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Black Power – Mornas e Coladeiras (LP 1976).
sábado, 23 de setembro de 2017
Black Power – Mornas e Coladeiras (LP Orfeu – SB-1138, Series: Super Budget, 1976).
Género: Música de Cabo Verde, Morna, Coladeira.
O conjunto cabo-verdiano Black Power, foi um grupo de curta duração liderado por Norberto Tavares, nessa altura emigrante tipógrafo em Portugal e mais tarde, residente por muitos anos nos Estados Unidos da América.
Com sede em Lisboa, os Black Power foi um dos grupos mais influentes da cidade, no seu género.
Depois de ter dados os seus primeiros passos no mundo da música no interior da ilha de Santiago, Norberto Tavares, tal como muitos cabo-verdianos, aventurou-se pelo mundo nos anos 70 rumo a Portugal, onde veio a formar em 1974 os Black Power, com compromissos reais em temas tradicionais. Congénere de Katchas e os Bulimundo na revitalização de estilos tradicionais como a morna, o funaná ou o Batuco com instrumentação de rock, Tavares lançaria diversos álbuns na companhia dos Black Power antes de rumar para os EUA em 1979, para formar os também históricos Tropical Power.
Norberto Tavares, natural da Cidade de Assomada, Santa Catarina, nasceu em 1956. Filho do multi-instrumentista Aristides Tavares, ainda em criança aprendeu a tocar guitarra de forma autodidacta e posteriormente acordeão e órgão. Na adolescência iniciou a escrita de temas. No início da década de 70 e já em Portugal, gravou com os Black Power o seu primeiro disco “Black Power, Volume I” em 1975, havendo quem considere que antecedeu Katchás e os Bulimundo na criação do funaná e o batuco electrónico.
Norberto Tavares morreu em 26 de Dezembro de 2010, aos 54 anos, em New Bedford [EUA], onde residia. É considerado um dos maiores génios da música crioula.
Deste álbum "Mornas e Coladeiras", claramente com influência dos anos 60, salientamos entre outros, o famoso tema “Nhó Antón Escaderode”, que também foi interpretado por outros artistas.
Norberto Tavares
Faixas/Tracklist:
A1 Cadá
A2 Nhó Anton Escaderode
A3 Maria Barbara
A4 Pomba
A5 Rafcha-Tara
A6 Persumida
B1 Nhó Jom Seá Mi No
B2 Chinta-Li (Djodjá)
B3 Jean Da Lomba
B4 Capadêra (Goy)
B5 Porte É Sabe
B6 Matchona (Goy)
Interpretações pelo Conjunto Black Power.
LP disponibilizado por Carlos Santos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 06:00 1 comentários
Etiquetas: Black Power, Cabo Verde
Bana - Canta a Magia de Cabo Verde (LP 1970)
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Bana Canta a Magia de Cabo Verde (LP Riso e Ritmos/ RR Discos – RRST LP 2.002, 1970)
Bana é considerado uma das maiores vozes de Cabo Verde, um fruto da magia da cidade do Mindelo. Foi um dos primeiros artistas a ser reconhecido na Europa.
Adriano Gonçalves mais conhecido por Bana (Nossa Senhora da Luz, Mindelo, Cabo Verde, 11 de Março de 1932 – Loures, 13 de Julho de 2013) foi um intérprete, cantor, baladeiro e empresário Cabo Verdiano, radicado em Portugal desde 1969.
Entre as décadas de 60 e 80, teve um papel chave na divulgação internacional da música de Cabo Verde e na promoção da música africana em Portugal, impulsionando a criação do primeiro espaço e da primeira editora dedicados a este domínio musical no país.
Durante a juventude, actuou no auditório do Rádio Clube Mindelo, da Rádio Barlavento e foi um participante assíduo em serenatas realizadas por grupos de amigos, nas ruas da cidade do Mindelo.
Aos 23 anos conheceu o compositor B.Leza, passando a frequentar regularmente a sua casa. Fisicamente debilitado, B.Leza confiou ao jovem cantor a tarefa de memorizar os seus últimos poemas, transmitindo-lhe um conjunto de ensinamentos sobre a colocação da voz na interpretação das mornas.
Em 1959 emigrou para Dakar, onde cantou na emissora oficial da rádio senegalesa e gravou o seu primeiro fonograma com direcção musical de Luís Morais (1964).
Em 1965 integrou o grupo Voz de Cabo Verde em Roterdão, com Luís Morais (clarinete), Frank Cavaquinho (bateria), Toy de Bibia (guitarra eléctrica e viola), João da Lomba (baixo eléctrico) e Morgadinho (trompete). Entre 1968 e 1969 viveu nos EUA, actuando em diversas cidades.
O período compreendido entre 1968 e 1974 correspondeu à fase mais prolífica do cantor, resultando na edição de c. três dezenas de fonogramas.
Em 1976 inaugurou em Lisboa o restaurante Novo Mundo, pouco depois rebaptizado Monte Cara. Esse espaço foi precursor na organização de actuações de músicos africanos, sobretudo cabo-verdianos, sediados em Portugal, antes do surgimento maciço das “discotecas africanas” já durante a década de90.
Para actuar no restaurante e discoteca, reformulou o grupo Voz de Cabo Verde, trazendo para Portugal um conjunto de jovens músicos que despontavam na ilha de S. Vicente: Paulino Vieira, Tito Paris, Toy Vieira, Vaiss, entre outros. “Monte Cara” foi igualmente a designação escolhida para a sua própria editora que, entre a segunda metade da década de 70 e o final da de 80, editou em Portugal c. 30 fonogramas (EP e LP) de intérpretes cabo-verdianos.
Enquanto cantor, divulgou compositores como Lela de Maninha, Luís Morais, Frank Cavaquinho, Sérgio Fruzoni, Manuel de Novas, Gregório Gonçalves e, especialmente, B.Leza, de quem é considerado um herdeiro pela forma como respeitou a carga emocional das suas composições.
O cunho deste compositor reflecte-se numa enunciação clara e “ritmada” do texto (onde se pode identificar a influência da música popular brasileira dos anos 30 e 40) e, no caso das mornas, num prolongamento das penúltimas sílabas que culminam cada um dos versos, sobretudo nos refrões.
Vasta discografia.
Fonte: Instituto Camões
Faixas / Tracklisting:
A1 Sayko (Gregório Gonçalves)
A2 Ondas Tchora (Pedro Barbosa)
A3 Sangue de Berona (Popular)
A4 Tchan de Pedra (B.Leza)
A5 Nha Bolanha (Djodja)
A6 Sonho Di Nhá Sperança (Popular)
B1 Mar de Canal ( Popular)
B2 Judith (B.Leza)
B3 Nha Bitinha (Popular)
B4 Sódade de Cabo Verde (Luis de Morais)
B5 Separação (Popular)
B6 Alfacinha (B.Leza)
LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Manuel Alves, a quem agradecemos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 09:00 1 comentários
Etiquetas: Bana, Cabo Verde
Faleceu o Cantor Cabo-Verdiano, Bana
sábado, 13 de julho de 2013
Morreu o cantor
cabo-verdiano Bana
Bana - Miss Unidos (LP VCV 1.014, 1977).
Arranjo musical de Luís Morais. Edição cabo verdiana.
Com este LP de 1977 homenageamos o cantor que hoje faleceu e simultaneamente a sua vasta obra.
Adriano Gonçalves, de nome artístico Bana, tinha 81 anos e estava acamado há vários anos. O "Rei da Morna", como também ficou conhecido, faleceu na madrugada deste sábado no Hospital de Loures/Portugal, vítima de doença prolongada. A mítica figura da música cabo-verdiana tinha 81 anos e uma carreira com mais de meia centena de discos gravados.
Adriano Gonçalves mais conhecido por Bana (Nossa Senhora da Luz, Mindelo, Cabo Verde, 11 de Março de 1932 - 13 de Julho de 2013) foi um excelente e famoso intérprete, cantor e baladeiro Cabo Verdiano.
Bana começou a sua carreira quando Cabo Verde era um território português, enquanto trabalhava como guarda-costas e moço de recados do compositor e intérprete B. Leza.
Juntando-se ao coro dos diferentes cantores que contavam e cantavam as mornas, os amadores dos violões, das violas e dos cavaquinhos apercebem-se rapidamente da voz invulgar, "admitindo-o" entre os grandes de então. Um deles ficou particularmente encantado com a voz de Bana, nem mais nem menos do que o célebre compositor e poeta B. Leza, que o apresentou, em 1959, numa digressão que a Tuna Académica de Coimbra efectuou por São Vicente. Entre os responsáveis pela Tuna figuravam o escritor, romancista e jornalista Fernando Assis Pacheco e o poeta e político Manuel Alegre, que tentaram trazê-lo a Portugal para actuar.
No entanto, seria em Dakar (Senegal) que Bana gravaria o seu primeiro disco e daria os seus primeiros espectáculos. De Dakar, segue para Paris, onde permanece até 1968 e grava mais dois LP, e para a Holanda, publicando mais dois LPs e seis EPs, muito em voga na altura.
É no ano seguinte, 1969, que surge o convite para se deslocar a Portugal. Foi na inauguração da Casa de Cabo Verde, em Lisboa, na companhia de dois dos seus amigos, Luís Morais e Morgadinho, com quem formara, em 1966, o conjunto Voz de Cabo Verde, ainda com Toy da Bibia.
Ao longo de uma carreira de mais de 60 anos, Bana publicou mais de meia centena de LPs e EPs, em grupo ou a solo, e participou em quatro filmes - dois franceses, um alemão e um luso/cabo-verdiano.
"Embaixador" da música cabo-verdiana, por ser pioneiro em levá-la aos quatro cantos da Europa e África, Bana foi reconhecido com várias condecorações e homenagens, quer em Cabo Verde quer no estrangeiro.
Fonte: Wikipedia
Faixas / Track List:
1 - Badiu di fora (coladeira (Luís Morais/Dany Silva),
2 - Ramboia na Toy Bintim (Manuel d'Novas, coladera),
3 - Miss unido (B. Leza, morna),
4 - 1-2-3-4-5-6 (Dany Silva, coladera),
5 - Maria Barba (folclore, arr. de Luís Morais, morna),
6 - Grito d´or (Epifânia Évora "Tututa", morna),
7 - Corpim sabe (Tazinho/Manuel d´Novas, coladera),
8 - Ta pinga tchape-tchape (folklore (Ano Nobo / arr. de Luís Morais / coladera),
9 - Stória d'nha vida (J. Silva/L. Morais, morna),
10 - Canetada (Gregorio Gonçalves "Ti Goy")
Carlos Santos e João Romão
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 21:00 6 comentários
Etiquetas: Bana, Cabo Verde
Faleceu Cesária Évora
sábado, 17 de dezembro de 2011Morreu este sábado em São Vicente, aos 70 anos, a cantora Caboverdiana Cesária Évora. A intérprete musical de Cabo Verde com maior reconhecimento internacional deu entrada no Hospital Baptista de Sousa com um quadro de "insuficiência cárdio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada". Cesária Évora havia sido internada em Paris a 24 de setembro após um acidente vascular cerebral. Horas antes, anunciara o fim da carreira numa entrevista ao jornal Le Monde. Do Presidente de Cabo Verde saiu um testemunho de consternação: "É uma grande perda".
Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 — Mindelo, 17 de Dezembro de 2011), também conhecida como «a diva dos pés descalços», foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora foi maioritariamente relacionada com a morna, por isso também foi por vezes apelido "rainha da morna"
Na cidade de Mindelo, em Cabo Verde, tinha mais quatro irmãos. O seu pai Justino da Cruz tocava cavaquinho, violão e violino. Quando jovem foi viver com sua avó, que havia sido educada por freiras, e assim acabou passando por uma experiência que a ensinou a desprezar a moralidade excessivamente severa.
Cesária Évora - Sodade (from Youtube)
Entre os seus amigos estava B. Leza, o compositor favorito dos cabo-verdianos, que faleceu quando ela tinha apenas sete anos de idade. Desde cedo, Cise, como era conhecida pelos amigos, começou a cantar e a fazer actuações aos domingos na praça principal da sua cidade, acompanhada pelo seu irmão Lela, no saxofone. Mas a sua vida está intrinsecamente ligada ao bairro do Lombo, nas imediações do quartel do exército português, onde cantou com compositores como Gregório Gonçalves. Aos 16 anos, Cesária começou a cantar em bares e hotéis e, com a ajuda de alguns músicos locais, ganhou maior notoriedade em Cabo Verde, sendo proclamada a "Rainha da Morna" pelos seus fãs.
Aos vinte anos foi convidada a trabalhar como cantora para o Congelo - companhia de pesca criada por capital local e português -, recebendo conforme as actuações que fazia. Em 1975, ano em que Cabo Verde adquiriu a independência, Cesária, frustrada por questões pessoais e financeiras, aliados à dificuldade económica e política do jovem país, deixou de cantar para sustentar sua família. Durante este período, que se prolongou por dez anos, Cesária teve de lutar contra o alcoolismo. Igualmente, Cesária chamou a esse período de tempo, os seus Dark Years.
Encorajada por Bana (cantor e empresário cabo-verdiano radicado em Portugal), Cesária Évora voltou a cantar, actuando em Portugal. Em Cabo Verde um francês chamado José da Silva persuadiu-a a ir para Paris e lá acabou por gravar um novo álbum em 1988 "La diva aux pied nus" (a diva dos pés descalços) - que é como se apresenta nos palcos. Este álbum foi aclamado pela crítica, levando-a a iniciar a gravação do álbum "Miss Perfumado" em 1992. Desde então fixou residência na capital francesa. Cesária tornou-se uma estrela internacional aos 47 anos de idade.
Em 2004 conquistou um prémio Grammy de melhor álbum de world music contemporânea. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, distinguiu-a, em 2009, com a medalha da Legião de Honra entregue pela ministra da Cultura francesa Christine Albanel.
Em Setembro de 2011, depois de cancelar um conjunto de concertos por se encontrar muito debilitada, a sua editora, Lusafrica, anunciou que a cantora pôs um ponto final na sua longa carreira.
Veio a falecer no dia 17 de Dezembro de 2011, com 70 anos, por "insuficiência cárdio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada".
Fonte:Texto parcialmente retirado de Wikipedia
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 20:31 0 comentários
Etiquetas: Cabo Verde, Cesária Évora
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