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Pedro Osório – Piano-Bar À Moda Da Casa (LP 1981).

terça-feira, 19 de maio de 2015



Pedro Osório – Piano-Bar À Moda Da Casa (LP Polydor 2901014, 1981).

Pedro Correia Vaz Osório mais conhecido como Pedro Osório (Porto, 17 de julho de 1939 - Lisboa, 5 de janeiro de 2012) foi um maestro português, orquestrador, chefe de orquestra, director musical, compositor, que também fez parte de grupos como o Quinteto Académico ou o Trio Barroco, entre outros.
Depois da fase dos conjuntos pop rock (Conjunto Pedro Osório e Quinteto Académico) passa a dedicar-se à orquestração e direcção de orquestra.
Nos anos 70, juntamente com Carlos Alberto Moniz funda, em 1974, o Grupo Outubro e lançam três discos. É também editado o disco Self-Made-Man do projecto SARL (SARL - Sociedade Artística e Recreativa Lusitana) de Pedro Osório, Samuel e Carlos Alberto Moniz.
O Grupo In-Clave, com Fernando Tordo e Tonicha, e arranjos e direcção de Pedro Osório, lança um single cujo lado A é "Portugal Ressuscitado", poema de José Carlos Ary dos Santos para música de Pedro Osório. 
Em 1981, numa nova faceta, lança este LP ao estilo de piano-bar (ao vivo) onde executa e acompanha ao piano famosos artistas, com trechos de excelentes letristas e compositores.
A biografia de Pedro Osório já se encontra inserida neste blogue.


Na contracapa do disco, assinado pelo próprio Pedro Osório, pode ler-se:

“Pianista de boite, chefe de orquestra, compositor de festivais e não só, actor de teatro musicado, etc…, com altos e baixos se têm sucedido na minha vida inúmeras variações sobre o mesmo tema: O amor pela música.
Com este trabalho junto mais uma actividade à lista daquelas a que me tenho dedicado: A de pianista de bar.
Não pretende este disco trazer nada de novo à nossa música mas unicamente permitir que você leve para casa 40 e tal minutos de “relax” com algumas das nossas mais belas canções, bem como uma brincadeira em rocanderrol com alguns velhos sucessos.
Um obrigado aos amigos e jornalistas que fizeram o ambiente de bar (só pelas “tapas” valeu a pena!).
Um obrigado especial ao Tordo, ao Paulo, ao Carlos do Carmo, ao Paco, à Tonicha e ao Carlos Mendes (por ordem de entrada em cena) que vieram beber um copo e dar um ar da sua graça".

Pedro Osório


Faixas/Tracklist:

Face A – Pedro Osório – “Piano Bar à Moda da Casa”

01 – Chula da Livração (P. Bandeira)
02 – Tourada (J.C. Ary dos Santos, F. Tordo)
03 – Os Vampiros (J. Afonso)
04 – Pedra Filosofal (A. Gedeão, M. Freire)
05 – Nini dos Meus Quinze Anos (P. Carvalho, F.A. Pacheco)
06 – Os Putos (J.C. Ary dos Santos, P. Carvalho)
07 – Doce (TóZé Brito, Pedro Brito)
08 – Maria Vida Fria (J. Niza, P. Osório)
09 – Uma Canção de Amor (Mondadeira) (P. Carvalho)
10 – Os Pontos Nos Is (ii) (S. Godinho)
11 – Grândola Vila Morena (J. Afonso)
12 – Lisboa Menina e Moça (J. Pessoa, J.C. Ary dos Santos, P. Carvalho, F. Tordo)
13 – Zumba Na Caneca (J. Libório, Pop, Thilo Krassmann)
14 – A Minha Cidade (Ó Elvas) (P. Bandeira)

Face B1 – Serviço Especial de Piano-Rock

01 – São Quatro Palavras (Alves Coelho Filho)
02 – Teus Olhos Castanhos (Alves Coelho Filho)
03 – Cheira Bem Cheira a Lisboa (Carlos Dias, César Oliveira)
04 – Uma Casa Portuguesa (A. Fonseca, R. Ferreira, M. Sequeira)
05 – Vocês Sabem Lá (J. Bragança, N. e Sousa)
06 – Ele e Ela (C. Canelhas)
07 . Ó Tempo Volta P’ra Trás (M. Paião, E. Damas)

Face B2

08 – Maio Maduro Maio (J. Afonso)
09 – Menina do Alto da Serra (J.C. Ary dos Santos, N.N. Fernandes)
10 – Liberdade (S. Godinho)
11 – Cavalo à Solta (J.C. Ary dos Santos, F. Tordo)
12 – Amélia dos Olhos Doces (J. Pessoa, C. mendes)
13 – Self-Made Man (P. Osório)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Francisco Marzia, a quem agradecemos.
LP ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Morreu o Maestro Pedro Osório

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pedro Osório morreu hoje (05/01/2012) em Lisboa, no Hospital de São Francisco Xavier, onde deu entrada na quarta-feira.

Pedro Osório, fotografado em 2006 (Daniel Rocha)


O corpo de Pedro Osório, músico, compositor, maestro, orquestrador e homem de cultura, irá ser velado sexta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).
O funeral do maestro e compositor Pedro Osório, falecido na quinta-feira, realizar-se-á no dia 07/Janeiro, sábado, às 14:30 da Sociedade Portuguesa de Autores para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, onde será cremado e, as suas cinzas seguirão para o Porto, a terra natal do maestro.
Pedro Osório morreu na quinta-feira aos 72 anos, em Lisboa, vítima de cancro.

Nascido em 1939, há 72 anos, Pedro Osório trabalhou com vários artistas do panorama nacional, nomeadamente Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Carlos do Carmo, Carlos Paredes, Rui Veloso, Carlos Mendes, Herman José, Lúcia Moniz ou Xutos e Pontapés.


Figura regular dos Festivais RTP da Canção, que venceu várias vezes como autor e orquestrador, e autor de vários musicais dos casinos Estoril e Póvoa de Varzim, Pedro Osório optou pela carreira musical quando terminava a licenciatura em engenharia mecânica. 
Entre outras distinções, em 1982, recebeu o Prémio da Crítica pela composição para a peça "Baal", de Bertolt Brecht. Foi dirigente do Sindicato Nacional dos Músicos e fez parte da organização do I Congresso Nacional dos Músicos em 2003. De 2003 até janeiro de 2011 foi membro da administração da SPA, estando atualmente no grupo do fado.


Em 1994, o Presidente da República Mário Soares condecorou-o com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, tendo recebido posteriormente a Medalha de Ouro do Concelho de Oeiras e a de Mérito da Sociedade Portuguesa de Autores.


Já este ano, o Ministério da Cultura agraciou-o com a Medalha de Mérito Cultural e o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, condecorou-o com a comenda da Ordem da Liberdade. 
Pedro Osório, que também se dedicava à escrita de obras de música sinfónica, algumas das quais já executadas em público, lançara recentemente o livro "Memórias irrisórias com algumas glórias". 

Fonte: SIC Notícias


À família enlutada e aos seus amigos apresentamos os nossos mais sentidos pêsames.
Uma biografia já se encontra inserida neste blog assim como uma singela homenagem compreendendo os primeiros anos da sua atividade musical, como forma de preitear a sua obra e a sua capacidade artística e humana, pelo seu trabalho e dedicação e pelo que fez pela música portuguesa.

João Romão e Carlos Santos

Pedro Osório e o Seu Conjunto - Antologia (1960-1967) - Homenagem a Pedro Osório.

domingo, 25 de dezembro de 2011



Pedro Osório e o Seu Conjunto - Antologia (EPs 1960-1967).

- Homenagem a Pedro Osório - 

Apresentamos hoje esta Antologia do nosso acervo particular e de outros colaboradores, dedicada a Pedro Osório e o seu Conjunto, compreendendo os primeiros anos da sua actividade musical, como forma de homenagear a sua obra e a sua capacidade artística e humana. 
Pedro Osório, a quem o país deve tantos anos de profissionalismo, talento, entrega, alegrias, cumplicidades e muito mais e, simultaneamente, deve o que é hoje a sua linguagem musical contemporânea, foi o apoio e rampa de lançamento de muitos artistas. 


Pedro Osório é, antes do mais, um nome referencial da música portuguesa. Desde que em meados dos anos 50 do século passado trocou o curso de Engenharia Mecânica pelo curso do Conservatório de Música do Porto, nunca mais o maestro deixou de estar ligado aos grandes momentos e transformações que têm percorrido o nosso panorama musical. 
Do fado ao rock, da canção à música electrónica, do teatro musicado à música de concerto, tudo foi explorado pela sua ânsia de descobrir novos horizontes. 
Em disco e em espectáculo, vasto tem sido o seu contributo para a música e cultura portuguesas, como orquestrador, acompanhador, chefe de orquestra, produtor ou diretor musical...desde o fado à música clássica, de Carlos Paredes a Simone de Oliveira. De Carlos do Carmo a Paulo de Carvalho, Sérgio Godinho, Fernando Tordo, Carlos Mendes, Herman José ... e muitos outros grandes nomes da canção portuguesa. 
Participou no Festival RTP da canção e ganhou prémios.
Autor de música para cinema e teatro; director musical e autor de diversas séries de televisão, Pedro Osório dedicou-se também à escrita de obras sinfónicas e, mais recentemente, estreou-se na escrita literária com o livro "Memórias irrisórias com algumas glórias - 50 anos de música" que editou em 2010. 
Assim sendo, nunca é demais enaltecer o seu contributo à música, tanto no panorama nacional como no internacional. 
Para ele, o nosso respeito, gratidão, consideração e agradecimento por tudo o que tem feito pela música e cultura. 
Desta forma, prestamos aqui uma sincera e merecida homenagem através desta Antologia que contempla os seus trabalhos iniciais editados entre 1960 e 1967, com o seu conjunto musical. 
Alguns dos EPs aqui apresentados são considerados autênticas raridades e, na sua maioria, esta compilação só foi possível produzir graças à boa vontade e colaboração de Heitor de Vasconcelos que nos disponibilizou o respectivo vinil, da sua vasta e valiosa colecção. Para ele também, o nosso muito obrigado. 
Já agora, aproveitamos para inserir alguns dados biográficos relevantes sobre Pedro Osório que demonstram o trajecto brilhante deste homem de cultura: 


Pedro Osório é um músico, compositor e maestro português. Nasceu na cidade do Porto onde estudou Música e Engenharia Mecânica. 
O “Conjunto de Pedro Osório” tocava em bailes quase todos os fins-de-semana em final dos anos 50, princípio dos 60. 

Quinteto Académico

Em 1967 lançou o último EP do Conjunto de Pedro Osório e rumou a Lisboa para se juntar à segunda formação do Quinteto Académico: Pedro Osório no piano, Jean Sarbib no baixo, Carlos Carvalho na guitarra, Zé Manel no sax-barítono e Adrien Ransy na bateria. Conheceu Luís Vilas Boas em 1966 após o regresso de Angola, onde cumpriu "dois anos, três meses e vinte e cinco dias" de comissão militar. Tentava retomar o curso de Engenharia. No último ano do curso (1967) decide-se pela carreira de músico profissional. 
Depois dos conjuntos pop-rock (Conjunto Pedro Osório e Quinteto Académico) passa a dedicar-se à orquestração e direcção de orquestra. 
Em 1968 forma o Trio Barroco com Jean Sarbib e Luís Vilas Boas. 
Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1968 como autor de "Verão" de Carlos Mendes. 

Grupo Outubro - Carlos Moniz, Madalena Leal, P. Osório, Mª do Amparo, Alfredo V. de Sousa

Juntamente com Carlos Alberto Moniz funda em 1974 o Grupo Outubro e gravam dois discos. É editado um disco do projecto SARL (Pedro Osório, Samuel e Carlos Alberto Moniz). 
Participação do Grupo In-Clave, com Fernando Tordo e Tonicha, arranjos e direcção de Pedro Osório. No lado A “Portugal Ressuscitado”, poema de José Carlos Ary dos Santos para música de Pedro Osório. Uma produção da Sassetti /1974. 
É ao lado do maestro Pedro Osório no programa «No Tempo em que Você Nasceu» que Herman José inicia a sua carreira artística, (viola-baixo). Pedro Osório é também o responsável pela sua entrada no teatro de revista. 
Pedro Osório representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1975 (Duarte Mendes) como chefe de orquestra. 


O Pedro Osório S.A.R.L. fica em 3º lugar no Festival RTP de 1979 com "Uma Canção Comercial". 
Com "Self-Made-Man" dos S.A.R.L. regressa ao Festival da Canção, em 1980. Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1982 como chefe de orquestra. 
Autor de música para cinema e teatro ganhou em 1982 o prémio da crítica com a música que compôs para a peça "BAAL" de Bertholt Brecht. Em 1982 "Quero Ser Feliz Agora" dos S.A.R.L fica em 4º lugar. 
1989 é o ano do projecto "Só Nós Três", com os cantores Paulo de Carvalho, Fernando Tordo e Carlos Mendes. "Vim Para o Fado e Fiquei" é outro dos seus projectos. 
Em 1993 junta Lena d'Água, "Rita Guerra e Helena Vieira para o grande espectáculo "As canções do Século", que foi gravado ao vivo no Casino do Estoril. Pedro Osório foi o criador dos arranjos e dirigiu a orquestra. A digressão desse espectáculo durou vários anos. 
Em 1994 recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. 

Recebendo a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique

"Quatro caminhos" é outro dos projectos de Pedro Osório, com Paulo de Carvalho, Rita Guerra, Maria João e Carlos do Carmo, e foi apresentado em 1996. 
Recebeu a medalha de ouro do Concelho de Oeiras e a medalha de mérito da Sociedade Portuguesa de Autores 
Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1996 como autor da canção "O meu coração não tem cor" interpretada por Lúcia Moniz, que conseguiu a melhor classificação de sempre da representação portuguesa naquele festival. 
Escreve obras de música sinfónica tendo algumas sido executadas em público. Foi director musical e autor musical de shows do Casino do Estoril como "Novas Descobertas" e "POPera". 
Em 1998, concebeu o espectáculo intitulado "Da Gama", tendo como subtítulo "Concerto para 6 Músicos, 2 Cantores e 1 Computador", em que participaram os cantores Paulo de Carvalho e Rita Guerra. 
Em 1999 foi o responsável por outro espectáculo musical que consistiu na interpretação pop de várias árias de óperas conhecidas. Nele participaram os cantores Helena Vieira, Beto e Rita Guerra. 
Autor musical de grande número de shows do Casino Estoril e do Casino da Póvoa. 
Desde 2003 até Janeiro de 2011 foi membro da administração da Sociedade Portuguesa de Autores. 
Recentemente estreou-se a escrever publicando o livro “Memórias irrisórias com algumas glórias”, editado em 2010. 


Em Fevereiro de 2011 a Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, agraciou-o com a Medalha de Mérito Cultural. 
Em 25 de Abril de 2011 foi-lhe conferida pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva a comenda da Ordem da Liberdade. 

Televisão 

Foi director musical e autor em séries como "Curto Circuito", "O Tempo Em Que Você Nasceu", "Noites de gala", "Casino Royal" e "Joaquim Letria". Compôs para"Magheda". 

Espectáculos 

Produtor e director musical de espectáculos como Só Nós Três, Vim Para o fado e Fiquei, As Canções do Século, Quatro Caminhos, Novas Descobertas e POPera. 

Discografia: 

Pedro Osório e o seu Conjunto:

Namorico da Rita/Canalla/Cow-Boy/Las Clases de Cha Cha Cha – Alvorada/1960 
Noite do Meu Bem/Faia/Bom Baiser a Bientot/Nessuno Al Mondo - Orfeu Atep 6010/1960 
Era Um Bikini…/Greenfiels/Escandalo ao Sol/Tem Pillibi - Atep 6012/1960 
Velha carcaça/Maria Ninguém/Deliciosa/Menina e Moça – 6015/1960 
Participação com o tema "Manuela" no EP Vamos Dançar 1 (EP Orfeu Atep 6016 - 1960) - V/A
Twist Twist / Idílio Em Setembro / Let's Twist Again / Pull Over (Orfeu ATEP 6031 – 1961) 
Ó Tempo Anda Pra frente/Longe/Tempo Para cantar/Sape Gato, Xô - Orfeu 6174 – 1967 

Quinteto Académico 

Watcha - AVDD - 1965 [Watcha / Let Kiss / Abdulah / Michael] 
Reach Out I´ll Be There - 1966 - AVDD 7LEM 3178 [Winchester Cathedral/Nobody Else/Reach Out I'll Be There/ I've Got My Mojo Working] - 3178 
Train - AVDD [Puppet On A String / Train / Finchley / 724710] – 3189 – 1967 

Quinteto Académico +2 

Don't Mind / Judy In Disguise - MQ 228 - 1968 
Why / Klaundyke Wood - AVDD MQ 229 - 1968 
Love Love Lovermen – AVDD – 1968 

Trio Barroco 

Summer (Verão)/Hold On I'm Coming/Les Enfants Qui Pleurent/When Something Is Wrong With My Baby - Decca [com Tyree Glenn JR. E Van Dixon] - 1968 
Hey Little Boy/There Will Never Be Another You/Do Vale À Montanha/Georgia On My Mind – Decca/1968 

Pedro Osório 

Música Portuguesa Para Dançar - Pedro Osório e Seus Amigos - Alvorada 
Piano Bar À Moda da Casa - Polygram 
Só nós três 
As Canções do Século - 1993 - Polygram 
Tempo - NDR - 2000 
Dagama - NDR - 

Grupo Outubro 

A Cantar Também A Gente Se Entende – Diapasão/1976 
Cantigas de Ao Pé da Porta - LP – Diapasão/1977 

SARL  - Sociedade Artística e Recreativa Lusitana 

De Como a Canção Social Tem Uma Função Capital…Quer Dizer/Funchal,23 - Movieplay - 1979 
Uma Canção Comercial/Senhores da Guerra - Pedro Osório SARL (Edição RCA) - 1979 
Self-made Man/Poema de Paria Perante a Mercearia - Imavox - 1980 
Quero Ser Feliz Agora/A Cunha - Polygram – 1982 

Já em 2011 é editado o disco "Cantos da Babilónia" que reúne cantos tradicionais dos mais diversos pontos do mundo, do Quénia ao Vietname, passando pela China ou por Portugal. O disco resulta das pesquisas e experiências levadas a cabo ao longo de dois anos e meio por Pedro Osório.

Por favor, visitem este endereço aqui:
Esta é a nossa homenagem a Pedro Osório, a quem o país deve muito do que é hoje no que diz respeito à sua linguagem musical contemporânea, tendo sido o apoio e rampa de lançamento de muitos artistas. 
Para ele, o nosso muito obrigado! 

Fonte: Texto parcialmente retirado da Wikipedia. 

EPs gentilmente cedidos por Heitor de Vasconcelos e Luís Futre, a quem muito agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização e adaptação das capas por João Romão. 
Digitalização e masterização áudio, por Carlos Santos.

Pedro Osório - O Beijo do Sol

quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Pedro Osório - O Beijo do Sol

Da nossa amiga Fernanda Bacelar, a quem muito agradecemos, recebemos este maravilhoso vídeo (o 1º ) deste grande artista e mestre que tem feito muito pela música portuguesa. Foi ele próprio que o fez e o montou. É um video-clip sobre uma música de um disco seu que está para sair brevemente.

Aqui está o endereço:


Pedro Osório nasceu na cidade do Porto. Estudou Música e Engenharia Mecânica. Formou o seu próprio conjunto musical no final dos anos 50, princípio de 60. E em 1966, juntou-se à segunda formação do Quinteto Académico cujos êxitos assinalaram um marco relevante na evolução da música pop/rock feita em Portugal.
Em 1967, no seu último ano de Engenharia, retomado após regresso de comissão militar em Angola, decidiu-se pela carreira de músico profissional e passou também a dedicar-se à composição, orquestração e direcção de orquestra.
É assim que, em 1968, forma o Trio Barroco e também representa Portugal no Festival da Eurovisão como autor da canção "Verão", interpretada por Carlos Mendes. A sua colaboração com grandes nomes da música popular portuguesa, desde autores a poetas e intérpretes, é, ao longo de décadas, profícua, inovadora e diversificada.
À música portuguesa, Pedro Osório deu novas e inspiradas formas orquestrais que em muito contribuíram para a sua renovação e redescoberta sonoridade.
Além de representar Portugal como chefe de orquestra em várias edições do Festival da Eurovisão, Pedro Osório continuou a desenvolver vários projectos musicais, de que é exemplo o êxito dos S.A.R.L. É, ainda autor de música para cinema e teatro, tendo ganho, em 1982, o prémio da crítica com a música que compôs para a peça "BAAL", de Bertholt Brecht. Grande criador de arranjos musicais e director musical e de orquestra para os mais variados espectáculos, Pedro Osório é também director musical e autor em séries de Televisão.
Escreve obras de música sinfónica, tendo algumas sido executadas em público.
Em 1994, recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Assim, em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada ao fomento e divulgação da música em Portugal e no estrangeiro, ao longo de mais de cinquenta anos, entende o Governo Português prestar pública homenagem ao MAESTRO PEDRO OSÓRIO, concedendo-lhe a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL.

In Blogue da Cultura (http://bloguedacultura.blogspot.com)

Aproveitamos para lhe prestar esta pequena e singela homenagem a este grande músico e homem da cultura, com muita gratidão.
Grande abraço para ele e muito obrigado por tudo o que fez e continua a fazer.

Carlos Santos e João Romão