Formou-se um grupo de espirituais negros que cantava harmonizações a 4 vozes de John Work (Steady, Poor me, Everytime I feel the Spirit, Swing low sweet chariot). O objectivo era diversificar os espectáculos do Orfeão.
Formação: Soprano Isabel Pires, contralto Ana Maria Pires, tenor Nuno Gomes dos Santose baixo Luis Pedro Faro.
O nome Intróito saiu de um debate dos membros do grupo com os autores do programa "Zip-Zip" e significava o início de uma intervenção activa por um mundo novo.
No "Zip-Zip" cantaram canções populares harmonizadas por Fernando Lopes Graça e espirituais negros. Aparecem no disco da editora Zip-Zip.
O grupo fez uma incursão pela música ligeira participando no programa "Zip-Zip", em 1969, no programa "Curto circuito" em 1970 e nos festivais da canção da RTP de 1970 e 1971, sempre com a preocupação original de cantar “a vozes”.
No Festival RTP da Canção de 1970 cantaram "Verdes Trigais", poema de Fernando Vieira e música de Fernando Poitier. Cantaram também com o “Nuestro pequeño mondo”, em Madrid, em 1970.
No ano seguinte regressaram ao Festival RTP da Canção com "Palavras Abertas", poema de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Gomes dos Santos. Ary dos Santos chamava ao Intróito “os meus sabonetes”.
Participaram no grande espectáculo da canção de intervenção realizado no Coliseu dos Recreios, em 30 de Março de 1974.
Posteriormente, Luis Pedro Faro foi substituído por Filipe Gomes dos Santos. Lançaram o seu último em 1974, um single com os temas "Recado" e "Manuel parte p’ra guerra".
O grupo dissolveu-se em princípios de 1975.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.


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