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Laranjina C

sábado, 5 de fevereiro de 2011


Laranjina C

Eu fui dos que bebi Laranjina C que me fartei, especialmente nos anos de 1966 e 67. Que maravilha e que saudades…Aquela garrafinha redonda de conteúdo tão saboroso...!
Aqui vai o que ainda encontrei na Net sobre a Laranjina C:

“…Era produzida junto a Loures.
Teve um período de ouro com publicidade constante na TV, um grande prémio de ciclismo, e uma equipa de ciclismo com as cores do Sporting.
Quando a Schweppes comprou a empresa que produzia a Laranjina C, os acordos internacionais obrigaram a Schweppes a prescindir da utilização daquela marca comercial.
Como já possuíam a marca Orangina em França, que até tinha uma garrafa que se podia associar à da Laranjina C (menos em forma de laranja redonda), não fizeram mais que substituir a marca Laranjina C por Oranjina.
Posteriormente a Schweppes comprou a igualmente espanholíssima Trinaranjus.
A junção de duas marcas a competir no mesmo 'target' (mesmo que uma fosse com gás e a outra lisa) e a falta de massa crítica para investir em marketing e publicidade nas duas marcas em simultâneo fez cair a Oranjina. Isto adicionado a uma mudança da fórmula (apenas em Portugal) que alterou o sabor da Oranjina e que afastou os consumidores fiéis.”

Através do vídeo (youtube), aqui fica um bocadinho para matar a sede.

In A Máquina do Tempo e Rua dos Dias Que Voam (blogues).

Mini-Pop - Certos Senhores Crescidos (EP 1971)




Mini-Pop - Certos Senhores Crescidos - EP / FMZ 12001/E - Fama/Zip-Zip - 1971.
EP considerado raro.

Faixas/Tracks:
Certos senhores crescidos/O recreio/Ladrar à Lua/Reflections of My Life.
Supervisão de Thilo Krassman.

Os Mini-Pop, grupo infantil do Porto, esteve mais tarde na origem dos Jáfumega.
O conjunto Mini-Pop, quarteto de adolescentes de idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos de idade, formou-se no ano de 1969. O grupo dos irmãos Barreiros (Pedro, Mário e Eugénio) e do amigo Abílio foi dinamizado pelo Pai Mário Barreiros e chegaram a fazer algum furor nos anos 70, em Portugal.
Gravaram dois singles para a editora Zip-Zip. O maior sucesso foi uma versão de "A Casa" (Era Uma Casa Muito Engraçada).
Actuaram com bastante sucesso no Festival de Vilar de Mouros de 1971.
Passaram para a Movieplay onde gravaram um primeiro single com os temas "Delta Queen" e "Beggars Can't Be Choosers".
Participaram depois no Festival RTP da Canção de 1973 com "Menina de Luto".
Lançaram o single "Days Of Summer/Vaya Con Dios". Gravaram novo single, "My Holiday Girl", com temas de Paulo de Carvalho e Mike Britton.
Durante 10 anos de carreira gravaram sete singles e participaram em cerca de 300 espectáculos. Também tentaram entrar em Espanha como "Tanga", o nome escolhido para a internacionalização.
Após o fim do grupo transformaram-se nos Jáfumega, uma das bandas que marcou a década de 80 em termos musicais.

Discografia:

Certos senhores crescidos/O recreio/Ladrar à Lua/Reflections of my life (EP, Fama/Zip-Zip)
Já Não Queremos Histórias (EP, Fama/Zip-Zip)
Delta Queen/Beggars Can't Be Choosers (Single, Movieplay, 1972) SP 20.052
Menina de Luto/Canção do Moinho Velho (Movieplay, 1973) SP 20.072
Days Of Summer Sun/Vaya Con Dios (Single, Movieplay, 1973) SP 20.099
My Holyday Girl/Sailing (Single, Movieplay, 1973) SP 20.100
s7

Fonte: Wikipedia

E.P. gentilmente cedido por Luis Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

The Crescendoes - The Crescendoes (LP 1966)




The Crescendoes - The Crescendoes (LP Metronome MLP 15200 - 1966).
(Very rare UK beat LP + bonus tracks).

Formed in the early sixties in Weymouth, England, The Crescendoes toured extensively in the UK, often working as support band for groups such as The Searchers and The Swinging Blues Jeans, prior to leaving England for a ‘short’ tour of Europe. In Germany they were an immediate success, the ‘short’ tour was extended, and for the following years, throughout the mid-sixties, the band was based in Frankfurt. From there they toured widely, not only throughout Germany, but also in Scandinavia, France, Belgium, Austria and Switzerland. Rapidly gaining a reputation as one of the leading ‘Show Bands’, they were soon offered a recording contract with Metronome Records, and the release of their first single, Heidi Heidi Ho, became a surprise success. This was quickly followed by another record publication Little Egypt, and their first album was released in the mid-sixties to coincide with a television appearance on Music from Studio B with Chris Howland. More television shows followed with appearances on the legendary Beat Club and Drehschiebe, and at the height of their popularity they were regular guests on Beat-Club, a weekly radio show broadcast from Frankfurt, with Heinz Lukasz. The subject of numerous magazine and newspaper articles, The Crescendoes appeared at all the major venues in Germany, including special guest appearances at the legendary Star Club and Top Ten Club in Hamburg. They worked alongside many of the most popular recording stars of the swinging sixties, including Gilbert Becaud, Chris Andrews, Vivi Bach, Heidi Bruhl, and after an appearance with Tony Sheriden, when they backed him in cabaret, he asked if they would like to tour Germany with him as his backing group. However, their own busy schedule made this impossible as they were also in demand back home in England, where they regularly returned for tours of the major venues throughout England, Wales and Scotland.

By Jancy

Faixas/Track List:

01 - Uncle Willy
02 - Little Egypt
03 - True Love, True Love
04 - I (Who Have Nothing)
05 - Run Joe
06 - Chance of a Lifetime
07 - Minnie The Moocher
08 - It's Over
09 - The Wedding
10 - Duke Of Earl
11 - You Are my Sunshine
12 - Not For Me

Bonus from ultrarare longplayer va. "Best Of Beat"
13 - Baby, I Need Your Love

Bonus 45' a+b side
14 - Hans' Knees
15 - She Looks Just Like My Baby

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Tony Ronald - Best Of Tony Ronald (1966 / 69)




Tony Ronald - Best Of Tony Ronald (1966/69).


Tony Ronald , pseudónimo artístico de André Siegfried Kramer Den Boer (nascido em Arnhem , 1941) é um cantor espanhol muito popular nos anos 60 e 70. 

Tony Ronald, aliás, Siegfried Andre Den Boer Kramer, (Arnhem/Holanda, 27 de outubro de 1941 - Barcelona, ​​3 de março de 2013). Em 1960, após a prestação do serviço militar, mudou-se para Espanha (Costa Brava), onde trabalhou e residiu nos anos sessenta.
De origem holandesa, Tony interpretou canções em castelhano, catalão e inglês. Foi também produtor musical, tendo-se destacado nos anos 60 e 70 na cena musical pop espanhola.
Começou a cantar juntamente com o seu irmão Charley Kurt, formando o grupo Kroner's Dúo que, mais tarde, ficaram conhecidos como Tony Ronald y Sus Kroners ou também como Tony Ronald Group. Mais tarde, Tony acabou por cantar a solo, conseguindo nesta fase uma boa parte dos seus êxitos.
Um dos seus maiores sucessos foi a canção “Help (Get me some help)”, mais conhecida como “Help, ¡ayúdame!”, lançada em 1971, com a qual conseguiu atingir as tabelas de vendas.
Também cantou versões de outros grupos/artistas como, The Beatles, The Monkees ou de Little Richard.
A partir de 1977 passou a trabalhar como produtor musical de grupos espanhóis, ainda que por vezes, participasse em concertos apresentando os seus principais sucessos.​
Faleceu em Barcelona, em março de 2013, vítima de doença prolongada.​

Faixas/Tracklist:

01. True Fine Mama (Pennyman)
02. Time Is On My Side (Meade-Norman)
03. I Love You (Tharpe)
04. Just A Little Bit (R. Gordon)
05. Not Until (D. Charles-A. Coddy)
06. Rooster Blues (Lightnin Slim)
07. Bring You Lovin (H. Axton)
08. Sugar Coated Love (J. Miller)
09. Answer Me (Winkler-Ranch- Sigman)
10. Hi Heel Sneakers (Corbert Higgenbutham)
11. Let The Water Run Down (Russel)
12. I am A Lover Not A Fighter (J. Miller)
13. Cadillac (Braun-Gibson-Johnson-Mallet)
14. Mama (M. Charron)
15. You are So Good To Me (B. Wilson)
16. The Boat That I Row (N. Diamond)
17. Spicks And Specks (Gibb)
18. Cry Like A Baby (D. Penn-S. Oldham)
19. La Inmensidad (D. Backy-Mogol-Mariano)
20. My Ford Mustang (C. Ramos-T. Ronald)
21. Unchained Melody (H. Zaret-A. North)
22. Russian Spy And I (Javelin)


Tony Ronald, cuyo verdadero nombre es Siegred Antonius van Den Boer Kramer, nació en la ciudad holandesa de Arnhem, el 27 de octubre de 1944, en el seno de una familia humilde. Desde muy niño ya hizo sus primeros pinitos musicales cantando en coros de iglesias, y su verdadera pasión por la música, se desata a raíz de una película dónde los Platters cantaban “Only you”, momento decisivo en su vida, ya que es a partir de ése momento que decide que su verdadera meta es llegar los escenarios y cantar.
Siguiendo otra de sus pasiones, la de conocer mundo, se hace marinero y se compra una guitarra con la que practicaría y amenizaría las largas horas en el mar. Llega al puerto de Barcelona, desembarca y se afianza allí. El ambiente musical de la época, era totalmente propicio para los amantes de la música, y es en el “Hondo Club” de la calle Muntaner, un local dónde éstos se reunían por la noche para tocar o simplemente escuchar Jazz, donde se comienza a hacer la música pop. Lo más importante de aquellas reuniones es que existía un excelente ambiente para crear canciones propias. allí nacieron parte de los actuales padres de la música moderna española.
Debuta en Radio Nacional de España y TVE en Barcelona, cantando dos canciones en inglés y una en holandés. Después pasa a Radio Barcelona, formando parte de un programa nocturno llamado “Serenata” que dirigía Irurozqui, cobrando por esas actuaciones 500 pesetas a la semana. Son años duros, durante el día descarga barcos en el muelle, y por la noche actúa junto a su amigo José Luís Bolívar en el programa radiofónico “Serenata”. Éstas actuaciones les vale un contrato discográfico con La Voz de su Amo (EMI-ODEÓN, S.A. hoy) Así nace KRONER'S DUO, con quien graba sus primeras canciones.
Año y medio después, forma un nuevo dúo, Tony & Charley, con su compatriota Charley Kurt. Hicieron tres discos con La Voz de su amo pero luego “diferencias musicales” terminaron con esa unión. Tony quería hacer música pop, con una visión de futuro notable, mientras que Charley prefería hacer bailes. Uno y otro tuvieron razón. Charley y su hermano Johnny montaron otro dúo : Johnny & Charley, creadores de “La yenka” (1965) el popular baile con el que llegarían al nº 1 de las listas españolas en la primavera de ése año. (Un trágico accidente de tráfico, el 28 de febrero de 1965, costaría la vida a Charley unos meses después, impidiéndole gozar la gloria conseguida con la canción)
Por su parte, Tony siguió adelante como Tony Ronald y sus kroner's, un fantástico grupo que grabó varios discos para La voz de su amo. En Marzo del 64, participaron en un festival celebrado en el Palacio de los Deportes de Barcelona, junto a grupos como Los Spotniks, Los Mustang, Lone Star, y Los Diablos Negros.
En 1966, el cantante se deshizo de Los Kroner's para emprender una exitosa carrera en solitario. Ellos cambiaron su nombre por el de Darwin's Theory, con la intención de desarrollar un rock de corte progresivo, pero su unión con la casa Belter los llevo al más estrepitoso fracaso.
Tony Ronald empieza a sonar en las emisoras de radio y a acaparar numerosas páginas en la prensa, a raíz de la grabación de la primera versión del tema “Jesucristo Superstar”, la conocida opera rock, pero el éxito definitivo lo iba alcanzar en el Festival del Atlántico en Tenerife, con una canción compuesta por su gran amigo Daniel Vangarde. En este festival se llevó dos premios, el de la crítica y el premio del Festival, y lo mas importante, registró la canción con más posibilidades con las que se había encontrado en su carrera artística; se hicieron versiones en inglés, español, italiano, francés, alemán.... El éxito de Tony Ronald con “Help” alcanzó un cariz importantísimo. Aún ahora sigue siendo su tarjeta de presentación y la canción más esperada en sus actuaciones.
Tony Ronald ha plasmado toda una pequeña historia musical en los años 60, con una calidad más que aceptable, revolucionó el show en España. Cuando los conjuntos salían a escena bruñidos, pulidos, tocando sus hits y encandilando a las fans, tratando de ser los únicos protagonistas del espectáculo, Tony contó con buenos músicos de rock, juegos de luces, go-gos, ritmo sincopado y chicas bailando en el escenario. Se dejaba caer de rodillas cantando “Melodía desencadenada”, llegando al clímax en el final que él agudizaba al máximo. Y pasaba 10 minutos en la versión de “Summertime”, o volvía loco al público con “El espía ruso y yo” y el tremendo riff de guitarra que abría el tema. Tony Ronald fue uno de los primeros en internacionalizar el pop en éste país.
A partir de entonces, alterna su faceta de productor de artistas como Los Diablos, Miguel Gallardo, Los Amaya, Dyango, Nubes Grises, etc con la de cantante, sacando consecutivos números uno en las listas, canciones como “Dejaré la llave en mi puerta”, “I love you baby”, “Lady Banana”, “Angelina”, y sobre todo su versión de la legendaria “Melodía Desencadenada” que interpreta con gran sensibilidad.
Es en esa época cuando se organizaban memorables festivales matinales, tanto en Madrid como en Barcelona; compartían escenario, Los Bravos, Los Canarios, Los Pop Tops, Los Brincos, Los Sirex, Los Mustang, Los Salvajes, Miguel Ríos, Micky y Los Tonys, etc. La competencia era excitante y sana, porque el compañerismo era total, y muchos de ellos entablaron amistad que todavía perdura.
Prueba de ello es la experiencia vivida por Tony Ronald, que tras tantos años cantando en solitario, formó parte de uno de los inventos más atractivos en un escenario. Se reunieron cinco artistas que brillaban con luz propia: Lorenzo Santamaría, Jeanette, Micky, Karina, y ya posteriormente, Elsa Baeza, que junto a Tony Ronald que, además de componente era el productor, formaron Mágicos 60, actuando en toda España en un espectáculo sin precedentes. Y sin olvidar tampoco el ya más reciente programa de TV "Vivo Cantando" que llevó a algunos artistas de la época, Karina, Helena Bianco, Elsa Baeza, Alma María, Micky, Braulio, Juan Bau, y el propio Tony Ronald, durante el verano del 2003, a un periplo por los pueblos de España desde dónde emitieron los diversos programas.

Tony Ronald alias Tony Den Boer (Siegred Antonius van Den Boer Kramer) was born in 1941 in Arnhem (Netherlands). In 1960 after military services he moved to Spain (costa Brava) where he settled down and remained for the sixties. Here he became famous as "El holandes aspanol". Together with Charlie Kurth he formed at first "El duo Kroners" who released many records ("rock, "twist", "medison") in Spain, so they were called "el del rock and roll".

Compilação gentilmente cedida pelo nosso amigo “Mr. Five”, a quem agradecemos.

Brazilian Octopus - Same





AQUI:

Brazilian Octopus - Brazilian Octopus (LP Fermata FB-257, 1969 / Brasil).

Trata-se de um L.P. bastante raro do grupo liderado por Hermeto Pascoal, Brazilian Octopus, banda formada em São Paulo por volta de 1968 para animar os desfiles da Rhodia, empresa do ramo têxtil.
Os componentes deste octeto eram músicos da mais alta qualidade, como Hermeto Pascoal (flauta), Lanny Gordin (guitarra), João Carlos Pegoraro (vibrafone), Olmir “Alemo” Stocker (violão e guitarra), Cido Bianchi (piano e órgão), Douglas de Oliveira (bateria), Nilson da Matta (baixo) e Carlos A. Alcântara Pereira (sax e flauta), e com esta formação em 1969 registaram pela Fermata, um dos melhores álbuns de música instrumental já gravados no Brasil, numa mistura de jazz, bossa, samba e psicadélica. O conjunto apresenta-nos belíssimos arranjos em faixas vibrantes como “Gamboa”, “Gosto De Ser Como Sou”, “Summerhill”, “Rhodosando”, “Momento B8″ – criação de Rogério Duprat e nas interpretações de “Casa Forte” e “Canção de Fim de Tarde”, tudo emoldurado numa maravilhosa sonoridade.
O LP, considerado “obscuro”, foi muito disputado por coleccionadores. Além do multi-instrumentista Hermeto Pascoal, que aqui toca flauta, a banda apresenta o virtuoso da guitarra Alexander Gordin, ou Lany Gordin, tropicalista por excelência, responsável pelo tom psicadélico dos primeiros discos de Gal Costa.


Faixas/Tracklist:

1. Gamboa (Ciro Pereira / Mário Albanese)
2. Rhodosando (Hermeto Pascoal)
3. Canção Latina  (Olmir Stocker "Alemão" / Vitor Martins)
4. Pavane (Gabriel Fauré)
5. Les Papillons (André Popp / P. Cour)
6. Momento B/8 (Brazilian Octopus / Rogério Duprat)
7. Summerhill (João Carlos Pegoraro)
8. Gosto de Ser Como Sou (Mário Albanese / Ciro Pereira)
9. Chayê (Hermeto Pascoal)
10. Canção de Fim de Tarde (Walter Santos / Tereza Souza)
11. O Pássaro (Alexander Gordin)
12. Casa Forte (Edu Lobo)

Músicos Intervenientes/Personnel:

Hermeto Pascoal: Flauta
Lanny Gordin: Guitarra
Cido Bianchi: Piano, Órgão
Olmir Stocker: Violão, Guitarra
Nilson da Matta: Contrabaixo
Douglas de Oliveira: Bateria
João Carlos Pegoraro: Vibrafone
Carlos Alberto Alcântara: Sax tenor, Flauta    

Ripado do vinil. Digitalização e masterização de Carlos Santos

A Loja "Os Porfírios"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011






Recordar é viver…e é bem verdade, onde a malta jovem comprava a última moda…as calças à boca de sino, as camisas à Antoine, jeans…etc., e era também um ponto de encontro…Sim, Os Porfírios!
A partir do dia 05 de Dezembro de 1965 (em Lisboa) e no Porto, passaram a ter os Porfirios, loja especializada em vestuário jovem, copiado directamente de Carnaby St e outros centros de moda mais em voga na segunda metade dos anos 60. Isso porque os donos se limitavam a importar ideias e não as roupas propriamente ditas, as quais eram 97 por cento de fabrico nacional.
A loja de Lisboa, localizada no nº 63 da Rua da Vitória, tinha duas entradas, passagens muito estreitas, escadas em caracol, luzes psicadélicas (embora o ambiente geral fosse um tanto ou quanto pró escuro), música anglo-americana em som muito alto, e...claro, roupa muito louca para aquilo a que a juventude portuguesa estava habituada: jeans de vários tecidos e feitios (com os anos 70 chegaram as “bocas de sino”), camisas muito coloridas e às flores, blusões estampados, as inevitáveis mini-saias, os anéis, os lenços, os cintos (os meus preferidos eram os que tinham o logo da casa, dois círculos concêntricos), os colares e variadíssimos artefactos, desde carteiras, isqueiros, posters, enfim..., um pouco de toda a parafernália que se vendia lá por fora.
Os Porfírios marcaram efectivamente toda uma nova geração (ou pelo menos uma parte importante dela, visto nem todos terem aderido àquelas extravagâncias na altura), assumindo um papel de relevo na criação da moda jovem até aí inexistente, como recorda o estilista Manuel Alves: «a única ligação com o mundo, num Portugal pautado por uma mentalidade um bocado tacanha e provinciana, a loja remava contra a maré e o obscurantismo do país».
Hoje apenas a loja do Porto se encontra ainda em funcionamento, a de Lisboa fechou em Setembro de 2001.
Alguém comentou assim:
Lembrei-me da saia que tive mais estimada. Acompanhou-me no período hippy da minha vida, que não foi de grande gosto, devo confessar.
A loja Porfírios, foi o grande hit da minha geração em termos de indumentária e acessórios.

In Facebook

Quinteto Académico - Reach Out I'll Be There (EP 1967)





Quinteto Académico - Reach Out I'll Be There (EP A Voz do Dono 7LEM 3178 - 1967)

O nascimento do Quinteto Académico deu-se em 1961 num baile em Montalto, Arganil, sendo a formação original constituída pelos seguintes músicos: Daniel Gouveia (piano) Mário Assis Ferreira (viola eléctrica) Artur Pinto (bateria) José Manuel Fonseca (clarinete e sax) José Augusto Duarte (contrabaixo)

Outros músicos que integraram a banda:
Piano - Pedro Osório e Mike Carr; Viola eléctrica - Carlos Carvalho, Mike Sargeant e Melvin; Bateria - Fernando Mendes e Adrien Ramsy; Contrabaixo/baixo - Carlos Gandra, Alexandre Barreto, Jean Sarbib e Dany Silva; Voz principal - Earl Jordan; Trompete-Lawry Brown

Mais tarde a formação passou de 5 para 7 elementos, adoptando então a designação Quinteto Académico+ 2. Nesta nova formação o Pedro Osório e o Carlos Carvalho já não tiveram lugar, sendo substituídos por um teclista inglês, Mike Carr e o escocês Mike Seargent na guitarra (que mais tarde viria a integrar os Green Windows de José Cid). Mantiveram-se o Jean Sarbib (baixo); o Adrian (bateria); o Zé Manuel (sax) e entraram um cantor negro americano, Earl Jordan e um trompetista inglês, Lawry Brown. O manager era o Mário Assis Ferreira (actual administrador do Casino Estoril). O Quinteto Académico actuou no primeiro Festival de Vilar de Mouros, que decorreu em 3 e 4 de Agosto de 1968 no Campo do Casal. Em 1969 o Quinteto participou no célebre programa "Zip-Zip" da RTP. A banda sonora do filme "Sete Balas para Selma", de António Macedo, era composta por canções com letra do poeta Alexandre O'Neil musicadas pelo Quinteto Académico e cantadas por Florbela Queiroz, actriz de teatro de comédia e de revista.

Influencias:
Jazz, Blues, Rock, Soul e Pop. Jimmy Smith, Ray Charles, Otis Redding, Sam&Dave, Chicago, Blood,Sweat&Tears, Beatles.


  In Myspace

EP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Bobby Vee With Strings And Things Sings Hits Of The Rockin' '50's



AQUI:

Album: Bobby Vee With Strings / Things Sings Hits Of The Rockin' '50's.

Bobby Vee, Robert Thomas Velline, 30 April 1943, Fargo, North Dakota, USA. Vee’s first exposure to the rock ‘n’ roll scene occurred in macabre circumstances when his group, the Shadows, deputized for Buddy Holly after the singer was killed in an air crash in February 1959. Soon after, Vee’s group were discovered by famed producer Snuff Garrett and saw their independent record ‘Suzie Baby’ released on a major label, Liberty Records.

Vee was subsequently groomed as a soloist, his college-boy looks and boy-next-door persona cleverly combined with a canon of teenage anthems provided by Brill Building songwriters. One of his first recordings was a cover of Adam Faith’s ‘What Do You Want?’, which failed to emulate the British artist’s UK chart-topping success. After charting in the US Top 10 with a revival of the Clovers’ 1956 hit ‘Devil Or Angel’, Vee found transatlantic success via the infectious, if lyrically innocuous, ‘Rubber Ball’. Between 1961 and 1962, he peaked with a series of infectious hits including ‘More Than I Can Say’, ‘How Many Tears’, ‘Take Good Care Of My Baby’ (a US number 1), ‘Run To Him’, ‘Please Don’t Ask About Barbara’, and ‘Sharing You’. The imaginatively titled ‘The Night Has A Thousand Eyes’ proved his most enduring song and reached the US Top 3.

Like many American teen-orientated artists, Vee’s appeal waned following the arrival of the Beatles and the beat group explosion. He did manage a couple of film appearances (Just For Fun and C’mon, Let’s Live A Little) before the hit bubble burst. While Beatlemania raged, he reverted to the work of his original inspiration, Buddy Holly. Both Bobby Vee Meets The Crickets and Bobby Vee Meets The Ventures were promoted by touring. In 1967, Vee returned to the US Top 5 with ‘Come Back When You Grow Up’. An attempt to fashion a more serious image prompted Vee to revert to his real name for 1972’s Nothing Like A Sunny Day. The experiment was short-lived, however, and Vee later contented himself with regular appearances at rock ‘n’ roll revival shows and to record new material in the style of Holly.

The Encyclopedia of Popular Music by Colin Larkin. Licensed from Muze.

Duo Ouro Negro - Blackground (LP 1971)




AQUI:

Duo Ouro Negro – Blackground I (LP Columbia / Valentim de Carvalho, 1971).

O álbum "Blackground I", é editado em 1971, com a colaboração do grupo Objectivo, de Fernando Girão e  ainda com a participação de outros músicos.
Antes mesmo da grande jornada empreendida pelo Duo Ouro Negro nos Estados Unidos da América, nasceu a vontade de criar um projecto dedicado às raízes da Música Africana. Assim em 1971 nasceu o projecto mais ambicioso de sempre, o Blackground!
Esse álbum incluía temas africanos com várias influências musicais, fruto da aculturação que o próprio Homem Negro fez nos países para onde foi levado.
O disco contou com a participação dos bem conhecidos “Objectivo”, Kevin Hoidale (teclados) e do Zé Nabo (Baixo); Adrian Rainsy (Bateria), e James Thomas (Viola Eléctrica). Adrian Rainsy juntamente com Kevin Hoidale e João Ramos Jorge (Rão Kyao) foram "colegas nos "The Brigde". (revisto)
Estávamos a viver os tempos áureos da música Rock em Portugal, e o Duo Ouro Negro aderia ao movimento psicadélico, com sons nunca antes tocados. Nesse mesmo ano, acabavam por estrear em Vilar de Mouros, ao lado de artistas como Elton Jonh, Amália Rodrigues, Quarteto 1111, entre tantos outros, o espectáculo com o mesmo nome “Blackground”.

O teatro com “Blackground”
Em 1969, Raul Indipwo começa a escrever a peça “Blackground”, na Argentina., “Blackground” (campo negro) é uma representação teatral sobre a origem da música africana, metaforizada pela origem e formação dos rios.
África, conta Raul Indipwo, era árida e seca, e a Xituta ou Iemenjá foi parida pelos deuses. Ela sentiu-se só e os deuses deram-lhe um filho, que ela pariu pelo umbigo, e chamou-se Rio. O filho que cresceu, atravessou a África, foi desaguar no mar e abriu os braços que se ramificaram. Cada ramificação representou um filho novo, com o de nome: Missouri, Amazonas, Mississipi e Rio de La Plata.
Com a primeira árvore nascida em África, um imbomdeiro, Iemenjá fez uma grande canoa e nela alojou todas outras vozes que desciam de outros rios: o Congo, o Niger, o Nilo, o Zambeze, o Zaíre e o Kwanza e disse: tu és o meu filho, o homem africano, que partiu, pelo rio de Iemenjá, cantando a canção da esperança com o coração representado por uma grande maraca: não te esqueças, não te esqueças “Blackground”… e assim termina a peça.

Fonte: Notas retiradas do blog Pitigrili

Faixas / Tracklisting:

01 - Blackground
02 - Venho de Longe
03 - Amanhã
04 - Napangula
05 - Ondyaiya
06 - N'vula
07 - Georgina
08 - N'djimba
09 - Iemanja

Faixas, gentilmente cedidas por Luís Futre.

Duo Ouro Negro - Mulowa Afrika (LP 1974)




AQUI:

Duo Ouro Negro - Mulowa Afrika (LP VC 1653271, 1974).
- Colaboração de Thilo’s Combo -

Mulowa Afrika foi o 2º álbum editado em LP pelo Duo Ouro Negro, pela primeira vez repleto de folclore de Angola e ainda uma canção tradicional de Goa “Canção da Despedida”. Este disco teve o acompanhamento da popular banda Thilo’s Combo (de Thilo Krasmann) e do coro feminino da Emissora Nacional. Segundo os artistas “consideram este disco como o melhor da sua carreira, tanto nas canções folk, como nos arranjos das outras canções religiosas…”, de onde se destaca Kyrie e Kuemba Ritôko.
Entre cânticos de uma caçada e danças guerreiras Txizenguê e Mulowa (mulher bonita), o som da katxakata e do kissange embalam o ritmo contagiante da música Afrika (Kaiábula) como terão oportunidade de ouvir nesta gravação. Originalmente este disco data do ano de 1967, mas viria a ser reeditado em 1974 e mais tarde, em 1982, e foi também editado em França, Alemanha, Brasil, Argentina e nos Estados Unidos com o título "The Music Of Africa Today".

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Carlos Mendes - Verão (EP 1968)



AQUI:

Carlos Mendes - Verão (EP Parlophone LMEP 1300, 1968).

Carlos Mendes (Lisboa, 23 de Maio de 1947) é um cantor, compositor e actor e arquitecto Português.
Em 1963, foi fundador do famoso conjunto Sheiks, grupo que abandona em 1967 para iniciar uma carreira a solo com uma versão de Penina que Paul McCartney tinha escrito para os Jotta Herre.
Em 1968, vence o Festival RTP da Canção com a canção Verão e participa no Festival da Eurovisão, realizado em Londres, no Royal Albert Hall.
Volta a vencer o Festival da Canção, em 1972, com Festa da Vida que se classifica em sétimo lugar em Edimburgo. No mesmo ano, participa nas gravações de vários discos: A Fala do Homem Nascido (com poemas de António Gedeão), Alegre se Fez Triste, 1ª Canção com Lágrimas e Regresso, entre outros.
Em 1973 conclui o curso de arquitectura que tinha começado em 1969, iniciando a actividade de arquitecto que iria abandonar pouco depois, para se dedicar em exclusivo à música.
Em 1976, funda juntamente com outros autores, entre os quais Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, a primeira editora discográfica independente, Toma Lá Disco e grava o disco Amor Combate.
O disco "Antologia II" inclui os seguintes temas: Amor Combate/No Silêncio da espera/D. Urraca/Canto Chão/Monológo do Operário/Poema Nada/Mulher/Fala do Poeta Morto/Por Terras do Alentejo/Quem
No ano seguinte é lançado o álbum Canções de Ex-Cravo e Malviver com canções como Ruas de Lisboa, Lisboa, Meu Amor e Amélia dos Olhos Doces.
Em 1978, a revista Mundo da Canção, atribui o prémio de Melhor Disco Infantil do Ano, ao seu trabalho Jardim Jaleco.
Em 1979, os Sheiks regressam para uma série de 13 programas apresentada na RTP. O grupo grava os LP's Sheiks com Cobertura e Pintados de Fresco 2.
Em 1980 é lançado o disco "Triângulo do Mar".
Em 1984 grava o disco "Chão do Vento". Desloca-se ao Brasil, onde actua no teatro João Caetano e Circo Voador (Rio de Janeiro) e no Pavilhão do Ibirapuera (S. Paulo).
Em 1985 inicia aulas de piano e formação musical com a professora Fernanda Chichorro. Dá espectáculos na Suiça, Bélgica e Holanda. Participa também no XII Festival Internacional da Juventude, em Moscovo, com mais 150 Países.
Em 1986 faz a música para o filme "O Vestido Cor de Fogo" de Lauro António e para a peça "O Touro" do Teatro de Pesquisa Comuna. Ganha o prémio da Associação de Críticos, para a melhor música de teatro desse ano.
Em 1987 faz a música da peça de Alves Redol, "O Destino Morreu de Repente", encenada pela Comuna. Compõe para o Festival da OTI a canção representante de Portugal, interpretada por Theresa Mayuko.
Em 1988 faz a música de dois filmes de Luís Filipe Costa para a RTP. Convidado pela RTP, compõe músicas originais e faz direcção musical, para o programa de Natal.
Juntamente com Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e o maestro Pedro Osório (maestro) cria, em 1989, o espectáculo "Só Nós Três" que se estreia no Casino do Estoril com êxito invulgar. Depois é apresentado nos Açores (por ocasião da Presidência Aberta), Macau e outros locais. O disco com base no espectáculo é um grande sucesso atingindo rapidamente o galardão de platina.
Em 1990 compõe, dirige e interpreta a banda sonora da série "Por Mares Nunca de Antes Navegados". Cria o espectáculo "Improvisos Carlos Mendes", com encenação de Carlos Avilez.
Em 1991 inicia aulas de canto lírico com a professora Cristina Castro. Cria a opereta musical "O Natal do Pai Natal" a convite da RTP, para mais um "Especial de Natal" que e editado em disco. Grava para a RTP o espectáculo "Improvisos Carlos Mendes". A Convite da Câmara Municipal de Loures e da Escola Secundária José Afonso, compõe e grava um disco de solidariedade a Timor, com letra de José Fanha. É convidado como actor, pelo encenador Artur Ramos, para integrar o elenco da Peça "O Luto de Electra" de Eugene O'Neill, gravado para a RTP.
"Boa Nova", espectáculo de 1992 criado com Fernando Tordo, por ocasião da visita do Presidente da Repúbkica à India, é apresentado no Teatro S. Luis e editado em disco.
Em 1993 é um dos autores e apresentadores do programa "Falas Tu ou Falo Eu" da SIC.
Em 1994 é editado o CD "Não Me Peças Mais Canções", com produção de Zé da Ponte, onde Carlos Mendes música grandes nomes da poesia portuguesa, tais como Miguel Torga, Fernando Pessoa, Carlos Oliveira, Camões e Antónia Brito. O disco inclui um inédito de Mário Soares ("Para Ti Meu Amor").
A música "Não Me Peças Mais Canções" é candidata aos Globos de Ouro na categoria de Melhor Canção do Ano.
Em 1995 apresenta o programa Selecção Nacional, que consistia em escolher os 8 intérpretes para cantarem no Festival RTP da Canção 1995, que também apresentou, juntamente com Herman José e Sofia Morais.
Em Dezembro de 1996 apresenta no Teatro Nacional D. Maria o espectáculo "Carlos Mendes - Em Concerto" onde interpreta poetas portugueses.
Em 1997 colabora no programa "Todos ao Palco" de Filipe La Féria. É lançado o CD "Vagabundo do Mar". Em 1998 faz espectáculos em Macau, Índia (Margão e Pangim) a convite da Fundação do Oriente. Convidado para fazer 2 concertos na Expo'98. O álbum "Coração de Cantor" é editado em Dezembro de 1999.
Cantor e actor português, Carlos Mendes integrou o elenco de "Morangos Com Açúcar - Série II e Férias de Verão II", no papel de "Coronel Luís Navarro", para a TVI. Canta regularmente no programa da RTP1 "Portugal no Coração".
Em 2006 cantou com Pedro Teixeira no programa "Canta Por Mim" e passou à Final do programa da TVI. Vasta discografia.

Fonte: Wikipedia.


EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Shegundo Galarza - Shegundo Galarza Y Su Conjunto (LP 1966)




Shegundo Galarza - Shegundo Galarza Y Su Conjunto (LP Belter 22.039, 1966).

Shegundo Galarza (1924 – Lisboa, 2003) foi um maestro português de origem basca. Em Portugal teve uma longa carreira (54 anos). Tudo começou em 1948 (25 de Novembro) (com apenas 24 anos), no Casino Estoril onde actuou diariamente até Maio de 1950.
Depois e até 1951 actua nos restaurantes “ A Chaupana” e “Aquarium” e grava os seus 3 primeiros discos para a editora “Melodia”.
A 21 de Outubro de 1951, parte para Luanda, para a inauguração do Cinema-Boite “ Restauração” onde permaneceu até Abril de 1952, seguindo para Lourenço Marques para actuar no “Hotel Polana” durante 6 meses. Em Moçambique, nasceu a sua primeira filha, Teresa.
Entre 1952 e 1954 esteve em Joanesburgo, África do Sul, com contratos na Spreen Bock Radio e no Du Barry Restaurant. Neste período grava 6 discos para a editora “Decca”.
Em 1954 regressa a Lourenço Marques e novamente ao “Hotel Polana” onde esteve até Maio de 1955.
Actuou diariamente no “Hotel Palácio” e assinou com a editora “Estoril”, a gravação de 4 Lps.
Em Novembro de 1956 abre o restaurante “Monaco” espaço onde se manteve durante 18 anos, acumulando a gerência do projecto com actuações do seu conjunto.
A RTP convida-o para protagonizar um programa semanal, com a sua orquestra de violinos, cujo sucesso o levou a atingir as 100 emissões.
Como solista ou com a sua orquestra de violinos, gravou cerca de 50 LPs em Portugal e em Espanha, para editoras como a Voz do Dono, RCA, Alvorada, Roda, Orfeu, Belter e Marfer.
Em 1964, grava como solista, 2 programas para a World of Latin American Entertainement com Edmundo Ross.
Em Novembro de 1998, realizou-se no Casino Estoril uma festa de homenagem pelos 50 anos de carreira em Portugal.
Em 2001 é editado um álbum dedicado à música portuguesa: “Sorrisos do Tempo”.
Morre no ano de 2002.
Como orquestrador a lista de artistas com quem trabalhou em disco, espectáculos e festivais, em Portugal e no estrangeiro ( OTI, Festival Eurovisão da Canção), é imensa.
Ficam alguns dos nomes mais importantes: Amália Rodrigues, Maria de Lourdes Resende, Madalena Iglésias, Maria da Fé, Lara Li, Tony de Matos, Frei Hermano da Câmara, Marco Paulo, Cândida Branca Flor, Carlos Paião, José Cid , Herman José, Paulo de Carvalho e Tozé Brito.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Os Álamos - O Comboio (EP 1966)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011




Conjunto Universitário Os Álamos - O Comboio (EP Rapsódia EPF 5.305, 1966).
Género: Pop.

Os Álamos surgem em Coimbra em 1963, depois da dissolução do Conjunto do Orfeão de Coimbra na sequência da saída de José Cid para integrar os Babies. Numa primeira fase, fazem parte da banda, Daniel Proença de Carvalho (guitarra) e Rui Ressurreição (piano), que eram do Conjunto do Orfeão de Coimbra, e ainda Luís Filipe Colaço (guitarra), entre outros. Por entre as aulas e os estudos, Os Álamos viajam pelo continente, Açores, Madeira e também Angola, evoluindo do estilo antigo que caracterizava o anterior projecto de que provinham para a música yé yé, embora não decalcando os The Beatles ou The Shadows, como outros projectos faziam na altura.


Convites para espectáculos em França e na Suiça foram recusados devido aos afazeres académicos. Dessa altura, ficou registado o primeiro EP do grupo, intitulado "O Comboio", publicado pela Rapsódia. Em 1968, os Álamos surgem já com outra formação, constituída por Rui Ressurreição (piano), Carlos Manuel Correia (aka Boris, guitarra-solo, que mais tarde integrará o Conjunto Universitário Hi-Fi e acompanhará José Afonso), José António Pereira (bateria), Luís Filipe Colaço (guitarra-ritmo), José Luís Veloso (baixo) e António José Albuquerque (órgão). Editam então o single "Stop That Game", com letra, em inglês, de Carlos Manuel Correia e "It's a New Day", com letra de Isabel Motta e Rui Ressurreição e, já na Movieplay, o single "Peter and Paul" cantando em inglês e português. Os Álamos deram origem, mais tarde, em 1969, ao Conjunto Universitário Hi-Fi.

Fonte: Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa (adaptado)

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Duo Ouro Negro - Blackground II (LP Orfeu 1981)




Duo Ouro Negro - Blackground II (LP Orfeu DASPEAT 401 - estéreo,1981)

Começaram por se chamar "Ouro Negro". O nome, sugerido pela locutora Maria Lucília Dias (Rádio Clube do Congo Português), designava localmente tudo o que fosse excepcional. O projecto centrava-se no folclore angolano de várias etnias e línguas.
Após várias apresentações em Luanda conseguem vir actuar a Lisboa, por intermédio do empresário Ribeiro Braga. Actuam com bastante sucesso no Cinema Roma e no Casino Estoril. Os dois primeiros discos, gravados em 1959, contaram com a colaboração do brasileiro Sivuca e do seu conjunto. "Muxima" e "Kuricutéla" são alguns dos temas. O terceiro disco, foram acompanhados por com Joaquim Luís Gomes e foi gravado no início de 1961.
Regressam a Angola em 1961, pouco antes do eclodir da guerra, e entra para o grupo José Alves Monteiro. Nesta nova formação gravam 5 discos. Os temas de mais sucesso são "Garota" e "Mãe Preta".
Entre 1961 e 1963 o Ouro Negro foi constituído por 3 elementos, Raul Aires Peres, Milo Vitória Pereira e José Alves Monteiro, mais conhecido por Gin.
Ao longo desses anos foram gravados 5 EP’s, folclore Angolano na sua maioria, imortalizando para sempre versões de Ana N’Gola Dilenué, Kolonial, Cidrálea, Palamiê, Birin Birin... mas também temas como Garota, o célebre Mãe Preta de Piratini e Caco Velho e até a magnífica canção francesa Non, Je Ne Regrette Rien.
Em 1964, novamente como duo, lançam dois discos com o Conjunto Mistério. Fazem versões dos Beatles ("Agora Vou Ser Feliz") e Charles Aznavour("La Mamma"). Outro dos discos, "Kwela", inclui "Meadowlands", "M'Bude", "N'Doa" e "Muindo Diaxala".
Começam a sua internacionalização com a actuação em países como a Suíça, França, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Espanha.
O grupo lança a moda do kwela que foi considerado o ritmo do Verão de 1965. Paris rendeu-se à nova moda. É editado um EP com os temas "La Kwela", "La Kwela de l'Angola", "Heno vakwe" e "N'doa". Actuam no Olympia e no Alhambra.
No ano seguinte actuaram no Mónaco, por ocasião das comemorações do IV Centenário do principado. Recebem também o Prémio da Casa da Imprensa.
No final de 1966 é editado o álbum "O Espectáculo é Ouro Negro".
Em 1967 gravam o seu 2º álbum, "Mulowa África", com a colaboração do Thilo's Combo.
Participam no Grande Prémio TV da Canção de 1967 com "Livro Sem Fim" e "Quando Amanhecer". Participam também, com "Kubatokuê Mulata, no 2º Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro"
Realiza-se no Olympia o espectáculo "Grand Gala du Music-Hall Portugais" com Amália e outros nomes como Simone de Oliveira, o Duo Ouro Negro e Carlos Paredes, entre outros.
Em 1968 deslocam-se ao Canadá. Na RTP é apresentado o musical "A Rua d'Eliza". Actuam também nos Estados Unidos.
Participam no Festival RTP da Canção de 1969 com "Tenho Amor Para Amar" que fica novamente em 2º lugar. Ainda em 1969 actuam na Argentina e lançam o LP "Latino", lançado em Portugal com título "Sob o Signo de Yemanjá", na América Latina. "Moamba, Banana e Cola", com a orquestra de Jorge Leone, é um dos grandes sucessos de 1969.
Sivuca volta a gravar com grupo, o LP "Africaníssimo, onde juntaram os temas gravados no início da carreira.
O álbum "Blackground", com a colaboração do grupo Objectivo e de Fernando Girão, é editado em 1971. Em Agosto desse ano participam no Festival de Vilar de Mouros, juntamente com Amália Rodrigues. Grande digressão pelo Oriente.
Participam no Festival RTP da Canção de 1974 com "Bailia dos Trovadores".
Em 1975 é lançado o o single "Poema Para Allende" e o álbum "Epopeia/Lamento do Rei". É o último trabalho da década de 70 para a Valentim de Carvalho. No ano seguinte é ainda lançado um disco ao vivo.
O álbum "Lindeza!" é editado em 1979 para a Orfeu.

Voltam a gravar para a
Orfeu em 81 o 2º Blackground, com novos músicos, de onde resulta um espectáculo memorável em cena no Teatro da Trindade com o Título "Império de Iemanjá".

Em 1982 é editado um single com os temas "Estou Pensando em Ti" e "Rapsódia Angolana". O álbum "Aos Nossos Amigos" é editado em fins de 1984.
O grupo termina em 1985 com a morte de Milo ocorrida em 20.02.1985.
Raul Indipwo passa a actuar a solo com o nome de Raul Ouro Negro e edita o álbum "Sô Santo", dedicado ao seu amigo Milo. Posteriormente dedicou-se mais à pintura, tendo ainda gravado um disco em 1991, dedicado às crianças de África. Em 2000 criou a Fundação Ouro Negro, dedicada à cultura e solidariedade, com sede em Portugal e Angola.
Em 1998, a EMI lançou o duplo CD "Kurikutela - 40 Anos, 40 Êxitos". 
O cantor comemorou os 50 anos de carreira no dia 23 de Maio de 2005, acompanhado de Bonga, Marisa, Luís Represas e Pedro Jóia.
A Iplay lançou em 2010 uma compilação com 4 CDs, edição de coleccionador - O Essencial, com textos de Firmino Pascoal e João Bonifácio.
Raul faleceu no dia 4 de Junho de 2006.

Fonte: In Wikipedia

Os meus agradecimentos a Maria de Lurdes (Marilu Xata), pelas faixas cedidas e a Carpinteiro, pelas capas.

Bob Vaught and The Renegaids - Surf Crazy (LP 1963)




Bob Vaught and The Renegaids - Surf Crazy (LP GNP Crescendo GNP-83 mono, 1963).


Bob Vaught and The Renegaids, whose 1963 Surf Crazy LP included "Exotic," "Intoxica," "Surfin' Tragedy,"Latinia," and "Tor-Chula," based on the Champs' "Tequila." 

LP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Erasmo Carlos - Erasmo (LP 1968)



AQUI: 

Erasmo Carlos - Erasmo (originalmente gravado em LP RGE XRLP - 5326, 1968).

Biografia do artista já se encontra inserida neste blog.

LP gentilmente cedido por Luís Futre.

The Outsiders [usa] - album #2 (1966)




The Outsiders (USA) - Album/LP #2 (Capitol ST 2568, September 1966)

Side 1
1. (Just Like) Romeo and Juliet
2. Lost in My World
3. Since I Lost My Baby
4. Cool Jerk
5. Oh How it Hurts
6. I Will Love You

Side 2
1. Respectable
2. Hanky Panky
3. Lonely Man
4. Wine Wine Wine
5. Backwards, Upside Down

Personnel
* Tom King, rhythm guitar, tenor saxophone, vocals, arranger
* Sonny Geraci, lead vocals
* Mert Madsen, bass guitar
* Al Austin, lead guitar
* Ronnie Harkai, drums
* Jimmy Fox, drums
* Chet Kelley, songwriter
* Mike Geraci, saxophone
* Evan Vanguard, horns
* Tommy Baker, horns and strings arrangements

LP gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.