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Tony de Matos - O Destino Marca a Hora (Canções do Filme) - EP 1970
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Tony de Matos - O Destino Marca a Hora (Canções do Filme) - EP Nogueira NOG-1039, 1970 – França.
Em Portugal o EP foi editado por Discos Estúdio, EEP 500107, 1970.
Faixas/Track listing:
A1 - O Destino Marca a Hora
A2 - Não Digas Que Me Conheces
B1 - Digo Adeus à Saudade
B2 - Viver Sem Ter Amor
Tony de Matos (28 de Setembro de 1924 - 8 de Junho de 1989) foi um cantor e fadista português. Com paixão, ciúme ou desespero exaltou sempre o amor.
António Maria de Matos, mais conhecido por Tony de Matos foi uma das mais carismáticas figuras da noite lisboeta. Nasceu filho do Porto, em 1924.
O desejo de cantar leva-o a Lisboa onde, a pretexto de um trabalho burocrático, se inicia no mundo das cantigas, passando no exame da Emissora Nacional.
Mas logo regressa ao convívio dos seus pais e, uma noite, numa verbena, decide-se a cantar o fado. Causa espanto. Levado ao Café Luso, encantará tudo e todos e ficará a actuar, logo ali, dez noites por mês, com um salário de 50 escudos por noite. Tem 24 anos. Permanecerá dois anos no Luso, que só abandonará pelos espectáculos publicitários APA e o Comboio das Seis e Meia, de José Castelo e Igrejas Caeiro.
Ganhando crescente popularidade graças a estes programas e aos Serões da Emissora Nacional, Tony de Matos estreia-se em 1952 no teatro de revista, primeiro em Cantigas Ó Rosa e, depois, em Saias Curtas. No ano seguinte será a vez do Brasil, primeira estada que durará seis meses. Após uma visita a Portugal, marcada por digressões diversas que incluíram África e a antiga ĺndia Portuguesa, o cantor regressa ao Brasil, onde ficará por longos seis anos, actuando na rádio, na televisão, e sendo proprietário de "O Fado", pelo qual passaram, como espectadores, alguns dos nomes maiores do panorama artístico e literário do Rio de Janeiro. Mas 1963 marca a segunda e mais marcante fase da sua carreira, com o regresso a Portugal, cantando já fora do âmbito restrito do fado, alargando o seu repertório para a canção romântica. E é neste estilo que Tony de Matos vai encontrar o seu lugar único, a ponto de ser considerado o cantor romântico por excelência, o intérprete de charme que viria a ser admirado e por gerações sucessivas, incluindo alguns sectores da crítica dos anos oitenta, que o consideram percursor de algumas das linhas de força da música ligeira moderna. O regresso do "cantor da voz romântica", designação inventada por Natália Correia, deve-se, em grande parte, ao sucesso de Só Nós Dois e Lado a Lado, canções que vão explodir nas rádios portuguesas. Liquida os negócios no Brasil e nunca mais voltará. Ficou célebre o seu espectáculo num Pavilhão dos Desportos completamente cheio, em 1964. Estreia-se no cinema em A Canção da Saudade (1964) de Henrique Campos, sendo ainda protagonista em Rapazes de Táxis (1965) de Constantino Esteves, O Destino Marca a Hora de Henrique Campos e Derrapagem (1972).
Após o 25 de Abril, conotado com o nacional-cançonetismo, prossegue a sua profissão junto das comunidades de emigrantes no estrangeiro. A sua carreira conhecerá um novo renascimento a partir de 1985, ano em que Vitorino Salomé o convida para cantar a seu lado no Coliseu. De novo os discos e um espectáculo próprio no Coliseu vão coroar a vida do grande intérprete, do "cantor de charme", como gostava de se intitular.
Os seus principais sucessos são, entre outros, Coitado do Zé Maria, Quarto Alugado, De Bar em Bar, A Tal, Quando Cai uma Mulher, Poema do Fim, Só Nós Dois é que Sabemos, Hás-de Pagar, Tu Sabes Lá, Vendaval, Vou Trocar de Coração, Maria do Céu.
Tony de Matos faz parte do elenco do filme português, “O Destino Marca a Hora”. Trata-se de um filme de 1970, dos géneros de drama e romance, dirigido por Henrique Campos, com roteiro de Paulo da Fonseca, César de Oliveira e Rogério Bracinha e música de João Nobre.
Do elenco fazem parte: Tony de Matos, Isabel de Castro, Anabela, Henrique Viana, Eugénio Salvador, Ivone Silva, Nicolau Breyner, Victor Mendes, Helena Isabel, entre outros.
Fonte: Wikipedia e Macua Biografias.
EP ripado do vinil e gentilmente cedido pelo nosso amigo Amorim Gonçalves, a quem agradecemos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 18:00
Etiquetas: Portugal, Tony de Matos
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