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Conjunto de Oliveira Muge – A Mãe (EP 1966)

domingo, 3 de maio de 2026



Conjunto de Oliveira Muge – A Mãe (EP Parlophone – LMEP 1331, 1966).
Género: Pop/Rock, Mod.


“A Mãe” (na edição moçambicana o disco tem o nome, “On the Road with Oliveira Muge”) é o título do segundo EP do Conjunto de Oliveira Muge, lançado através da editora Parlophone, em 1966. O Conjunto de Oliveira Muge era inicialmente constituído por José Muge (piano), Joaquim Silva (baixo e vocalista), Alberto Capitão (acordeão), António Biscaia (bateria) e António Policarpo (viola e vocalista). As suas primeiras actuações remontam aos longínquos anos de 1959/60, onde actuaram ao vivo em Ovar, no Café Progresso, Orfeão de Ovar, várias localidades do distrito de Aveiro, e nos estúdios da RTP/Porto, em dois programas em directo e no Rádio Club Português (RCP/Norte). No entanto, a formação clássica do Conjunto de Oliveira Muge em Moçambique (baseado em Vila Pery), era formada por José Muge (teclados), António Policarpo (vocalista e viola solo), António Muge (bateria), todos da cidade de Ovar no distrito de Aveiro e José Violante (viola baixo) nascido em Cinfães do Douro mas que vivia em Vila Pery/Moçambique, desde o mês de nascimento. Em 1966, surgiu a hipótese de se deslocarem à África do Sul para gravarem nos estúdios da Parlaphone/EMI e foi editado, pela Importadora, o 2.º EP, “On the Road with Oliveira Muge”, onde estava incluída a faixa “A Mãe”, da autoria de António Policarpo. Foi nessa época considerado um dos melhores conjuntos de Moçambique, de grande qualidade musical. Venderam inúmeros EPs e as suas canções passavam imensas vezes nas rádios. Os seus EPs gozavam de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos. O tema “A Mãe” foi das canções mais solicitadas nas rádios pelos militares em Moçambique, no período da Guerra Colonial. O conjunto manteve-se activo até cerca de 1974, reaparecendo em 1976, actuando durante vários anos no Restaurante Progresso na praia do Furadouro, em Ovar. Mais informação sobre este excelente conjunto português, já se encontra inserida neste blog.


Faixas / Tracklist:

A1 - Nessuno Mi Puó Giudicare (Pace, Beretta, Panzeri, Del Prete) 2:54
A2 – Mirza (Nino Ferrer) 2:32
B1 - A Mãe (A. Policarpo) 3:17
B2 - In Un Fiore (Donida, Mogol) 2:57

NOTA: Em Moçambique e em Portugal (Continental) o mesmo EP foi editado com capas e títulos diferentes. Destacamos o famoso tema "A Mãe", neste 2º. EP do conjunto.

EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo A. Carpinteiro, a quem agradecemos.

Conjunto de Oliveira Muge - Antologia (1965-68)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012



Conjunto de Oliveira Muge - Antologia (1965-1968)

A biografia actualizada deste conjunto já se encontra inserida neste blog.


Faixas/ Tracks:

01 - And The Heavens Cried (G.Elias, I.Reid) (65) 
02 - Twist Bocage (Policarpo, Bocage) (65) 
03 - Et Pourtant (C. Aznavour, G. Garvarentz) (65) 
04 - Sabato Sera (Pallesi, Malgoni) (65) 
05 - Nessuno Mi Puo Giudicare (Beretta, Del Prete, Pace Panzeri)(66) 
06 – Mirza (Nino Ferrer) (66) 
07 - A Mãe (Policarpo) (66) 
08 - In Un Fiore (Mogol, Donida) (66)
09 - Sospensa a Un Filo (Nisa, Califano, N.Manta, A.Tucker) (67) 
10 - Cosi Come Viene (Pallavicini, Leoni) (67) 
11 - Gorongoza (Policarpo, Sampaio) (67) 
12 - Maggie (Policarpo, Ivandro) (67) 
13 - Piange Con Me (Mogol, Shapiro) (68) 
14 - Longe de Ti (Policarpo) (68) 
15 - Il Mio Amore Con Julia (F.Basilio) (68) 
16 - In The Moonlight (Policarpo, Sampaio) (68)

Temas cedidos pelo nosso amigo Rafael Amorim, a quem agradecemos.
Agradecimento ao Zé Muge.
Masterização e capas/grafismo, por Carlos Santos.

A História do Conjunto Oliveira Muge (entrevista a José de Oliveira Muge)

terça-feira, 3 de julho de 2012

José Oliveira Muge

A história do Conjunto Oliveira Muge

Nos dias 4,11,18 e 25 de Julho, pelas 19h, a Rádio Antena Vareira (Ovar), em
98.7 FM ou na sua emissão "on line" transmite "A Vida e Obra do Conjunto
Oliveira Muge". Uma entrevista a José de Oliveira Muge, conduzida por
Rafael Amorim e com produção de João Cruz. 
Não percam! 




Fonte de informação e divulgação: Rafael Amorim, a quem agradecemos.

Conjunto de Oliveira Muge - Música Para Dançar (EP 1972)

domingo, 17 de junho de 2012



Conjunto Oliveira Muge - Música Para Dançar (EP Roda RTE 2054, 1972). 
Disco considerado muito raro.
Edição portuguesa. Tiragem: 300 exemplares.
EP muito raro em virtude de terem sido destruídas em armazém, muitas unidades.

A biografia deste grupo já se encontra inserida neste blog.

Faixas / Tracks: Cosi Come Viene / Sospesa ao un Filo / Gorongoza / Maggie

Capas e informação por Rafael Amorim, a quem muito agradecemos.
Faixas masterizadas e disponibilizadas por Carlos Santos.

Conjunto de Oliveira Muge - Grande Exito do Conjunto de Oliveira Muge (4º EP 1968)

quinta-feira, 3 de março de 2011


AQUI:

Conjunto Oliveira Muge - Grande Exito Do... (EP EMI/South Africa AIL-4, 1968) - 4º e último EP deste Conjunto.
EP considerado bastante raro.

Faixas / Tracks: 

Piange Con Me / Longe de Ti / Mio Amore Con Júlia / In The Moonlight.



Etapas do Conjunto Oliveira Muge

1958: O Conjunto Oliveira Muge forma-se em Ovar
1959: Primeiras actuações ao vivo no Café Progresso e Orfeão de Ovar
1962: José Muge e Policarpo Costa partem para Moçambique
1963: Na Rodésia (actual Zimbabué) são estrelas do “Seven Three Oh Show”, da TV local
1964: Recebem prémio de “O Melhor Conjunto de Gente Nova”, concedido pela imprensa moçambicana
1966: Gravam “A Mãe” para a EMI/Parlophone da África do Sul
1968: Regresso temporário a Ovar, onde actua em bailes de Carnaval
1974: Desmembrado, o grupo quase desaparece
1976: Reaparece no Restaurante Progresso, na praia do Furadouro
2008: Aparição no Café Progresso
2010: Concerto no Centro de Arte para assinalar as Bodas de Ouro do grupo.


Capa e contracapa gentilmente cedidas por António Policarpo. O nosso muito obrigado ao Zé Oliveira Muge e ao António Policarpo, pelas facilidades concedidas.
EP ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.  

Conjunto Oliveira Muge (EP 1967)

domingo, 20 de fevereiro de 2011



AQUI:

Conjunto Oliveira Muge
(3º EP EMI/A Importadora-Beira AIL 3 - 1967).
Disco considerado raro.

Faixas / Tracks: 
Sospesa Ad' Un Filo / Cosi Come Vene / Gorongoza / Maggie

Agradecimento especial a António Policarpo e José Oliveira Muge, pelas facilidades concedidas.

Capa e contracapa (autografada) gentilmente cedidas por António Policarpo.
EP ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.

Conjunto Oliveira Muge - 1º EP (1965)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011



Conjunto Oliveira Muge - And The Heavens Cry (7" 1º EP, Importadora, 1965).

Grupo de Moçambique (60's) inicialmente constituído pelos irmãos António (já falecido) e José Muge (ambos de Ovar), pelos irmãos Alexandre e José Violante (de Cinfães do Douro) e por António Policarpo Costa (já falecido).
No início da década de sessenta José Muge e António Policarpo formam o primeiro alinhamento dos “Oliveira Muge” ainda em Portugal, nos arredores de Ovar, onde dão muitos espectáculos ao vivo. 
Pouco depois, em 1962, partem para Moçambique onde em Vila Pery constituem a formação definitiva do grupo, onde iniciaram a sua carreira de sucesso.


Membros: José Muge (piano), António Policarpo (vocalista e viola-solo), José Violante (viola baixo) e António Muge (bateria).


Faixas/Tracks:

A1 - And The Heavens Cry
A2 - Twist Bocage
B1 - Et Pourtant
B2 - Sabato Sera

Capa e contracapa parcial (autografada) gentilmente cedidas por António Policarpo.
EP ripado, digitalizado e masterizado do vinil, por Carlos Santos.

Conjunto de Oliveira Muge (EP 1966)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011





Conjunto de Oliveira Muge – On The Road With… (2º EP Parlophone JGEP 12008, 1966).

Faixas/Tracks: Nessuno Mi Puó Giudicare / Mirza / A Mãe / In Un Fiore.

Em Moçambique e em Portugal o mesmo EP foi editado com capas diferentes, pelo que se reproduzem as duas. Do EP, destacamos o famoso tema "A Mãe".

Biografia: 

» De Ovar a Vila Pery « 

“Nasceu, assim se pode dizer, de uma brincadeira, pois como tínhamos bastante intuição e vontade para a música, resolvemos formar um conjunto…” 

A formação clássica do Conjunto de Oliveira Muge em Moçambique, era formada por José Muge (teclas), António Policarpo (vocalista e viola solo), António Muge (bateria), todos da cidade de Ovar no distrito de Aveiro e José Violante (viola baixo) nascido em Cinfães do Douro mas que vivia em Vila Pery, desde o mês de nascimento. 
As suas iniciais actuações remontam ao longínquo ano de 1961, onde actuaram ao vivo em Ovar, no Café Progresso e ainda noutras localidades do Distrito de Aveiro, assim como no Porto, nos estúdios da RTP, com um programa em directo e no Rádio Club Português (RCP/Norte). 
No início dos anos 60, António Oliveira Muge (já falecido) foi o primeiro a partir da sua terra natal (Ovar) para Vila Pery/Moçambique. Nessas terras de magia e feitiço, António Muge e mais tarde o seu irmão José Oliveira Muge, conjuntamente com António Policarpo de Oliveira e Costa e Victor Montoya, reformularam o grupo. 
Em 13 de Agosto de 1962, quando partiram do Cais do Sodré para a Beira/Moçambique actuaram no navio Infante, e foram convidados a permanecer nesse barco. Todavia, delicadamente recusaram porque o destino era a Beira onde tinham familiares à sua espera.” 
Começaram a notabilizar-se rapidamente, pois com um nível fora do comum, abrilhantavam bailes, festas e outros eventos, tanto na região de Manica e Sofala como em Lourenço Marques. Actuaram também no antigo Rádio Clube de Moçambique (RCM) na sua passagem por Lourenço Marques e mais tarde nos países limítrofes. 
Em Outubro, Novembro e Dezembro de 1962, deslocaram-se à antiga Rodésia, onde apresentaram na TV, em directo, o programa “Seven Three Oh Show”, com muita audiência e ainda em hotéis, Clubes de Salisbury e Boite La Boheme. 
Em meados de Janeiro e durante o mês de Fevereiro de 1963, actuaram no Quénia, no New Stanley Hotel (Grill Room), em Nairobi e também na TV local. 
Em 1964 foi-lhes concedido pela imprensa moçambicana, o primeiro Prémio entre os melhores do ano, o que lhes permitiu percorrerem Moçambique de lés-a-lés. 
Chegaram a ser convidados não só para se deslocarem à África do Sul, o que veio a acontecer, como a Londres e a Chicago e só não assinaram os contratos para as digressões porque não quiseram enveredar pelo profissionalismo. 
Ainda em 1965, depara-se-lhes o primeiro contacto com o estúdio de gravação da Rádio Aero Club (RAC), onde gravaram o seu primeiro EP. 
Em 1966, surgiu a hipótese de se deslocarem à África do Sul para gravarem nos estúdios da Parlaphone/EMI e será editado, pela Importadora, o 2.º EP, On the Road with Oliveira Muge, onde estava incluída a faixa “A Mãe”, da autoria de António Policarpo. 
Era a época do Pop/Rock (Rock e Twist), no entanto o seu repertório baseava-se essencialmente na música italiana, espanhola e francesa (eram exímios). 
Foi nessa época considerado um dos melhores conjuntos de Moçambique, de grande qualidade musical. Venderam inúmeros EPs e as suas canções passavam imensas vezes nas rádios. Os seus EPs gozavam de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos. O tema “A Mãe” foi das canções mais solicitadas pelos militares em Moçambique, no período da Guerra Colonial. 
Em 1969 regressaram temporariamente a Portugal, onde actuaram em bailes de Carnaval de Ovar. 
Entretanto decorria a Guerra Colonial. O grande êxito do compositor Policarpo Costa era a “A Mãe”, um tema sentimental que lembrava a separação, a dor da partida, a distância das famílias e os militares e acima de tudo, as saudades que os militares tinham das suas “mães”. 
De regresso a Moçambique, o conjunto manteve-se activo até cerca de 1974. 
Regressaram em 1976, por altura da Independência de Moçambique. Como teria dito a cançonetista portuguesa Maria de Lurdes Resende que trabalhou com este conjunto, “ O conjunto de Oliveira Muge é um agrupamento de muita categoria”. Sem dúvida, de categoria internacional! 
Posteriormente, em Julho de 1976, o grupo reapareceu actuando durante vários anos no Restaurante Progresso, do Furadouro, não faltando no seu vasto repertório, os ritmos africanos de Moçambique e não só. 
Para que conste, o famoso tema “A Mãe” foi recentemente utilizado como música de fundo no filme português “Aquele Querido Mês de Agosto” que foi o único filme nacional presente ao festival de Cannes/2008, tendo sido incluído na Quinzena dos Realizadores. 
Também no filme TABÚ do mesmo realizador e que foi Prémio da Crítica no Festival de Berlim de 2012, a história desenvolve-se à volta da vida do grupo, passada em Moçambique (o personagem principal tem um conjunto yé yé inspirado no Conjunto Oliveira Muge).
Actualmente, José Muge vive em Ovar, onde o bichinho da música ainda o atormenta. Ainda toca e compõe… e mantém a paixão, o gosto e a dedicação à música.
Quanto ao José Violante (viola baixo), após o 25 Abril 74 a sua actividade musical já nessa altura estava praticamente reduzida aos fins de semana, simplesmente para alimentar o seu “bichinho” pela música e a poder desfrutar. Com excepção da era Oliveira Muge essa actividade nunca foi tão intensa, dedicada e profissional. 
De regresso, em 25 Abril 76 chegou a Portugal com a esposa pela 2ª vez. Estivera em 1969 com o Zé Muge, o Policarpo e o António Muge a fazer o Carnaval em Ovar, terra natal dos seus companheiros da banda que seriam sempre os seus mentores, um marco na sua vida e para quem teria sempre uma palavra de agradecimento. 
No entanto, o ambiente musical que encontraria na “metrópole” quando chegou, era diferente do que imaginava. 
Certamente que haveriam vários factores que contribuíram para isso, nomeadamente a falta de estabilidade emocional e económica da época. Sem isso, dificilmente haveria lugar para fazer música nos moldes que gostava e imaginava. 
Nessa altura, pontualmente os músicos moçambicanos regressados das ex-colónias juntavam-se para tocar onde fosse possível e essencialmente para melhorar os seus rendimentos. 
Felizmente, nos finais da década de 70, a situação começou a melhorar. 
Em 1979 assinou um contrato por 6 meses na Figueira da Foz com o pianista Mário Simões. Após esse contrato, ficou temporariamente inactivo mas, em meados de 80, juntou-se a alguns colegas músicos moçambicanos no Casino de Espinho, com quem trabalharia com agrado. 
A linguagem musical era idêntica e acabou por formar e integrar a banda ''Sygma'' (Sygma Band), grupo que, para além de si próprio (no baixo), era composto por Carlos Alberto Silva (bateria), Pedro Abreu (teclas), Zeca Carvalho (guitarra) e Domingos Fu (voz, bateria e percussão). 
Este grupo foi residente no Casino de Espinho, no da Figueira da Foz (com vários contratos), no Estoril e na Madeira, no Sheraton Hotel. 
Dos vários contratos que fizeram com o Casino da Figueira da Foz, terá sido o último o que os ligou à empresa e à cidade. Foram 25 anos neste Casino. 
Violante ainda hoje recorda saudosamente o Conjunto Oliveira Muge, mantendo vivo o gosto e o "bichinho" pela música. Continua activo, ainda toca com prazer, dedicado e disponível sempre que precisem dele…!
Policarpo faleceu em 13 de Julho de 2012.

Por Carlos Santos. 

(Agradecimento especial aos amigos José Muge e António Policarpo (já falecido entretanto) que tiveram a gentileza de oportunamente me cederem recortes de jornais da época, fotos e apontamentos sobre o conjunto e à colaboração do nosso amigo Rafael Amorim. 

(Actualização efectuada em 18/10/2012)

Discografia:

1º. EP - And The Heavens Cried / Twist Bocage / Et Pourtant / Sabato Sera (1965)
2º. EP - Nessuno Mi Puó Giudicare / Mirza / A Mãe / In Un Fiore (1966)
3º. EP - Sospesa Ad' Un Filo / Cosi Come Viene / Gorongoza / Maggie (1967)
4º. EP - Piange Con Me / Longe de Ti / Il Mio Amore Con Julia / In The Moonlight (1968)

EP disponibilizado por Carlos Santos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.