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Tudella – Salve! (EP 1967/Portugal)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022




Tudella – Salve! (EP Tecla – TE 1001, 1967/Portugal).
Produtor: Jorge Costa Pinto.
Género: Fado de Coimbra, MPP.


Tudella - Salve!” é um EP de João Maria Tudela (ou Tudella), lançado pelo selo Tecla, em 1967. Tudella é acompanhado à guitarra por Fontes Rocha e Carlos Gonçalves, e à viola por Fernando Alvim, e interpreta quatro canções originais do seu reportório, relacionadas com o Fado de Coimbra. "Salvé!", é uma obra musical inspirada naquele estilo de “fado”, da autoria de Luís Miguel Oliveira. Esta interpretação maravilhosa de João Maria Tudela foi um grande sucesso, e tornou-se num dos maiores êxitos do cançonetista de Moçambique, que celebrizou em todo o país temas como "Kanimambo", "Moçambique", "Lourenço Marques", "Kuhaer", "Eh! Uene!", "Piri Piri", "Holiday in Lourenço Marques", e muitos outros mais, e que foi, indubitavelmente, um dos melhores e mais conhecidos intérpretes da música portuguesa, ao nível nacional e internacional.
João Maria de Oliveira Pegado Bastos Carreira, que usou o nome artístico de "João Maria Tudella" (nascido em Lourenço Marques, 27 de Agosto de 1929 – falecido em Cascais, 22 de Abril de 2011), foi um cantor, músico e artista português. Tudella iniciou a sua carreira como cançonetista no Rádio Clube de Moçambique, onde criou os seus primeiros sucessos, entre eles "Kanimambo" (com música do Maestro Artur Fonseca), que é o seu "ex-libris" e um dos seus maiores sucessos. Foi igualmente produtor e apresentador do programa de televisão "Noites de Gala", realizado em 1987, no Casino Estoril. Mais informação sobre João Maria Tudela, já se encontra inserida neste blog.


Faixas/Tracklist:

A1 – Salve! (Luís Miguel de Oliveira)
A2 - Valha-o Deus (L.M. Oliveira)
B1 - Lá Vai Maria (L. M. Oliveira)
B2 - Moinho Velho (Raúl Solnado, L.M. Oliveira)

EP gentilmente cedido pelo nosso amigo M. Santos, a quem agradecemos.

Tudella Canta Música de Pedro Jordão (LP 1969)

sábado, 12 de maio de 2012



 Tudella Canta Música de Pedro Jordão (LP Decca SLPDX 515 - 1969)

João Maria Tudella: voz
Direcção musical e orquestra de Jorge Machado.
Disco considerado raro.

É um facto que a história musical portuguesa não produziu muitos LP's de originais até 1974. No entanto, este "Tudella Canta Música de Pedro Jordão" é um exemplo maior da qualidade das excepções, já que mostra toda a força interpretativa do cantor ao serviço de um punhado de belos poemas, servido por uma eficaz orquestra dirigida por Jorge Machado. 

João Maria de Oliveira Pegado de Bastos Carreira, que usou o nome artístico de João Maria Tudella (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de Agosto de 1929 / Cascais, 22 de Abril de 2011) foi um cantor, músico e artista português. 
O contacto com personalidades da oposição política ao regime do Estado Novo, como Mário Castrim, Alice Vieira, Ary dos Santos e Fernando Tordo, altera a orientação do seu anterior reportório. 
Em 1969 grava para a Decca o LP Tudella Canta Música de Pedro Jordão, onde se incluem poemas de José Gomes Ferreira (Fuzilaram um Homem num País Distante), Manuel Alegre (Liberdade e Os Ratos), Reinaldo Ferreira (Flor de Lapela, Quero Um Cavalo de Várias Cores e Um sossego Mais Largo) ou até Fernando Pessoa (Quando Ela Passa) . 
A biografia deste cantor português (já falecido), encontra-se inserida neste blogue.


Faixas / Track List:

1. Fuzilaram um Homem num País Distante (José Gomes Ferreira / Pedro Jordão)
2. Mãos de Luar (Maria do Carmo / Pedro Jordão)
3. Quero um Cavalo de Várias Cores (Reinaldo Ferreira / Pedro Jordão)
4. No Mar Sou Teu Amigo (Joaquim Pedro Gonçalves / Pedro Jordão)
5. Trilogia:
a) Irmão (Jorge Massada / Pedro Jordão)
b) A Sala (Ema Vicente / Pedro Jordão)
c) A História do Boi Cansado (Miguel Apolinário / Pedro Jordão)
6. Flor de Lapela (Reinaldo Ferreira / Pedro Jordão)
7. Liberdade (Manuel Alegre / Pedro Jordão)
8. Os Ratos (Manuel Alegre / Pedro Jordão)
9. Quando Ela Passa (Fernando Pessoa / Pedro Jordão)
10. Eu, Pássaro (João Fezas Vital / Pedro Jordão)
11. Pintor Louco (Rui Malhoa / Pedro Jordão)
12. Não a Despertem (Major Gonçalves Pedroso / Pedro Jordão)
13. A Tarde Vai Longe (Joaquim Pedro Gonçalves / Pedro Jordão)
14. Um Sossego Mais Largo (Reinaldo Ferreira / Pedro Jordão)

Fonte: Wikipedia e Nas Terras do Fim do Mundo

LP ripado e gentilmente cedido pelo nosso amigo e coleccionador, António José Portela, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

João Maria Tudella - Festival da Canção 1968

terça-feira, 31 de janeiro de 2012



João Maria Tudella -  Festival da Canção 1968 (EP Tecla TE 1032 - 1968)

Faixas / Tracks:  
Ao Vento e Às Andorinhas / O Nosso Mundo / Balada Para D. Inês / Fui Ter Com a Madrugada

João Maria de Oliveira Pegado de Bastos Carreira, que usou o nome artístico de João Maria Tudella (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de agosto de 1929 - Cascais, 22 de abril de 2011) foi um cantor,músico e artista português. 
Em 1968, com o tema "Ao Vento e às Andorinhas" concorreu ao Festival RTP da Canção como intérprete, tendo-se classificado em 5º lugar, com 24 pontos (a canção vencedora foi "Verão" - Carlos Mendes, com a qual representou Portugal no Reino Unido).

João Maria Tudela - “Ao Vento e às Andorinhas”, no Festival da Canção 1968 (from Youtube)

Depois de ter cantado “Ao Vento e às Andorinhas” no Festival Nacional da Canção, Tudela interpretou um poema de Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes intitulado “Cama 4, Sala 5″ que foi censurado e o cantor foi proibido de voltar a trabalhar na RTP, decidindo terminar a sua carreira. 
Depois do 25 de Abril de 1974, Tudela voltou a participar em programas da RTP, em peças de teatro e noutros espectáculos.
A biografia deste cantor português já se encontra inserida neste blog.

As capas deste EP foram-nos gentilmente enviadas pelo nosso amigo António Manuel Freitas, a quem muito agradecemos.

Álbum da Canção - João Maria Tudella

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

João Maria Tudela (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de Agosto de 1929 - Cascais, 22 de Abril de 2011) foi um cantor, músico e artista português. 


Filho de família brasonada e de haveres, João Maria Tudela nasceu em Moçambique, em 1929. Até aos 13 anos estudou na África do Sul. Mais tarde, em Lourenço Marques, começa a actuar como solista no Liceu Salazar. Tocava piano, guitarra, viola e harmónica vocal. A sua vinda para Coimbra, como estudante, veio a acentuar a sua tendência artística. 


Por imposição familiar volta a Moçambique, empregando-se primeiro na "Companhia de Seguros Império" e depois na "Shell", onde permanecerá durante uma década como responsável comercial. É por essa altura que desenvolve o seu talento como jogador de ténis, chegando a ser um dos melhores atletas de Moçambique naquela modalidade. 

Mas Tudela tinha a música dentro de si. Nunca deixou de cantar, sobretudo o fado de Coimbra, e a sua fama tornou-se grande em todo o território moçambicano. Começa, também, a interessar-se pela música africana. Nos anos seguintes continuou a gravar e a actuar naquele país, iniciando uma parceria com a orquestra de Dan Hill, que o acompanhou nos principais êxitos da época. Em 1959 João Maria Tudela cria então o seu primeiro e maior êxito de sempre, Kanimambo, que fez grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul. 

Defendendo sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal, onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. No início da década de sessenta, João Maria Tudela entra no meio artístico português pela porta grande. O seu estilo elegante conquistou-lhe uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação de Cama 4, Sala 5 de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudela resolve terminar a sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime. 


Participou no Festival RTP da Canção 1966 e de 1968. 
Faleceu no dia 22 de Abril de 2011, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.



Principais êxitos, entre outros, Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade.

In Wikipedia

Revista Álbum da Canção, nº 8, de 01/10/1963, gentilmente cedida por Luís Futre.

João Maria Tudela - Grandes Sucessos

segunda-feira, 25 de abril de 2011
 


AQUI:

João Maria Tudela - Grandes Sucessos

Trata-se de uma compilação pessoal e é, simultaneamente, a nossa humilde mas sincera forma de homenagear este grande Senhor da música portuguesa. 

A biografia deste cantor já se encontra inserida e disponível neste blog.


Alguns dos temas foram ripados e masterizados do vinil, por Carlos Santos.
As capas foram trabalhadas por João Romão.
Agradecimento ao nosso amigo Magno/Malhanga pelo oportuno alerta!

C.S. e J.R.

Faleceu João Maria Tudela

domingo, 24 de abril de 2011






Infelizmente e devido a umas mini-férias só agora nos foi possível dar esta triste notícia que nos surpreendeu inesperadamente.

Faleceu João Maria Tudela! Esse grande cantor, "entertainer" e apresentador, um marco histórico da música nacional. O nosso "Sinatra" desapareceu fisicamente mas ficará para sempre nos nossos corações.Esta a nossa humilde homenagem a este grande Senhor da música portuguesa.

Kanimambo Tudela!

Biografia:
João Maria Tudela (Lourenço Marques, Moçambique, 27 de Agosto de 1929 - Cascais, 22 de Abril de 2011) foi um cantor, músico e artista português

Filho de família brasonada e de haveres, João Maria Tudela nasce em Moçambique, em 1929. Até aos 13 anos estudou na África do Sul. Mais tarde, em Lourenço Marques, começa a actuar como solista no Liceu Salazar. Tocava piano, guitarra, viola e harmónica vocal. A sua vinda para Coimbra, como estudante, veio a acentuar a sua tendência artística.

Por imposição familiar volta a Moçambique, empregando-se primeiro na "Companhia de Seguros Império" e depois na "Shell", onde permanecerá durante uma década como responsável comercial. É por essa altura que desenvolve o seu talento como jogador de ténis, chegando a ser um dos melhores atletas de Moçambique naquela modalidade.

Mas Tudela tinha a música dentro de si. Nunca deixou de cantar, sobretudo o fado de Coimbra, e a sua fama tornou-se grande em todo o território moçambicano. Começa, também, a interessar-se pela música africana. Nos anos seguintes continuou a gravar e a actuar naquele país, iniciando uma parceria com a orquestra de Dan Hill, que o acompanhou nos principais êxitos da época. Em 1959 João Maria Tudela cria então o seu primeiro e maior êxito de sempre, Kanimambo, que fez grande carreira em Portugal continental, nos Estados Unidos e na América do Sul.

Defendendo sempre o seu estatuto de amador, é convidado para uma digressão ao Brasil. No regresso passa por Portugal, onde a pressão para que "o maior cartaz turístico de Moçambique" aqui se instale é tal que, poucos meses depois, retorna para ficar, definitivamente como profissional. No início da década de sessenta, João Maria Tudela entra no meio artístico português pela porta grande. O seu estilo elegante conquistou-lhe uma legião de adeptos, e uma carreira coroada por inúmeros prémios, entre os quais o Prémio da Crítica O Melhor da TV, em 1962. Em 1968, após ter sido proibido de voltar à RTP na sequência da interpretação de Cama 4, Sala 5 de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, Tudela resolve terminar a sua carreira. Os seus últimos anos de intervenção artística são marcados por uma crescente exigência quanto aos temas, (letras e composições), e por uma aproximação aos autores mais críticos do regime.

Participou no Festival RTP da Canção 1966 e de 1968.

Faleceu no dia 22 de Abril de 2011, vítima de um Acidente Vascular Cerebral

Principais êxitos, entre outros, Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade.

In Wikipedia