Aviso/Warning

Se algum link estiver inacessível envie-nos um email ou deixe-nos um comentário/ If by any chance there is a broken link send us an email or leave us a comment.
Mostrar mensagens com a etiqueta Filarmónica Fraude. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filarmónica Fraude. Mostrar todas as mensagens

Filarmónica Fraude – Epopeia (LP 1969 / Portugal)

quarta-feira, 24 de abril de 2024




Filarmónica Fraude – Epopeia (LP Philips – 841 407 PY, 1969 / Portugal).
Produção: João Martins e Luís Vilas-Boas.
Género: Folk Rock, Rock Psicadélico, Pop Barroco, Pop Psicadélico, Folk Progressivo.


“Epopeia” foi o único álbum da banda portuguesa Filarmónica Fraude, lançado em 1969 pela Philips. O LP, com grande carga épica (musical e narrativa), assimilava formas em voga numa linguagem que transcendia as fronteiras, com uma temática (focada nos descobrimentos e sob evidente presença de um certo humor e sarcasmo) e música imponente, quase sinfónica. Na realidade, este precioso álbum foi lançado pelo grupo mais mítico de todo o cancioneiro popular português. Foi uma autêntica pedrada no charco quando ocorreu o seu lançamento original nos últimos meses de 1969, antes da desagregação dos elementos e a constituição da Banda do Casaco. Após várias pesquisas quer por parte de António Pinho, na Biblioteca Nacional, sobre os Descobrimentos, quer por Luís Linhares nas raízes do folclore nacional, o grupo editou este LP “Epopeia”, com a mais interessante crítica social e política baseada nos descobrimentos portugueses. Estranhamente o disco passou na censura da época e apenas a capa foi digna de um reparo. Lídia Martinez, a sua autora havia assinado como Lídia 69 (porque estávamos em 1969) mas a censura assim não entendeu e mandou retirar o 69. Classificamos este álbum como um dos melhores da música portuguesa de todos os tempos. Hoje este disco é considerado um clássico do Rock progressivo português a par de outros como "Mestre" dos Petrus Castrus ou dos trabalhos da Banda do Casaco.


Filarmónica Fraude (1968-1970) foi uma banda portuguesa originária do Entroncamento e Tomar/Portugal , uma das primeiras a introduzir e a dar relevância em Portugal ao estilo musical que começava a surgir na Europa e nos EUA denominado "rock progressivo". Em 1969 o grupo lançou um álbum, um single e dois EPs. A banda tinha surgido cerca um ano antes na região centro do país (entre o Entroncamento e Tomar). Entre os músicos estavam antigos elementos dos G-Men e dos Académicos. Apesar de ter editado poucos discos, a Filarmónica Fraude ficará na história da música portuguesa como um dos grupos mais inovadores e uma referência obrigatória para qualquer melómano. O grupo (de curta duração) foi obra de António Pinho (autor das letras e futuro Banda do Casaco) e Luís Linhares (autor das músicas e dos arranjos). O conjunto era constituído por António Pinho (letrista), Luís Linhares (compositor e piano), José João Parracho (baixo), Júlio Patrocínio (bateria), João Carvalho (guitarra), Antunes da Silva (voz – já falecido) e João Brito (voz). A banda desagregou-se em 1970. A Filarmónica Fraude teve um fim discreto, mas o álbum transformou-se num disco de culto, um clássico.


Faixas / Tracklist:

A1 - Epopeia (1ª Profecia) (A. Pinho, L. Linhares) 2:34
A2 - Na Ilha Virgem (A. Pinho, L. Linhares s/ motivo popular) 5:13
A3 - Digo-Dai (A. Pinho, L. Linhares s/ motivo popular) 2:13
A4 - Só Marinheiros e Escravos se Afundam Com a Nau (A. Pinho, L. Linhares) 2:22
A5 - Homenagem Póstuma (A. Pinho, L. Linhares) 2:10
B1 - Por Vós (Desgostoso, Carrancudo e Magro (A. Pinho, L. Linhares) 2:31
B2 - Centenário (A. Pinho, L. Linhares) 1:34
B3 - Sebastião Morreu! (A. Pinho, L. Linhares) 1:26
B4 - Epílogo (A. Pinho, L. Linhares) 1:54
B5 - Os Bem-Aventurados (A. Pinho, L. Linhares) 2:28
B6 – “25” (A. Pinho, L. Linhares) 3:18
B7 – 2ª Profecia (Bandarra, L. Linhares) 2:55

Músicos / Musicians:

Luís Linhares – piano e composições
João Brito - vocalista
Antunes da Silva - vocalista  
Júlio Patrocínio - bateria
João Carvalho - guitarra
José João Parracho - baixo
António Pinho - letrista
Bandarra - letrista
Jorge Machado - Arranjos

LP disponibilizado por Carlos Santos.

Filarmónica Fraude – Antologia (1969 / Portugal)

sábado, 2 de julho de 2022




Filarmónica Fraude – Antologia (1969 / Portugal).
Género: Folk Rock.


“Antologia” é uma compilação particular que reúne os temas lançados pelo grupo português de Folk/Rock, Filarmónica Fraude, em 1969. A Filarmónica Fraude foi um grupo musical português formado em 1968 entre o Entroncamento e Tomar com dois ex-integrantes do conjunto yé-yé G-Men António Pinho (que deixa de tocar bateria e passa apenas a escrever as letras) e José João Parracho (baixo). Os outros elementos eram António Luís Linhares Corvêlo de Sousa (compositor e teclista), Júlio Patrocínio (bateria) e Antunes da Silva (Toneca), voz e João Carvalho (guitarra). João Brito (voz em "Flor de Laranjeira"), ex-integrante do Conjunto Académico os Atlas, integrou também a banda. Foi um verdadeiro grupo-de-culto, que começou por tocar no Verão de 68, nas instalações da Torralta, no Alvor, onde foram descobertos pelo jornalista Fernando Assis Pacheco e pelo Duo Ouro Negro. Tocavam à noite e durante o dia compunham as canções. Foram introduzindo essas novas canções, tais como "Os Animais de Estimação" e a "Flor de Laranjeira", nos espectáculos. Ainda em 1969 editaram dois EPs. O primeiro, “Flor de Laranjeira” (Philips 431 922 PE, 19 de março de 1969), é a estreia do grupo, contendo temas originais e adaptações da música popular portuguesa, da autoria de António Pinho e Luís Linhares. A crítica social, a mordacidade e ironia nas letras e a música com influências da pop inglesa (sobretudo Beatles), são imagens de marca que ficam desde logo a assinalar o conjunto e, pouco tempo depois, o 2º EP, "Canção de Embalar” (Philips 431 926 PE, 16 de julho do mesmo ano), veio confirmar tudo quanto se disse a respeito do primeiro. 


António Pinho fez pesquisas na Biblioteca Nacional para escrever o seu único álbum, “Epopeia” (Philips 841 407 PY), produzido por João Martins e Luís Villas Boas, lançado em novembro de 1969, de forma a transpor os “Descobrimentos” portugueses (os infortúnios dos descobrimentos) para a actualidade. A capa deste LP foi feita por Lídia Martinez que assinou Lídia 69, por estarem em 1969. A censura cortou a indicação do ano do disco. Contudo, o álbum “Epopeia”, transformou-se num clássico e também numa raridade. O grupo desagrega-se pouco depois. Entre saídas de Portugal (para evitar o recrutamento para a guerra colonial) e transferências para outras bandas (António Avelar Pinho, por exemplo, esteve pouco depois na fundação da Banda do Casaco), a Filarmónica Fraude tem um fim discreto, que a grandiosidade da visão levada a Epopeia poderia sugerir. Termina nos finais de 1970 (sem editarem mais nenhum disco), depois de uma controversa residência no Casino Estoril, já com Edmundo Silva (Sheiks) e Luís Moutinho (Deltons), entre outros, dando depois lugar a outro excelente grupo, a “Banda do Casaco”. A Filarmónica Fraude este em actividade de 1968 a 1970.
Já em 2013, a banda lançou “EP3” (em CD), disco oferecido na compra do livro "E Tudo Acabou Em 69" lançado pela editora Guerra & Paz, contendo 4 temas, “Maldefunto” / “Google Não É Zoo” / “Cantiga Tamanha” e “Sem Fim”, não incluídos nesta antologia.


Formação/Line Up:

João Brito – vocalista
Antunes da Silva - vocalista
Luís Linhares – piano, composição
Júlio Patrocínio - bateria
João Carvalho - guitarra
José Parracho - baixo
António Pinho - letras

FaixasTracklist:

“Flor de Laranjeira” - EP Philips 431 922 PE (março de 1969)

01. Flor de Laranjeira (Luís Linhares, António Pinho) (3:27)
02. Problema da Escolha (Luís Linhares, António Pinho) (2:26)
03. Menino (Raul Indipwo, Luís Linhares, Edmundo Bettencourt) (2:54)
04. O Milhões (Luís Linhares, António Pinho) (3:11)

"Canção de Embalar" - EP Philips 431 926 PE (julho de 1969)

05. Canção de Embalar (Luís Linhares, s/motivo popular) (2:18)
06. Orícia (A. Pinho, Luís Linhares) (2:56)
07. Animais de Estimação (A. Pinho, Luís Linhares) (2:24)
08. Devedor à Terra (A. Pinho, Luís Linhares) (2:03)

“Epopeia” - LP Philips 841 407 PY (novembro de 1969)

09. Epopeia (1ª Profecia) (António Pinho, Luís Linhares) (2:34)
10. Na Ilha Virgem (António Pinho, Luís Linhares) (5:13)
11. Digo-Dai (António Pinho, Luís Linhares) (2:13)
12. Só Marinheiros e Escravos Se Afundam Com a Nau (A. Pinho, L. Linhares) (2:22)
13. Homenagem Póstuma (António Pinho, Luís Linhares) (2:10)
14. Por Vós (Desgostoso, Carrancudo e Magro) (António Pinho, Luís Linhares) (2:31)
15. Centenário (António Pinho, Luís Linhares, Bandarra) (1:34)
16. Sebastião Morreu! (António Pinho, Luís Linhares) (1:26)
17. Epílogo (António Pinho, Luís Linhares) (1:54)
18. Os Bem-Aventurados (António Pinho, Luís Linhares) (2:28)
19. “25” (António Pinho, Luís Linhares) (3:18)
20. 2ª Profecia (António Pinho, Luís Linhares) (2:55)

Compilação produzida e disponibilizada por Carlos Santos.

Filarmónica Fraude - Epopeia (LP Fontana 1969)

quarta-feira, 16 de março de 2011




Referência a este álbum incluída no Vol. 5001 do livro da especialidade "Record Collector Dreams", na página dedicada a Portugal e Grécia.



Filarmónica Fraude – Epopeia (LP Fontana 6473010,1969).
Disco considerado raro.

O LP que aqui se apresenta foi editado pela Fontana, ao contrário do que é mais usual que é a edição da Philips (1969). Por isso, é considerado um álbum muito raro, de acordo com as revistas da especialidade (acima referida). Os temas não foram retirados do CD que foi reeditado pela Philips/PolyGram em 1998, nem do LP da Philips (o mais usual e fácil de encontrar), mas sim, ripados directamente desta preciosidade da Fontana, da colecção particular de Luís Futre.

Alinhamento:

1. Epopeia (1ª Profecia) (António Pinho / Luís Linhares)
2. Na Ilha Virgem (António Pinho / Luís Linhares - sobre motivo popular)
3. Digo-Dai (António Avelar Pinho / Luís Linhares - sobre motivo popular)
4. Só Marinheiros e Escravos Se Afundam com a Nau (António Pinho / Luís Linhares)
5. Homenagem Póstuma (António Pinho / Luís Linhares - sobre motivo popular)
6. Por Vós (Desgostoso, Carrancudo e Magro) (António Pinho / Luís Linhares)
7. Centenário (António Pinho / Luís Linhares)
8. Sebastião Morreu! (António Pinho / Luís Linhares)
9. Epílogo (António Pinho / Luís Linhares)
10. Os Bem-Aventurados (António Pinho / Luís Linhares)
11. «25» (António Pinho / Luís Linhares)
12. 2.ª Profecia (Bandarra / Luís Linhares)

Músicos:

João José Brito: voz
António Antunes da Silva: voz, guitarra eléctrica, guitarra acústica
José João Parracho: voz, guitarra baixo
Luís Linhares: voz, órgão, piano
Júlio Patrocínio: voz, bateria
António Pinho: voz
Carlos Barata: voz
Zé da Cadela: bateria
Luís Moutinho: bateria
Jorge Machado: arranjos.

Com produção de João Martins e de Luiz Villas-Boas e uma fabulosa capa de Lídia Martinez, "Epopeia" chegou ao mercado numa fase de mudanças na banda, em finais de 1969. Depois de dois brilhantes EP's, em que se atreveram a verter num cruzamento de folk e de pop rock o mal-estar português de uma forma inigualável, a possibilidade de gravar um álbum era algo que teriam de agarrar com unhas e dentes. De facto, este é o 3º LP de pop rock editado na década de 1960 em Portugal por um grupo nacional (depois das estreias do Conjunto João Paulo, em 1966, e dos Pop Five Music Incorporated, também de 1969), sendo que a discografia do género era feita maioritariamente em EP. Pegando na temática do Portugal das Descobertas e fazendo paralelismos mais ou menos subtis com o Portugal seu contemporâneo, composições como "Na Ilha Virgem", "Por Vós (Desgostoso, Carrancudo e Magro) " ou "Os Bem-Aventurados" mostravam que ser moderno podia (e devia) passar pela fusão das tradições. As letras de António Pinho (mais tarde na Banda do Casaco) eram já uma das pedras de toque do conjunto, sendo que apenas "2.ª Profecia" (com um começo a lembrar o melhor dark folk) não contava com texto seu mas sim do Bandarra, o "nosso" Nostradamus.

Fonte: Nas Terras do Fim do Mundo


LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


AQUI:

Filarmónica Fraude - Epopeia
(Single Philips 369 007 PF, 1969).

Direcção musical de Thilo Krasmann. Arranjos de Jorge Machado. Produção de João Martins e de Luís Villas Boas.

Faixas/Tracks: Epopeia / Digo Dai

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Filarmónica Fraude - O Menino (Single 1969)

domingo, 23 de janeiro de 2011



Filarmónica Fraude - O Menino (Single Philips/Phonogram 6031025, 1969).

Faixas: 01 - O Menino / 02 - Animais de Estimação

Single disponibilizado por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Filarmónica Fraude - Canção de Embalar (EP 1969)

sábado, 22 de janeiro de 2011




Filarmónica Fraude - Canção de Embalar (2º EP Philips 431926 PE, 1969).
Supervisão musical por Thilo Krasmann.

EP disponibilizado por Carlos Santos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por João Romão

Filarmónica Fraude - Flor de Laranjeira (1º EP 1969)




Filarmónica Fraude - Flor de Laranjeira (1º EP Philips 431922 - 1969).

A Filarmónica Fraude ficou na história da música portuguesa como um dos seus grupos mais inovadores. A banda, que durou apenas um ano (1969), era originária de Tomar e obra de António Pinho (autor das letras e futuro membro e compositor da Banda do Casaco) e Luís Linhares (autor das músicas e dos arranjos). Pertenceram à formação (line-up) da Filarmónica Fraude, para além de Linhares (piano), Júlio Patrocínio (bateria), João Carvalho (guitarra), José Parracho (baixo), João Brito (vozes) e Antunes da Silva (guitarra). "O Milhões", "Menino", "Flor da Laranjeira" e "Problema de Escolha" são os temas que fazem parte do primeiro EP da banda. O que os tornava diferentes era o facto das sua letras serem profundamente críticas em termos sociais e o facto da sua música ter influências da música popular portuguesa e de alguma pop inglesa, nomeadamente dos Beatles. Na contracapa do disco constava: "a única fraude que existe prende-se com o nome do conjunto". Na altura, a crítica especializada considerará o grupo como a verdadeira "pedrada no charco" da música portuguesa. Após a edição deste trabalho, João Manuel Carvalho abandona o grupo. O segundo EP confirmava tudo e trazia ainda o desbravar de novos caminhos para a música em Portugal. O LP "Epopeia", muitos anos depois reeditado em CD, foi a sua obra-prima e um dos trabalhos de referência obrigatória na música do século XX. Após algumas substituições de elementos, Luís Moutinho arranja um contrato de trabalho para o grupo no Casino Estoril, e a banda descaracteriza-se totalmente. José João Parracho foge à guerra colonial e vai para a Holanda, sendo substituído por Edmundo Silva (ex-Sheiks, ex-Conjunto Mistério). Dá-se também a entrada de Luis Waddington (ex-Conjunto Mistério) e de Luís Moutinho (bateria).
O grupo acabaria por terminar em 1970.

Formação :

Luís Linhares (piano)
Júlio Patrocínio (bateria)
João Carvalho (guitarra)
José Parracho (baixo)
João Brito (vocalista)
Antunes da Silva (vocalista)
António Pinho (letras)

Discografia:

· "Flor de Laranjeira"/"Problema de Escolha"/"Menino"/"O Milhões" (EP, Philips 431922 PE, 1969)
· "Canção de Embalar"/"Orícia"/"Animais de Estimação"/"Devedor à Terra" (EP, Philips 431926 PE, 1969)
· "O Menino"/"Animais de Estimação" (Single, Philips 6031 025, 1969)
· Epopeia (Single Philips 369007 PF 1969)
· Epopeia (LP, Philips, 1969) e também ed. Fontana.

Nota: João Brito, voz em "Flor de Laranjeira", ex-Conjunto Académico os Atlas, integrou também o grupo.

Informação parcialmente retirada de um texto de Aristides Duarte


EP gentilmente cedido por Carlos Santos
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por João Romão