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Morreu o cantor Erasmo Carlos, ícone da Jovem Guarda, aos 81 anos.

terça-feira, 22 de novembro de 2022


Morreu o cantor Erasmo Carlos, ícone da Jovem Guarda, aos 81 anos.

Morreu no Rio de Janeiro na tarde desta terça-feira (22/11/22) o cantor, compositor e actor Erasmo Carlos, aos 81 anos. O músico sofria de síndrome edemigénica, doença que retém líquidos na corrente sanguínea. Apesar da idade e estado de saúde, o artista conhecido como “Tremendão” trabalhava activamente e no fim de semana passado foi um dos vencedores do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa com “O Futuro Pertence à… Jovem Guarda”.
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, foram para cima de 680 músicas e 640 gravações, das quais destacamos alguns dos seus sucessos como “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, “Festa de Arromba”, “Gatinha Manhosa”, “Sentado à Beira do Caminho”, “Gente Aberta” ou “Minha Fama de Mau”.


Erasmo foi pioneiro no rock brasileiro, tendo feito parte da Jovem Guarda, movimento cultural brasileiro da década de 60, ao lado de Roberto Carlos e outros grandes nomes da música que marcou gerações e a história da música brasileira.A sua carreira começou quando ainda era jovem, na década de 50, ao integrar a banda The Sputniks, ao lado de Tim Maia, Roberto Carlos, Arlênio Lívio, Edson Trindade e Wellington Oliveira. Depois, formou o grupo The Boys of The Rock, que posteriormente passou a chamar-se The Snakes. Mais tarde, o músico voltou a acompanhar Roberto Carlos na gravação de “Splish Splash”, numa versão para o português feita por Erasmo. O sucesso do disco foi o nascimento da lendária parceria entre Roberto e Erasmo. Nesta altura, começou a compor letras para diversos artistas. Em 1965, ao lado de Roberto Carlos e Wanderléa, Erasmo estreou o programa "Jovem Guarda", na Record TV, que deu nome ao movimento musical influenciado pelo pop britânico que introduziu o rock no Brasil. O programa durou cerca de três anos e colocou o trio como os principais nomes do rock brasileiro. Nos anos 70, o músico teve a influência da música popular brasileira (MPB), o que deu origem a diversos álbuns que misturavam o rock com aquele estilo de música.
Ao longo de 60 anos de carreira, o músico lançou 29 álbuns e 5 discos ao vivo. Erasmo fez parceria com inúmeros artistas como Roberto Carlos, Renato Russo, Leo Jaime, Kid Abelha e Tim Maia, entre outros. Participou como actor em seis filmes. 
Esta é uma daquelas notícias que não gostaria de dar, nunca!

R.I.P.

2 comentários:

Candido Cesar disse...

Erasmo Carlos nunca será esquecido.
Suas músicas serão eternas, principalmente todas que fez ao lado de Roberto Carlos.
O Brasil e o mundo hoje choram mais uma perda.
Que 2022 acabe logo.
A cultura está cada vez mais pobre.

Carlos Henrique Xavier Endo disse...

Duas perdas terríveis para a música latino-americana hoje, 22 de novembro de 2022. Erasmo Carlos e Pablo Milanés são inigualáveis e farão muita falta. Muita tristeza aqui, neste lado do Oceano Atlântico e abaixo da linha do Equador.