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Álbum da Canção - Paula Ribas

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Iniciamos hoje a apresentação de algumas revistas "Álbum da Canção" dedicadas a artistas portugueses e  estrangeiros dos anos 60, uma gentileza de Luís Futre. O Álbum da Canção era uma revista dedicada aos ídolos da canção (da época). Certamente serão hoje já consideradas autênticas "raridades". Não nos será possível transcrever todo o material nelas inserido, mas contamos postar algumas fotos e a respectiva biografia. Hoje, começamos por Paula Ribas!

Biografia: 
Paula Ribas, Ilídia Dias Ribas, embora gerada em Lisboa onde seus pais habitavam, estes que são algarvios fazem questão que a sua filha venha a nascer no Algarve mais propriamente em Faro. Após a instrução primária entrou para o Conservatório Nacional para o curso de piano. Paula Ribas iniciou a sua carreira no início dos anos 60, tendo-se popularizado quer como cantora yé-yé, quer como cantora romântica. Aos 17 anos, pela mão do Maestro Nóbrega e Sousa, que a apoia na preparação para se apresentar ao júri da Emissora Nacional, ficando classificada logo à primeira audição. Faz a sua primeira actuação na rádio actuando ao lado de Luís Piçarra e Margarida Amaral no programa “Ouvindo as Estrelas”, sendo considerada por muitos admiradores como a revelação desse ano. Entretanto casa, e decide abandonar por uns tempos a vida artística (cerca de 3 anos). Mas o “bichinho” das palmas chamava por ela e regressa, sem que tenha perdido a popularidade que já tinha alcançado. Actuou no Luxemburgo, França, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia, numa digressão que durou 10 meses. Fez uma digressão de 4 meses em Israel, onde obteve um assinalável êxito, assim como aos Açores e à Madeira e teve actuações na América Latina e nos Estados Unidos. Por proposta sua ao Ministério do Ultramar, é incumbida de organizar uma digressão com outros artistas a Angola e a Moçambique que durou cerca de 4 meses. Algumas das suas criações foram, Amor e Chá Chá, Ao Longe da Vida Ri, Nasci para cantar, Bambino, Lisboa é minha e Tua, Isto é Lisboa, Não Quero, Portuguesinha, Quem és Tu, Poema do Fim, Dame Felecidad, etc. Editou nessa década mais de 40 discos, dos quais 10 LPs, em 5 línguas diferentes. Gravou pela Editora Alvorada e mais tarde passou a gravar em Barcelona para a espanhola Belter. Em 1970 participou no Festival Internacional da Canção com a "Canção da Paz Para Todos Nós" de Jorge Costa Pinto. Nesta altura, tinha já mais de 20 discos gravados e tinha actuado em 17 países, cantando em várias línguas (inglês, francês, português, italiano e espanhol). O seu repertório incluía agora o "Hino ao Amor" a versão da dupla Bacharach/David. Estabeleceu-se no Brasil, em 1972, com Luis N'Gambi (ex-Os Rocks) e a sua mãe. Fixa-se em São Paulo onde foi contratada pelo restaurante "Abril em Portugal". Em 1974 grava, para a editora Discos Marcus Pereira, o LP "Fados Brasileiros" (com composições e poemas de Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Marcos Calazans, Chico Buarque, Chico Alves, Carlos Pena Filho, Caco Velho, Dorival Caymmi e Caetano Veloso. Pela mesma editora foi editado, ainda nesse ano, o disco "Portugal Hoje", feito em colaboração de Luis N’Gambi, composto apenas por versões de temas de José Afonso. Em 1981 gravou o disco "Tudo Isto É Fado". Com Luis N'Gambi lança o disco "Navegar é preciso". Regressa a Portugal em meados da década de 1980. "Eu e Você", versão do tema de Elisa na telenovela Tieta, da autoria de Renato Barros e Vadinho, foi editado em single pelo duo Paula Ribas e Luís N'Gambi. No lado B do disco aparece "Felizes Seremos", uma adaptação portuguesa da música Happy "Together", do filme Tartarugas Ninja. Participou no filme “Amor do Céu em Pára-quedas”.

In Wikipedia

Revista "Álbum da Canção" nº 9, de 01/11/1963, gentilmente cedida por Luís Futre.