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Grupo Bayette - Georgina (EP 1972)

quarta-feira, 11 de maio de 2011


AQUI:

Grupo Bayette - Georgina
(EP DECCA SPEP 1407, 1972).
Género: Marrabenta, Popular.


EP editado em Portugal pelo Grupo Bayette, em 1972, através do selo Decca. É o único disco deste grupo constituído por sete estudantes universitários que nessa época estudavam em Portugal, oriundos de Moçambique. Os temas são moçambicanos e de origem popular.
Nos finais dos anos 50 ou início dos anos 60, Fany Mpfumo (já falecido), essa referência da música popular moçambicana (especialmente dos anos 60), foi dos primeiros a editar em disco os temas, Georgina (nome de mulher) e Avassati Va Lomu (tradução do dialecto – A vasati va lomu / as mulheres de cá). Mais tarde, também o Conjunto de João Domingos, de Moçambique, tocou e gravou esses temas. O Duo Ouro Negro, em 1971, também gravou a canção “Georgina”.

EP disponibilizado por Carlos Santos.

Simião - Ganze (EP 1970 - Moçambique)




Simião - Ganze (EP RCA Victor TP-517 - 1970).

Faixas / Tracks:

1 - Ganze
2 - Rosi Markel
3 - Wasati Walomu
4 - Hu Wanga

Trata-se de um fantástico EP deste artista moçambicano, acompanhado pelo Quarteto 1111. O tema forte é sem dúvida "Wasati Walomu"(tradução do dialeto, as mulheres de cá), uma canção tradicional do folclore de Moçambique e que foi originalmente editado por esse grande artista já desaparecido, Fany Mpfumo.

EP gentilmente cedido pelo meu cunhado Mário Romão, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos. 
C.S.

Baobás - Anthology 1966-1968




ALI:

Os Baobás - Anthology 1966-1968 (LP Groovie.CR 0018LP), reeditado pela Groovie Records, com todas as faixas de compactos raros e do LP original.

Grupo de rock criado em São Paulo em 1965, com seis integrantes, entre os quais, Arnolpho Batista, o Liminha e Tico Terpins. No ano seguinte lançou pela Mocambo um compacto simples com as músicas "Bye bye my baby" e "Pintada de preto". Especializado em versões dos Rolling Stones, The Doors e Jimi Hendrix. No seu início fez parte do grupo o baixista Arnolpho Lima, o Liminha, que depois integrou Os Mutantes e que nos anos 1980 e 1990 se tornou o principal produtor musical do país. Deixou o conjunto em 1967 sendo substituído por Tico Terpins, que anos depois fundou o grupo de punk rock Joelho de Porco. Ainda em 1967 o conjunto lançou "Don't bring me down" e "When loves come knocking". No ano seguinte gravou seu único LP.
O LP original (1968) é um disco basicamente de covers, que devido ao mistério em torno da história da banda levou muita gente aos “sebos”(lojas de vinil antigo) do Brasil atrás de uma cópia do LP. Aquela capa colorida, apenas com o nome da banda em vermelho (sem o "Os"), no entanto, fez a alegria de poucos. Gravado por uma pequena editora - Mocambo/Rozenblit - em 1968, o álbum é uma das maiores raridades da discografia nacional.

A história recontada dos Baobás tem seu ponto alto na presença entre os seus integrantes do atual produtor e ex-baixista dos Mutantes, Arnolpho Lima Filho, o Liminha. Aliás, com uma passagem meteórica pela banda, pois participa do único álbum, por tabela: ele gravou apenas o compacto com "Ligth My Fire (Doors) e Tonite (Guga, cantor da banda), esta última presente no LP. Liminha, que aparece na capa do compacto, é geralmente confundido fisicamente com o também baixista Nescau, presente na foto do LP.

A história inteira da banda, que desembocou na gravação deste álbum Antologia, começa com a beatlemania, quando adotaram o nome de Rubber Souls, e participavam de programas de televisão na capital paulista. Em 1966, estrearam-se com o compacto Pintada de Preto (Painted It Black, dos Rolling Stones) / Bye Bye My Darling (deles), ao qual se seguiram mais quatro singles, entre eles Happy Together (Turtles) e Down Down, um punk na linha "nuggets", de autoria do ex-O'Seis (o pré-Mutantes), Rafael Vilardi, então membro da banda.

A primeira e original formação do grupo contava com Ricardo Contins (guitarra), Jorge Pagura (bateria), Carlos (baixo), Renato (guitarra solo) e Arquimedes (pandeiro). Mas pela banda ainda passaram, além dos já citados, Tito, Tuca (ex-Lunáticos, depois Beatniks, Galaxies e Sunday), Guga, Calia e Tico Terpins (depois Joelho de Porco). Do disco, participam (da esquerda para a direita na foto da capa): Tuca, Nescau, Guga, Calia, Tico Terpins e Pagura.

O repertório do álbum é um mergulho na clássica e importada psicodelia da época, incluindo covers para Doors ("Hello, I Love You"), Love ("Orange Skies") e Kinks ("Well, Respected Man"). Conta ainda com hits do momento ("The Dock Of The Bay" - Otis Redding), standars como "Hey Joe" (Jimi Hendrix) e duas interessantes composições próprias - "Tonite" e "Got To Say Goodbye" (do guitarrista Tuca), ambas cantadas em inglês.
O nome Baobás - árvore gigante e frondosa da África - retirado do livro "O Pequeno Princípe", foi sugestão de Ronnie Von, que também batizou os Mutantes. Além do padrinho, com quem gravou um compacto ("Menina Azul", em 67), o grupo também acompanhou Caetano Veloso em programas de televisão e shows, substituindo os Beat Boys. Clássica banda de garagem, com as conhecidas exceções, a maioria dos integrantes virou os anos setenta nas universidades, de onde saíram médicos, dentistas e empresários.

Texto de Fernando Rosa, publicado no site Senhor F.

Durante a sua existência, a banda lançou cinco compactos/singles e um LP, além de participações.
Discografia:
Compactos simples/singles:

Bye Bye My Baby / Pintada de Preto (Paint It Black) (Mocambo / Rozenblit CS-1.182) – 07/1966
Happy Together / Down Down (Mocambo / Rozenblit CS-1246) – 12/1966
Don’t Bring Me Down / When Love Comes Knocking (At Your Door) (Mocambo / Rozenblit CS-1.272) - 03/1967
Light My Fire (Acenda Meu Fogo) / Tonite (Esta Noite) (Mocambo / Rozenblit CS-1.307) – 06/1967
The Dock Of The Bay (As Docas da Bahia) / Spooky (Mocambo / Rozenblit CS-1.334) – 03/1968

Long play/L.P.:
Baobás (Mocambo / Rozenblit 40.388) – Junho/1968

Faixas/Tracks:

Bye Bye Darling
Pintada de Preto
Happy Together
Down Down
Light My Fire
Don't Bring Me Down
When Love Comes Knocking
Spooky
Baby Come Back
Night In White Satin
Well Respected Man
Undecided Man
Sunny Afternoon
Orange Skies
The Dock Of The Bay
Hey Joe

L.P. gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.
Agradecimento também ao apoio e à colaboração de Miguel Nunes e comunidade Jovem Guarda/Música Cafona - Brasil.

The Fantastic French 60's EP Collection (Vol. 2) - V/A

terça-feira, 10 de maio de 2011




The Fantastic French 60's EP Collection, V/A, Vol. 2

Eis uma fantástica compilação da M.R., constituída por EPs editados nos anos 60 em França, que reúne alguns dos melhores grupos internacionais dessa época, entre eles, Sam The Sham and the Pharaohs, Wayne Fontana And the Mindebenders, Silkie, Mindbenders, Merseys, Keith, Spanky And Our Gang, The Motions e também os portugueses Sheiks.
De salientar que nesta compilação, o EP de 1966 dos Sheiks (The) editado em França e escolhido para integrar este volume, contém os seguintes temas: Tears Are Coming, I've Got To Give Up, I'm Feeling Down e Try To Understand (neste blog já foi postada a edição portuguesa deste EP).

Álbum duplo gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Smoog (Single 1973)

 



AQUI:

Smoog (single Orfeu SAT 851 - 1973)

Faixas/tracks:
 Smoogin' / What's Going On

Tendo começado por se chamar Quarteto Miguel Graça Moura, os Smoog surgem em Outubro de 1972 incluindo na sua formação Miguel Graça Moura (sintetizador, piano, voz), Carlos Rocha (órgão, ex-Pentágono), Manuel Ferreira (bateria, percussão) e Alberto Abreu (baixo, guitarra, percussão, ex-Grupo 5). A banda foi uma das primeiras a utilizar, em Portugal, o mítico sintetizador Moog que o próprio mentor da banda estreou no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em 1973, aquando da realização da primeira parte de um espectáculo do bluesman Freddie King. O grupo teve uma curta existência, entre Outubro de 1972 e o Verão de 1973.

Fonte:  Under Review

Single gentilmente cedido por Luís Futre.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Os Steamer's - Os Steamer's (EP 1970)

segunda-feira, 9 de maio de 2011




AQUI:

Os Steamers - I Am a Chancho (EP, RR - Riso E Ritmo Discos - RREP 0079, 1970)

Nascidos a partir das cinzas de Os Barões e, apesar de ter existido uma primeira versão da banda surgida em 1967, é consensual dizer-se que Os Steamer's nasceram em Algés/Portugal, em 1969. Na segunda e última formação constavam Dário Foito (bateria), Luís Ramos (aka Franjas, voz e guitarra, futuro OS70), Beto Romero (voz e baixo) e Victor Queiroz (aka Carocha, voz e órgão).
Os Steamer’s tocavam soul e blues e foram banda residente no Caco e depois no Tosco. De Verão faziam os cruzeiros da Companhia Nacional de Navegação no paquete "Moçambique". O grupo gravava as suas actuações ao vivo e um dia Francisco Nicholson e Armando Cortês ouviram as bobinas e quiseram gravar um disco na sua etiqueta, a Riso e Ritmo. O EP incluía três originais do grupo, compostos basicamente ao vivo.
Os Steamer’s acabaram no primeiro ano da década de 70. Alguém referiu que o seu som era estranho, hipnótico, sujo, foleiro, kitch, psicadélico e ácido, tendo sido verdadeiros “outsiders” num país cinzento e triste.


Nota: Este foi o único registo discográfico deste grupo. A faixa deste EP de pop/rock psicadélico, "Será Assim Até Morrer", é o único tema do grupo reeditado em CD.

Segundo Carlos Vidal, in 5dias.net, o tema “I Am a Chancho”, contém uma letra explícita sobre um indivíduo falhado e miserável, ainda sobre pobreza e bairros de lata. Depois, em “Mr. Pum Pum!”, uma referência à PIDE e em “Será assim até morrer”, alusão à emigração.

Fonte: Texto parcialmente retirado do blog Under Rewiew e notas de Wikipedia


EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Green Windows - Twenty Years (Single 1973, versão inglesa)




Green Windows - Twenty Years (Single Decca / VC, P-F 13427 D, 1973).
Single considerado raro.

Faixas/Tracks:   Twenty Years / The Story Of a Man

 O grupo foi convidado a ir gravar a Inglaterra onde trabalharam com o conhecido Ivor Raymonde.
O Festival de Vilar de Mouros (8 de Agosto de 1971) acabou por ser na carreia de José Cid ( e do Quarteto 1111), o passo natural para o surgimento mais tarde dos Green Windows, grupo liderado por José Cid e por elementos do Quarteto 1111, que mais não foi do que uma tentativa de internacionalização de José Cid e do Quarteto 1111 mas com outro nome. A génese dos Green Windows deve-se, de facto, quando o grupo (sob impulso de Tó Zé Brito) começou a compor canções em inglês meses antes. Mais concretamente remonta ao final de 1972, quando o Quarteto 1111 foi convidado a participar no Festival dos Dois Mundos, realizado em Lisboa, tendo o grupo interpretado duas canções (Uma nova maneira de encarar o mundo e Vinte anos), com uma forte componente harmónica, na medida em que todos os elementos do grupo cantavam, incluindo as mulheres de cada um dos membros, perfazendo um total de 8 pessoas em palco. Não tendo ganho o Festival, classificando-se antes em terceiro lugar, no final do concerto um produtor da editora Decca, Dick Rowe - produtor que assinou com os Rolling Stones - abordou a banda tendo convidado os mesmos a gravar um par de canções em inglês, seduzindo-os com a possibilidade de uma carreira internacional.

Foram precisamente esses dois temas que os Green Windows cantaram no Festival dos Dois Mundos, que mais tarde viriam a ser gravados em Londres, sob o nome de Twenty Years e Story of a man, e que sairam para o mercado em formato single, tendo sido então a grande aposta de Dick Rowe. No entanto, o disco passou quase totalmente despercebido no mercado inglês.Talvez não tenha sido alheio a esse facto ter sido a aposta de Dick Rowe para lado A do single a canção "Story of a Man", que bem vistas as coisas, é comercialmente bem menos apelativa que Twenty Years. Contrariamente, cá em Portugal, quando os Green Windows apostaram na divulgação da canção Twenty Years, fizeram-no cantando em português e colocando-a no lado A do single posteriormente editado em Portugal. E o resto é história... Vinte Anos transformou-se, talvez, na canção mais emblemática de José Cid de toda a sua carreira (autoria de José Cid e Tózé Brito) e vendeu mais de 100.000 unidades.
A biografia deste grupo português já se encontra inserida neste blogue.

Texto parcialmente retirado do blogue  José Cid D. Camaleão.

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Heavy Band - Beggar Man (single 1972)

domingo, 8 de maio de 2011




Heavy Band - Beggar Man (Single, Decca-VC SPN 131, 1972).

Faixas/Tracks:
Beggar Man / Funky

Heavy Band - No período compreendido entre 1971 e 1973, os músicos Fernando Girão (voz, ex-Pentágono), Filipe Mendes (guitarra), Zé Nabo (baixo) e João Heitor (bateria) refugiaram-se em Angola e no Brasil. Segundo nosso amigo Moi, o baixista era o Alberto 'BETO' Abreu e não o Zé Nabo. Em Luanda, viriam a editar dois singles - "Beggar Man" e "Your New Motel" - através da subsidiária local da Valentim de Carvalho. No Brasil fizeram as primeiras partes de Gilberto Gil, Mutantes e Hermeto Pascoal, entre outros. Após o regresso a Portugal, o grupo sofreu alterações em termos de formação, passando também a tocar música improvisada, sendo, na altura, acompanhados por Carlos Zingaro (violino). A experiência em terras africanas irá influenciar profundamente a forma de compor e de cantar de Fernando Girão (aka Very Nice), permanecendo a base de todo o seu futuro trabalho.

Discografia:
Beggar Man (7"Single, Decca-VC, 1972)
Your New Motel (7"Single, Decca-VC, 1972)

Fonte: In Under Review.


Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.  

Quarteto 1111 - Ode To The Beatles (single 1971)




AQUI:

Quarteto 1111 - Ode To The Beatles
(single Columbia E 006-40140, 1971).

Faixas/tracks:  Ode To The Beatles / 1111(instrumental)

Após as alterações à formação inicial do Quarteto 1111 e portanto já com Tozé Brito no lugar de Mário Rui Terra, a banda aventura-se na língua inglesa, tentando a internacionalização e assim editam os singles "Back to the Country" (já postado) e "Ode to The Beatles" que agora apresentamos e que marca o início do período "progressivo" do grupo o que, de acordo com o seu principal compositor, "surgiu sem qualquer pretensão. Tínhamos apenas escrito aquelas músicas e gostávamos delas e como o Tozé falava muito bem inglês, achámos que devíamos gravá-las"
O lado "b" do single apresenta o tema "1111", um excelente  instrumental que, segundo julgamos saber, não foi ainda reeditado em formato digital.
Em Agosto desse mesmo ano, participam no Festival de Vilar de Mouros (o Woodstock à portuguesa) onde, apesar da liberdade que se respirava, são obrigados a cantar principalmente em inglês, por terem muitos dos seus temas proibidos pelo regime. José Cid (que era o teclista do grupo), de barba e chapéu, fica encantado com os sons que ouve no Moog de Manfred Mann (também presente em Vilar de Mouros) e não descansa enquanto não arranja um...
A biografia deste grupo português já se encontra inserida neste blogue.

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.

Quarteto 1111 - Balada Para D. Inês (EP 1968)



AQUI:

Quarteto 1111 - Balada Para D. Inês (EP Columbia SLEM 2304, 1968).

Em 1968 o Quarteto 1111 concorreu ao Festival RTP da Canção interpretando "Balada para D.Inês", que se classifica em 3.º lugar. Algumas das canções do grupo tinham uma forte carga política, o que lhe valeu muitos problemas com a censura.

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Ripado do vinil e masterizado por Carlos Santos.