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The Shakers - Break It All (1966).

domingo, 6 de setembro de 2015



The Shakers - Break It All + Bonus (álbum originalmente gravado em LP Audio Fidelity ‎– AFSD 6155, 1966).

Los Shakers (também conhecidos por The Shakers) foi uma banda de rock do Uruguai, muito popular na década de 60, tendo feito parte da “invasão uruguaia” na América Latina.
A banda foi formada em 1963, em Montevideu, Uruguai. Eles tiveram muitas influências dos Beatles. Pode-se mesmo dizer que foram moldados por eles e até adoptaram os cortes de cabelo e as roupas semelhantes, como pode ser visto na capa do seu disco. A banda cantou muitas canções em inglês, apesar de ser um grupo de um país da América Latina e ganhou a sua maior popularidade na Argentina. 
A biografia do grupo já se encontra inserida neste blogue.


Formação /Members:

Hugo Fattoruso - Voz, guitarra, piano, harmónica
Osvaldo Fattoruso - Guitarra, voz
Roberto "Pelin" Capobianco - Viola Baixo, Bandoneon e voz de apoio
Carlos "Caio" Vila - Bateria, voz de apoio


Faixas/Tracklist:

01 Break It All 
02 What A Love 
03 Only In Your Eyes 
04 Don't Ask Me Love 
05 Do Not Disturb 
06 Give Me 
07 It's Not Bad 
08 For You, For Me 
09 Ticket To Ride (Boleto Para Pasear)
10 Thinking 
11 Won't You Please 
12 Forgive Me 

Bonus:
13 – More
14 - Keep Searching
15 - It's My Party
16 - Baby Yeah Yeah
17 - I Love You
18 - Every Ran
19 – Aleluya
20 - When I'm 64

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Los Bulldogs – Los Bulldogs (LP 1968 + bónus).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014



Los Bulldogs – Los Bulldogs (LP Vik LZ-1135, 1968 – 2º Disco + bónus).

Este é o 2º LP deste grupo do Uruguai, lançado em 1968, acrescido de algumas faixas bónus. É um excelente discoque reúne os temas originais e clássicos da banda, dos anos 60.

O rock do Uruguai dos anos sessenta é quase sempre lembrado pelos grupos Los Shakers ou Los Mockers. Mas um outro grupo, embora injustamente pouco recordado, também merece o reconhecimento pela importância da sua obra. Na história do rock sul-americano, poucos grupos atingiram a sua originalidade, qualidade autoral e instrumental.
Trata-se de Los Bulldogs, mais tarde redenominado Kano y Los Bulldogs, que deixou diversos singles e quatro discos gravados, entre eles “Kano y Los Bulldogs”, lançado em 1969, um clássico do rock sul-americano. Nesse disco encontra-se a música “Sobre um vidrio mojado”, um dos maiores hits daquela década, regravada e imortalizada pelos espanhóis Los Secretos nos anos oitenta.
Los Bulldogs surgiram em Montevidéu em 1964, sob o nome Los Epsilons, formado pelos músicos Kano (guitarra e voz), Nengo (guitarra), Ricardo (bateria) e Jorge (baixo), entre outros. Como Los Epsilons, o quarteto gravou apenas um EP, para o selo uruguaio Clave, com as músicas “Tijuana”, “La casa del sol nasciente”, “Big Ben rock” e “Maravilloso”, as duas últimas apenas instrumentais.
Já radicados em Buenos Aires, na Argentina, e inicialmente cantando em inglês, Los Bulldogs gravaram mais dois discos, com forte presença de “covers”. O terceiro disco, já assinado com o novo nome de Kano y Los Bulldogs, traz um repertório totalmente próprio e, principalmente, cantado na língua pátria.
Na melhor tradição de grupos como os argentinos Los Gatos, com “Kano y Los Bulldogs” e canções como “Sobre um vidrio mojado”, “Vuelo a casa”, “Era solo un sueño” e "Una carta para ti", o grupo produziu um dos melhores discos de rock em língua espanhola da sua geração. Em 1972, ainda lançam um outro disco, chamado “Carita com Carita”, já sem a mesma força dos anos sessenta.

Texto parcialmente transcrito e adaptado de Senhor F.

Membros:
Roberto Alonso (Kano), Humberto Buono, Ricardo Bragaña, Jorge Bragaña, Carlos Zenaldi, Eduardo Jusid.


Faixas/Tracklist:

01 - Adios Amor
02 - No Estoy Loco
03 - Noches de San Francisco
04 - Durmiendo Sobre Tus Lábios, parte 1
05- Durmiendo Sobre Tus Lábios, parte 2
06- Abuelita
07- Enciende Mi Fuego
08- Gracias a Dios Por La Velada
09- En La Luna
10- Tu En Mis Recuerdos
11- Buscando Todo El Tiempo
12- Piedad Piedad Piedad

Bonus:
13- Camino de La Felicidad
14- Catedral de Winchester
15- Dilo Como Es
16- El Geghege
17- Misserlou
18- Penny Lane
19- Tema de Lara
20 - Tema de Amor Arabe

LP (incluindo as faixas bónus) ripado do vinil e gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Masterização e produção da contracapa por Carlos Santos.

Los Bulldogs - Los Bulldogs (LP 1967 - Uruguay)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


Los Bulldogs – Los Bulldogs (LP RCA Victor CML-2483-X, 1967 + bonus).

Los Bulldogs é um quarteto originário do Uruguai que se formou em 1964 como Los Epsilon. Depois de gravar um single para a etiqueta Clave, eles mudaram-se para Buenos Aires/Argentina. Lá lançaram vários singles e dois álbuns de beat/garagem com temas cantados em inglês, como "Black Is Black", de Los Bravos, discos esses que actualmente são considerados raros. Antes do terceiro álbum, Kano (o seu vocalista) obrigou-os a mudar o nome para Kano e Los Bulldogs.
O seu álbum homónimo incluiu o hit “Sobre Un Vidrio Mojado” (1969). 
Eles regressaram ao Uruguai antes do seu último álbum de pop/rock que gravaram para a editora Sondor ("com Carita Carita"), em 1972, o único que foi lançado no seu país. 
Lançaram vários singles, a maioria de rock/garagem/Psych.
A formação de Los Bulldogs era constituída por, Nengo (guitarra), Kano (guitarra, vocalista), George (baixo), Ricardo (bateria). 


Faixas/Tracklist:

1 negro es negro
2 no puedo detenerme
3 voy a encontrar una cueva
4 lunes lunes
5 puedo rebajarme
6 me enloqueces
7 submarino amarillo
8 llevame dentro de tus ojos
9 por favor que venga Dios
10 bang bang
11 esta bien
12 tema de amor arabe

Bonus:

13 tema de lara
14 misserlou
15 el geheghe
16 winchester cathedral
17 penny lane
18 dilo como es
19 adios amor
20 camino de la felicidad

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luiz Alvarez, a quem agradecemos.

Los Iracundos - El Sonido de Los Iracundos (LP 1966)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013



Los Iracundos ‎– El Sonido de Los Iracundos (LP RCA Victor ‎– AVL-3645, 1966). 
Edição Argentina (gravadora RCA Victor Argentina S.A.I.C.).

Este é um dos muitos álbuns do grupo, no entanto com a particularidade que o gravaram com temas instrumentais, ao estilo dos Ventures. Este disco apresenta-nos excelentes versões e interpretações, com muito bom gosto e qualidade.


Los Iracundos foi um grupo formado em 1958, em Paysandu, Uruguai. Inicialmente chamava-se Blue Kings (era a moda dos nomes ingleses), mas um professor em Montevideu sugeriu que optassem por um nome espanhol, e então adoptaram por Los Iracundos. 
O grupo originalmente contava com seis elementos, Eduardo Franco (vocalista, compositor), o seu irmão Leonardo Franco (guitarra solo), Juan Carlos Velázquez (bateria), Juan "Bosco" Zabalo (guitarra ritmo), Hugo Burgueño (baixo electrónico, compositor e coros) e Jesús María Febrero (teclados).
Los Iracundos alcançaram fama internacional em meados da década de 60 com temas românticos como Calla, Todo Terminó, El Desengaño, La Lluvia Terminó, Felicidad, Felicidad,Tu Ya No Estaras, El Triunfador, Es La Lluvia, Reten La Noche, Madison ou ainda, A Saint Tropez e Despierta Lorenzo.
O sucesso foi tanto, que nos anos 70, a sua popularidade proporcionou-lhes muitos discos de ouro e pela primeira vez, esta banda uruguaia foi a um festival de Viña Del Mar como convidada.
A trajectória do grupo Los Iracundos caminhou por uma série de períodos que abarcam mais de 4 décadas. Esta vigência da sua musicalidade no tempo, pouco a pouco transformou-os num dos conjuntos de maior penetração massiva na América Latina e no mundo inteiro. 


Formação:

Eduardo Franco (falecido)
Hugo Burgueño
Leonardo Franco
Juan "Bosco" Zabalo (falecido)
Juan Carlos Velazquez
Jesús María Febrero (falecido)


Faixas / Tracklist

01 Hava Nageela 
02 Amapola 
03 Jezebel 
04 Valencia 
05 En La Frontera De México 
06 El Rag De La Calle Doce 
07 Sereneta De Schubert 
08 Boogie-Woogie 
09 El Tercer Hombre 
10 Carioca 
11 Porroncito Marrón 
12 Abril En Portugal 

Bonus:
13 La Familia Addams 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luiz Alvarez, a quem agradecemos.

Los Shakers - All The Best (1965/1968 - Uruguay)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013



Los Shakers - All The Best (1965/1968 - Uruguay).

Los Shakers foi uma banda de rock do Uruguay criada pelos irmãos Fattoruso e dois amigos em 1963.
A estreia dos Shakers foi um sucesso. Após assistirem ao filme A Hard Day's Night dos Beatles, os integrantes, até então músicos de jazz, resolveram mudar o som e baptizar o grupo de Los Shakers. O primeiro disco, lançado em 65, apareceu com uma incrível “batida” beat e melodias à boa maneira de Lennon e McCartney. O disco trazia o hit "Break It All" (o maior sucesso até hoje, inclusive presente no segundo volume da box set garage Nuggets), a bela "Don't Ask Me Love", a soturna "The Longest Night" e "Thinking", entre outras. "Los Shakers" foi o disco que mais vendeu, indo directo ao topo dos Hit Parades do Uruguay e da Argentina. 


Com o sucesso, vieram apresentações na televisão, shows e o seu primeiro álbum do grupo, já referido e denominado The Shakers. Todavia, o crescente número de apresentações e a insatisfação com a qualidade duvidosa das letras (em inglês) da banda acabou por cansar os integrantes do grupo. A banda tomou então a difícil decisão de mudar de país e seguiu para a Espanha, onde ainda gravaram um último disco com sua formação original: La conferencia secreta del Toto's Bar, cujo título longo é uma homenagem implícita a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
A gravação do disco, considerado por muitos uma obra-prima do rock psicadélico, foi conturbada e marcada por pressões da gravadora, que não considerava o produto comercialmente vendável e exigia a inclusão de mais hits. Como resultado, o grupo resolveu desfazer-se antes mesmo do lançamento do mesmo (o qual só ocorreu em 1969). 

Fonte: Wikipedia

Faixas / Track List:

01 - What a Love (3:04) 
02 - For You And Me (2:03) 
03 - Break It All (2:23) 
04 - Don't Ask Me Love (2:02) 
05 - I'm Thinking (2:18) 
06 - It's My Party (2:12) 
07 - Forgive Me (2:30) 
08 - Keep Searching (1:57) 
09 - Baby, Do The Shake (2:13) 
10 - Baby, Yes Yes (2:20) 
11 - The Longest Night (2:10) 
12 - Run Everybody (2:12) 
13 - Let Me Go (2:11) 
14 - Do Not Disturb (2:30) 
15 - Won't You Please (2:09) 
16 - Michelle (2:29) 
17 - Too Late (2:07) 
18 - Smile Again (2:31) 
19 - Never, Never (1:40) 
20 - Got Any Money (2:09) 
21 - Higher Than A Tower (3:22) 
22 - B.B.B. Band (2:29)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Los Mockers - Antologia (Uruguay / 1965 - 1968)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012




Los Mockers, assim como os Stones, eram tidos como os maus garotos. No início, a banda possuía baixa qualidade técnica e nessa época, nem instrumentos de verdade eram usados. O baixo era improvisado, não passava de uma caixa de madeira com uma corda estendida ao longo de um cabo de vassoura, a guitarra de Jorge Fernandez havia sido fabricada nos fundos de sua própria casa em Montevideu. Completando a banda estava Esteban na harmónica, Julio no baixo e Beto na “bateria”, na verdade um tambor com duas baquetas. Um ano depois dos primeiros ensaios, em 1964, a banda já tinha adquirido maior qualidade. Usando o dinheiro de um empréstimo, compram instrumentos em segunda mão e mudam o seu nome de Teddy Boys para Los Encadenados. Nesta época ainda não apresentavam um estilo definido, tocavam tanto músicas latinas como Perfidia ou La Bamba, como temas dos Beatles.


Em 1965 as coisas começariam a melhorar. Jorge havia aprendido a tocar muito bem a sua guitarra, o que levou a banda até a um musical exibido todos os domingos na TV uruguaia. Nessa mesma noite, o grupo conheceu Polo, um jovem de 17 anos que cantava de forma electrizante. Era tudo o que a banda precisava para prosseguir. Os rapazes decidiram também adoptar um estilo inconfundível, o mesmo dos Rolling Stones. O objectivo era claro, parecer o máximo possível com a banda inglesa. O resto do ano foi pura "farra", aproveitando o turismo e o movimento do verão, o grupo tocava quase toda noite na zona portuária de Montevidéu, o que aprimorou ainda mais as apresentações explosivas dos futuros Mockers. Quando o verão acabou, o grupo recolheu-se e começou a ensaiar e a criar as suas próprias canções. Tentaram mesmo gravar um single, só que a qualidade dos estúdios uruguaios era decepcionante e a produção acabou por sair muito abaixo do esperado.


No verão seguinte, a temporada de shows recomeçou e, numa dessas apresentações, um produtor da EMI estava na plateia. Parecia um sonho inimaginável, mas era verdade, os Mockers iriam para Buenos Aires, onde gravariam as suas próprias composições num estúdio de qualidade. Além de músicas autorais, o grupo foi amplamente reconhecido devido a uma versão de "Paint It Black", muito mais gritada e barulhenta do que a original. Agora o grupo desfrutava de relativa fama nos dois países. 


O sucesso dura um ano, até que atritos entre os membros acaba levando à dissolução da formação original (1967). Mesmo com novos membros, Los Mockers tentam seguir em frente, mas a perda de qualidade do grupo era evidente, o que resultou num declínio acentuado e o público assiste ao triste fim dos chamados Stones uruguaios. 


Los Mockers were a popular 1960s rock band in Latin America that was part of the Uruguayan Invasion. They modeled themselves off of the Rolling Stones and covered many of their songs (in English). The band was formed in 1963 on Montevideo, Uruguay but moved to Argentina in 1966 after winning a contract with EMI Argentina. The original lineup disbanded in 1967.

Formação / Members:

Polo Pereira (guitarra, voz)
Jorge Fernández (guitarra, voz de apoio)
Esteban Hirschfield (órgão, voz de apoio e harmónica)
Julio Montero (baixo, voz)
Beto Freigeda (bateria)

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Los Shakers - Los Shakers (LP 1965)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011




Los Shakers - Los Shakers (LP original 1965/Uruguay). 

A Biografia deste grupo já se encontra inserida neste blogue.

Los Shakers - Break It All (from youtube).

Faixas/Track List:

01. Break It All (Rompan Todo)
02. What Love (Qué Amor)
03. Babe, Yes, Yes (Nena, Sí, Sí)
04. Didn't Go (No Fuimos)
05. Everyone Run (Corran Todos)
06. I’m Thinking (Estoy Pensando)
07. It's My Party (Esta Es Mi Fiesta)
08. Keep On Searching (Sigue Buscando)
09. For You, For Me (Para Tí Y Para Mí)
10. I'm Running For The Streets (Corro Por Las Calles)
11. The Long Night (La Larga Noche)
12. Babe, Dance Shake (Nena, Baila Shake)
13. Don't Ask Me Love (No Pidas Amor)
14. Give Me (Dame)

Bonus:
15. My Bonnie 
16. Sólo En Tus Ojos 
17. Más 
18. Ticket To Ride 
19. See You Later, Alligator 
20. Sólo Quiero Estar Contigo
21. No Fuimos (En Castellano)
22. Nena Baila Shake (En Castellano)

Álbum original gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Contracapa/Grafismo por João Romão.

Los Shakers - La Conferencia Secreta Del Toto's Bar (1968)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011




Los Shakers - La Conferencia Secreta Del Toto's Bar (LP original 1968).

El Sgt. Pepper's del Río de la Plata. Con mezclas de rock con ritmos sudamericanos como el candombe y el tango esta obra es considerada clave para entender lo que era la psicodelia en Sudamérica.


Los Shakers foi uma banda de rock do Uruguai criada pelos irmãos Fattoruso e dois amigos em 1963.
Mais tarde, a banda tomou a difícil decisão de mudar para Espanha, onde ainda gravaram um último disco com a sua formação original: La Conferencia Secreta del Toto's Bar (LP 1968), cujo título longo é uma homenagem implícita a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. A gravação do disco, considerado por muitos uma obra-prima do rock psicadélico, foi conturbada e marcada por pressões da gravadora, que não considerava o produto comercialmente vendável e exigia a inclusão de mais hits. Como resultado, o grupo resolveu desfazer-se antes mesmo do lançamento do mesmo (o qual só ocorreu em 1969).
 Houve ainda um último álbum, intitulado The Shakers, mas sem a presença de Hugo e Osvaldo Fattoruso, que estavam envolvidos noutros projectos.


Este disco (3º disco) é uma autêntica viagem sonora, em total sintonia com os Beatles. As 11 canções que formam esta obra-prima encantam qualquer um, com toques de música uruguaia (Candombe), Sunshine Pop (The Shape Of A Rainbow e Always You), Psicadélica inglesa (I Remember My World e Mr. Highway), Beach Boys fase Pet Sounds (Higher Than a Tower) e ainda um dos mais belos temas de rock/60's, "The Pine And The Rose". 


 Integrantes: 

 Hugo Fattoruso: guitarra, teclados, harmónica, voz.
Osvaldo Fattoruso: guitarra, percussão, voz.
Roberto "Pelín" Capobianco: baixo, bandoneón (concertina), voz.
Carlos "Caio" Vila: bateria, voz.

Faixas / Track List:

1. La Conferencia Secreta Del Toto's Bar / Mi Tía Clementina (5:07)
2. Candombe (3:13)
3. Acostumbrado a Ver TV Los Martes 36 (2:53)
4. Una Forma De Arco Iris (2:59)
5. Siempre Tú (2:31)
6. B.B.B. Band (2:31)
7. Yo Recuerdo Mi Mundo (2:40)
8. Oh Mi Amigo (2:15)
9. El Pino Y La Rosa (3:00)
10. Señor Carretera El Encantado (3:18)
11. Más Largo Que El Ciruela (3:23)

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Los Mockers - The Original Recordings 1965 -1967 (Uruguay)

terça-feira, 19 de abril de 2011




Los Mockers, assim como os Stones, eram tidos como “maus garotos”. A banda possuía baixa qualidade técnica e no começo nem instrumentos de verdade eram usados. O baixo era improvisado, não passava de uma caixa de madeira com uma corda estendida ao longo de um cabo de vassoura, a guitarra de Jorge Fernandez havia sido fabricada nos fundos de sua própria casa em Montevidéu. Completando a banda estava Esteban na gaita harmónica, Júlio no baixo e Beto na “bateria” - na verdade um tambor com duas baquetas. Um ano depois dos primeiros ensaios, em 1964, a banda já estava adquirindo maior qualidade, usando o dinheiro de um empréstimo, compram instrumentos em segunda mão e mudam o seu nome de Teddy Boys para Los Encadenados. Nesta época ainda não apresentavam um estilo definido, tocavam tanto músicas latinas como Perfidia e La Bamba, como temas dos Beatles.

Em 1965 as coisas começariam a melhorar. Jorge havia aprendido a tocar muito bem guitarra, o que levou a banda até a um musical exibido todos os domingos na tv uruguaia. Nessa mesma noite, o grupo conheceu Polo, um jovem de 17 anos que cantava de forma eletrizante, era tudo o que a banda precisava para se distinguir. Os rapazes decidiram também adotar um estilo inconfundível, o mesmo dos Rolling Stones. O objetivo era claro, parecer o máximo possível com a banda inglesa. O resto do ano foi pura farra, aproveitando o movimento do verão o grupo tocava quase toda noite na zona portuária de Montevidéu, o que aprimorou ainda mais as apresentações explosivas dos futuros Mockers. Quando o verão acabou, o grupo recolheu-se e começou a ensaiar e a criar as suas próprias canções. Tentaram mesmo gravar um single, só que a qualidade dos estúdios uruguaios era decepcionante e a produção acabou saindo muito abaixo do esperado.

No verão seguinte, a temporada de shows recomeçou e, numa dessas apresentações, um produtor da EMI estava na plateia. Parecia um sonho incrível, mas era verdade, os Mockers iriam para Buenos Aires, onde gravariam as suas próprias composições num estúdio de qualidade. Além de músicas autorais, o grupo foi amplamente reconhecido devido a uma versão de Paint It Black, muito mais gritada e barulhenta do que a original. Agora o grupo desfrutava de relativa fama nos dois países. O sucesso dura um ano, até que alguns atritos entre os seus membros, acaba por levar à dissolução da formação original. Mesmo com novos membros os Mockers tentam seguir adiante, mas a perda de qualidade do grupo era evidente, o que resulta num declínio acentuado e o público assiste ao triste fim dos Stones uruguaios.

Texto parcialmente retirado e adaptado do blog whiplash

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.