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Xarhanga - Great Goat (single 1972)

quinta-feira, 7 de julho de 2011
Da esquerda para a direita: Júlio Pereira (guitarra, teclas), Carlos Patrício (baixo), Carlos Cavalheiro (voz) e Zé da Cadela (bateria).

Xarhanga - Great Goat / Smashing Life (Single Zip Zip 30047/S - 1972).

Ambas as canções têm letra de Carlos Cavalheiro (voz) e música de Júlio Pereira, ex-Petrus Castrus e ex-Play Boys (piano, órgão e viola).
Os restantes membros da banda, nesta gravação, são Carlos Patrício (baixo e pedaleira) e Zé da Cadela (bateria). O produtor foi Victor Mamede.

Fonte: bissaide

Single gentilmente cedido por Luís Futre.

Xarhanga - "Acid Nightmare" (single 1971)



Xarhanga - Acid Nightmare / Wish Me Luck (Single Zip Zip 30.043/S, 1971).

Grupo oriundo de Lisboa e criado em 1972, percursor do heavy metal em Portugal e do qual fazia parte Júlio Pereira. Foi o único grupo do género que conseguiu gravar um disco antes do 25 de Abril. Em 1971 editam "Acid Nightmare". Já com a colaboração de Zé da Cadela, um dos melhores bateristas da altura, voltaram a gravar, no ano seguinte, o single "Great Goat", registo gravado e misturado nos estúdios PolySom em Lisboa. A banda era constituída por Júlio Pereira (guitarra, piano, ex-The Playboys, ex-Petrus Castrus), Carlos Cavalheiro (voz, futuro Alarme), Rui Venâncio (bateria no primeiro disco), Zé da Cadela (bateria no segundo disco, ex-Objectivo, ex-Kama Sutra) e Carlos Patrício (baixo). As influências do projecto eram Atomic Rooster, Colosseum, Santana, King Crimson, Gentle Giant, Uriah Heep ou Deep Purple. Em 2008 será reeditado o álbum "Bota Fora" de 1975 que, na realidade, se trata de um trabalho da parceria Júlio Pereira/Carlos Cavalheiro, elementos dos Xarhanga. Eram incluídos na reedição em CD os dois singles da banda. Trata-se de uma peça fantástica do rock progressivo nacional, debruçado sobre as temáticas da guerra colonial, da independência das colónias e da liberdade mas que, verdadeiramente, não se tratava de um disco dos Xarhanga. 

Fonte: Under Review.

Single gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Masterização por Carlos Santos.

Demetrius, ídolo da jovem guarda, estará no Programa Eli Corrêa na Rede TV (Brasil)




Demetrius, ídolo da jovem guarda, estará no Programa Eli Corrêa na Rede TV (Brasil)! 
O cantor que emplacou a canção “Ritmo de chuva” nos anos 60 relembrará os momentos de grande emoção da carreira

O Programa Eli Corrêa na TV, do próximo domingo, dia 09, a partir das 7h00, receberá o cantor Demetrius, considerado o ídolo da jovem guarda. Sucesso absoluto nos tempos do iê-iê-iê ao lado de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, o músico transformou a canção “Ritmo de Chuva” em um dos maiores hits da década de 1960. 

Após a atração de Eli, a partir das 10hs, Dom Fernando Figueiredo, apresenta o “Deus Médico dos Médicos”. Carla Bortoloto, médica dermatologista, será a convidada de Dom Fernando para falar a respeito da rosácea, doença vascular que atinge principalmente adultos entre 30 e 50 anos. 

Produzidos e patrocinados pela Ultrafarma, os dois programas vão ao ar todos os domingos pela Rede TV (Brasil)! 

Fonte: Assessoria Márcia Stival

Délora Bueno - Cânticos Brasileiros (LP 1955)

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Délora Bueno - Cânticos Brasileiros (LP Odeon LDS. 3.009 - 1955). Disco considerado muito raro.


Faixas:

01 Tambatajá [Waldemar Henrique] canção amazônica
02 Óia o Sapo [tradicional] canção
03 Toca-Toca [tradicional] canção
04 Pingo D'água [Osvaldo de Souza] canção
05 Cobra Grande [Waldemar Henrique] canção amazônica
06 Maringá [Joubert de Carvalho] canção
07 Tayeiras [tradicional]
08 Casinha Pequenina [tradicional]
09 Upa! Upa! Meu Trolinho [Ary Barroso] marcha 

Você provavelmente nunca leu o nome de Délora Bueno em livros ou ouviu seu nome citado nas conversas sobre música brasileira, mas ela foi dona de uma bela voz, dedicou sua vida a música e teve sua parcela de importância na história da nossa música popular.
Délora Bueno foi uma das primeiras artistas brasileiras reconhecidas fora do Brasil. Filha de pai brasileiro [pianista] e mãe norte-americana, nasceu nos Estados Unidos mas cresceu e se educou no Brasil entre o Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Minas Gerais, naturalmente absorvendo toda essa diversidade cultural. No Rio de Janeiro, estudou piano na Escola Nacional de Música. Em 1944, voltou com a família para os Estados Unidos e continuou a estudar piano e canto no Juilliard School de Nova York. 
Na década de 1940 nos Estados Unidos, havia outra cantora brasileira fazendo muito sucesso, a estrela de cinema Carmen Miranda, que encantava os americanos com sua mistura ingênua de graça, sensualidade, deboche e caricatura. Os americanos, claro, queriam mais, e numa América rendida pela “pequena notável”, Délora Bueno acabou na mira dos executivos da indústria musical. Ela já vinha se destacando nas salas de concerto e em aparições no rádio, sempre apresentando nossa música, logo comandava também um programa na TV com 15 minutos de duração no ano de 1949, antes mesmo da TV estrear no Brasil. 
O “Délora Bueno Show” fez sucesso, com ela a vontade em frente as câmeras. Logo expandiram o programa para 30 minutos, rebatizado de “Flight to Rhythm”. Num cenário de boate fictícia o “Club Rio”, Délora agora dividia o microfone com o cantor Miguelito Valdez, uma orquestra, dançarinos e atores que interagiam com os cantores-apresentadores. No programa, Délora também cantava músicas do repertório de Carmen Miranda... 
Ela sabia que só sobreviveria se mostrasse seu próprio valor. Eram tempos em que não existiam artistas fabricados, tinha que se ter talento, e muito talento para se sobressair. Assim, Délora Bueno se destacou com seu talento genuíno, incorporou à sua música elementos folclóricos e deixou de lado o deboche. Foi solista em grandes orquestras como a de Paul Whiteman, a da Força Aérea dos Estados Unidos e da Banda da Marinha Norte-Americana. 
Neste disco o contralto delicado de Délora Bueno é registrado em sua melhor forma, gravado no Brasil pela gravadora Odeon em 1955. O repertório é impecável, os arranjos incríveis e a voz doce de Délora, perfeita. “...é difícil, tão difícil separar dois coração...” 
O resultado é genial, com a elegância peculiar das gravações brasileiras na década de 1950. Délora Bueno é acompanhada por orquestra, coro e conjunto regional - infelizmente não creditados. O disco abre com a belíssima valsa amazônica “Tambatajá” de Waldemar Henrique em gravação definitiva. Continua nas brejeiras “Óia o Sapo”, “Toca-Toca”, “Pingo Dágua” e “Tayeiras” retiradas do folclore. “Cobra Grande” é outra belíssima valsa amazônica de Waldemar Henrique, também em gravação definitiva; de sabor psicodélico, com a orquestra desenhando paisagens de sonhos - no caso de pesadelo. O gosto de interior do Brasil aparece nas famosas “Maringá” do mestre Joubert de Carvalho e “Casinha Pequenina” [tradicional] com destaque para o acordeon. É de se emocionar.. Para fechar o disco, Délora convida a galopar com Ary Barroso em “Meu Trolinho”. Com arranjos de metais em brasa, letras alternando inglês e português e percussão marcada, “Meu Trolinho” remete à Carmen Miranda e aumenta uma certa impressão circense que acompanha todo disco, como que lembrando que é necessário ser um pouco criança para entender e se apaixonar pelo universo musical da Délora Bueno.

Texto e álbum gentilmente cedidos e enviados pela nossa amiga Gilda, do Canadá, a quem muito agradecemos.

Takeshi Terauchi - Eleki Guitar No Subete (1969)





From album 『Eleki-Guitar No Subete』(LP 1969). Album title means All of Electric Guitar. 

Takeshi Terauchi (寺内タケシ Terauchi Takeshi, born January 17, 1939 in Tsuchiura, Ibaraki Prefecture, Japan), also known as Terry, is a Japanese surf rockguitarist. His preferred guitar is a White Mosrite. His guitar sound is characterized by frenetic picking, heavy use of vibrato and frequent use of his guitars tremolo arm. 
Terauchi started his career playing rhythm guitar for a country and Western act "Jimmy Tokita and The Mountain Playboys", which had bassist Chosuke Ikariya. In 1962 he formed his first group, The Blue Jeans. However, in 1966 he left the group and formed The Bunnys with whom he played. In May 1967, he also established his own company named "Teraon". He won the "arrangement award" with the song "Let's Go Unmei" at the 9th Japan Record Awards in 1967. He left the Bunnys in 1968. He reformed the Blue Jeans in 1969 and the band has been active until today. 
On November 26, 2008, Takeshi Terauchi and the Blue Jeans released album Mr. Legend from King Records. 

Filmography:  Eleki no Wakadaishō (エレキの若大将) 1965. 

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Prata da Casa - Pérolas da Música Portuguesa - VOL. III




Prata da Casa - Pérolas da Música Portuguesa III.

Mais um volume (o ) desta compilação pessoal, constituída por alguns dos sucessos dos nossos artistas nacionais. Nunca é demais recordá-los e homenageá-los.
Temas que fizeram sucesso especialmente nas décadas de 60 e início de 70, para recordar e reviver.

João Romão e Carlos Santos

Alinhamento por Carlos Santos.
Capas e grafismo por João Romão.

"Satisfactionmania" - 21 versions of I Can't Get no (Satisfaction)/Stones, V/A

terça-feira, 5 de julho de 2011





21 versions of the Stones most famous hit, "I Can't Get No (Satisfaction)", more 1 bonus track. Great versions by famous artists. These are excellent covers of this iconic theme. 

"Satisfactionmania" é uma excelente compilação que nos foi disponibilizada pelo Rato (Rato Records) que originalmente reúne 21 versões do tema (talvez) mais emblemático dos Stones e às quais acrescentámos mais uma faixa bónus de um excelente grupo sul africano. Aqui, podemos ouvir as mais variadas interpretações do referido tema, em vários estilos e ritmos. Capas muito criativas e apelativas. 
A não perder!

Compilação gentilmente cedida por Jota/Rato (Rato Records), a quem muito agradecemos.
Tema bónus disponibilizado por Carlos Santos.

The Troggs - Hits (1966-68)




The Troggs - I Can't Control Myself (from Youtube)


Esta é apenas uma compilação pessoal contendo alguns temas conhecidos, inseridos nalguns singles e EPs.
This is just a personal compilation containing some tracks from singles and EPs.

The Troggs foi uma banda de rock britânica dos anos 60 formada em Andover, sul da Inglaterra por Reg Presley (vocalista), Chris Britton (guitarra), Pete Staples (baixo) e Ronnie Bond (bateria).

Faixas / Tracks:

01 - With a girl like you (66)
02 - I want you (66)
03 - Wild thing (66)
04 - From home (66)
05 - I can't controll myself (66)
06 - Gonna make you (66)
07 - Give it to me (67)
08 - You're Lying (67)
09 - Night of the long grass (67)
10 - Girl in black (67)
11 - Hi hi hazel hit single anthology (67)
12 - When i'm with you (67)
13 - Love is all around (67)
14 - When Will The Rain Come (67)
15 - Hip hip hooray (68)
16 - Say Darlin' (68)

Alinhamento por Carlos Santos.

Geoff Love and His Orchestra Play Big War Movie Themes (1971)


Disco 1:

Disco 2:    ou    ALI:

Geoff Love and His Orchestra Play Big War Movie Themes (Album MFP 5171, 1971).

Excelente álbum com 21 temas de filmes de guerra, interpretados pela famosa orquestra de Geoff Love, um maestro britânico falecido em Londres, em 1991, com 73 anos.

This is an evocative album. It is an album containing 21 themes from war films. It covers almost all of the twenty-five years since the war ended. It will bring back memories to those who were old enough to be involved and it will provoke tales to be told to those who were too young. The films from which these themes have been taken are based both on fact and on fiction.
Some of the most exciting film themes ever to be written have been for films about the war. 

Faixas/Track Listing: 

01 Colonel Bogey
02 Theme from "Lawrence of Arabia"
03 The Guns of Navarone
04 Theme from "Battle of Britain"
05 The Longest Day
06 Theme from "Where Eagles Dare"
07 633 Squadron
08 The Dambusters
09 The Great Escape March
10 The Green Berets Theme
11 Cavatina
12 The Winds of War Theme
13 Colditz March
14 Sink The Bismark
15 Song of The High Seas
16 Beneath The Southern Cross
17 Guadalcanal March
18 8th Army March
19 Theme from "We'll Meet Again"
20 Theme from "Is Paris Burning"
21 Theme from "Reach For The Sky"

Álbum disponibilizado por Carlos Santos

Artur Garcia - Artur Garcia (EP 1973)

segunda-feira, 4 de julho de 2011




Artur Garcia - Artur Garcia (EP Alvorada AEP 60829 - 1973), acompanhado pela Orquestra de Manuel Viegas.

Artur Garcia da Silva, que nasceu no bairro Lisboeta de Alcântara, parecia destinado a ser o eterno segundo, o príncipe sem coroa.
Até que, em 1967, é eleito Rei da Rádio, façanha que repetiu no ano seguinte. As vitórias puseram termo a um longo ciclo dominado por António Calvário, designado pela imprensa e pelos respectivos clubes de fãs como crónico rival de Artur Garcia. E vice-versa.
Provado que havia espaço para os dois, apesar das verdadeiras batalhas entre fãs que atingiram o auge com um tumulto de almofadas em pleno Coliseu dos Recreios, aquando da sua primeira vitória como Rei da Rádio, Artur Garcia conquistou um lugar cimeiro na canção ligeira portuguesa dos anos sessenta, sobretudo na segunda metade desta década.
Intérprete de canções como A Cidade ao Sol, O Homem do Leme, Sonhando Contigo, Como o Tempo Passa e Olhos de Veludo, Artur Garcia ganhou o direito de cantar os melhores autores da época.
Protagonista no panorama nacional, até pelo estrelato conquistado no teatro de revista e em espectáculos televisivos, Artur Garcia cantou ao lado de alguns dos mais lendários nomes da cena musical internacional. Entre eles: Júlio Iglésias, Carmen Sevilla, Rafael e Sylvie Vartan.
Afastado dos palcos principais com o 25 de Abril, Artur Garcia passou a ser proprietário de uma loja de discos. Aí teve a possibilidade de acompanhar a evolução da cena musical.
Artur Garcia, actuou ainda no teatro de revista, a sua primeira paixão de infância.

Marcos principais da carreira:

1951 Começa a cantar como amador. 
1956 Ingressa no Centro de Preparação de Artistas da Rádio.
1964 Participa no l9 Grande Prémio TV (depois Festival RTP da Canção), ganho por António Calvário.
1965 Estreia-se como actor na revista Todos ao Mesmo, no Teatro Maria Vitória. É, também, atracção no Teatro ABC. Conquista o segundo lugar no Grande Prémio TV, com a canção Amor. Venceu Simone de Oliveira com Sol de Inverno.
1967 É eleito Rei da Rádio. Vence o Festival de Aranda del Duero.
Recebe o Prémio da Imprensa em Moçambique.
1968 Vence o primeiro Prémio do Festival da Figueira da Foz, êxito que alcançou por duas vezes com as canções Olhos de Veludo e Homem do Leme. Volta a ser eleito Rei da Rádio.
1969 É eleito Príncipe do Espectáculo.
1977 Realiza uma digressão pelos Estados Unidos e Canadá ao lado de Amália Rodrigues. 


EP gentilmente cedido por Luis Futre.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.