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Morreu Daniel Bacelar, o primeiro roqueiro português, aos 74 anos.

sábado, 30 de setembro de 2017



Morreu Daniel Bacelar, o primeiro roqueiro português, aos 74 anos.


Daniel Bacelar faleceu aos 74 anos, ontem (6ª feira, dia 29) de doença do foro oncológico. 
Conhecido como o "Ricky Nelson português", de quem era fã, foi verdadeiramente o primeiro roqueiro português, fosse em língua nacional ou estrangeira, tendo iniciado a sua carreira em 1960, com apenas 17 anos. Foi o vencedor, na categoria de artista a solo, da primeira edição do concurso "Caloiros da Canção" da Rádio Renascença, organizado por Aurélio Moreira e Pozal Domingues. O prémio foi a gravação de um disco conjunto, "Caloiros da Canção 1" (não foram lançados mais), editado em Setembro de 1960, considerada a primeira gravação portuguesa ié-ié de sempre, com temas de Os Conchas e de Daniel Bacelar (a meias) , este acompanhado pelo conjunto de Jorge Machado, em "Fui Louco Por Ti" e "Nunca", ambas da autoria de Bacelar. "Fui Louco Por Ti", foi o primeiro tema rock gravado em língua portuguesa em Portugal.
Posteriormente veio a gravar mais alguns excelentes EPs que já se encontram inseridos neste blogue.


Em sua homenagem, apresentamos aqui o seu último trabalho. Esta é mais uma compilação de Daniel Bacelar, remixada em 2017 com o suporte musical totalmente a cargo do Zé Pino, guitarrista de eleição e amigo de sempre do Daniel.
A propósito e como diz o nosso amigo Jota/Rato, o “Daniel Bacelar nunca foi um profissional da música. Sempre encarou o mundo das canções apenas com o ardor e entusiasmo próprios da adolescência”.

Daniel e Zé Pino

Daniel, com a sua excelente voz, melodiosa e ainda fresca, mas porventura mais amadurecida, frequentou amiúde os estúdios do seu grande amigo Zé Pino, para novas gravações. Foi assim que regravou, há alguns anos, algumas das canções que cantou na década de 60, agora em parceria com aquele seu amigo, que possui um estúdio de gravação particular e que foi o responsável pelos arranjos e adaptações musicais. Nelas, Daniel revisita vários clássicos americanos como, Gene Pitney, Fats Domino, Willie Nelson ou Ray Charles, entre outros e, como não podia deixar de acontecer, o seu ídolo de sempre, Ricky Nelson. Entre 2016 e 2017, Zé Pino voltou a pegar nos temas cantados pelo Daniel e deu-lhes uma nova roupagem instrumental, nos seus estúdios. Eis pois, uma nova compilação denominada “Remix 2017”, onde encontramos agora a famosa “Marcianita”, “Somewhere Over The Rainbow” ou o tema “Nunca”, da sua própria autoria.
Daniel Bacelar é sobejamente conhecido desde a década de 60, influenciado pelo cantor americano em voga nessa altura, Ricky Nelson, tendo sido acompanhado ao longo da sua carreira pelos conjuntos, Fliers, Gentlemen, Abril Em Portugal e Siderais. Nas suas horas vagas, continuou a cantar, ou em ocasiões especiais ou para um círculo de amigos, com a sua voz ao estilo daquele cantor americano. 
O resto é história e a biografia deste cantor português e nosso amigo pessoal, já se encontra inserida neste blogue. O nosso amigo Daniel, com quem partilhámos momentos muito agradáveis, deixa-nos imensas saudades!
Um grande beijinho à Fernanda, à família enlutada e amigos, a quem apresentamos os nossos mais sentidos pêsames.


Faixas/Tracklist:

01 Nunca (Daniel Bacelar) (01 Mar 2017)
02 Hello Mary Lou (Gene Pitney) (01 Mar 2017)
03 Travelin’ Man (Jerry Fuller) (01 Mar 2017)
04 Lonesome Town (Thomas Baker Knight) (01 Mar 2017)
05 Raining in My Heart (Felice e Boudleaux Bryant) (01 Mar 2017)
06 I Got a Feeling (Thomas Baker Knight) (02 Mar2017)
07 On The Road Again (Willie Nelson) (03 Mar 2017)
08 Love is Always Seventeen (David Gates) (04 Mar 2017)
09 Marcianita (Imperatore, Alderete e F. César) (04 Mar 2017)
10 I Got a Woman (Ray Charles) (05 Mar 2017)
11 I'm Walkin’ (Fats Domino) (06 Mar 2017)
12 Somewhere Over The Rainbow (H. Arlen, Yip Harburg) (Mar 2017)

R.I.P.

À nossa amiga Fernanda, família e amigos, apresentamos os nossos mais sentidos pêsames.
Agradecimento à Fernanda Bacelar que nos facultou os temas remixados.

Pure 60's – The # 1 Hits – The Definitive 60’s Hits Collection, V/A (1961 / 1969)




Pure 60's – The # 1 Hits – The Definitive 60’s Hits Collection, V/A (1961 / 1969).
Género: Pop. Rock, Funk / Soul, Surf.

Esta excelente compilação reúne alguns dos grandes sucessos gravados entre 1961 e 1969, os número 1 das tabelas americanas da década de 60. As 26 faixas abrangem a década inteira, o que é fantástico para um único álbum. Dos grandes êxitos aqui apresentados, salientamos alguns clássicos da pop, beat, rock e soul como, the Beach Boys (Good Vibrations), Del Shannon (Runaway), The Marvelettes (Please Mr. Postman), Martha and the Vandellas (Love Is Like A) Heat Wave, Manfred Mann (Do Wah Diddy Diddy), The Mamas and the Papas (Monday, Monday), The Lovin' Spoonful (Summer in the City), The Box Tops (The Letter), The Troggs (Wild Thing), Tommy James and The Shondells (Crimson and Clover),The Monkees (I'm a Believer), ou Marvin Gaye (I Heard It Through the Grapevine), entre muitos outros.


Faixas/Tracklist:

01 – Dion - Runaround Sue (Dion DiMucci, Ernie Maresca) 2:41
02 - Del Shannon – Runaway (Del Shannon, Max Crook) 2:19
03 - The Tokens The Lion Sleeps Tonight (Wimoweh) (G.David Weiss, Hugo Peretti, Luigi Creatore) 2:39
04 - The Marvelettes - Please Mr. Postman (Brian Holland, Freddie Gorman, Georgia Dobbins, Robert Bateman, William Garrett) 2:28
05 - Lesley Gore - It's My Party (Herbert Weiner, John Gluck Jr., Wally Gold) 2:13
06 - The Angels - My Boyfriend's Back (Bob Feldman, Jerry Goldstein, Richard Gottehrer) 2:08
07 - Martha and The Vandellas - (Love Is Like A) Heat Wave (Brian Holland, Edward Holland, Jr., Lamont Dozier) 2:42
08 - The Temptations - My Girl (Ronald White, Smokey Robinson) 2:42
09 - Manfred Mann - Do Wah Diddy Diddy (Ellie Greenwich, Jeff Barry) 2:20
10 - Four Tops - I Can't Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch) (Brian Holland, Edward Holland, Jr., Lamont Dozier) 2:42
11 - The Supremes - Stop! In The Name Of Love (B.Holland, Edward Holland, Jr., Lamont Dozier) 2:49
12 - The Troggs - Wild Thing (Chip Taylor) 2:34
13 - The McCoys - Hang On Sloopy (Bert Russell, Wes Farrell) 3:31
14 - Sonny and Cher - I Got You Babe (Sonny Bono)3:10
15 - The Mamas and The Papas - Monday, Monday (John Phillips) 3:25
16 - The Beach Boys - Good Vibrations (Brian Wilson, Mike Love) 3:35
17 - The Lovin' Spoonful - Summer In The City (John Sebastian, Mark Sebastian, Steve Boone) 2:39
18 - The Association – Windy (Ruthann Friedman) 2:53
19 - The Turtles - Happy Together (Alan Gordon, Garry Bonner) 2:54
20 – The Box Tops - The Letter (Wayne Carson Thompson) 1:56
21 - The Monkees - I'm A Believer (Neil Diamond) 2:43
22 - Strawberry Alarm Clock - Incense And Peppermints (John Carter, Tim Gilbert) 2:47
23 - Tommy James and The Shondells - Crimson And Clover (Peter Lucia, Tommy James) 3:26
24 – Marvin Gaye - I Heard It Through The Grapevine (Barrett Strong, Norman Whitfield) 3:13
25 - The 5th Dimension - Aquarius/Let The Sun Shine In (The Flesh Failures) (Galt MacDermot, Gerome Ragni, James Rado) 4:47
26 – Steam - Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye (Dale Frashuer, Gary DeCarlo, Paul Leka) 4:09

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Jan van Cleef, a quem agradecemos.

Joan Merrill ‎– How Did He Look? (LP 1959)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017



Joan Merrill ‎– How Did He Look? (LP Westminster ‎– WP 6086, 1959).
Género: Jazz, Pop, Easy Listening.


Joan Merrill (2 de janeiro de 1918, Baltimore, Maryland - 10 de maio de 1992, Nova York) foi uma famosa cantora e actriz americana que começou a sua carreira na década 30 na rádio, tendo também cantado em casas nocturnas nos Estados Unidos, como no “Copacabana” na cidade de Nova York, no “Thunderbird” em Las Vegas, Nevada ou no “Rio Cabana”, em Chicago.
Além de gravações e shows ao vivo, participou também no filme musical de 1941, “Time Out for Rhythm” e, em 1942, teve papéis em “Iceland” e “The Mayor of 44th Street”. Nessa época, como era muito popular, as suas músicas eram patrióticas e inspiradas no apoio aos soldados americanos envolvidos na II Guerra Mundial.
Este álbum, gravado em Nova Iorque em 1958, apresenta alguns temas muito populares como, "Me And My Shadow", "Sentimental Journey" ou "These Foolish Things".


Faixas/Tracklist:

A1 Sentimental Journey 
A2 How Did He Look? 
A3 Me And My Shadow 
A4 The Can't Take That Away From Me 
A5 Don't Worry 'Bout Me 
A6 Am I Blue? 
B1 My Old Flame 
B2 These Foolish Things 
B3 Miss You 
B4 You're Driving Me Crazy 
B5 I'm Thru With Love 
B6 All Alone

(Arranjos de Billy Mure e Marty Gold).

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Carpinteiro, a quem agradecemos.

Los Flecos y Los Flaps – Discografía Completa (1964-1966)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017



Los Flecos y Los Flaps – Discografía Completa (1964-1966). 


Los Flecos foi uma banda espanhola de rock/yé yé surgida em Madrid no início de 1965. Apesar da sua curta carreira (dissolveram-se nos finais de 1966/princípio de 1967), são considerados como um dos melhores grupos de rock espanhol.
A meio dos anos 60, Los Flecos superavam muitos dos grupos em voga incluindo os famosos "Los Brincos".
O quinteto era formado por José Barranco (vocalista, que tinha passado por outras bandas, Los Estudiantes e Los Pekenikes, nascido em Valladolid em 19 de março de 1939), Julián Sacristán Magaña (guitarra e compositor de quase todos os temas, tendo passado por The Sailors, Los Fugitivos e Los Flaps, nascido em Madrid, em 20 de outubro de 1944), na bateria, Pablo Argote Rocandio (nascido em Madrid, em 15 de dezembro de 1942, vindo de Los Pekenikes), Carlos Guitart Von Rein (baixo, acabara de deixar Los Sonor, nascido em Màlaga, em 15 de janeiro de 1941) e Juan Francisco Seva (ex. Los Flaps, guitarra ritmo).
Apesar do grupo quando tocava ao vivo, se dedicar a apresentar temas instrumentais e versões de sucessos clássicos, pouco a pouco iriam perder a fama e os seus fãs, acabando a sua carreira com um single lançado em dezembro de 1966 que não obteve sucesso. Após isso, no início de 1967, separam-se.
Nesta compilação, estão inseridos três temas inéditos instrumentais muito agradáveis.


Formação/Personnel:

José Barranco - Voz
Carlos Guitart - Baixo
Juan Francisco Seva - Guitarra
Pablo Argote - Bateria
Julian Sacristán - Guitarra
Daniel Grandchamp – Baixo

Los Flaps

Los Flaps” foi um grupo musical madrileno de Rock, Beat, Pop, formado no início dos anos 60 (com actividade entre 1961-1965), por alguns estudantes de engenharia aeronáutica, o que explica a origem do seu nome (flaps=dispositivo utilizado nos aviões).
A sua primeira formação era constituída por José Antonio Álvarez Alija (bateria), Manolo (Manuel) Díaz-Pallarés (guitarra ritmo), Juan Antonio González "Ñique" (baixo) e Álvaro Yébenes (guitarra solo).
As primeiras actuações tiveram lugar em Madrid no início da década de 60.
Posteriormente, Álvaro e Juan Antonio deixaram o grupo e formaram Los Continentales, enquanto José Antonio e Manolo continuaram com Los Flaps incorporando no grupo Julián Sacristán (guitarra solo) e Alberto Nuevo (baixo).
Em 1962 a formação de Los Flaps mudou, com Luis Baizán (baterista, substituiu José Antonio Álvarez Alija, que deixou o grupo), no baixo, Alberto Nuevo, na guitarra solo, Julián Sacristán (fã incondicional de Hank Marvin e seus Shadows) e na guitarra ritmo, Manolo Díaz-Pallares, que foi substituído anos depois por Juan Fran (Juan Francisco Seva).
Para além de tocarem como grupo, Los Flaps foram também a banda de acompanhamento do cantor Steve Rowland e do duo Albert E Ricard. O grupo era muito bom, especialmente em instrumentais ao estilo dos Shadows.
Dissolveram-se em 1965 por problemas internos.

Membros/Personnel:

Álvaro Yébenes (guitarra solo)
Manuel Díaz Pallarés (guitarra ritmo)
Juan Antonio González “Nique” (baixo)
José Antonio Álvarez Alija (bateria)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Juan Miguel Guzman, a quem agradecemos.

Down Under Nuggets: Original Australian Artyfacts, V/A (1965-1967)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017



Down Under Nuggets: Original Australian Artyfacts, V/A (1965-1967).
(Álbum também lançado em LP duplo, Festival Records ‎– FEST601003LP, Australia, 2013).
Género: Rock, Rock de Garagem.

The Sunsets

Down Under Nuggets: Original Australian Artyfacts, V/A (1965-1967)“ é indiscutivelmente uma das melhores compilações da história do rock australiano, reunindo alguns dos maiores sucessos da cena garageira daquele país, dos anos 60. É constituído por 29 das gravações australianas mais rock/beat/psych daquela década e inclui excelentes grupos como, The Missing Links, The Purple Hearts, The Black Diamonds, The Lost Souls, The Wild Cherries, The Loved Ones, The Throb ou The Moods. Também foi inserida a versão completa do clássico dos Sunsets, “The Hot Generation”, assim como uma faixa muito rara dos Bee Gees, "Like Nobody Else".
A compilação está repleta de temas psicadélicos pincelados aqui e ali com um fuzz frenético. Excelente!

Toni McCann

Faixas/Track Listings:

01 - The Masters Apprentices - Buried and Dead
02 - The Elois - By My Side
03 - The Black Diamonds - I Want, Need, Love You
04 - The Atlantics - Come on
05 - The Purple Hearts - Early in the Morning
06 - The Missing Links - Wild About You
07 - The Creatures - Ugly Thing
08 - The Lost Souls - This Life of Mine
09 - The Moods - Rum Drunk
10 - Derek's Accent - Ain't Got No Feeling
11 - Bee Gees - Like Nobody Else
12 - Barrington Davis - Raining Teardrops
13 - The D-Coys - Bad Times
14 - The In-Sect - Let This Be a Lesson
15 - Steve and the Board - I Want
16 - Toni McCann - No
17 - Peter and the Silhouettes - Claudette Jones
18 - The Five - There's Time
19 - Bobby and Laurie - No Next Time
20 - MPD LTD - I Am What I Am
21 - The Cherokees - I've Gone Wild
22 - The Loved Ones - the Loved One
23 - Phil Jones and the Unknown Blues - If I Had a Ticket
24 - The Throb - Black
25 - The Blue Beats - She's Comin' Home
26 - The Easybeats - Sorry
27 - Bobby James Syndicate - Hey Hey Hey
28 - The Wild Cherries - Krome Played Yabby
29 - The Sunsets - the Hot Generation (Unreleased Soundtrack Version)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

The Allusions ‎– The Allusions' Anthology (1966-1968)

terça-feira, 26 de setembro de 2017



The Allusions ‎– The Allusions' Anthology: 1966-1968.
- Esta “Antologia” insere as 14 faixas do LP “The Allusions” lançado em 1967 pela EMI Parlophone PMCO 7540 e produzido por Robert Iredale.
Género: Beat, Pop Rock, Rock de Garagem.


The Allusions' Anthology (1966-1968)” é uma óptima compilação do trabalho do grupo australiano The Allusions.
Inicialmente, The Allusions foi um quinteto beat australiano com sede em Sydney, Nova Gales do Sul/Austrália, formado no final de 1965 por Mike Morris (líder, cantor, guitarrista e compositor), Terry Hearne, Dave Bridge, Terry Chapman e Kevin Hughes. Tiveram algum sucesso em Sydney mas não fora da sua terra natal. Deixaram no entanto algumas grandes gravações ao estilo Merseybeat.
Foram certamente influenciados pelos Beatles, mas também pela fase inicial dos Zombies, dos Fortunes, Gerry and the Pacemakers e outros grupos do pop e rock ‘n’ roll que eram frequentemente ouvidos em Inglaterra, nessa época.
Um dos seus maiores êxitos foi a canção "Gypsy Woman". O seu som jovem, vagueava entre o romantismo dos Beatles, o dinamismo dos Kinks e as baladas iniciais dos Who, com uma voz única e um bom ataque dos seus instrumentos.
As músicas posteriores ao álbum de 1967, são uma mistura interessante de baladas rock moderadas e temperamentais, como "I Gotta Move".
Mike Morris deixou a banda no final de 1967, tendo sido substituído por John Spence. The Allusions continuaram como quarteto até outubro de 1968, quando Terry Hearne saiu para se juntar à banda de apoio Digger Revell. Mais tarde, Mike Morris voltou a reunir-se ao grupo, mas o impulso do seu sucesso inicial já se tinha dissipado e, perante as tendências musicais em mudança, a banda acabou por se separar no início de 1969. 
A carreira dos Allusions decorreu entre 1965 e 1969, ano em que se desfizeram.


Faixas/Tracklist:

01 – Gypsy Woman (Burnette, Esborn) 2:10
02 – Fever (Burns My Brain) (Morris) 2:30
03 – The Dancer (Michael Morris) 2:03
04 – Roller Coaster Man (Morris) 2:13
05 – Looks Like Trouble (Michael Morris) 2:42
06 – Ninety Seven Cigarettes (Morris) 2:24
07 – Roundabout (Michael Morris) 3:11
08 – I'll Be Home (Davis) 2:14
09 – Seven Days Of Rain (Morris) 2:57
10 – Two Of A Kind (Morris) 2:43
11 – Mr. Love (Davis) 2:40
12 – And She's Mine (Davis) 2:37
13 – I Gotta Move (ray Davis) 3:37
14 – Blue Tomorrow (Davis, Shaw, Morris) 2:00
15 – In My Solitude (Morris) 2:44
16 – Shop Around (Gordy, Robinson) 2:42
17 – Lady Of Leisure (Morris) 2:14
18 – Out Of Order (Morris) 2:08
19 – I Believe (Cahn/Styne) 2:23
Bonus Tracks:
20 – Theme From "My Names McGooley" 2:01
21 – Stop Gently (Morris) 1:53

Músicos/Personnel:

Baixo e voz – Bruce Davis (faixas/tracks: 3-21), Terry Chapman (faixas/tracks: 1, 2)
Bateria – Kevin Hughes
Teclados – John Shaw
Guitarra solo e voz – Terry Hearne
Guitarra ritmo e voz – John Spence (faixa/track: 11), Michael Morris (faixas/tracks: 1-10, 12-21)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Tony Dallara - Il Meglio Di Tony Dallara

segunda-feira, 25 de setembro de 2017



Tony Dallara - Il Meglio Di Tony Dallara.

Il Meglio di Tony Dallara” é uma excelente compilação que reúne 20 inesquecíveis canções de Dallara que o tornou um símbolo da música italiana dos anos 50, como o memorável “Come Prima”, “Ghiaccio Bollente”, “Brivido Blu” ou “Romantica”, com a qual venceu o Festival de Sanremo em 1960. Uma colectânea fantástica com interpretações apaixonantes que marcaram uma época.


Tony Dallara (Campobasso, 30 de junho de 1936)​ é o nome artístico de Antonio Lardera, cantor, apresentador televisivo e actor italiano.
Dallara nasceu em Campobasso, na região de Molise (centro-sul de Itália),​ mas foi criado em Milão. Depois de trabalhar como camareiro e recepcionista, começou a sua carreira musical na banda Rocky Mountains (mais tarde, I Campioni). A sua maneira de cantar se inspirou, em particular, em cantores americanos como, Frankie Laine ou Tony Williams (1928-1992, vocalista dos Platters).​
Em 1957 assinou um contrato como cantor com a empresa discográfica italiana Music, onde trabalhava como caixeiro. Em dezembro de 1957 lançou o seu primeiro single, “Come Prima”, que vendeu cerca de 300 000 cópias, convertendo-se no single mais vendido em Itália até à actualidade.​
Graças ao seu talento, é contratado para cantar no Carnegie Hall e fazer um show com Perry Como. Infelizmente, teve de regressar a Itália porque foi chamado para cumprir o serviço militar. Durante os anos 1958 e 1959 lançou vários singles de sucesso, como “Ti dirò”, “Brivido Blu”, “Non Partir, “Ghiaccio Bollente” ou “ Julia”.
Em 1960, Tony Dallara venceu o Festival da Canção de San Remo e a competição “Canzonissima” com a canção “Romantica”. No ano seguinte (1961) voltou a vencer “Canzonissima” com o tema “Bambina, Bambina”.​
Em 1967 ganhou o Festival Internacional da Canção de Benidorm (Espanha) com a canção “Entre Los Dos” (de Alfredo Doménech, com a cantora Bettina).
No início dos anos 60 participou também em filmes.
A partir daí, lentamente até a rádio e a televisão parecem esquecê-lo. Retira-se do mundo da música nos anos 70 para se dedicar à sua outra grande paixão, a pintura.
Só nos anos 80 Dallara retoma a sua actividade como cantor ao vivo, animando algumas noites, especialmente no Verão.
Ao longo da sua carreira Dallara tem cantado em vários idiomas, incluindo japonês, espanhol, alemão, grego, francês e turco, ganhando prémios em muitos países estrangeiros.

Tony Dallara - Come Prima (from Youtube).

Faixas/Tracklist:

01. Come Prima
02. La Novia
03. Brivido Blu
04. Ghiaccio Bollente
05. Romantica (1º classificado no Festival de Sanremo de 1960)
06. Non Passa Piu (Sanremo 1961 - participante)
07. Un Uomo Vivo
08. Norma
09. Ti Diro
10. Non Partir
11. Bambiba Bambina
12. Quando Siamo In Compagnia
13. Julia
14. Per Un Bacio D’amor
15. Noi
16. Non So Di ( Ti Voglio Bene)
17. Bambina Innamorata
18. Strada ‘nfosa
19. My Tennessee
20. Caterina

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Guido Amodio, a quem agradecemos.

Morreu Charles Bradley, Cantor Americano de Soul, aos 68 anos

domingo, 24 de setembro de 2017

Morreu Charles Bradley, cantor de soul, aos 68 anos.

Diagnosticado com um cancro no estômago em 2016, Charles Bradley morreu no passado sábado (23) aos 68 anos.
Lutava contra o cancro desde outubro de 2016. Depois de ter efectuado tratamentos, parecia ter recuperado, tendo voltado aos palcos. Mas, no início deste mês, Bradley cancelou a sua digressão, que incluía uma apresentação no Rock in Rio e outra em São Paulo/Brasil, uma vez que o cancro já tinha atingido o fígado. 
Bradley, que esteve em território português três vezes entre 2013 e 2015, tinha previstos dois concertos em Portugal no mês de novembro deste ano: o primeiro no Coliseu do Porto, a 23 de novembro, e dois dias depois no Vodafone Mexefest, em Lisboa. Os dois acabaram por ser cancelados.


Charles Bradley (5 de novembro de 1948 - 23 de setembro de 2017) foi um cantor americano de funk, soul e R’n’B, nascido em 1948 em Gainesville, Flórida. Passou a infância com a avó na Flórida. Com uma existência muito difícil, passou 62 anos da sua vida em empregos duros. Bradley não sabia que tinha jeito para cantar e acabaram por ser os seus amigos a fazerem-lhe notar isso.
Descoberto tardiamente, ele lançou o seu primeiro disco, 'No Time for Dreaming', em 2011. Seguiram-se 'Victim of Love' e o mais recente 'Changes', do ano passado.
Bradley demonstrava claramente influências de James Brown e Otis Redding, tendo inclusive sido referido que o cantor, nas suas interpretações, relembrava Otis Redding.
Bradley morreu em 23 de setembro de 2017, aos 68 anos.

R.I.P.

Tim Maia ‎– Racional Vol. 1 (LP 1975)




Tim Maia ‎– Racional Vol. 1 (LP Seroma ‎– 001, 1975).
Produção: Tim Maia.
Género: Funk, Soul.

"Tim Maia Racional, Vol. 1" é o quinto álbum de estúdio do cantor, compositor, maestro, produtor musical, instrumentista e empresário brasileiro Tim Maia, detentor de uma excelente e poderosa voz, gravado entre 1974 e 1975. Lançado já em 1975 pelo selo Seroma (pertencente ao próprio Tim), “Racional” é um dos álbuns mais míticos da música brasileira. Ficou marcado por letras de devoção à Cultura Racional, seita filosófico-religiosa com a qual Tim se envolvera na época, e pela sonoridade que remeteu a nomes do soul e do funk norte-americano, como Barry White, Marvin Gaye e George Clinton.
Para alguns críticos, “Racional” é tido como um dos melhores momentos da carreira do cantor.
A revista norte-americana Rolling Stone, na sua lista dos 100 maiores discos da música brasileira, colocou o álbum na 17ª posição.


Tim é sem dúvida o responsável pela introdução do estilo soul na música popular brasileira e reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da música no Brasil.
Tim Maia fundou o seu próprio selo, Seroma (que é uma sigla para Sebastião Rodrigues Maia, o seu nome de baptismo), colocando o disco no mercado e transformando-o assim no primeiro trabalho independente de um artista brasileiro. A produção do LP Racional está directamente ligada à Cultura Racional, da qual se havia tornado um fervoroso adepto. 
“Racional” possui faixas excelentes. Inspiradíssimo, o cantor apresenta “pérolas” como "Imunização Racional (Que Beleza)" e a positiva "Bom Senso", ambas com belos arranjos e linhas vocais cativantes. Mas a principal música de toda essa fase é "Rational Culture", um hipnótico funk guiado por uma linha de baixo pulsante, onde Tim canta em inglês sobre o Universo em Desencanto. 
A biografia deste cantor brasileiro, falecido aos 55 anos em Niterói, em 15 de março de 1998, encontra-se já inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 Imunização Racional (Que Beleza) 5:08 
A2 O Grão Mestre Varonil 0:24
A3 Bom Senso 5:08 
A4 Energia Racional 0:15 
A5 Leia O Livro Universo Em Desencanto 2:50
A6 Contacto Com O Mundo Racional 3:06 
B1 Universo Em Desencanto 3:43 
B2 You Don't Know What I Know 0:35
B3 Rational Culture 12:18

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Leandro Fregulha, a quem agradecemos.