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The London Beats - The London Beats, Linda Fortune Sings (LP 1965)

sábado, 25 de fevereiro de 2017



The London Beats - The London Beats, Linda Fortune Sings (LP PRONIT XL 0278, 1965). Editado na Polónia.
Disco considerado raro.
Género: Rock ‘n’ Roll.

The London Beats em Londres, 1964

The London Beats foi a primeira banda de rock/beat ocidental (UK) a fazer digressões por detrás da chamada “Cortina de Ferro”, lançando na Polónia, onde actuaram por algum tempo, um LP muito raro (1965) e três EPs (1965-1966).
Mick Tucker (guitarra e voz), Tony Terry voz e guitarra) e o baixista Simon Coaffee (aka Sam Clifton) juntaram-se em Horley, Surrey, ao grupo The Moonriders, no início de 1963, com o cantor Tony Jones e o baterista Mick Godfrey. 
Jones conseguiu um contrato de seis meses com um promotor na Alemanha Ocidental, mas Mick Godfrey saiu do conjunto. Assim, Frank Bennett recomendou o baterista Jimmy Smith da banda The Shades. Partiram para Frankfurt em março de 1964, já como The London Beats. Trabalharam num clube alemão e nas bases militares americanas até meados de dezembro, altura em que Tony Terry tinha regressado a casa e mais tarde formava o grupo The Pack.

The London Beats na Polónia, em março de 1965.

Os músicos foram para a Polónia em março de 1965, ganharam fama e pouco depois gravaram um LP ultra-raro para a gravadora Polskie Nagrania Warszawa, numa das salas de uma igreja em Wroclaw. O equipamento era antigo, desactualizado, e a equipa técnica não parecia ter qualquer experiência de gravação de música rock/pop, pelo que a qualidade do som e o seu equilíbrio deixaram muito a desejar.
No entanto, com o contrato prolongado e a chegar ao seu final em janeiro de 1966, as oportunidades de trabalharem na Polónia estavam esgotadas, para além de os músicos terem perdido o interesse.
Em 15 de março de 1966, a maior parte da banda regressou a Londres, onde praticamente deixaram de ser considerados “celebridades” e começaram do zero.
Em 1967, Bennett juntou-se aos Fortes Mentum. Mais tarde, Tucker e Smith recrutaram um organista e um baixista, John Carroll (órgão Hammond) e Peter Carney (baixo).
Posteriormente, Johnny Jones também recrutou uma vocalista, Linda Crabtree (Linda Fortune).
O grupo terminou após uma desastrosa viagem a Hamburgo, no final de 1967.
Significativamente, alguns dos seus membros também foram para bandas tão notáveis como, Geno Washington’s Ram Jam Band, Fortes Mentum, Hamilton and The Hamilton Movement, The Flower Pot Men, The Nashville Teens, Aquila, Cressida and Tranquility.
Ao longo da sua carreira, o grupo teve várias alterações à sua formação inicial.

Formação original/ Original Line-Up:

Frank Bennett – voz e guitarra ritmo
Mick Tucker - guitarra solo e voz
Tony Terry - guitarra ritmo
Sam Coaffee - baixo
Jimmy Smith – bateria


Faixas/Tracklist:

A1 Come Back Silly Girl (Clark)
A2 Bring It Home To Me (Sam Cocke)
A3 Walk On By (Bacharach And David)
A4 Stick With Me Baby (Laney)
A5 Green Onions (Bading)
A6 I Only Want To Be With You (Burt Bacharach)
A7 Round And Round (Chuck Berry)
A8 Game Of Love (Ballard)
A9 Kansas City (Leiber, Steller)
B1 Save The Last Dance For Me (Piters)
B2 It`s Her Kiss (Clark)
B3 Maybey Babe (Buddy Holly)
B4 She Said Yeah (Burdon)
B5 Peanut Butter (Rodney)
B6 Dance On (Davels)
B7 Hey Baby (Bruce Chanel)
B8 It´s Alright (Cardwell)
B9 Why Do You Treat Me Like You Do (Sloger)

Álbum lançado pela gravadora polaca Polskie Nagrania Warszawa, pelo selo “Pronit“.

Formação para a gravação do LP:

Vocalista – Linda Fortune
Bateria – Jimmy Smith
Guitarra solo – Mick Tucker
Órgão - John Carroll
Guitarra ritmo – Piter Carney
Voz - Mick Tucker (não confirmado)

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Bruce Stanley, a quem agradecemos.

Larry Coryell, guitarrista de jazz fusion, faleceu aos 73 anos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Larry Coryell, guitarrista de jazz fusion, faleceu aos 73 anos.

Larry Coryell (Galveston, 2 de abril de 1943 – Nova Iorque, 19 de fevereiro de 2017), foi um guitarrista de jazz norte americano. Faleceu no passado domingo (dia 19) aos 73 anos, de causas naturais.
O músico ficou conhecido por ser um dos primeiros a incorporar a mistura de jazz com outros géneros musicais e o rock. Foi um dos pioneiros no estilo híbrido que ficou conhecido como jazz-rock, que mais tarde seria chamado de fusion.
Coryell ficou muito famoso em 1970 através do seu álbum "Spaces", que aqui apresentamos e com o qual despertou o movimento de fusão do jazz e se manteve fiel ao jazz incorporando o rock e um toque psicadélico à música, acompanhado pelo pianista Chick Corea e o seu companheiro guitarrista John McLaughlin.
Nalguns círculos do jazz, Coryell era conhecido como o "padrinho do fusion".
Nascido no Texas e criado em Seattle, mudou-se para Nova Iorque nos anos 60, onde começou a estudar guitarra clássica e cítara, além de ter entrado para o mundo do jazz.
De seguida, Coryell trocou Nova Iorque pela Flórida e continuou a sua carreira pela Europa e no Japão.
Larry Coryell, chegou a tocar com gigantes do jazz como Miles Davis, Chet Baker, Alphonse Mouzon ou Gary Burton. Em 1968 editou o seu primeiro LP a solo intitulado “The New Genius of Guitar”.
Larry gravou e participou em mais de cem discos e pretendia lançar um novo álbum em junho deste ano.
Em sua homenagem apresentamos este excelente LP “Spaces”, com o qual despertou o movimento de fusão do jazz.




Larry Coryell ‎– Spaces (LP Vanguard Apostolic ‎– VSD-6558, 1970).
Produtor – Daniel Weiss.
Género: Jazz Fusion.


Faixas/Tracklist:

A1 Spaces (Infinite) (Julie Coryell) 9:16
A2 Rene's Theme (Rene Thomas) 4:06
A3 Gloria's Step (Scott LaFaro) 4:29
B1 Wrong Is Right (Larry Coryell) 9:00
B2 Chris (Julie Coryell) 9:31
B3 New Year's Day In Los Angeles – 1968 (Larry Coryell) 0:20


Músicos/Personnel:

Baixo – Miroslav Vitous
Bateria – Billy Cobham
Piano Eléctrico – Chick Corea
Guitarra – John McLaughlin, Larry Coryell

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Dan Price, a quem agradecemos.

Os Santos - XII Maravilhas Em Iê Iê Iê (LP 1968)




Os Santos - XII Maravilhas Em Iê Iê Iê (LP Equipe EQ 818, 1968).

Os Santos foi um grupo de rock instrumental e vocal da Jovem Guarda, formado no Rio de Janeiro em 1965. Da formação do grupo faziam parte Euclides (ex. The Pop’s) na guitarra solo, Jair, guitarra ritmo, José Antonio, o Bolonha, no baixo, Carlinhos na bateria e posteriormente Rostan, o Tonzinho, na bateria. Por terem acompanhado Ronnie Von na gravação do seu primeiro single, contendo a música “Meu Bem”, foram de imediato contratados pela gravadora Polydor. Gravaram um EP em agosto de 1966 com os temas “Nunca Mais”, “Vai Ser Bom”, “Eve of Destruction” e “A Noite Que Passou”, esta última, uma versão escrita por Antônio Aguillar para a canção The Night Before, dos Beatles.
Depois de algum tempo de pouca actividade, receberam uma ajuda do produtor, músico e apresentador Carlos Imperial e, a partir daí, lançaram três LP pela gravadora Equipe, todos instrumentais, sendo dois deles com músicas de natal. 


Em 1968, foi lançado o álbum que aqui apresentamos, “As XII Maravilhas Em Iê Iê Iê”, todo instrumental, considerado como um dos melhores do género.
Euclides de Paula, o guitarrista, também fez parte do conjunto Renato e Seus Blue Caps e depois todo o grupo deu origem à formação de Luizinho e os Dinamites. Quando o grupo deixou o Luizinho, após gravarem um LP na RCA Victor, Paulo Ribeiro e mais alguns colegas dele do conjunto The Flemings foram chamados por Luizinho para formarem os novos Dinamites, onde Paulo tocou durante seis meses.
Após a primeira paragem do conjunto The Flemings, Paulo Ribeiro levou os remanescentes dos Flemings, Paulo Mendes (bateria) e João para substituírem, juntamente com ele, os integrantes dos Dinamites do Luizinho. Euclides, o guitarra solo, tinha tocado com Renato e Seus Blue Caps e juntamente com Bolonha (baixo), Carlos (bateria) e Jair (guitarra) formaram “Os Santos”, deixando Luizinho com um fantástico LP gravado com versões de músicas de Cliff Richards do LP Rock Turbulento. Luizinho gostou do entrosamento que já havia entre os músicos dos Flemings, os quais tinham experiência na música jovem. Alguns meses mais tarde, resolveu desfazer os Dinamites e lançar-se numa carreira a solo.


Faixas/Tracklist:

01 - Ave Maria no morro (Herivelto Martins)
02 - É bom parar (Rubens Soares - Noel Rosa)
03 - Jamais te esquecerei (Antônio Rago - Juraci Rago)
04 - Helena, Helena (Antônio Almeida - Constantino Silva "Secundino")
05 - Peguei um ita no norte (Dorival Caymmi)
06 - Barril de chopp [Beer Barrel Polka] (Jaromir Vejvoda - Wladimir A. Timm - Lew Brown)
07 - Ebb Tide (Carl Sigman - Robert Maxwell)
08 - Cachaça é água (M. Pinheiro - Castro - H. Lobato)
09 - Zíngara (Joubert de Carvalho - Olegário Mariano)
10 - Gosto que me enrosco (J. B. da Silva "Sinhô")
11 - Emília (Wilson Batista - Haroldo Lobo)
12 - Luar do sertão (João Pernambuco - Catulo da Paixão Cearense)

Músicos/Personnel:

Euclides - guitarra solo;
Jair - guitarra ritmo;
José Antonio (O Bolonha) – baixo;
Carlinhos – bateria, posteriormente substituído por Rostan (o Tonzinho).

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Edvaldo Cabral, a quem agradecemos.

Lea Riders Group - The Forgotten Generation (1966/1968, Sweden)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017



Lea Riders Group - The Forgotten Generation (1966/1968, Sweden).
(Garageland Records ‎– GRCD032, 1998).
Género: Beat, Pop/Rock, Rock de Garagem.

Lea Riders Group foi uma excelente banda sueca de Rock e R’n’B que se destacou na cena musical da Suécia nos anos 60. A banda esteve activa entre 1961 e 1968.
Formada em Borghom Öland (Suécia) por Hawkey Franzén, no outono de 1961, inicialmente chamava-se Red River Band, sendo um trio de bateria, acordeonista e trompetista. Em seguida, tornou-se em Lee Riders e finalmente, em agosto de 1963, alteraram o nome para Lea Riders Group. 
Sofreram diversas influências de alguns nomes sonantes da cena musical mundial como, Willie Dixon, John Lee Hooker, Muddy Waters, Alexis Corner e, obviamente, também dos Rolling Stones e Beatles, entre outros.
Depois de várias alterações à sua formação, gravaram o seu primeiro single em maio de 1966. Nos seus discos, a banda interpretava desde o mais básico rhythm and blues ao country. Chamaram especialmente à atenção com o tema “Dom Kaller Oss Mods “, no lado B do seu quinto e último single de 1968, um tema forte e psicadélico, retirado do filme de Jan Lindkvist e Stefan Jarl, com o mesmio nome (“Dom Kallar Oss Mods”). 
A partir da separação em 1968, os membros da banda seguiram os seus caminhos, formando ou ingressando noutras bandas ou iniciando carreiras a solo.
De salientar que a banda “Lea Riders Group “, foi uma das sementes de alguns dos grupos mais importantes da Suécia nos anos 70 como, Made In Sweden, Solar Plexus e Wasa Express. Apesar dos anos que estiveram em actividade, não gravaram nenhum álbum, tendo sido lançada esta compilação, muitos anos mais tarde, com o material das suas gravações em vinil, entre 1966 e 1968.


Formação "clássica" de Lea Riders Group:

Hawkey Franzén – guitarra solo, acordeão e voz
Sigge Ehlin – guitarra ritmo, cravo, percussão e voz
Bosse Häggström - baixo
Slim Borgudd – bateria

Faixas/Tracklist:

01. Lost Love (H.Franzen) 1966
02. Got no Woman (S.Ehlin-H.Franzen) 1966
03. But I am and who cares? (Franzen-S.Borgudd-S.Ehlin) 1966
04. Ain’t it strange? (H.Franzen) 1967
05. Beloved Baby (H.Franzen) 1967
06. The Situation’s rare (H.Franzen) 1967
07. Key to the Riddle (H.Franzen) 1967
08.Cashbox Lady('s behavior) (H.Franzen) Live 1968 
09.The forgotten Generation (H.Franzen) 1968
10. Got my Mojo Working (P.Foster-Morganfield) Live 1967
11. They call us Misfits (H.Franzen-S.Borgudd-S.Ehlin-B.Häggström) 1968
12. Ekhagen R&B in Ess (H.Franzen-S.Borgudd-S.Ehlin-B.Häggström) Live 1968
13. I just wanna make love to you (W.Dixon) Live 1967
14. Miss no name (H.Franzen) Live 1968
15. Get out of my Life Woman (A.Toussant) Live 1967
16. Riding the Blues (H.Franzen) Live 1967

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

José Afonso ‎– Viva O Poder Popular (Single 1975).




José Afonso ‎– Viva O Poder Popular (Single LUAR, S/N,1975). 
Género: Folk, Intervenção. 

Faixas/Tracklist: 

A - Viva O Poder Popular (J. Afonso) 
B - Foi Na Cidade Do Sado (J. Afonso)

 
Hoje comemoram-se os 30 anos sobre a morte de José Afonso, ocorrida em 23 de Fevereiro de 1987, com 57 anos.
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido apenas por José Afonso ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português. Zeca começou a sua carreira com a gravação de fados e baladas de Coimbra. Porém, viria a ser pela interpretação de canções, onde a mensagem era tão importante quanto a melodia, que ficaria a ser conhecido.
Ainda antes do 25 de Abril, gravou em Londres, Madrid e Paris, sempre tendo em atenção a realidade portuguesa, álbuns como «Traz Outro Amigo Também», «Cantigas do Maio», «Eu Vou Ser Uma Toupeira» ou «Venham Mais Cinco».
Um mês antes da revolução, o cantor interpretou «Grândola, Vila Morena» no Coliseu de Lisboa, ao lado de Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo e Manuel Freire.
Em 1983, já numa fase avançada da sua doença, regressou ao Coliseu de Lisboa para o seu último espectáculo. As homenagens multiplicaram-se e é condecorado com a Ordem da Liberdade.
Dois anos depois, Zeca Afonso edita o seu último disco, "Galinhas do Mato", no qual, devido ao estado da doença, não consegue interpretar todas as músicas previstas.
Actualmente, muitas das músicas de Zeca Afonso continuam a ser gravadas por diversos artistas portugueses e estrangeiros. O seu trabalho continua a ser reconhecido, apreciado e eternizado.
Esta é a nossa forma de o homenagear.

Single ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo M.R., a quem agradecemos.

The Yardbirds ‎– Heart Full Of Soul (LP 1965)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017



The Yardbirds ‎– Heart Full Of Soul (LP Capitol Records ‎– T 6139, The "6000" Series, 06 Set. 1965, Canada).
LP considerado raro.
Produtor – Paul White.
Género: Blues Rock, Rock Psicadélico

"Heart Full of Soul", a canção que serve de título a este LP, foi o segundo de três grandes singles dos Yardbirds escritos por Graham Gouldman (que não era membro do grupo). O primeiro foi "For Your Love" e o outro foi "Evil Hearted You". A parte principal do tema, a sua alma, é o riff da guitarra de fuzz da abertura, tocado por Jeff Beck. Existe também outra versão do tema com a abertura com cítara, que juntamos como bónus.
O uso de sonoridades com base na música indiana e cítara teria por si só a faculdade de colocar os Yardbirds na vanguarda do rock experimental. Isso já tinha acontecido meses antes com os Beatles ao introduzirem a cítara no tema "Norwegian Wood". 
No entanto, Jeff Beck descobriu como aproximar-se do som da cítara usando uma guitarra fuzz. 
“Heart Full of Soul" foi uma canção poderosa, especialmente quando o ritmo subitamente se acelera a um galope de bolero e a melodia se torna mais brilhante. Tal como em "For Your Love", o uso de bongos além da bateria, torna-a rítmica e fantástica.
“Heart Full of Soul” foi uma canção de grande êxito dos Yardbirds, escrita por "Graham Gouldman", que mais tarde teria uma carreira de sucesso como membro de 10CC. O tema atingiu a posição nº 2 nas paradas do Reino Unido e número 9 na Billboard Hot 100. 


The Yardbirds foi um grupo de rock/blues britânico, formado em Suirrey/UK, em meados da década de 60. É considerada uma das bandas da chamada “Invasão Britânica”. O seu estilo era a versão inglesa do que os músicos de blues faziam nos EUA, nessa época.
Inicialmente o grupo chamava-se Metropolitan Blues Quartet, em 1963, com origem nos subúrbios de Londres, e chegaram a actuar como banda de apoio a Cyril Davies.
A formação original entre junho até outubro de 1963 contava com Keith Relf, Anthony “Top” Topham, Chris Dreja, Paul Samwell-Smith e Jim Mccarty. Em outubro o guitarrista Topham deixou o conjunto e em seu lugar entrou um outro guitarrista chamado Eric Clapton e esta formação permaneceu até fevereiro de 1965.
No final de 1965, os Yardbirds iniciaram a sua primeira digressão pelos Estados Unidos, com um par de discos lançados no mercado norte-americano. Em junho de 1966, Samwell-Smith resolveu deixar o grupo para ir trabalhar como produtor musical. Desta forma Jimmy Page chegou ao conjunto nesse mesmo mês. No final de outubro de 1966, após uma turnê pelo Texas, Jeff Beck desentendeu-se com a banda e acabou por sair do quinteto que se tornou num quarteto, com Jimmy Page assumindo a guitarra solo e introduzindo a sua maneira de tocar, com a utilização de um pedal wah-wah.
Pondo de parte a influencia que a banda teve na época, uma das razões principais porque se recorda este excelente grupo, foi que dele saíram 3 dos mais importantes guitarristas do rock inglês, Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Clapton foi o primeiro destes guitarristas que esteve na formação da banda. Mas naquele tempo, Clapton era um purista do blues e, assim sendo, quando os Yardbirds começaram a enveredar por uma via mais pop, decidiu abandonar o grupo. Posteriormente, chegará a fazer parte, por algum tempo, da banda John Mayall's Bluesbreakers e mais tarde dos Cream.
Clapton foi substituído por Jeff Beck, em março de 1965, que introduziu novos conhecimentos de feedback, distorção e outros que se encaixavam perfeitamente ao conjunto.
Em setembro de 1968, nova formação do grupo com Jimmy Page na guitarra, Robert Plant como vocalista, John Paul Jones no baixo e John Bonham na bateria, lançando-se como The New Yardbirds, que assim permaneceu por pouco tempo. Em outubro deste mesmo ano, este grupo daria origem aos Led Zeppelin, devido principalmente a desentendimentos pelos direitos do nome The Yardbirds.
Por outro lado, Keith Relf, vocalista dos Yardbirds (antes da "nova versão" com Jimmy Page), formaria a banda de folk-rock e rock progressivo chamada Renaissance e posteriormente Armaggeddon.
Em 1992, The Yardbirds foram introduzidos na calçada da fama do Rock and Roll Hall of Fame e quase todos os músicos originais sobreviventes, incluindo Jeff Beck e Jimmy Page, compareceram à cerimónia. Eric Clapton por motivos de trabalho não pode comparecer e a esposa e o filho do falecido Keith Relf também estiveram presentes.


Faixas/Tracklist:

A1 I Wish You Would 4:15
A2 A Certain Girl 2:20
A3 Good Morning Little Schoolgirl 2:46
A4 I Ain't Got You 2:00
A5 For Your Love 2:27
A6 Got To Hurry 2:27
B1 My Girl Sloopy 5:34
B2 I Ain't Done Wrong 3:39
B3 I'm Not Talking 2:32
B4 Heart Full Of Soul 2:27
B5 Steeled Blues 2:37
B6 Putty (In Your Arms) 2:18
Bonus:
C1 - Heart Full of Soul (sitar version)

Álbum lançado pela Capitol/The 6000 Series, em Setemdro de 1965.

Músicos/Personnel:

Keith Relf – Vocalista, harmónica;
Jeff Beck – Guitarra solo, voz de apoio;
Chris Dreja – Guitarra ritmo;
Paul Samwell-Smith – Baixo e voz de apoio;
Jim McCarty – Bateria, percussão e voz de apoio.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Brian Raekwan, a quem agradecemos.

Frankie Avalon ‎– Frankie Avalon (LP 1958)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017



Frankie Avalon ‎– Frankie Avalon (LP Chancellor ‎– CHL 5001, 1958)
Produtor – Peter DeAngelis
Género: Rock

Frankie Avalon (cujo verdadeiro nome é Francis Thomas Avallone, 18 de setembro de 1940, Filadélfia/EUA), é um cantor e actor americano de ascendência italiana, bem sucedido na música, no cinema e na TV, especialmente nos anos 50 e 60. Apenas com 17 anos, assinou contrato com a Chancellor Records, na altura em que já tinha alguma fama no show biz. Quando ainda criança, Frankie tocou trompete no Jackie Gleason Show. Em 1952 ele gravou um single para a RCA Victor. Avalon foi também um dos elementos da banda Rocco and The Saints, um grupo que tinha Bobby Rydell como baterista.
Ele e o seu colega de editora Fabian (da Chancellor) conseguiram alguns êxitos através de singles que chegaram às tabelas de sucessos.
O seu LP de estreia que aqui apresentamos, foi lançado em fevereiro de 1958, “Frankie Avalon” (LP Chancellor CHL-5001). O álbum contém o seu primeiro êxito "De De Dinah", cujo single atingiu a posição nº 7 na Billboard Hot 100 e o nº 8 nas tabelas de R’n’B.
A biografia deste artista americano já se encontra inserida neste blogue.


Faixas/Tracklist:

A1 Oooh! Look-A There, Ain't She Pretty? (Todd, Lombardo)  2:26
A2 Short Fat Fannie (Williams) 2:11
A3 Young Love (Joyner, Cartey) 2:00
A4 Young And Beautiful (Schroeder, Silver) 2:30
A5 Diana (Anka) 3:00
A6 At The Hop (Singer, Medora, White) 2:24
A7 Honey (Simons, Gillespie, Whiting) 1:35
B1 I'm Walkin' (Domino, Bartholomew) 2:15
B2 Little Bitty Pretty One (Byrd) 2:20
B3 De De Dinah (Marcucci, DeAngelis)      2:08
B4 The Stroll (Otis, Lee) 2:30
B5 My Mom (Donaldson) 3:16
B6 You're My Girl (Cahn, Styne) 2:06
Bonus:
C1 - Cupid (Marcucci, DeAngelis)  (Jun 1957, rare track)
C2 - Jivin' With The Saints (Ronnie Chesler, John Kekalos) (Jun 1957)

Arranjos e Condução de Orquestra: Al Caiola

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Steve Ray, a quem agradecemos.

Gianni Morandi - Tutti I Successi Di Gianni Morandi (1963-1970)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017



Gianni Morandi - Tutti I Successi Di Gianni Morandi (1963-1970).

A compilação que aqui apresentamos hoje, reúne alguns dos maiores e emblemáticos sucessos de Gianni Morandi, ao longo da sua carreira.


Gianni Morandi (nascido Gian Luigi Morandi, Monghidoro, Emilia-Romagna, 11 de dezembro de 1944) é um cantor pop, compositor, actor e apresentador de TV italiano. Ocasionalmente, Morandi também foi um compositor para outros artistas, tendo-se tornado uma das mais conhecidas personalidades do show-business italiano das últimas cinco décadas.
Gianni fez a sua estreia no mundo da música em 1962, com "Andavo a Cento All'ora”, seguido de outro grande sucesso, "Twist Go-Kart”.
Rapidamente se tornou um dos cantores italianos mais famosos e amados. Em 1966, venceu o Festival “Cantagiro”. Participou em 1965, 1968 e 1969, chegando a primeiro no Concurso Canzonissima. Em 1970, representou a Itália na Eurovisão com “Occhi di Ragazza”.
Os anos setenta foi já um período de declínio, mas voltou em força nos anos 80. Gianni Morandi venceu o Festival de São Remo em 1987, classificou-se em segundo em 1995 e terceiro em 2000.
Fazem parte dos seus grandes sucessos temas como, In Ginocchio Da Te, Non Son Degno Di Te, Se Non Avessi Più Te, Si Fa Sera, La Fisarmonica, Notte Di Ferragosto ou Israel, entre muitos outros. 
Durante a sua carreira, estima-se que Morandi tenha vendido mais de 30 milhões de LPs e CDs. Escreveu vários livros autobiográficos e participou em dezoito filmes. Na televisão, surgiu em 1984 na série televisiva Voglia di Volare.
A biografia deste excelente cantor italiano já se encontra inserida neste blogue.

Agradecimento a Mr. Five pela excelente compilação.

Brother Fox And The Tar Baby ‎– Brother Fox And The Tar Baby (LP 1969)

domingo, 19 de fevereiro de 2017



Brother Fox And The Tar Baby ‎– Brother Fox And The Tar Baby (LP Oracle Records ‎– ORS 703, 1969)
Produtor – Bruce Patch
Género: Rock psicadélico e rock’n’blues.

Brother Fox And The Tar Baby foi uma banda americana de rock psicadélico, formada em Boston, Massachusetts, em 1968 e em actividade entre 1968 e 1970.
Brother Fox and the Tar Baby” é o título do LP de rock de garagem e psicadélico, com um ambiente de música "vaudeville", desta banda com o mesmo nome, lançado em 1969, e que apresenta uma capa muito criativa. Próprio do género, o álbum tem excelentes solos de guitarra Fuzzy. A banda era formada pelo guitarrista Richie Bartlett, o baixista Tom Belliveau, o guitarrista Dave Christiansen, o baterista Bill Garr, o vocalista Steve High e o tecladista Joe Santangelo. Tiveram a colaboração do guitarrista e compositor Dave Christiansen para os seus temas. Este era um dos raros casos de bandas multi-raciais da época. O grupo assinou contrato com o pequeno selo Oracle, que através do produtor Bruce Patch, lançou em 1969, o álbum que aqui apresentamos. O resultado é na verdade uma miscelânea ímpar de estilos musicais, bastante diversificada.
O grupo separou-se em 1970.


Faixas/Tracklist:

A1 Electric Chair 4:17
A2 Old Ladies 2:52
A3 Steel Dog Man 3:38
A4 Maxie The Meanie 3:03
A5 We All Love Him 2:28
A6 To Your Dreams 3:29
B1 Three Tots And A Man 4:19
B2 I Start To Cry 3:03
B3 Metal Soldiers 4:53
B4 Mr. Sleepy 4:47
B5 Crazy John 3:52


Músicos/Personnel:

Guitarra baixo – Tom Belliveau
Bateria e persussão – Bill Garr
Guitarra – Richie Bartlett
Guitarra e composições – Dave Christiansen
Teclados – Joe Santangelo
Voz e percussão – Steve High
Arranjos para cordas – Joe Renzetti

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mick Hunter, a quem agradecemos.