Continuando na senda dos grupos pop/rock/beat de Moçambique, chegou agora a vez dos Beatnicks.
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Os Beatnicks, de Lourenço Marques/Moçambique.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Carlos Duarte (vocalista), aka Ass, criador dos Beatnicks
Continuando na senda dos grupos pop/rock/beat de Moçambique, chegou agora a vez dos Beatnicks.
Continuando na senda dos grupos pop/rock/beat de Moçambique, chegou agora a vez dos Beatnicks.
Os Beatnicks
Beatnicks foi um grupo musical originário de Lourenço Marques/Moçambique, idealizado e criado pelo seu primeiro e excelente vocalista, Carlos Duarte (aka Ass), formado em meados de 1965, tendo ao longo da carreira sofrido várias metamorfoses, como na generalidade dos grupos.
Por volta de 1965, já Carlos Duarte andava a congeminar o nome para um grupo, influenciado especialmente pelos Beatles, pretendendo para tal, um nome algo semelhante.
Em termos sociais, os “Beatniks” foram um movimento socio-cultural iniciado nos anos 50 e princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida anti-materialista, na sequência da 2.ª Guerra Mundial. O autor Jack Kerouac introduziu a frase "Geração Beat" em 1948, generalizada do seu círculo social para caracterizar o submundo da juventude anti-conformista, reunida em Nova Iorque naquele tempo. Foi sem dúvida um “movimento” existencialista, com maior incidência nos EUA e na Europa e com claras influências sociais, como por exemplo no modo de vestir (roupa apertada, de cor escura, botas apertadas e esguias, calças pretas), em que a juventude gostava de mostrar a sua oposição às regras estabelecidas. Os locais de encontro eram os chamados “Beat” e, como tal, “Beatniks”, que elegeram como suas estrelas, Bob Dylan e outros músicos do mesmo estilo.
Carlos, acabou por copiar o nome, acrescentando-lhe no entanto um “c” ao “k”, ficando finalmente “Beatnicks”.
Os dois primeiros elementos dos “Beatnicks” foram o Carlos Duarte (vocalista) e o Jorge Estrela (baixista) que se tinham conhecido aproximadamente entre 1964 e 1965. O conhecimento surgiu através de um amigo comum, Zé Gonçalves (o Merceeiro).
Carlos e Estrela eram apaixonados por guitarras e ambos adoravam Bob Dylan e canções de protesto.
Em 1966, conheceram o Ricardo Fernandes que gostava de tocar bateria (embora, até então, se tivesse sentado muito pouco tempo em frente de uma).
Passaram-se uns meses e no final de 1966 decidiram que iriam tocar numa festa de fim de ano. O irmão do Carlos Duarte (o Tomaz) entrou em contacto com o dono (o grego) do restaurante/salão de chá Kassimatis, na Matola (localidade na periferia de Lourenço Marques), para formalizar a actuação do grupo. Nessa altura, faltava menos de um mês para o Ano Novo (66/67) e Carlos conheceu o Zeca Vedor, elemento ligado à Associação Africana da cidade e que tocava viola ritmo. Por sua vez, Zeca tinha também um amigo músico, o Faruk, excelente viola solo e, sem dúvida, o mais capaz como músico.
Os Beatniks, formação original.
Nesta altura, a formação original do grupo era a seguinte:
Carlos Duarte – Vocalista
Jorge Estrela – Viola baixo (estudante universitário)
Ricardo Fernandes – Baterista
Faruk – Viola Solo (talentoso guitarrista)
Zeca Vedor – Viola Ritmo
Começaram a ensaiar em casa do Ricardo (junto ao Hotel Girassol), mas os instrumentos eram precários e praticamente inexistentes, assim como a aparelhagem de som. Tocavam com violas acústicas, cantando as músicas em voga que passavam na LM Radio, os últimos êxitos do Hit Parade, como os Beatles, os Rolling Stones, os Monkees e outros grupos beat da época.
Na noite da passagem de ano conseguiram arranjar uma bateria emprestada, meio “fanhosa” que pertencia à Associação Africana. Descobriram também um microfone com uma coluna no Restaurante Kassimatis. O seu repertório era diminuto e cingia-se a cerca de 20 músicas, sendo uma ou duas do Roberto Carlos. Foi com esse repertório que tocaram toda a noite e os clientes presentes dançaram, cantaram, divertiram-se e gostaram da “banda”.
No dia seguinte, pela cidade, começou o falatório sobre o grupo do “ASS”, entre a juventude laurentina.
Pouco depois, Carlos Duarte apercebeu-se que Joe Mendes (que tinha sido vocalista dos Corsários, um famoso grupo da cidade) e que nessa altura se andava a candidatar a “empresário”, queria falar com ele. No encontro, Joe questionou Duarte se o grupo gostaria de actuar no primeiro “Encontro da Juventude” que iria realizar-se no Pavilhão do Sporting de Lourenço Marques, no dia 22 de Janeiro de 1967.
Mais uma vez a decisão e a preparação se tornava difícil, uma vez que a falta de uma aparelhagem e instrumentos capazes se mantinha. Mas a ideia foi para a frente e a participação do grupo correu bem e com sucesso. O público invadiu o recinto com gritos efusivos de alegria e com cartazes! Uma das músicas que mais impacto teve nesse Show foi “Ticket To Ride”, dos Beatles e segundo Carlos Duarte, a casa veio a baixo!
Reacção do público com apoio efusivo ao grupo e empunhando cartazes.
Os Beatnicks originais duraram menos de um ano e tinham a composição já referida. No entanto, o conjunto “quebrou” no final de 1967, aquando do referido Concurso Yé Yé “Encontro da Juventude”, promovido pelo M.N.F., tendo ficado na 5ª posição. Começaram a surgir ofertas e propostas para o Carlos se juntar a outras bandas mais prestigiadas e profissionais, e este acabou por se juntar aos Corsários que nessa época já tinham bastante fama e sucesso.
Sem dúvida que o êxito inicial do grupo se deveu essencialmente à perseverança e ao impacto do seu excelente e endiabrado vocalista Carlos Duarte, um “showman” por natureza. Extrovertido, meio “desatinado”, sempre disposto a saltar do palco e permanentemente acrescentando mais alguma coisa às suas actuações, diversificando, inovando, colocando o seu cunho pessoal, a sua assinatura em cada música, em cada actuação e interpretação das músicas em voga. Os temas eram cantados com alma, com o som e a harmonia aproximados ao original, com um toque de rock progressivo e soul como em “Nineteenth Nervous Breakdown”, dos Stones que punha o público em delírio.
Jorge Estrela (baixo) - 22 Jan 67.
Mesmo com o regime político vigente na época, a juventude queria quebrar as correntes…O ambiente nacional (guerra colonial) e o internacional (Vietnam) fazia com que a juventude se apercebesse das mudanças em curso. “Is God On Our Side?”, de Bob Dylan era uma espécie de hino, a desafiar os poderes estabelecidos.
Carlos Duarte deslocou-se também à cidade da Beira, acompanhado pela sua guitarra acústica e actuou num show, cantando com sucesso “The House Of Rising Sun”…foi uma pequena loucura, segundo ele nos confidenciou.
Se é verdade que com a saída nesse ano de Carlos Duarte para os Corsários foi um rude golpe para o grupo, os Beatnicks no entanto não baixaram os braços nem pararam, dando continuidade ao projecto.
Da esq. para a dta.: Zeca Vedor (viola ritmo), Ricardo Vaz Monteiro (órgão), Jorge Estrela (baixo), Ricardo Fernandes (bateria), Duarte Nuno Afonso (vocalista) e Faruk (viola solo).
Assim, entra o Duarte Nuno (estudante e posteriormente membro da "Onda Pop", suplemento musical do jornal Notícias de L.M.) para vocalista, onde permanecerá por pouco tempo (cerca de 6 meses). Pouco depois, é também integrado Ricardo Vaz Monteiro como organista, bastante activo e expressivo em palco, como daquela vez em que saltou para cima do órgão em plena actuação num dos programas que se efectuavam aos domingos à noite no auditório do RCM.
No final de 1967, Duarte Nuno (por imperativos dos seus estudos), assim como Vaz Monteiro, deixam a banda. Algum tempo depois, também o Jorge Estrela abandona o grupo. Entra para vocalista dos Beatnicks o Jerry, ao qual se juntou também o Sebastião (“Sebas”, organista), passando o Zeca Vedor para viola baixo. Foi nesta etapa da vida do grupo que este se reequipou com os seus próprios instrumentos, material esse que, segundo Duarte Nuno, foi adquirido na Casa Somorel/L.M., como por exemplo a aparelhagem de som ou as violas e amplificadores “Vox”, excelentes na época, criando assim uma boa autonomia para o grupo.
Apesar das alterações, com as movimentações e com os novos elementos, o grupo ainda assim manteve a sua actividade com bastante qualidade. A banda continuou a carreira, evoluiu, por vezes alterando o seu estilo, mas mantendo-se em actividade até ao 25 de Abril/74 quando alguns dos seus elementos regressaram a Portugal onde continuariam a tocar por mais alguns anos.
Que nós tenhamos conhecimento, infelizmente o grupo nunca editou qualquer disco. No entanto, sabemos que foi gravado ao vivo, com a participação desta banda, um programa em directo que ia semanalmente para o ar aos domingos à noite no auditório do Rádio Clube de Moçambique (R.C.M.) e onde eram apresentados grupos da cidade (um por semana). A existir essa gravação, tornar-se-á no único registo áudio do grupo.
Por falta de fontes de informação, não conseguimos apurar ou confirmar a passagem/integração e/ou a época em que o guitarrista Carlos da Silva Pereira (já falecido) tivesse feito parte do grupo.
Agradecemos o contributo, todas as informações e as fotos fornecidas pelos nossos amigos (de longa data) Carlos Duarte (Aka Ass) e Duarte Nuno Afonso, sem as quais não teria sido possível produzir este breve trabalho biográfico do grupo.
Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 14:55 1 comentários
Etiquetas: Beatnicks, Lourenço Marques, Moçambique, Mozambique, Os Beatnicks, Portugal
Beatnicks - Heavy Freaks Back In Town (LP 1971 / 1978)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Beatnicks - Heavy Freaks Back In Town (LP PPP002LP - 1978)
Edição em LP dos sete temas incluídos nos 2 primeiros singles e EP de 1971 a 1978.
Os Beatnicks foi um grupo de rock português que surgiu no inicio de 1971 e incluíam na formação, João Ribeiro, Mário Ceia, Rui Pipas e José Diogo. Editam nesse ano o primeiro EP "Christine Goes To Town".
Um promissor registo muito na linha do blues/heavy metal que despontava em força no Reino Unido com os Black Sabbath, os Deep Purple e os Vanilla Fudge na linha da frente.
Em Agosto de 1971 actuam com bastante êxito no Festival Vilar de Mouros e no final do ano gravam o segundo registo "Money/ Back In Town" que seguia as pisadas do primeiro 45rpm.
Em 1972 contra todas as previsões Rui Pipas abandona o grupo para integrar os Albatroz e os três elementos restantes desertam do país para não cumprirem o serviço militar obrigatório.
Em 1975 os Beatnicks surgem das cinzas retomado por Ramiro Martins, músico que acompanhou o grupo desde o seu inicio e chegou inclusive a substituir Rui Pipas na sua saída.
Entram na nova formação Jorge Casanova, Tó Leal, Necas e Lena D'Água. Enveredam pelo chamado rock progressivo e em 1978 editam o primeiro registo da nova fase "Somos o Mar" que lhes trás um pouco de sucesso entre o público e a critica.
O mesmo acontece com o single seguinte "Blue Jeans".
Mas após a edição do LP "Aspectos Humanos" e devido á fraca adesão a esse género musical (Rui Veloso e UHF já andavam a mudar os gostos) o grupo dá por finda a sua actividade.
Faixas/Tracks:
01 - Cristine goes to town (1971)
02 - Sing it alone (1971)
03 - Little school boy (1971)
04 - Money (1972)
05 - Back in town (1972)
06 - Somos o mar (1978)
07 - Jardim terra (1978)
Discografia:
1971- Christine Goes To Town/ Sing It Along/ Little Schoolboy. (EP, Tecla)
1972- Money/ Back In Town. (Single, Tecla)
1978- Somos o Mar/ Jardim Terra. (Single, Alvorada)
1981- Blues Jeans/ Magia. (Single, Rádio Triunfo)
1982- Aspectos Humanos. (LP, Rádio Triunfo)
Por: Francisco J. Fonseca
Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem muito agradecemos
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 18:00 2 comentários
Beatnicks - Blue Jeans (Single 1981)
sábado, 9 de julho de 2011
Beatnicks - Blue Jeans / Magia (Single Rádio Triunfo RT 51-8, Julho de 1981).
Letra e música de Jorge Casanova.
Já em 1981 os Beatnicks, com Ramiro, ainda gravam um single "Blue Jeans" e "Magia", aproveitando a avalanche de bandas de Rock que tinham surgido na época com o impulso de Rui Veloso, mas não obtiveram muito êxito...
Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 17:58 0 comentários
Beatnicks - Somos o Mar (Single 1978)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Beatnicks - Arquivo RTP 70's (from Youtube)
Beatnicks - Somos o Mar (Single Alvorada, Rádio Triunfo, 1978).
Faixas/Tracks: Somos o Mar / Jardim Terra
Os Beatnicks, com uma história que sobrevoa as décadas de 60, 70 e 80. Esta banda portuguesa seguiu durante esses anos uma diversidade de abordagens estéticas – em inglês, em português ou apenas empurrados pela conjuntura.
Com uma existência que começa em 1965 e só termina no início da década de 80 e da qual Lena D’Água também fez parte, os Beatnicks teriam quase só por isso o seu merecido lugar na história da música moderna portuguesa – agitada existência.
“Somos o Mar”, single lançado em 1978 pela Alvorada/Rádio Triunfo, é uma pequena e boa recordação. Formados na altura – porque foram várias as formações dos Beatnicks – por Luís Araújo na bateria, Ramiro Martins no baixo e nas cordas, António Emiliano nos teclados, Jorge Casanova nas guitarras e Tó Leal na voz e percussão, os Beatnicks haveriam de dar à luz na sua fase mais luminosa esta pequena maravilha de feições ecológicas, chamada “Somos o Mar”. É um single, tem apenas dois temas e no lado B, aparece “Jardim Terra”, outra cativante deambulação pelos terrenos mais "prog".
Infelizmente foi sol de pouca dura pois com o tal do boom, a banda sofreria nova inflexão estética, perdendo de vez o rumo e o sentido.
Parcialmente transcrito de "A Trompa".
With different backgrounds and different styles of music, Beatnicks began in 1965 with João Ribeiro, Rui Pipas, Mario Ceia and José Diogo.
The group chooses English as the language of their songs. They play in Festival Vilar de Mouros and Vigo. Record an EP containing "Cristina Goes To Town" which is complemented with "School Little Baby" and "Sing It Along. This phase is called Beatniks.and the group is next to a chain Hard Rock. Some say that could be the Portuguese Black Sabbath .
Since 1976 the band embarks on a style "progressive", very close to each Yes, Genesis, or in Portugal, Tantra. Being to sing in Portuguese, then record the single "Somos o Mar "(We Are the Sea) which includes the b-side "Jardim terra " (Garden land) it is simply fascinating, and represents its more progressive side, making to remember Perspectiva, another portuguese band.
An essential disc for any music lover in the discography, which is interested in Portuguese Rock .
Misongod.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 12:16 4 comentários
Beatniks - Money (Single 1972)
Os Beatniks (depois Beatnicks), um dos grupos importantes do Pop/Rock nacional, passaram pelas décadas de 60, 70 e 80.Com diferentes formações e diferentes estilos de música, os Beatnicks começaram em 1965 como um projecto incipiente.A sua primeira formação incluía João Ribeiro e Manuel Paulo, que apenas efectuaram alguns espectáculos, sem grande capacidade de surpreender.A segunda fase dos Beatnicks começa em 1971, com Ribeiro, Rui Pipas (precocemente falecido num acidente de viação), Mário Ceia (que, mais tarde pertenceria a uma formação dos Hosanna) e José Diogo.O grupo elege o inglês como língua das suas canções. Tocam no Festival de Vilar de Mouros e em Vigo (Espanha). Gravam um EP que contém "Cristina Goes To Town" (tema incluído na colectânea editada em CD " Biografia do Pop/Rock"), que é complementado com " Little School Baby" e "Sing it Along". Nesta fase chamavam-se Beatniks.Em 1972 editam o single “Money”, com o lado B a ser ocupado por “Back In Town”, na mesma linha Hard Rock.Nesta fase, o grupo está próximo de uma corrente Hard Rock. Há quem diga que poderiam ser os Black Sabath portugueses.Ramiro Martins (que tinha entrado no grupo algum tempo antes em substituição de Pipas) reforma o grupo (que esteve parado por problemas relacionados com o serviço militar), já depois do 25 de Abril. Entram Jorge Casanova, Tó Leal e uma jovem actriz, filha do futebolista José Águas. Esta última era Helena Águas (mais tarde conhecida por Lena D'Água). O grupo tinha 2 vocalistas e actuava, sobretudo, em Festas de Finalistas, com incidência no distrito de Castelo Branco.A partir de 1976 a banda envereda por um estilo "progressivo", muito próximo de uns Yes, Genesis, ou, em Portugal, Tantra.Jorge Casanova começa a compor temas como "Cosmonicação" ou "Somos o Mar" e os espectáculos do grupo incluem projecção de slides e fumos carbónicos, uma novidade total em Portugal, só vista no concerto que os Genesis deram em 1975, no Pavilhão de Cascais.A banda actua em vários festivais ao lado de Tantra, Hosanna, Psico, Arte & Ofício e Waveband. Este último grupo constituído por músicos alemães que se radicam em Portugal, tem a participação de um membro dos Beatnicks como músico convidado. Foram inúmeros os espectáculos que os dois grupos fizeram em conjunto.Os Beatnicks gravam um single com "Somos o Mar" e "Jardim Terra", em 1978 durante a fase "progressiva", mas sem Lena D’Água, que tinha já abandonado a banda.Ramiro lança-se num projecto efémero chamado Doyo (que inclui quase todos os membros dos Beatnicks com pseudónimos como Jedo ou Doio Kaosos), e grava e edita um dos piores discos (um LP intitulado “A Quem Doer”) da fase do "boom" do Rock português, em 1981.Os Beatnicks, com Ramiro, ainda regressarão para gravar um single “Blue Jeans”/ "Magia", precisamente na avalanche de bandas de Rock dos anos 80, com o qual não conseguirão nenhum sucesso (o qual não trazia nada de novo em relação a outras bandas). A banda ainda editará o LP “Aspectos Humanos”, na linha do single anterior, no qual se nota a decadência da banda. Completamente desactualizados e com o público interessado em Rui Veloso, GNR e UHF, os Beatnicks acabam por morrer de morte natural.Ramiro faleceu há mais de 10 anos.Em 2009, a companhia discográfica Portuguese Progressive Pearls edita um LP em vinil intitulado “Heavy Freaks Are Back In Town”, com todos os temas que os Beatnicks editaram em single e EP, excepto “Blue Jeans”/”Magia”. Importante foi, sobretudo, a sua fase "progressiva".
Por Aristídes Duarte, in Rock em Portugal
Single gentilmente cedido por Luis Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 11:41 0 comentários
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