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Dalva de Andrade - Dalva de Andrade (EP 1959)
domingo, 22 de novembro de 2015
Dalva de Andrade – Dalva de Andrade (EP Polydor 20996 EPH, 1959).
Este EP contém temas anteriormente gravados em 78 rpm. Os arranjos, orquestração e direcção musical são do maestro Peruzzi. O destaque recai no tema “Eu Sei Que Vou Te Amar”, composição de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Dalva iniciou a sua carreira discográfica em 1955. O seu álbum mais famoso foi “Serenata Suburbana”, de 1960.
Dalva de Andrade (Dalva de Andrade Serra), nasceu no Rio de Janeiro em 02 de abril de 1935.
Revelada no programa "Pescador de Estrelas", do radialista e cantor Arnaldo Amaral, em 1953 actuou na Rádio Globo. Seguidora do estilo de Dalva de Oliveira, em 1955, gravou o seu primeiro disco cantando o samba-canção "Tudo nos falta", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano e o bolero "Preço do silêncio", de Othon Russo e Nazareno de Brito. É de 1956 a gravação da toada "Chuva", de Fernando César. Em 1957, gravou o bolero "Que Murmurem", de Fuentes e Cardenas, com versão de Goiá Jr. e o samba "Sempre Ele", de Armando Nunes e J. Portela. Data do mesmo ano a gravação de "Marcelino Pão e Vinho", do filme homónimo, canção de Sorozobal e Sanches, com versão de Ribeiro Filho.
Em 1958, gravou de Ary Barroso e Luís Peixoto o samba "É Luxo Só"; no ano seguinte, o samba "Brigas, Nunca Mais", de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Morais, e o samba canção "Eu Sei Que Vou Te Amar". Em 1960, passou a gravar na Odeon, onde estreou com "Chorei Sozinha", de Paulo Tito e "Um Pouco de Ti", de Tito César e Fernando César. No mesmo ano, gravou "Vou Fazer Um Samba", de Evaldo Gouveia e Almeida Rego e o grande sucesso da sua carreira, "Serenata Suburbana", do compositor pernambucano Capiba e que deu o nome ao LP que também lançou naquele ano e no qual cantou o samba "Bebeco e Doca", de Luiz Peixoto e Ary Barroso. Em 1961, seriam gravados o samba canção "Minha solidão", de Adelino Moreira e o choro "Quero saber"; em 1962, "Tormento", de Lindolfo Gaia e Romeu Nunes e "Amor e ciúme", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. No mesmo ano, gravou de Luiz Vieira o "Prelúdio para ninar gente grande". Em 1963, de Getúlio Macedo, gravou a canção "Cigana". Lançou ainda pela Odeon o LP "Prece", interpretando composições de Marino Pinto. Em 1965 foi contratada pela gravadora Philips. Pouco tempo depois deixou a vida artística devido a problemas de surdez.
Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 17:00
Etiquetas: Brasil, Dalva de Andrade, MPB
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