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Perez Prado And His Orchestra ‎– The Best Of Perez Prado (LP 1967)

sábado, 1 de outubro de 2016



Perez Prado And His Orchestra ‎– The Best Of Perez Prado (LP RCA Victor ‎– LSP-3732, 1967).
Género: Mambo, Easy Listening.

Excelente compilação que reúne alguns dos maiores sucessos do mestre do mambo. Do álbum salientamos "Cherry Pink and Apple Blossom White," "Patricia", "Mambo nº 5" ou "Mambo Jambo", entre outros.
No geral, o álbum tem tudo o que um bom álbum de Perez Prado deve ter, os gritos guturais próprios do ritmo, os metais e o trabalho da secção rítmica que imprimem ao disco a marca registada de Perez Prado.


Pérez Prado, nome artístico de Dámaso Pérez Prado (Matanzas/Cuba, 11 de dezembro de 1916 — Cidade do México, 14 de setembro de 1989), foi um grande pianista e compositor cubano, considerado o maior expoente do Mambo. Ficou imortalizado como Rei do Mambo devido ao seu sucesso arrebatador.
No final dos anos 60, obteve mais um grande êxito com a sua fantástica melodia "Mambo del Taconazo". Entre as suas composições mais conhecidas salientamos, Qué rico el mambo, Patricia, Mambo Nº 5, Mambo nº 8 ou ainda o Mambo Universitario (usado comummente em eventos e celebrações importantes da Universidade Nacional Autónoma do México), entre muitas outras. 
Adquiriu a nacionalidade mexicana em 1980 e residiu os últimos anos da sua vida nesse país.
Faleceu com 72 anos na Cidade do México, em 14 de setembro de 1989, devido a uma paragem cardíaca.


Faixas/Tracklist:

A1 Patricia (Prado) 2:04
A2 Ruletero (Prado) 1:58
A3 Mambo No. 8 (Prado) 2:03
A4 Guaglione (Fanciulli, Nisa) 2:20
A5 Mambo No. 5 (Prado) 2:08
A6 Paris (Prado) 2:23
B1 Cherry Pink And Apple Blossom White (Cereza Rosa) (Louiguy, David) 2:23
B2 Caballo Negro - Mambo Batiri (Black Horse) (Prado) 2:14
B3 In A Little Spanish Town (Twos On A Night) (Young, Wayne, Lewis) 2:29
B4 My Roberta (Prado) 2:20
B5 Why Wait (Prado) 2:09
B6 Mambo Jambo (Que Rico El Mambo) (Prado) 2:21

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo António Carpinteiro, a quem agradecemos.

The Bintangs ‎– Blues On The Ceiling (LP 1969)

sexta-feira, 30 de setembro de 2016


AQUI:    ou    ALI:

The Bintangs ‎– Blues On The Ceiling (LP Decca ‎– 6440 676, 1969).
Produção de Tony Vos.


The Bintangs é uma banda holandesa de R’n’B, formada em 1961 em Beverwijk, como banda de Indo Rock que, em seguida, começou a tocar um estilo mais áspero, um R’n’B mais duro. 
Este é o seu álbum de estreia que apresenta excelentes versões/covers de blues. Mais tarde, tornou-se num dos grandes grupos de rock/blues da Holanda.
Na instrumentação dos seus temas, o grupo integrava flauta e com isso, os sons produzidos davam um toque psicadélico, com uma certa influência “Jethrotulliana” primária. 
Uma execução instrumental perfeita, onde a guitarra e a flauta conseguem realçar ainda mais os temas do álbum.
A banda teve um interregno de quatro anos na década de 80, mas voltou a reunir-se e ainda está em actividade. O grupo teve várias formações ao longo da sua carreira e por isso, muitos membros.


Faixas/Tracklist:

A1 Smokestack Lightning (Chester Burnett) 2:16
A2 Louisiana (Blues) (Muddy Waters) 4:08
A3 Fighting A Losing Battle (Sonny Terry, Brownie McGhee) 3:50
A4 Three Hundred Pounds Of Joy (Willie Dixon) 3:07
A5 Still A Fool (Muddy Waters) 6:30
A6 Little By Little (Nanker Phelge, Phil Spector) 2:27
B1 Blues With A Feeling (Walter Jacobs) 4:34
B2 St. Louis Blues (William Christopher Handy) 6:15
B3 My Babe (G. Stone, Willie Dixon) 4:20
B4 Blues On The Ceiling (Fred Neil) 4:17
B5 It's All Over Now (Bobby Womack, Shirley Womack) 3:17

Formação/Members:

Baixo e voz – Frank Kraaijeveld
Bateria – Aad Hooft
Guitarra, voz – Gus Pleinus
Teclados, harmónica, flauta e guitarra – Jan Wijte

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Mitch Pride, a quem agradecemos.

Kaleidoscope ‎– Faintly Blowing (LP 1969/UK)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016



Kaleidoscope ‎– Faintly Blowing (LP Fontana ‎– STL.5491, 11 de abril de 1969/UK).
Produtor: Dick Leahy.
Género: Rock, rock psicadélico.

Faintly Blowing” é o segundo álbum de estúdio da banda britânica Kaleidoscope, lançado pela Fontana, em abril de 1969.
Este grupo inglês, apesar de não ser tão popular como os Kaleidoscope dos EUA, também foi uma banda do movimento psicadélico com um sucesso nacional moderado, e com alguma exposição internacional, uma vez que o LP foi suficientemente reconhecido no género e considerado como um dos melhores no estilo.
"Faintly Blowing" é sem dúvida um disco fantástico e verdadeiramente genuíno de Folk Psycho britânico, com melodias harmoniosas e excelentemente interpretadas. É um disco que integra música de muita qualidade que nos dá realmente vontade e prazer de escutar.


Kaleidoscope foi uma banda inglesa de rock psicadélico com actividade entre 1967 e 1968, liderada por Peter Daltry. Foi uma das bandas inglesas mais prometedoras da época psicadélica. O seu álbum de estreia “Tangerine Dream" foi lançado em 1967, tendo sido muito bem recebido e apreciado pela comunidade “hippie”. Em 11 de abril de 1969 lançam este segundo álbum “Faintly Blowing” que aqui apresentamos.
Formados inicialmente em 1963 sob o nome de The Sidekicks, passaram a chamar-se The Key em novembro de 1965, e pouco depois Kaleidoscope, quando assinaram um contrato com a editora Fontana em janeiro de 1967. Publicaram os dois álbuns referidos e nos finais dos anos 60 voltaram a mudar de nome, desta vez para Fairfield Parlour, mantendo a mesma formação, tendo gravado o álbum "From Home To Home", em 1970.


Faixas/Tracklist:

A1 - Faintly Blowing 4:08
A2 - Poem 2:53
A3 - Snapdragon 2:42
A4 - A Story From Tom Bitz 3:45
A5 - (Love Song) For Annie 2:33
A6 - If You So Wish... 3:40
B1 - Opinion 0:18
B2 - Bless The Executioner 2:58
B3 - Black Fjord 3:13
B4 - The Feathered Tiger 5:09
B5 - I'II Kiss You Once 0:57
B6 - Music 6:08

Músicos/Personnel:

Peter Daltrey – vocalista e teclados
Eddie (Eddy) Pumer – guitarra, teclados
Steve Clark – baixo, flauta
Dan “Danny” Bridgman – bateria, percussão

Composições por Eddy Pumer (música) e Peter Daltrey (letras).

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Jay Dyke, a quem agradecemos.

Almoço/Convívio dos Músicos Moçambicanos / Outubro de 2016 - II (Portugal)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Almoço/Convívio dos Músicos Moçambicanos / 2016 - II (Portugal)

Mais um encontro, mais um almoço de festa e muita alegria.
Os músicos que abrilhantavam os saudosos anos 60/70 em Moçambique e amigos, reúnem-se mais uma vez num restaurante para confraternizar, conversar e relembrar os velhos e saudosos tempos. 
É já no dia 22 de outubro (sábado) que se realizará este almoço/convívio.
Desta vez, será no Restaurante “O Areias”, em Talaíde / Porto Salvo.


Convívio dos Músicos de Moçambique / 2016 - II:
Dia 22 de outubro (sábado) - 12H00

Local:

Restaurante "O Areias”
Rua dos Fundadores, nº 97 A – Talaíde / Porto Salvo
Telef.: 214210403

Contacto para reservas (até dia 14 de outubro):
Carlos Pereira - Telem.: 960096820

Não faltem!

Carlos Santos

Sounds Nice ‎– Love At First Sight (LP 1970)




Sounds Nice ‎– Love At First Sight (LP Rare Earth ‎– RS-512, 1970).
Género: Pop, Easy Listening.

"Love at First Sight" é uma versão instrumental do tema "Je T’Aime …Moi Non Plus", interpretado por Sounds Nice, tendo alcançado a posição nº 18 na tabela de sucessos do UK por 11 semanas, em 1969.


Quando o representante da Decca Records/(A&M) Tony Hall, ouviu o tema de Jane Birkin e Serge Gainsbourg, “Je T'Aime ... Moi Non Plus” no Festival Les Antibes, no sul da França, ele reconheceu imediatamente o potencial de uma versão instrumental. Quando a música foi proibida na Grã-Bretanha em 1969, Tony Hall juntamente com o seu amigo organista Tim Mycroft (que fez parte dos Third Ear Band e dos Gun), cujo grupo ainda não tinha nome, gravaram uma versão (não tão sensual) renomeada 'Love At First Sight' que mais tarde se tornou um sucesso no Top 20 no Reino Unido. Após a sessão de gravação, Hall tocou a fita onde tinha gravado o tema para Paul McCartney, que ao ouvi-lo, casualmente comentou "sounds nice", dando assim o nome ao grupo. Embora a dupla nunca mais tenha tido outro grande êxito, a sua formação foi particularmente interessante. Tim Mycroft, depois de passar por The Freewheelers, The Third Ear Band e The Gun, decidiu concentrar-se na composição e colaborou com o arranjador Paul Buckmaster. O terceiro homem por detrás do sucesso foi produtor Gus Dudgeon, que tinha conseguido alguns sucessos com David Bowie, Locomotive e The Dog Bonzo Doo-Dah Band. Buckmaster e Dudgeon passaram a trabalhar, com bastante sucesso, com Elton John.


Faixas/Tracklist:

A1 Love At First Sight (Serge Gainsbourg)
A2 La Peregrination (Ramirez, Luna) 
A3 Gauloise (Tim Mycroft)
A4 Flying (George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Richard Starkey)
A5 Iron Mountain (Tim Mycroft)
A6 I Heard It Through The Grapevine (Whitfield-Strong)
B1 Sleepless Night ("La Jeanne") (Christopher) 
B2 Why Do I Do It? (Paul Buckmaster)
B3 King Kong (Frank Zappa)
B4 Love You, Too (Paul Buckmaster)
B5 Continental Exchange (Tim Mycroft)
B6 Summers's End (Paul Buckmaster)

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Paul Taylor, a quem agradecemos.

Agnaldo Timóteo - Os Brutos Também Amam (1972)

terça-feira, 27 de setembro de 2016



Agnaldo Timóteo - Os Brutos Também Amam (1972).
(álbum originalmente lançado em LP Odeon MOFB 3722, 1972).
Produção de Milton Miranda.
Direcção Musical de Lindolfo Gaya.
Género: MPB

Os Brutos Também Amam” é o quarto álbum (de 1972), inserido no primeiro volume (num total de 6), de uma box deste cantor. 
O álbum foi uma encomenda feita à dupla Roberto e Erasmo. Agnaldo queria uma canção com esse título e, simultaneamente, que esse fosse o nome do seu disco. Intuição mais que acertada, uma vez que o disco e a música foram um sucesso arrebatador naquele ano de 1972. Até hoje, Agnaldo não pode deixar de cantar nos seus espectáculos essa balada daquela dupla que já lhe havia dado “Deixe-me Outro Dia, Menos Hoje” (1968) e “Meu Grito” (1967), esta última só de Roberto Carlos.


Outros destaques neste disco são “Se Eu Pudesse” (inédita de Antônio Marcos e Mário Marcos), “Velho Realejo” (valsa de Custódio Mesquita, imortalizada por Sílvio Caldas em 1940), e “Fala Amorosamente” (versão de “Speak Softly Love”, tema do filme “The Godfather/O Padrinho), além de “Sempre…Sempre”, versão de um sucesso italiano que se tornou na faixa preferida de Agnaldo neste álbum.

Fonte: Parcialmente transcrito e adaptado de um texto de Thiago Marques Luiz

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo Miguel, a quem muito agradecemos, pela sua excelente colaboração.

Os Novíssimos - Os Novíssimos 1 (EP 1972)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Os Novíssimos - Os Novíssimos 1 (EP Alvorada - EP-60-1358, 1972).

Faixas/Tracks:

A1 - Altos Castelos (José Afonso, popular) 
A2 - Maria da Conceição (popular Beira Alta)
B1 - Vem Cantar (Valente Jorge, Augusto Guedes)
B2 - Ribeira Vai Cheia (popular Alentejo)

Este é o primeiro EP dos Novíssimos. Uma pequena informação sobre este grupo português, já se encontra inserida neste blogue.

EP ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Cantares de José Afonso e Amigos de Abril, No Centro Cultural do Cartaxo (4 de outubro de 2016).


Cantares de José Afonso e Amigos de Abril, No Centro Cultural do Cartaxo (4 de outubro de 2016).

O cantor que fez da música e das palavras canções imortais como "Os Vampiros" ou "A Formiga no Carreiro", vai ser lembrado num espectáculo que conta com a participação de Francisco Fanhais. 
“Cantares de José Afonso e Amigos de Abril”, será apresentado por António José Portela, sendo organizado pelos Amigos do Zeca, subindo ao palco do Centro Cultural do Cartaxo, no próximo dia 4 de outubro, terça-feira, pelas 21H30.
Para além da presença de Francisco Fanhais, o espectáculo conta ainda com a participação do Grupo de Música Popular Cantigas da Terra, Banda Odisseia, Grupo Coral da Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta, Grupo C S’Canta e Banda Irmãos da Música.
Os bilhetes podem ser reservados/adquiridos no Centro Cultural do Cartaxo – Telef.: 243 701 600 [de quarta feira a sábado, das 15h00 às 22h00 e ao domingo, das 15h00 às 19h00, ou através do Email: centroculturalcartaxo@gmail.com
Também podem ser adquiridos na Sede da União de Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta - Rua 5 de Outubro, nº 19 / Tel. 243 703 408 / 968 338 195 ou ainda na Casa da Fortuna - Rua Batalhoz – Cartaxo.

Agradecimento ao nosso amigo António José Portela pela veiculação da informação.

Kaleidoscope ‎– Tangerine Dream (LP 1967)



AQUI:   ou   ALI:

Kaleidoscope ‎– Tangerine Dream (LP Fontana ‎– STL.5448, 886 460 TY, 1967).
Produtor: Dick Leahy
Género: Rock psicadélico

Tangerine Dream é o álbum de estreia do grupo Kaleidoscope, gravado entre 24 de fevereiro e 8 de setembro de 1967 e lançado em 24 de novembro de 1967. Esta banda britânica pertenceu ao chamado movimento beat/psicadélico, com algum sucesso.


Kaleidoscope é uma banda inglesa de rock-progressivo e psicadélico, activa entre 1967 e 1969. O grupo era formado por Peter Daltrey (voz, teclado), Eddy Pumer (guitarras), Steve Clark (baixo, flauta) e Dan Bridgman (bateria). Ainda que durante o seu tempo de existência não tivessem obtido nenhum reconhecimento, o seu legado é ainda hoje bastante prestigiado. A banda lançou dois álbuns: Tangerine Dream, em 1967 e Faintly Blowing, em 1969. 
Devido às confusões que podiam ser geradas com uma outra banda americana com o mesmo nome, decidiram mudar o seu nome para Fairfield Parlour em 1969, lançando o álbum From Home To Home, em 1970.
O último LP gravado pela banda foi White Faced Lady em 1971 que teria sido guardado até 1991, altura em que foi lançado, mas agora com o nome original da banda, Kaleidoscope. 

Músicos/Personnel:

Peter Daltrey – voz e teclados
Eddy Pumer – guitarra, teclados
Steve Clark – baixo e flauta
Dan Bridgman – bateria e percussão


Faixas/Tracklist:

A1 Kaleidoscope 
A2 Please Excuse My Face 
A3 Dive Into Yesterday 
A4 Mr. Small, The Watch Repairer Man 
A5 Flight From Ashiya 
A6 The Murder Of Lewis Tollani 
B1 (Further Reflections) In The Room Of Percussion 
B2 Dear Nellie Goodrich 
B3 Holidaymaker 
B4 A Lesson, Perhaps 
B5 The Sky Children 

LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Dave Jones, a quem agradecemos.

O Bem Amado (Trilha Sonora da Novela) (LP 1973)

domingo, 25 de setembro de 2016



O Bem Amado (Trilha Sonora da Novela da TV Globo) (LP Som Livre SSIG 1023, 1973).

O Bem-Amado é o álbum da trilha sonora da telenovela com o mesmo nome, contendo 11 canções de Toquinho e Vinícius de Moraes, compostas especialmente para a novela. Destacamos os temas, “Meu Pai Oxalá”, gravada por Toquinho e Vinícius, “Um Pouco Mais de Consideração”, interpretada por Toquinho, “Quem És?”, na voz de Nora Ney e “Se o Amor Quiser Voltar”, em duas versões, uma com a interpretação de Maria Creusa e outra, instrumental, executada pela Orquestra Som Livre.
A música de abertura da novela foi O Bem-Amado, interpretada pelo coral da Som Livre. A música original era Paiol de Pólvora, na voz de Toquinho e Vinícius mas, na época, esta foi proibida pela censura, devido ao verso: “Estamos sentados em um paiol de pólvora”.


O Bem-Amado foi uma telenovela brasileira escrita por Dias Gomes, produzida e exibida pela Rede Globo entre 22 de janeiro e 3 de outubro de 1973, no horário das 22h.
Inspirada numa peça teatral do próprio autor, de título Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte, escrita em 1962, foi a primeira novela produzida a cores na televisão brasileira. Teve direcção de Régis Cardoso e supervisão de Daniel Filho.
Contou com a participação de grandes actores dessa altura como, Paulo Gracindo, Lima Duarte, Ida Gomes, Dorinha Duval, Dirce Migliaccio, Sandra Bréa, Jardel Filho e Zilka Salaberry, nos papéis principais.
Foi a primeira novela em cores da Rede Globo. Em Portugal, só foi transmitida em 1984 (TV Globo Portugal), em 126 capítulos, na RTP, com a diferença que no nosso país, como ainda eram raros os televisores a cores, muita gente viu a mesma em preto e branco.

Odorico e Zeca Diabo

A novela era baseada numa peça de teatro do mesmo autor, e teve uma interpretação magistral de Paulo Gracindo que fez na perfeição o papel de Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas que é também dono de fazendas e candidato a perfeito de Sucupira. Odorico era um demagogo e prometia tudo e mais alguma coisa para garantir a sua eleição, o que fazia com que a maioria dos eleitores o adorasse e em especial as mulheres da vila. O prefeito Odorico Paraguaçu tinha como meta prioritária para a sua administração na cidade de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério. Por um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras. Por outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de polícia, Donana Medrado.
Maquiavelicamente, o prefeito arma tramas para que morra alguém (para poder inaugurar o cemitério), sendo sempre mal sucedido. Nem as diversas tentativas de suicídio do farmacêutico Libório, um tiroteio na praça, um crime e a chegada de Zeca Diabo, um cangaceiro matador, lhe proporcionam a realização do sonho.
Como se não bastasse, Odorico ainda tem que enfrentar os desaforos de Juarez Leão, médico personalístico que se envolve com a sua filha Telma e que faz um bom trabalho em Sucupira, salvando vidas, para o desespero de Odorico...


Faixas/Tracklist:

01 - Paiol de pólvora (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho e Vinicius
02 - Patota de Ipanema (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Maria Creusa
03 - Veja você (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho e Maria Creusa
04 - Cotidiano n°2 (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho e Vinicius
05 - O Bem Amado (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Coral Som Livre
06 - Meu pai Oxalá (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho e Vinicius
07 - Se o amor quiser voltar (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Maria Creusa
08 - Um pouco mais de consideração (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho
09 - Quem és? (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Nora Ney
10 - Se o amor quiser voltar (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Orquestra Som Livre
11 - No colo da serra (Toquinho, Vinicius de Moraes) - Toquinho e Vinicius

LP gentilmente cedido pela nossa amiga H.C., a quem agradecemos.