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Adriano Correia De Oliveira – O Canto E As Armas (LP 1969)
sábado, 10 de junho de 2017
Adriano Correia De Oliveira – O Canto E As Armas (LP Orfeu – STAT 003, 1969).
Género: Intervenção, Balada, Folk.
Com duas raras excepções, só dois poemas não são de Manuel Alegre: um é de António Cabral (A Canção da Fronteira) e o outro de José Afonso (Por Aquele Caminho), todos os outros poemas são de Manuel Alegre, musicados por Adriano Correia de Oliveira. Em todos os temas há a participação à viola, de Rui Pato.
“O Canto e as Armas” foi um álbum gravado em 31 de julho de 1969, numa altura em que tanto Adriano como Rui Pato se encontram ao serviço das forças armadas portuguesas.
O álbum é quase integralmente dedicado à poesia de Manuel Alegre que, na época, se encontrava exilado em Argel. Todos os 13 temas do alinhamento foram compostos pelo próprio Adriano e têm acompanhamento à viola de Rui Pato que, como sempre, enriquece os textos e a voz, com a sua mestria amplamente reconhecida. Baladas como "Raiz", "E a Carne se Fez Verbo", "Peregrinação", "Trova do Vento Que Passa n.º 2" e "As Mãos" rapidamente se tornam hinos de resistência ao Estado Novo. "O Canto e as Armas" é assim uma premonição do que viria a passar-se cinco anos depois na madrugada de 25 de Abril: o canto de Adriano e as armas de Salgueiro Maia, ambos com raízes na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, seriam decisivos para a restauração da democracia e da liberdade em Portugal.
Ainda em 1969, pela sua obra, Adriano é distinguido com o Prémio Pozal Domingues.
A 24 de Setembro de 1983, foi feito Comendador da Ordem da Liberdade e a 24 de Abril de 1994, foi galardoado com a Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, ambas as condecorações a título póstumo.
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (Porto, 9 de Abril de 1942 — Avintes, 16 de Outubro de 1982) foi um músico português, cantautor, intérprete do fado de Coimbra e cantor de intervenção. A sua biografia já se encontra inserida neste blogue.
Faixas/Tracklist:
A1 - E de Súbito um Sino (poema de Manuel Alegre dito por Ruy Mendes)
A2 - Raiz (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira)
A3 - E a Carne se fez Verbo (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira)
A4 - E o Bosque se Fez Barco (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira)
A5 - Peregrinação (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira)
A6 - A Batalha de Alcácer-Quibir (Manuel Alegre, Rui Pato, Adriano Correia de Oliveira)
B1 - Regresso (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira).
B2 - Canção da Fronteira (António Cabral, Adriano Correia de Oliveira)
B3 - Por Aquele Caminho (José Afonso, Rui Pato, Adriano Correia de Oliveira)
B4 - Canto da Nossa Tristeza (Manuel Alegre, L. Colaço)
B5 - Trova do Vento Que Passa Nº 2 (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira)
B6 - As Mãos (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira
B7 - Post-Scriptum (Manuel Alegre, Adriano Correia de Oliveira).
Álbum gravado nos Estúdios Polyson (Lisboa), em 31 de julho de 1969.
Músicos/Personnel:
Adriano Correia de Oliveira - Voz
Rui Mendes: Voz (na faixa A1)
Rui Pato - Viola
LP gentilmente cedido pelo nosso amigo Luís Futre, a quem agradecemos.
Publicada por Músicas dos Anos 60 - Recordar é Viver à(s) 05:00
Etiquetas: Adriano Correia de Oliveira, Portugal
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