É um daqueles sacos/envelopes em papel, fornecido pela respectiva loja de discos, normalmente usados nos anos 60 para embalar os discos de vinil, após a sua venda.
Este raro exemplar deverá ser de 1962/63 (bem conservado), segundo calcula Luís Futre, sendo certo que é anterior a 1964.
É um saco/envelope da Valentim de Carvalho, Lda. (conceituada loja de discos e instrumentos musicais que existiu na Rua Nova do Almada, em Lisboa).
Conta-nos a Fernanda Bacelar (esposa de Daniel Bacelar), funcionária desde muito nova daquela prestigiosa empresa que alguns clientes estrangeiros quando adquiriam os discos, por vezes lhe pediam para levar mais um exemplar intacto destes sacos de papel (sem estar dobrado), supondo que seria para colecionismo.
Outro pormenor que nos induz a pensar que deverá ser anterior a 1964 é que, segundo a Fernanda, quando começou a trabalhar na Valentim de Carvalho naquele ano, a loja já não apresentava alta fidelidade VST, conforme é referido na contracapa do envelope, mas sim outras marcas mais modernas.
Agradecemos desde já a disponibilidade e a gentileza dos pormenores à Fernanda Bacelar.
Deixamos este apontamento como uma simples curiosidade que nos apraz registar.
("Diamonds are forever").
O Disco de Vinil é a primeira cópia exata do som real. O Disco Digital de Áudio é a segunda cópia e inexata do som real. Não existe som real digital:
Originalmente ele é analógico.
Joaquim Cutrim

