Agradecimento ao meu amigo Sul Africano John Lyle pela oferta do disco.
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Zito - Êxitos (1972 - 1979)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Zito e Natércia Barreto (Techa), em Lourenço Marques.
Trata-se de uma compilação particular com temas de Zito, gravados entre 1972 e 1979.
A propósito de Zito:
Tal como em Lisboa, em Lourenço Marques/Moçambique havia lugares de encontro para quem queria ouvir o fado. Provavelmente, a Adega da Madragoa que se situava na cave do edifício onde se alojava o Clube dos Lisboetas (avenida Brito Camacho) ou a Tertúlia Festa Brava eram os locais mais conhecidos, típicos e frequentados.
Embora a maioria dos fados ouvidos/tocados em Lourenço Marques fossem “importados” de Lisboa, houve exemplos de fados produzidos localmente. Artur Fonseca, o irmão de António Fonseca, o guitarrista, estudou música em Lisboa e era um compositor de renome considerável. Um dos seus maiores sucessos é o célebre fado "Uma Casa Portuguesa". O libreto de «Uma Casa Portuguesa» foi escrito como um poema de dois jovens poetas de Lourenço Marques, Matos Sequeira e Reinaldo Ferreira. A primeira apresentação foi feita em Lourenço Marques, na Primavera de 1954, no Rádio Clube de Moçambique.
O fado canção, «Triste Viuvinha" é outro fado escrito e composto em Lourenço Marques. As palavras são de Reinaldo Ferreira e música de Artur Fonseca.
Antes de existirem locais específicos de encontro para ouvir fado, como a Adega da Madragoa, muito foi feito pelo Rádio Clube de Moçambique para propagar o amor e a oportunidade de ouvir o fado, em Moçambique. Todas as semanas, nas noites de segunda-feira, o RCM apresentava um programa de fados, às vinte e uma horas, normalmente diante de um público convidado porque isso ajudava a criar um melhor ambiente. Todos os artistas profissionais e amadores de Lourenço Marques participavam nessas sessões do RCM.
Uma fadista de renome considerável que nasceu em Lourenço Marques é a Maria João Quadros. Ela gravou quatro fados, «Malmequer Desfolhado», «Sou do Fado», «Rosa da Madrugada» e «Não Troces». Este disco foi lançado em Moçambique e África do Sul durante 1970.
Outra fadista aclamada em Abril de 1968 na Adega da Madragoa, em Lourenço Marques, foi Rosa Feiteira. Ela tinha um retrato muito bem-humorado do fado e foi calorosamente ovacionada.
Entre a geração dos mais jovens havia na época dois candidatos promissores - Manuela Lobo e Zito Pereira (José Eduardo). Ambos possuíam uma boa base para cantar o fado da forma clássica e fizeram-no muitas vezes na Adega da Madragoa. Zito fadista foi aclamado no Clube Português de Joanesburgo e por convite interpretou o fado no Portuguese National Pavillion at the Rand Easter Show, Johannesburg. Zito era a principal atracção na Adega da Madragoa, em Lourenço Marques, nos anos de 1971 e 1972, como fadista.
Do conhecimento que temos, Zito continua a viver na África do Sul.
Parcialmente retirado, adaptado e traduzido de um texto de Margaret D. Nunes Nabarro
Álbum disponibilizado por Carlos Santos.
Agradecimento ao meu amigo Sul Africano John Lyle pela oferta do disco.
Agradecimento ao meu amigo Sul Africano John Lyle pela oferta do disco.
Capas e grafismos por João Romão
Many thanks to John Lyle, my dear South African friend.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 10:42 4 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Fado, Moçambique, Portugal, Zito
Zito - Pedi a Deus (EP 60's)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Zito - Pedi a Deus (EP Tiroliro TLFZ 001 - Edição sul africana - 60's)
Faixas / Tracks: Pedi a Deus / M Moda das Tranças Pretas / Maria de Portugal / O Zé D'Alfama
Faixas / Tracks: Pedi a Deus / M Moda das Tranças Pretas / Maria de Portugal / O Zé D'Alfama
"O nome José Eduardo provavelmente não dirá nada a ninguém. Rigorosamente mesmo nada! Mas se vos falar em Zito, talvez se acendam umas luzitas aqui e ali, sobretudo nas gentes de Moçambique que gostavam de ouvir o fado. Pois é, este Zito de que vos falo era moçambicano e foi um dos expoentes dos valores artísticos moçambicanos no final da década de 60. Cantava o fado, naturalmente, e chegou a constituir uma moda na bela Lourenço Marques daqueles anos ir ouvi-lo à Adega da Madragoa, que se situava na cave do edifício onde se alojava o Clube dos Lisboetas (avenida Brito Camacho).
O EP que aqui se apresenta foi editado na África do Sul que é onde suponho que o Zito ainda se encontre a viver.
Texto retirado parcialmente do Blog do Rato (Rato Records)
EP disponibilizado por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 17:05 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas: Fado, Moçambique, Portugal, Zito
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