from surf music.


Faixas/Track List: 

01 - The Ventures - Orange Fire 
02 - The Surfaris - Moon Dawg 
03 - Dick Dale – Misirlou 
04 - The Surfaris - Wipe Out 
05 - The Surfaris - Point Panic 
06 - The Ventures - Lullabye of The Leaves 
07 - Dick Dale & His Del-Tones - Banzai Washout 
08 - The Ventures - Walk Don't Run ('61) 
09 - The Spotnicks - Amapola 
10 - The Ventures - Yellow Jacket 
11 - The Ventures – Bulldog 
12 - The Surfaris - Murphy The Surfie 
13 - The Ventures - Let's Go 
14 - Dick Dale & His Del-Tones - Surf Beat 
15 - The Ventures - Driving Guitars 
16 - The Ventures – Twisted 
17 - The Spotnicks - The Old Spinning Wheel 
18 - The Ventures - Pedal Pusher 
19 - The Ventures - Ram Bunk Shush 
20 - The Ventures - Pipeline 
21 - The Ventures - Guitar Twist 
22 - The Spotnicks – Gunshot 
23 - The Ventures – Torquay 
24 - The Ventures - Diamond Head 
25 - The Ventures - No Trespassing 
26 - The Surfaris - Scatter Shield 
27 - The Ventures - Wheels 
28 - The Ventures - Night Train 
29 - The Ventures - Slaughter On 10th Avenue 
30 - The Ventures - Road Runner

Temas disponibilizados por Carlos Santos.
Alinhamento e capas por João Romão.

Los Amigos de Maria - Rock (Chile 1968)





Los Amigos de Maria - Rock (LP Chile 1968).
Álbum gravado em 1968 mas apenas lançado em 1973.
Género: Blues Rock, Acid Rock, Psychedelic Rock.

Los Amigos de María was one of the best hard rock bands of Chile. They were formed in the second half of the 60’s and under the name Los Diferentes they released some singles more in the style of sof beat ballads than rock. They also become a backing band for others under the name Grupo Resurrección and Los Amigos de María, specially for the US singer Dean Reed who recorded some singles with, showing a new rock-styled vein. Finally they release a LP simply entitled “Rock” in 1973 which became one of the compulsory items for Chilean rock collectors thanks to the long original 10 minutes psych Zeppelin-styled masterpiece “Vuelve a comenzar”. Well, the myth says EMI released this album in 1973, but it was really recorded in 1968.

Fonte: Partially transcribed  from a text Tampa FL

Faixas/Tracklist:

A1 Vuelve a Comenzar (Amigos de María)
A2 La Carta (Wayne Carson, Thompson)
A3 Guitarra (Amigos de María)
B1 Que Dije (Ray Charles)
B2 Ruta 66 (Bob Troup)
B3 Sally La Larga (Johnson)
B4 Quien Parara La Lluvia (J.C. Fogerty)

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.