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Histórias Perdidas do Rock Brasileiro (Livro de Nélio Rodrigues)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Livro "Histórias Perdidas Do Rock Brasileiro" - Nélio Rodrigues (Vol. I)

Trata-se de um livro fantástico, escrito pelo pesquisador Nélio Rodrigues. O livro, "Histórias Perdidas do Rock Brasileiro - Vol.1" (Editora Nitpress) expõe com rigor e clareza a temática do rock brasileiro dos anos 60 e 70. O livro incide sobre as questões da juventude da época, as bandas cariocas formadas por jovens que apenas pretendiam divertir-se e que para além de "amar os Beatles e os Rolling Stones", o importante era “fazerem” um som.
Bandas que enfrentaram aspectos vários, políticos, sociais e económicos, isto é, a ditadura, a censura e a falta de condições técnicas, mas que no final conseguiram sobressair e alcançar grandes sucessos e resultados. Nomes como Os Selvagens, The Cougars, Analfabitles, The Red Snakes, All Stars, Sound Factory, Faia, Karma e Lodo faziam muito sucesso nos bailes do Rio de Janeiro, e que ainda hoje permanecem vivos na memória daqueles que os acompanharam, foram fãs e que, como nós, sempre apreciaram este tipo de música, do chamado movimento da Jovem Guarda brasileira.

Carlos Santos

Sobre o livro:

O livro traz generosas biografias e entrevistas com grupos como Os Selvagens, Analfabitles, The Red Snakes, Karma e Faia, entre outros. 
Os textos originalmente publicados em Senhor F ganharam revisão e inclusão de novas informações, especialmente biografias. 
Nélio Rodrigues é autor do livro “Os Rolling Stones no Brasil” e também assina com José Emilio Rondeau “Sexo, Drogas e Rolling Stones”. 
“Em 1998, mais exatamente em Março, nascia a então revista Senhor F, voltada centralmente, naquele momento, para o resgate da história do rock nacional. Contando com a abertura e as facilidades da nova mídia, a decisão editorial da nascente publicação on line buscava dar visibilidade histórica para centenas de artistas e grupos, em sua maioria injustamente esquecidos pelas publicações oficiais. Esse papel também fundamental para a formação de toda uma geração contou com a participação decisiva de um pesquisador apaixonado pela história “secreta” do rock brasileiro”, lembra o editor de Senhor F, Fernando Rosa, que assina o prefácio do livro. 
“Sem lembrar exatamente como ocorreu o primeiro contato, a primeira colaboração, no entanto, foi um texto sobre sua própria experiência, quando menino, em um bairro do Rio de Janeiro, de ter ganho uma “carona” no carrão de Roberto Carlos, quando ele ainda não era o rei, com “R”. O registro é importante porque, nunca um observador distante, Nélio Rodrigues viveu em grande parte as histórias que contou para a Senhor F, que agora ganham as páginas deste livro”. 
“A revista Senhor F e, principalmente milhares de “militantes” do rock, devem muito ao pesquisador e historiador Nélio Rodrigues que, com seus textos, matérias e entrevistas ajudou a (re)construir uma verdadeira história do rock no Brasil”, diz Fernando Rosa.

Senhor F, In Os Armenios 

Contato para a aquisição do livro: 
Nélio Rodrigues, o autor do livro: E-mail lneliorod@yahoo.com.br

Petrus Castrus - Marasmo (EP 1971)





Petrus Castrus - Marasmo (EP Decca/VC PEP 1384 - 1971)

Formados em 1971, os Petrus Castrus eram liderados pelos irmãos Pedro Castro (voz, guitarra, ex–Chinchilas) e José Castro (baixo). Recrutaram dois antigos membros dos Play Boys - Júlio Pereira (guitarra, mais tarde Xarhanga) e Rui Reis (teclas) , aos quais se juntaria ainda João Seixas (bateria). Começaram então a praticar uma música próxima do rock sinfónico, então muito em voga. Conseguem um contrato discográfico com a Valentim de Carvalho e editam dois EP’s com os títulos "Marasmo" e "Tudo isto, Tudo Mais", que foram muito bem recebidos pela crítica. Desvinculam-se da editora e assinam pela recém-formada Sassetti onde editam o seu álbum de estreia intitulado "Mestre", hoje considerado um dos melhores discos portugueses de todos os tempos. O disco foi gravado em França, no mesmo estúdio onde José Afonso gravou o seu álbum "Cantigas do Maio". "Mestre" é constituído por músicas com poemas de Bocage, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Anderson. O facto de terem gravado estes poetas vale-lhes a confiscação do disco por três meses pela famigerada Comissão de Censura. Pouco tempo depois da gravação do disco Júlio Pereira sai, para formar os Xarhanga. Ainda antes do 25 de Abril de 1974, os Petrus Castrus gravaram o single "A Bananeira", só editado depois dessa data. A atitude de sátira social, desde sempre associada à banda e por ela assumida, não tinha nada a ver com as propostas musicais surgidas no pós-revolução, em que se tentava dizer de uma só vez o que esteve escondido durante muitos anos, através da chamada música de intervenção. Como a banda não se sentia confortável nesse papel, suspende as suas actividades. João Seixas e Rui Reis ingressam nos Plutónicos, mais tarde Ferro & Fogo. João Seixas haveria de reencontrar Júlio Pereira, quando fez parte da banda do autor de “Cavaquinho”, em concertos ao vivo. Os irmãos Castro partem para o estrangeiro para regressar em 1976, licenciados em economia e engenharia. Em 1976 a banda retoma actividades com um novo LP intitulado "Ascensão e Queda". Em trio, com os irmãos Castro e Miguel Urbano na bateria, os Petrus Castrus contam, ainda, com as participações de Fernando Girão (aka Very Nice), Lena d’Água e Nuno Rodrigues (membro da Banda do Casaco). Embora seja um fracasso comercial e tenha sido arrasado pela crítica da época, hoje esse disco é procurado, sobretudo pelos coleccionadores de música progressiva, tendo sido objecto de uma reedição por uma editora sul-coreana. Ainda gravaram mais dois singles, "Cândida" e "Agente Altamente Secreto", mas só será editado o primeiro. Chegaram a dar alguns concertos ao vivo e desapareceram.

De referir as excelentes partes instrumentais deste grupo, aproximando-se de conhecidas bandas internacionais como os Pink Floyd (1ºs registos), Pulsar, Manfred band Earth Band, Procol Harum, apenas para referir algumas.

Faixas/Tracks:
1. Marasmo (5:39)
2. Ovo de Chumbo (2:44)
3. Batucada Vulgaris (2:59)

Membros da banda neste EP:
- Pedro Castro - Baixo
- José Castro - Keyboards, Vocals
- Rui Reis - Piano, Orgão
- Júlio Pereira - Guitarra
- João Seixas / Bateria
- José Mário - Xilofone 

Fonte: Under Review 

Petrus Castrus was one of the first portuguese progressive rock bands and his great symphonic work "Ascençao e Queda" ("Rise and Fall"), published in 1976 which includes "Indecisão e Demência" ("Indecision and Dementia"). 
It gets very influenced by Procol Harum, but suddenly turns into a beautiful melody more symphonic GG style, where as usual the voice work is excellent, two male voices of the Castro brothers in collision with the softest and the stunning Lena d'Agua (here knowledge of the Portuguese language matters). 
What is most impressive is the number of radical changes that this band can offer in each track. In "Marasmo" ("Marasmus") enjoy the melodic fluidity of synthesizers, harpsichord, piano and acoustic guitar. The structural complexity of certain passages gives it a dense sound that ultimately ends up in achieving peace and calmitude, and "Batucada Vulgaris" theme included in the LP Psychedelic Portugal drums and percussion are also used either to enrich the timbre work either to score a little more pace, at one time or other. Excellent EP that deserves much more popularity, good for any listener who does not care about lyrics in a foreign language."


By Dom (ProgNotFrog) 

EP gentilmente cedido por Luís Futre. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Os Duques - Pergunta ao João (EP REGAL 1968)




Os Duques - Pergunta ao João (EP REGAL SEDL 19.581, 1968). 
Edição espanhola. Disco considerado raro.

O primeiro EP dos Duques (Sousa Galvão Apresenta Os Duques – 1963), foi editado antes de terem ido viver para Espanha. Penso que apenas um dos elementos da formação não era português.
Mais tarde, Os Duques (que eram portugueses), ficaram radicados em Espanha. Um dos membros do grupo era o Johnny Galvão, que depois trabalhou com o Paulo de Carvalho e com o Tozé Brito e, já na década de 90, com o Paulo Bragança. 
Este é um dos EPs que este grupo português gravou e editou em Espanha. O disco contém uma canção em português, um instrumental e dois temas em castelhano.
Não existe muita informação sobre este grupo.

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

The Beau Brummels - Triangle (1967)





The Beau Brummels were an American rock band. Formed in San Francisco in 1964, the band's original lineup included Sal Valentino (lead vocals), Ron Elliott (lead guitar), Ron Meagher (bass guitar), Declan Mulligan (rhythm guitar, bass, harmonica), and John Petersen (drums). They were discovered by local disc jockeys who were looking to sign acts to their new label, Autumn Records, where Sylvester Stewart—later known as Sly Stone—produced the group's early recording sessions. Initially, the band's musical style blended beat music and folk music and typically drew comparisons to The Beatles, while their later work incorporated other music genres such as psychedelic rock and country rock. 


The Beau Brummels hit it big in the early 60s with their hits “Laugh Laugh” and “Just A Little” which were produced by Sly of the Family Stone. As English as they tried to appear, they were an American rock band hailing from San Fransisco. 
I wholeheartedly recommend that you check out their early material, especially a record called From The Vaults, but it’s their adventurous and refreshing 1967 Triangle that steals the show. Sal Valentino is the voice of the Brummels, a vox of raw power and vibrato, certainly a highly unique voice that matches an almost unclassifiable and surprising album. Triangle has everything: it’s a tightly produced country record that is rooted in rock; it’s straight and folky and underlined by psychedelic imagery. 
The production always drew me in on these records. By records, I mean, if you like this one, you’re in luck because there’s also Bradley’s Barn, a sequel of sorts to Triangle that was recorded in Nashville with some exceptional picking and production. Sometimes modern music can sound over produced – Bradley’s Barn and Triangle are like that, but in an inviting, interesting way, rather than a glossy, manufactured way. 
Merle Travis’ “Nine Pound Hammer” is masterfully covered on this record, the most inventive version I’ve heard and one that always catches bluegrass audiences by surprise. Songs like the excellent “Magic Hollow,” “The Wolf of Velvet Fortune,” and “Painter of Women” are songs you’ll never hear anywhere near a record deemed “country.” Other’s, like Randy Newman’s “Old Kentucky Home” and “Are You Happy?” are straight up good timers. 
Pick this one up, it may take a little getting used to, but it’s well worth it. The Beau Brummels are a seriously underrated treasure. Note to Beau Brummel fans: you’ll be wanting this. 


Formação / Original Line-Up: 

Sal Valentino – lead vocals, tambourine (1964–1969, 1974–1975) 
Ron Elliott – lead guitar, backing vocals, occasional lead (1964–1969, 1974–1975) 
Ron Meagher – bass, backing vocals, occasional lead (1964–1967, 1974) 
Declan Mulligan – rhythm guitar, harmonica, backing vocals, occasional lead (1964–1965, 1974–1975) 
John Petersen – drums, occasional lead vocal (1964–1966, 1974–1975) 

Subsequent Members: 

Don Irving - guitars, backing vocals (1965–1966) 
Dan Levitt - banjo, guitars (1974–1975) 
Peter Tepp - drums (completed 1975 tour) 

Fonte: Wikipedia, Rising Storm.

Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

Sylvie Vartan - Twiste Et Chante (EP 1963)

terça-feira, 13 de setembro de 2011




Sylvie Vartan - Twiste Et Chante (EP RCA Victor 86.022, 1963).

A biografia desta cantora francesa já se encontra incluída neste blog.

EP gentilmente cedido por Luís Futre. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Quarteto 1111 - Quarteto 1111 (LP 1970)




Quarteto 1111 - Quarteto 1111 (LP Columbia / Valentim de Carvalho 8E 062 40037, 13 Fevereiro 1970)

Faixas/Tracks:

01.Prólogo
02. João Nada
03.Domingo Em Bidonville
04.Uma Estrada Para a Minha Aldeia
05.A Fuga dos Grilos
06.As Trovas do Vento Que passa
07.Pigmentação
08.Maria Negra
09.Lenda De Nambuangongo
10.Escravatura
11.Epilogo

O Quarteto 1111 em 1970

O Quarteto 1111 é uma banda portuguesa, formada em 1967, no Estoril. Numa década de inovações e experimentalismos, muitas bandas tentavam copiar o que era difundido pela rádio e ouvido em ocasionais discos trazidos do estrangeiro. Os Beatles ou os Shadows eram a inspiração para a maioria das bandas.
O Quarteto 1111 nasceu em 1967 na garagem de uma vivenda situada em São João do Estoril, pertencente a uns familiares de Michel Pereira, um dos impulsionadores do projecto, juntamente com José Cid, António Moniz Pereira eJorge Moniz Pereira, todos ex-pertencentes ao Conjunto Mistério.
A mudança de nome para Quarteto 1111, foi inspirada pela terminação do número de telefone da casa onde decorriam os ensaios, 1111. A formação original do Quarteto 1111 era constituída por:

José Cid - teclados, cravo (harpsichord), flauta, voz
António Moniz Pereira - guitarra, voz
Miguel Artur da Silveira - percussão
Mário Rui Terra - baixo e voz  

O grupo teve muitos problemas com a censura da época, porque algumas das suas canções tinham uma forte carga política e contestatária. 

Após alterações feitas na formação da banda, que passaram pela saída de Jorge Moniz Pereira e a entrada de Mário Rui Terra e já com a nova equipa formada, editaram em 1970, o álbum homónimo do Quarteto 1111 que aqui se apresenta, tendo sido alvo de censura na época. Este álbum foi mandado retirar do mercado, pela Comissão de Censura, na semana do seu lançamento, por fazer referências claras à emigração e ao colonialismo em temas como, Lenda de Nambuangongo, Domingo Em Bidonville e Pigmentação..

LP gentilmente disponibilizado pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.

Count Five - Psychotic Reaction (1966)




Count Five - Psychotic Reaction (from Youtube)



Count Five ‎– Psychotic Reaction (Originalmente lançado em LP Double Shot Records ‎– LP-DSM-1001, 1966 US).

Formed in 1964 in San Jose, California, USA, Count Five were a classic one-hit wonder whose Yardbirds-inspired psychedelic-punk hit Psychotic Reaction, reached the US Top 5 in 1966. They first drew attention by wearing Dracula-style capes to their gigs. After recording one album, also titled Psychotic Reaction, they continued to release singles before disbanding in 1969. 

"Psychotic Reaction" is an early garage rock song released by the American rock band Count Five in 1966, and also the title of their only album. Guitarist John "Sean" Byrne was sitting in a Health Education class in his freshman year at San Jose City College in California, learning about psychosis. His friend Ron Lamb leaned over and whispered: "You know what would be a great name for a song? Psychotic Reaction.
 Byrne had been writing a tune in his head that day, and used the title to finish it, with the entire band given writing credit. The song hit number five on the Billboard charts. 


The song was modeled after the Yardbirds's song "I'm a Man", with a repetitious rhythm that eventually changes to a faster beat, an electric guitar playing a hypnotic melody going up the scales, and a similar style of percussion to that of the Yardbirds hit. 
This song was popular in the Vietnam War era, and appears in the game Battlefield Vietnam. Probably the best known of the many obscure covers that were made in the 1960s is the one by Positively 13 O'Clock that was included on the original Pebbles compilation album. The song was covered by The Cramps on their 1983 live mini-album, Smell of Female, and by Nash the Slash on his album American Bandages. Television included this in their early sets, emphasizing the "rave-up" section. It was also recorded in more heavily psychedelic manner by the 60's studio only band The Leathercoated Minds in 1966 on their album A Trip Down the Sunset Strip. 

The song is one of the many songs quoted and parodied on the album The Third Reich 'n Roll by the avantgarde group The Residents. 
This song is also played live by Tom Petty and the Heartbreakers on the Playback box set and seen in the currently out of print concert video, "Take the Highway". 
John Byrne died on December 15, 2008 at 61, from cirrhosis of the liver. 

Formação / Band Line Up: 

John "Sean" Byrne, 19, vocalist, rhythm guitar, composter, sophomore at San Jose City College, a native of Dublin, Ireland.
Craig "Butch" Atkinson, 19, drums, sophomore at San Jose State College, originally from Springfield, Missouri.
Kenn Ellner, 18, leader, vocalist, tambourine, harmonica, freshmant at Los Altos Foothill College, born in Brooklyn, New York.
Roy Chaney, 18, fender bass, freshman at San Jose City College, home-town Indianapolis, Indiana.
John "Mouse" Michalski, 18, lead guitar, senior at San Jose Pioneer High School, hails from Cleveland, Ohio.

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

The Mops - Psychedelic Sounds In Japan [1968]




The Mops, banda japonesa formada em meados de 66', por estudantes com idades compreendidas entre os  18 e 19 anos, muito influenciados pelos Ventures, assim como por outras bandas da época. Os Mops tocavam um estilo aproximado do "beat" até meio do ano de 1967 quando, de acordo com o seu empresário, 'deveriam mudar para uma nova direcção', e foram aconselhados a tornar-se numa banda psicadélica. E, em novembro de 1967, estrearam-se como a primeira banda psicadélica do Japão. Lançaram um único single, 'Asamade Matenai', pela JVC, alcançando o 38° lugar nas paradas, tornando-se uma das mais famosas bandas GS,(Guitar Sound - Japanese beat combo), no Japão. 


O 'boom' GS tinha-se desgastado, e os ouvintes precisavam de algo novo. Então, em abril de 1968, os Mops lançaram o seu primeiro álbum, 'Psychedelic Sounds In Japan'. O título pode parecer "disparatado", mas fizeram verdadeiras versões psicadélicas, apesar de o som ser realmente muito mais de  garagem. No GS, as canções diziam coisas mais simples, mas eles eram mais sérios, em 'Blind Bird', os Mops cantavam sobre um terrível e escuro mundo e diziam, 'please kill me'. E, após lançarem 3 singles e um álbum, passaram para a Toshiba Liberty label. Em 1969, todo o 'boom' GS tinha desaparecido, algumas bandas passaram a GS moody pop, muitas outras bandas GS desconhecidas, foram dissolvidas. Neste momento, uma nova era se iniciava, a chamada 'New Rock', remanescente de bandas conhecidas como 'Cream, Led Zeppelin, Grand Funk Railroad'. No entanto, o mercado de rock Japonês era muito pequeno, e esse movimento tornou-se "underground". 


Os Mops mudaram o seu som para Hard Rock. Não seriam mais uma banda psicadélica! 
O grupo lançou 13 singles e 8 álbuns pela Liberty, até que a banda se dissolveu em Maio de 1974. 

Membros/Members:
Eram eles, Mikiharu Suzuki (drms), Tarou Miyuki (gtr), Hiromitu Suzuki (Vocals), Kaoru Murakami (Bs), Masaru Hoshi (lead Gtr,Vocals).

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos. 

Pedro Osório e o seu Conjunto - Greenfields (EP 1960)



Pedro Osório e o seu Conjunto - Greenfields (EP Orfeu atep 6012 - 1960)

Faixas/Tracks: Greenfields (Terry Gilkyson/Rich Dehr/Frank Miller) - Era Um Biquini Piquinino Às Bolinhas Amarelas (Paul Vance/Pedro Osório) - Escândalo Ao Sol (Stelner) - Tom Pillibi (André Popp)

Pedro Osório, foi um maestro português que fez parte de grupos como Pedro Osório e seu Conjunto, Quinteto Académico e Trio Barroco, entre outros.
Pedro Vaz Osório nasceu na cidade do Porto onde estudou Música e Engenharia Mecânica. 
O “Conjunto de Pedro Osório” tocava em bailes quase todos os fins-de-semana em final dos anos 50, princípio dos 60. 
Em 1966 lançou o ultimo EP do Conjunto de Pedro Osório e rumou a Lisboa para se juntar à segunda formação do Quinteto Académico: Pedro Osório no piano, Jean Sarbib no baixo, Carlos Carvalho na guitarra, Zé Manel no sax-barítono e Adrien Ransy na bateria. Conheceu Luís Vilas Boas em 1966 após o regresso de Angola, onde cumpriu "dois anos, três meses e vinte e cinco dias" de comissão. Tentava retomar o curso de Engenharia. No último ano do curso (1967) decide-se pela carreira de músico profissional. 
Depois dos conjuntos pop-rock (Conjunto Pedro Osório e Quinteto Académico) passa a dedicar-se à orquestração e direcção de orquestra. 
Em 1968 forma o Trio Barroco com Jean Sarbib e Luís Vilas Boas. 
Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1968 como autor de "Verão" de Carlos Mendes. 
Juntamente com Carlos Alberto Moniz funda em 1974 o Grupo Outubro e gravam dois discos. É editado um disco do projecto SARL (Pedro Osório, Samuel e Carlos Alberto Moniz). 
Participação do Grupo In-Clave, com Fernando Tordo e Tonicha, arranjos e direcção de Pedro Osório. No lado A “Portugal Ressuscitado”, poema de José Carlos Ary dos Santos para música de Pedro Osório. Uma produção da Sassetti - 1974 O estribilho de “Portugal Ressuscitado”: “Agora o povo unido Nunca mais será vencido Nunca mais será vencido” 
É ao lado do maestro Pedro Osório no programa «No Tempo em que Você Nasceu» que Herman José inicia a sua carreira artística, (viola-baixo). Pedro Osório é também o responsável pela sua entrada no teatro de revista. 
Pedro Osório representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1975 (Duarte Mendes) como chefe de orquestra. 
O Pedro Osório S.A.R.L. fica em 3º lugar no Festival RTP de 1979 com "Uma Canção Comercial". 
Com "Self-Made-Man" dos S.A.R.L. regressa ao Festival da Canção, em 1980. Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1982 como chefe de orquestra. 
Autor de música para cinema e teatro ganhou em 1982 o prémio da crítica com a música que compôs para a peça "BAAL" de Bertholt Brecht. Em 1982 "Quero Ser Feliz Agora" dos S.A.R.L fica em 4ºlugar. 
1989 é o ano do projecto "Só Nós Três", com os cantores Paulo de Carvalho, Fernando Tordo e Carlos Mendes. "Vim Para o Fado e Fiquei" é outro dos seus projectos. 
Em 1993 junta Lena d'Água, "Rita Guerra e Helena Vieira para o grande espectáculo "As Canções do Século", que foi gravado ao vivo no Casino do Estoril. Pedro Osório foi o criador dos arranjos e dirigiu a orquestra. A digressão desse espectáculo durou vários anos. 
"Quatro Caminhos" é outro dos projectos de Pedro Osório, com Paulo de Carvalho, Rita Guerra, Maria João e Carlos do Carmo, e foi apresentado em 1996. 
Em 1994 recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. 
Representou Portugal no Festival da Eurovisão em 1996 como autor da canção "O meu coração não tem cor" interpretada por Lúcia Moniz, que conseguiu a melhor classificação de sempre da representação portuguesa naquele festival. 
Escreve obras de música sinfónica tendo algumas sido executadas em público. Foi director musical e autor musical de shows do Casino do Estoril como "Novas Descobertas" e "POPera". 
Em 1998, concebeu o espectáculo intitulado "Da Gama", tendo como subtítulo "Concerto para 6 Músicos, 2 Cantores e 1 Computador", em que participaram os cantores Paulo de Carvalho e Rita Guerra. 
Em 1999 foi o responsável por outro espectáculo musical que consistiu na interpretação pop de várias árias de óperas conhecidas. Nele participaram os cantores Helena Vieira, Beto e Rita Guerra. 

Vasta discografia (Ver em Wikipedia)

In Wikipedia

EP gentilmente cedido por Luís Futre. 
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.

Jovem Guarda Instrumental II

segunda-feira, 12 de setembro de 2011




Trata-se de uma compilação particular, onde se incluem instrumentais de grupos brasileiros da Jovem Guarda.

No Brasil, muitas bandas tocavam rock instrumental, inspiradas por instrumentais estrangeiros, como os Shadows ou os Ventures, e/ou ainda por Duane Eddy ou The Champs, entre outros. 
Em 1958, Bolão e Seus Rockettes gravaram o primeiro LP puramente instrumental. Isso ajudou a tornar o estilo de rock mais popular da música da juventude brasileira. Outras bandas como, The Avalons, The Clevers, The Rebels, The Jordans, Os Fellows, Lafayette e Seu Conjunto, Luisinho E Seus Dinamites, The Jet Blacks, The Pops, Os Populares, Os Rebeldes, The Bells, The Lions, The Youngsters e outras, surgiram no panorama musical/instrumental brasileiro, com excelente qualidade. 

Faixas/Track List:

01 - Hit Pops - The Pop's 
02 - Gerónimo - Os Carbonos 
03 - Perfídia - The Top Sounds 
04 - Shazam - The Jet Black's 
05 - Anel de Diamante - The Black Boys 
06 - Dance With The (Guitar Man) – The Jet Black's 
07 - Amor Perdido (Love Lost) – Os Incríveis 
08 - Midnight - The Jet Black's 
09 - FBI - The Jordans 
10 - Telstar - The Jet Black's 
11 - Look For a Star - Os Carbonos 
12 - Dance On - The Jet Black's 
13 - Driftin' - The Top Sounds 
14 - Tiro Liro Liro - The Jet Black's 
15 - Trovoada - The Pop's 
16 - Sleepwalk - The Jet Black's 
17 - Mr. Motto - The Pop's 
18 - Peace Pipe - The Jet Black's 
19 - Cosy - The Pop's 
20 - The Lonely Bull - The Jet Black's 
21 - Caravan - The Pop's 
22 - Granada - The Jordans 
23 - Jet Black - The Jet Black's 
24 - Pipeline - Os Carbonos 
25 - Driving Car - The Pops 
26 - Lullaby of The Leaves - The Top Sounds 
27 - Nivram - The Rebels 
28 - Twist Watch - Betinho e Seu Conjunto 
29 - Andalucia - The Pop's 
30 - Unchained Melody - The Black Boys 
31 - Walkin's - The Black Boys 
32 - Kon Tiki - The Jet Black's

Pesquisa e alinhamento por Carlos Santos.
Capas por João Romão.