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Banda do Casaco - É Triste Não Saber Ler (Single 1976)

domingo, 8 de janeiro de 2012




Banda do Casaco - É Triste Não Saber Ler (Single Philips 6031 048, 1976).

Faixas: É Triste Não saber Ler / Canto de Amor e Trabalho.

Muitos consideram esta banda como de rock progressivo, mas eu pessoalmente, considero-a como um pop/folk marcadamente ao estilo dos anos 70.
Carlos Santos

Uma excelente banda portuguesa (1974-1984) criada a partir dos restos da Filarmónica Fraude. Basicamente misturam o Folk Português com o rock progressivo em musica de intervenção (In Folk Lusitânia).

A Banda do Casaco foi um projecto musical concebido em 1973 por Nuno Rodrigues e António Pinho. Durante os treze anos da sua formação, pela Banda do Casaco passaram músicos como Celso de Carvalho, Carlos Zíngaro, Né Ladeiras, Luis Linhares, Jerry Marotta, Concha e muitos outros.A Banda do Casaco foi acima de tudo um lugar único de liberdade e experimentação musical onde partindo de um universo pop, de influências da música tradicional portuguesa, da sátira e do humor se criou um mundo novo. (Fonte: A música portuguesa a gostar dela própria)

 Banda do Casaco foi uma banda musical portuguesa de rock progressivo e uma das mais votadas ao esquecimento após o 25 de Abril.
Depois do projecto Filarmónica Fraude, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) juntam-se ao ex-Música Novarum Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra) e a Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo) para formar o grupo Banda do Casaco.
Este grupo juntou uma pesquisa etnográfica à música Pop, criando um trabalho de grande qualidade ao nível musical e em que não foi descurada a crítica social, como aliás já tinha acontecido com a Filarmónica Fraude. Durante a sua existência (1974 a 1984) passaram pelas suas fileiras inúmeros músicos de grande nível, tendo algumas vezes a sua passagem pela Banda do Casaco sido o trampolim para uma carreira a solo.
Em 1976, em Coisas do Arco da Velha, a memorável participação vocal de Cândida Branca Flor assegurou ao grupo a obtenção do título de 'Melhor Disco do Ano'.


Nuno Rodrigues assegurou sozinho a direcção do álbum "Também Eu", de 1982.
Depois da saída do letrista de sempre António Pinho, Nuno Rodrigues reuniu Celso de Carvalho, José Fortes, Ramón Galarza, José Moz Carrapa e Zé Nabo. A maior parte das vozes é de Concha. Nas vozes aparece ainda o próprio Nuno Rodrigues e Ti Chitas, pastora beirã de Penha Garcia.
Em 1993, Nuno Rodrigues e Né Ladeiras reúnem-se para gravar a faixa "Matar Saudades" produzida por António Emiliano que foi incluída na reedição de "Banda do Casaco com Ti Chitas".
Uma das características da banda será a frequente mudança de formação, mantendo-se Pinho, Rodrigues e o violoncelista Celso de Carvalho e, mais tarde, António Pinheiro da Silva, como núcleo duro.

Discografia:

1975 Dos benefícios dum vendido no reino dos bonifácios - Disco de vinil / CD
1976 Coisas do arco da velha - Disco de vinil / CD
1977 Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos - Disco de vinil / CD
1978 Contos da barbearia - Disco de vinil
1980 No Jardim da Celeste - Disco de vinil / CD
1982 Também Eu - Disco de vinil / CD
1984 Com Ti Chitas - CD

Compilações:
1988 Banda do Casaco - Disco de vinil
1996 Natação Obrigatória - CD

Fonte: Wikipedia

As capas deste Single foram-nos gentilmente remetidas por António Manuel Freitas, a quem muito agradecemos pela colaboração.

3 comentários:

mdt disse...

uma das mais votadas ao esquecimento após o 25 de Abril (?)

Mas se a banda é posterior a 1974 porque esse comentário?

Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver disse...

Boa tarde,

Como deve ter reparado o texto foi recolhido da Wikipedia (fonte) não sendo da minha autoria, razão porque não devo alterá-lo. No entanto, o que me parece (e é apenas a minha opinião) é que o autor quis fazer a diferenciação entre o antes e o depois do 25 de Abril. Apesar desta banda ter tido o seu percurso entre 1974 a 1984, o que é certo (e é essa a leitura que eu faço)é que poucas foram as bandas do pós 25 de Abril que foram tão esquecidas como a Banda do Casaco.
Obrigado pela sua participação e leia estas linhas apenas como uma reflexão ou interpretação minha/pessoal.
Abraço,

Carlos Santos

Anónimo disse...

Partilho opinião do primeiro comentário e acrescento Rock Progressivo? Julgo que nada têm de Rock Progressivo mas sim na área do Folk-Rock.