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Carlos do Carmo - A Voz Que Eu Tenho (EP 1975)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



Carlos do Carmo - A Voz Que Eu Tenho (EP  Trova SON-100.030 -1975).

Faixas/Tracks:
O Nosso Amor É Livre (Bom Dia, Meu Amor) / Cidade Cinzenta / Sou da Noite / Tenho a Pátria Num Rosto de Criança 


Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos Alberto Ascenção do Carmo Almeida (Lisboa, 21 de Dezembro de 1939) é um cantor e intérprete de fado português.
Filho de Alfredo de Almeida, livreiro e proprietário da casa de fados O Faia, e de Lucília do Carmo, conhecida fadista, Carlos cresceu em Lisboa, onde frequentou a Escola Alemã e o Liceu Passos Manuel. Na Suíça fez estudos de Hotelaria e aprendeu línguas estrangeiras. Iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com nove anos. 
Ainda em 1964 casou-se com Judite do Carmo, sua actual mulher e mãe dos seus três filhos, Cila, Alfredo e Gil. 
Representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção em 1976, com o tema Flor de Verde Pinho, adaptado do poema de Manuel Alegre. No Festival RTP da Canção desse ano, foi o único intérprete. Nas últimas canções apresentadas estavam temas como Estrela da Tarde. De entre muitas outras, as suas canções mais conhecidas são Os Putos, Um Homem na Cidade, Canoas do Tejo, O Cacilheiro, Lisboa Menina e Moça, Duas Lágrimas de Orvalho e Bairro Alto. 


Realizou numerosas digressões, tendo actuado no Olympia de Paris, na Ópera de Frankfurt, na Ópera de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro ou no Hotel Savoy de Helsínquia. Em Portugal tem sido apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian, no Mosteiro dos Jerónimos, no Casino Estoril e Centro Cultural de Belém. 
Em 2003 ganhou o Prémio José Afonso, então atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, na sequência do qual foi publicado o livro Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo, uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles. Entre numerosos galardões, foi-lhe ainda atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o Prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade, em 2008. A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os óscares espanhóis. É ainda cidadão honorário do Rio de Janeiro, membro de honra do Claustro Ibero-Americano das Artes, e recebeu um diploma do Senado de Rhode Island (Estados Unidos) pelo seu contributo para a divulgação da música portuguesa. 
Figura também como pioneiro na nova discografia portuguesa devido ao seu disco Um Homem no País, que foi o primeiro CD editado por um artista em Portugal. 
José Maria Nóbrega acompanha-o em guitarra há 36 anos. 

Fonte: Wikipedia 

As capas deste EP foram-nos gentilmente remetidas pelo nosso amigo António Freitas e as faixas pelo “Nosso Amigo da Madeira”, a quem muito agradecemos.

Conquer The World! VOL.1 - V/A 1965-1968

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


Conquer The World! - VOL.1 (V/A 1965-1968), lançado em 2005 pela Psychodelic Records, 16 temas de Freakbeat, Beat, R/B do mais raro do mundo dos 60's... 
Os dois volumes desta compilação apresentam músicas dos anos 60 nos estilos pop, beat, garagem e freakbeat de países como a Suécia, Filipinas, África do Sul, Luxemburgo, Turquia, Singapura, Espanha, Grécia, Noruega, Chile, Japão, Portugal, Alemanha, Peru, Brasil, Israel, Bélgica, França, México e Libano.
No volume 2 estarão presentes os portugueses "Os Espaciais".

Conquer the world volumes 1 and 2 bring you 36 tracks from all over the world. Music in the sixties may have been dominated by anglo-speaking groups in commercial terms. But the pheanomenon of Beatles and Rolling Stones inspired thousands of young teenagers throughout the world who created music groups and gained loacal or national success. The two volumes of this compilation bring you 60s music in pop, beat, garage and freakbeat styles from countries such as Sweden, Philippines, South Africa, Luxemburg, Turkey, Singapoore, Spain, Greece, Norway, Chile, Japan, Portugal, Germany, Peru, Brazil, Israel, Belgium, France, Mexico and Lebannon. 

Texto extraído do blog: http://garage60s.blogspot.com 

Track List:

1 United Nation - The Daily News
2 Ronnie King And The Passions - Girl Break Away 
3 Eddie Peregrina And The Blinkers - Love For Sale 
4 The Hobos - Hasie 
5 Eric Thomace And The Chaps - You're Untrue
6 Baris Manco And Les Mistrigis - Bien Fait Por Toi 
7 The Straydogs - Mum's Too Pampering 
8 The Crescendoes - Minnie The Moocher
9 The Luvin' Kind - That Jungle Sun 
10 Los Archiduques - Lamento de gaitas 
11 The M.G.C. - Blame The Talent In The Family 
12 Asa And 1-2-6 - I'm Poisoned 
13 Trailers - Don't Laugh (You'll Cry) 
14 Los Angeles Salvajes - Sicodelico 
15 L.S.D. Orkestrasi - Donmeyen Sevgili
16 The Tempters - Kamisama Onegai 

Álbum gentilmente cedido por Pedro Santos (Amadora), a quem muito agradecemos.

Os Demónios Negros - Slow Down (EP 1966)




Os Demónios Negros - Slow Down (2º EP Decca - PEP 1157,1966).
Disco considerado muito raro.

Faixas/Tracks:

Slow Down (Williams)
Hoje (Yesterday) (Lennon/McCartney/Luís Jardim)
No Reply (Lennon/McCartney)
Quero Que Voltes (Luís Jardim)

O EP que aqui apresentamos, foi editado em 1966, com uma versão em português, de “Yesterday” (Beatles), promovida por Luís Jardim que também assinou um original, “Quero Que Voltes”.
As restantes 2 faixas são também duas versões, “Slow Down”, de Larry Williams mas que pertencia ao repertório dos Beatles, e “No Reply”, dos "Fab Four".


Os Demónios Negros, de Luís Jardim, formaram-se no Funchal no início dos anos 60.
A formação inicial era constituída por: Alberto Manso (vocalista e baterista), Tiago Camacho (viola baixo), Luís Jardim (viola ritmo) e Óscar Gonçalves (viola solo), todos estudantes.
Segundo conta António A. Duarte no seu livro "A Arte Eléctrica de Ser Português 25 Anos de Rock'n Portugal", "os Demónios Negros faziam-se mais notados em 1964 porque, para além de serem 4 adolescentes terrivelmente parecidos com os Beatles, formavam um conjunto que tinha gravado um disco onde se atreveram a tocar a "instituição" Coimbra, de Raul Ferrão, em ritmo de Twist e com instrumentos eléctricos...No 1º EP os Demónios Negros tocam e cantam uma versão enérgica de "Boys" (dos Beatles) e com o referido tema "Coimbra", alteram-lhe o ritmo, alegram-na...".
Luís Jardim (os Demónios Negros foi a sua primeira banda), músico madeirense, filho de um médico, mudou-se mais tarde para o Reino Unido onde teve oportunidade de conhecer e trabalhar com músicos importantes, como por exemplo o ex-Beatle Paul McCartney, Cat Stevens e outros. 


Os madeirenses Demónios Negros participaram no Concurso YéYé, vencendo a sua  2ª eliminatória, em 4 de Setembro de 1965, no Teatro Monumental, em Lisboa. Obtiveram 35 pontos. 
Participaram também na 1ª Meia-Final (8 de Janeiro/66) do Concurso Yé Yé no Teatro Monumental/Lisboa tendo ficado em 3º lugar, com 32 pontos, a seguir aos Sheiks (1º) e aos Chinchilas (2º).
Gravaram dois EPs, respectivamente em 1965 e 1966.É precisamente o 2º e último EP que aqui apresentamos.


As capas do EP foram-nos remetidas pelo nosso amigo Rui Patrício.
Os temas ripados do vinil foram-nos gentilmente cedidos pelo nosso amigo José Ramos.
Masterização por Carlos Santos

Los Mockers - Antologia (Uruguay / 1965 - 1968)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012




Los Mockers, assim como os Stones, eram tidos como os maus garotos. No início, a banda possuía baixa qualidade técnica e nessa época, nem instrumentos de verdade eram usados. O baixo era improvisado, não passava de uma caixa de madeira com uma corda estendida ao longo de um cabo de vassoura, a guitarra de Jorge Fernandez havia sido fabricada nos fundos de sua própria casa em Montevideu. Completando a banda estava Esteban na harmónica, Julio no baixo e Beto na “bateria”, na verdade um tambor com duas baquetas. Um ano depois dos primeiros ensaios, em 1964, a banda já tinha adquirido maior qualidade. Usando o dinheiro de um empréstimo, compram instrumentos em segunda mão e mudam o seu nome de Teddy Boys para Los Encadenados. Nesta época ainda não apresentavam um estilo definido, tocavam tanto músicas latinas como Perfidia ou La Bamba, como temas dos Beatles.


Em 1965 as coisas começariam a melhorar. Jorge havia aprendido a tocar muito bem a sua guitarra, o que levou a banda até a um musical exibido todos os domingos na TV uruguaia. Nessa mesma noite, o grupo conheceu Polo, um jovem de 17 anos que cantava de forma electrizante. Era tudo o que a banda precisava para prosseguir. Os rapazes decidiram também adoptar um estilo inconfundível, o mesmo dos Rolling Stones. O objectivo era claro, parecer o máximo possível com a banda inglesa. O resto do ano foi pura "farra", aproveitando o turismo e o movimento do verão, o grupo tocava quase toda noite na zona portuária de Montevidéu, o que aprimorou ainda mais as apresentações explosivas dos futuros Mockers. Quando o verão acabou, o grupo recolheu-se e começou a ensaiar e a criar as suas próprias canções. Tentaram mesmo gravar um single, só que a qualidade dos estúdios uruguaios era decepcionante e a produção acabou por sair muito abaixo do esperado.


No verão seguinte, a temporada de shows recomeçou e, numa dessas apresentações, um produtor da EMI estava na plateia. Parecia um sonho inimaginável, mas era verdade, os Mockers iriam para Buenos Aires, onde gravariam as suas próprias composições num estúdio de qualidade. Além de músicas autorais, o grupo foi amplamente reconhecido devido a uma versão de "Paint It Black", muito mais gritada e barulhenta do que a original. Agora o grupo desfrutava de relativa fama nos dois países. 


O sucesso dura um ano, até que atritos entre os membros acaba levando à dissolução da formação original (1967). Mesmo com novos membros, Los Mockers tentam seguir em frente, mas a perda de qualidade do grupo era evidente, o que resultou num declínio acentuado e o público assiste ao triste fim dos chamados Stones uruguaios. 


Los Mockers were a popular 1960s rock band in Latin America that was part of the Uruguayan Invasion. They modeled themselves off of the Rolling Stones and covered many of their songs (in English). The band was formed in 1963 on Montevideo, Uruguay but moved to Argentina in 1966 after winning a contract with EMI Argentina. The original lineup disbanded in 1967.

Formação / Members:

Polo Pereira (guitarra, voz)
Jorge Fernández (guitarra, voz de apoio)
Esteban Hirschfield (órgão, voz de apoio e harmónica)
Julio Montero (baixo, voz)
Beto Freigeda (bateria)

Álbum gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.

Les Pirates Avec Dany Logan (1961-1963)




Les Pirates était un groupe de rock français, qui a connu le succès dans les années 1960.
En 1963, Dany Logan quitte le groupe pour entamer une carrière solo qui sera de courte durée (1963-1964). 


Les Pirates et Dany Logan  - Comme un fou (By DeeJay62), from Youtube.

Groupe originaire de Paris en France, formé de Dany Logan (chanteur) de son vrai nom Daniel Deshayes, Jean-Pierre Malléjac (guitare), Jean-Pierre Orfino surnommé Hector (guitare), Jean Veidly (guitare basse) et Michel Oks (batterie). En 1961, le groupe enregistre son premier 45 tours EP pour la maison de disques Bel air marque subsidaire de Barclay, dont les titres sont "Oublie Larry" version française de la chanson "Harts off to Larry" de Del Shannon, "Le jet" version française de "The jet", et les deux autres titres sont "Je bois du lait" version française de "Let's about us" et la dernière et non la moindre "Tu mets le feu" version du grand succès de Jerry Lee Lewis "Great balls of fire". 


Les Pirates, un groupe très rock'n roll puisque leur répectoire puisse chez les rockers américains Elvis Presley, Jerry Lee Lewis etc, et même du chanteur canadien Jack Scott. Avec le raz de marée twist et par la suite le yéyé, les Pirates adoucissent leur style.


En avril 1962, le groupe passe à l'Olympia de Paris pendant trois jours et par la suite il décroche un contrat à l' A.B.C. Tout comme Eddy Mitchell, Dick Rivers en France et Bruce Huard, Michel Pagliaro au Québec, Danny Logan quitte son groupe en 1963 pour mener une carrière solo. 
Il fut remplacé par Tony Morgan et par la suite le groupe se dissout.

Fonte: Retrojeunesse60

Álbum disponibilizado por Carlos Santos.

Banda do Casaco - É Triste Não Saber Ler (Single 1976)

domingo, 8 de janeiro de 2012




Banda do Casaco - É Triste Não Saber Ler (Single Philips 6031 048, 1976).

Faixas: É Triste Não saber Ler / Canto de Amor e Trabalho.

Muitos consideram esta banda como de rock progressivo, mas eu pessoalmente, considero-a como um pop/folk marcadamente ao estilo dos anos 70.
Carlos Santos

Uma excelente banda portuguesa (1974-1984) criada a partir dos restos da Filarmónica Fraude. Basicamente misturam o Folk Português com o rock progressivo em musica de intervenção (In Folk Lusitânia).

A Banda do Casaco foi um projecto musical concebido em 1973 por Nuno Rodrigues e António Pinho. Durante os treze anos da sua formação, pela Banda do Casaco passaram músicos como Celso de Carvalho, Carlos Zíngaro, Né Ladeiras, Luis Linhares, Jerry Marotta, Concha e muitos outros.A Banda do Casaco foi acima de tudo um lugar único de liberdade e experimentação musical onde partindo de um universo pop, de influências da música tradicional portuguesa, da sátira e do humor se criou um mundo novo. (Fonte: A música portuguesa a gostar dela própria)

 Banda do Casaco foi uma banda musical portuguesa de rock progressivo e uma das mais votadas ao esquecimento após o 25 de Abril.
Depois do projecto Filarmónica Fraude, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) juntam-se ao ex-Música Novarum Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra) e a Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo) para formar o grupo Banda do Casaco.
Este grupo juntou uma pesquisa etnográfica à música Pop, criando um trabalho de grande qualidade ao nível musical e em que não foi descurada a crítica social, como aliás já tinha acontecido com a Filarmónica Fraude. Durante a sua existência (1974 a 1984) passaram pelas suas fileiras inúmeros músicos de grande nível, tendo algumas vezes a sua passagem pela Banda do Casaco sido o trampolim para uma carreira a solo.
Em 1976, em Coisas do Arco da Velha, a memorável participação vocal de Cândida Branca Flor assegurou ao grupo a obtenção do título de 'Melhor Disco do Ano'.


Nuno Rodrigues assegurou sozinho a direcção do álbum "Também Eu", de 1982.
Depois da saída do letrista de sempre António Pinho, Nuno Rodrigues reuniu Celso de Carvalho, José Fortes, Ramón Galarza, José Moz Carrapa e Zé Nabo. A maior parte das vozes é de Concha. Nas vozes aparece ainda o próprio Nuno Rodrigues e Ti Chitas, pastora beirã de Penha Garcia.
Em 1993, Nuno Rodrigues e Né Ladeiras reúnem-se para gravar a faixa "Matar Saudades" produzida por António Emiliano que foi incluída na reedição de "Banda do Casaco com Ti Chitas".
Uma das características da banda será a frequente mudança de formação, mantendo-se Pinho, Rodrigues e o violoncelista Celso de Carvalho e, mais tarde, António Pinheiro da Silva, como núcleo duro.

Discografia:

1975 Dos benefícios dum vendido no reino dos bonifácios - Disco de vinil / CD
1976 Coisas do arco da velha - Disco de vinil / CD
1977 Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos - Disco de vinil / CD
1978 Contos da barbearia - Disco de vinil
1980 No Jardim da Celeste - Disco de vinil / CD
1982 Também Eu - Disco de vinil / CD
1984 Com Ti Chitas - CD

Compilações:
1988 Banda do Casaco - Disco de vinil
1996 Natação Obrigatória - CD

Fonte: Wikipedia

As capas deste Single foram-nos gentilmente remetidas por António Manuel Freitas, a quem muito agradecemos pela colaboração.

Morreu Bob Weston, guitarrista dos Fleetwood Mac


Morreu Bob Weston, guitarrista dos Fleetwood Mac

O guitarrista britânico Bob Weston, que integrou os Fleetwood Mac, morreu na terça-feira aos 64 anos, perto de Londres, informou hoje a polícia.
O corpo do músico foi encontrado em casa, no norte de Londres, depois de ter sido dado um alerta pelos vizinhos, mas não qualquer indício criminal na morte.
A autópsia revelou que a morte foi causada por uma hemorragia gastro-intestinal e que o músico sofria ainda de cirrose e problemas na garganta.
Bob Weston integrou os Fleetwood Mad durante a década de 1970, tendo participado nos álbuns "Penguin" (1973) e Mystery to me" (1973), mas foi afastado do grupo depois de Mick Fleetwood ter descoberto que o guitarrista tinha um caso com a mulher, Jenny Boyd.
O guitarrista deixou ainda vários discos a solo.



Fonte: DN Artes

Karine (EP 1966)




Karine - Une Autre Autoroute (EP Vogue EPL 8418 - 1966), acompanhada por Jean Daniel Mercier e sua Orquestra.


Karine é uma cantora francesa de origem sueca. Ela foi descoberta por Antoine, outro cantor francês dos anos 60. Karine foi notada durante uma visita ao Olympia em Paris, tendo assinado um contrato com a Vogue e gravou dois (EP) 45 r.p.m.. O EP que agora apresentamos é o primeiro e considerado raro. O 2º EP tem também a referência Vogue EPL 8491/1966 e é constituído pelas seguintes faixas:  J'ai vu partir / C'est lui (Call me) / Premier Noel (Ce monde existe) / Console-toi.

EP gentilmente cedido por Luís Futre, a quem agradecemos.
Digitalização e masterização por Carlos Santos.

Os Guardiões do Vinil

sábado, 7 de janeiro de 2012
António Manuel Portela
Heitor de Vasconcelos

Os Guardiões do Vinil (vídeo)

António José Portela e Heitor Vasconcelos fazem das suas próprias casas autênticos templos dedicados aos discos de vinil. Um respeitado jornal da praça (O Expresso - Sexta feira, 6 de janeiro de 2012) foi conhecer a relação que estes colecionadores têm com a sua paixão.

Uma interessante reportagem que não deixámos de a assinalar aqui e que retrata o gosto e a paixão pelo vinil e pela música. A incrível simbiose entre o colecionador e os seus discos.Coleções infindáveis, repletas de raridades, certamente das maiores do país.
Ambos os entrevistados já colaboraram gentilmente  com este blog, o que nos prestigia. Para eles, o nosso abraço de reconhecimento e agradecimento.

A ver aqui:


ou


Por Rodrigo Leite (www.expresso.pt)

Fonte: Expresso, a quem muito agradecemos.

The Brazilian Bitles - Antologia (1966-1969)





Esta Antologia, de um dos grupos brasileiros mais bem sucedidos e que mais apreciamos, já foi postada por outros blogs parceiros mas, tal como o dissemos, gostamos tanto deste grupo pelo seu estilo e qualidade que é também nosso dever e obrigação partilharmos e divulgarmos o seu trabalho. 


The Brazilian Bitles é uma das bandas mais emblemáticas e menos reconhecidas do rock brasileiro. Tanto pelo nome, quanto pelo repertório é directamente vinculada à "beatlemania" e à Jovem Guarda. Na realidade, a banda foi uma das primeiras a introduzir o som dos Beatles na cena carioca. Também fizeram sucesso com uma inusitada versão pop de "Gata" (Wild Thing - Troggs/Jimi Hendrix). Mas, The Brazilian Bitles foi mais do que apenas uma banda cover. No seu repertório estão presentes raras pérolas do melhor rock dos anos sessenta, permeadas de climas modernos, garageiros e psicadélicos, como 'Dedicado a quem amei', 'Deixe em paz meu coração', 'Preciso seguir' e 'Decisão'. 

 

A história da banda começa em 1965, quando o guitarrista Vitor Trucco e o cantor e guitarrista-base Jorge ainda tocavam nos The Dangers, uma das inúmeras bandas de garagem do Rio de Janeiro. A banda  apresentava-se na televisão - no Canal 9, especialmente - e em clubes, às vezes acompanhada de um cantor chamado Ely Barra. Um dia, Ely e o baterista Luiz Toth, juntamente com o paulista recém chegado Fábio Block convidaram Vitor para formar uma banda ao estilo dos Fab Four. Assim, estavam formados The Brazilian Bitles, com Luiz Toth (bateria), Fábio Block (baixo e, depois, guitarra), Eliseu da Silva Barra (cantor e teclados), Vitor Trucco (guitarra solo e, depois, baixo) e Jorge Eduardo de Almeida (voz e guitarra-base). Em 1968, Luiz Toth, Fábio Block e Ely Barra deixaram a banda, entrando Ricardo, ex-baterista dos The Bubbles, e Rubens, ex-integrante do grupo uruguaio The Innocents, na guitarra solo e novos vocais.



The Brazilian Bitles estreou-se apenas quatro dias depois, na boate "La Candelabre, com grande estardalhaço de mídia, por conta do empresário da nova banda, Glauco Pereira. O sucesso foi imediato, devido à música - o repertório refinado trazia Beatles, Rolling Stones, rock clássico (Chuck Berry, Little Richard) e outras novidades da "invasão inglesa" - e ao visual da banda, que já usava cabelos compridos. No dia seguinte, a banda estava nas páginas dos jornais como grande novidade da cena carioca, e daí para a televisão foi um pulo, onde apresentavam o programa "BBC - Brazilian Bitles Club", na TV Excelsior, do Rio de Janeiro.



O programa, que ia para o ar aos sábados à tarde, fez grande sucesso, chegando ao segundo lugar nas pesquisas de audiência, e serviu de vitrina para divulgar diversos artistas que vieram a consagrar-se posteriormente. "Eles foram as pessoas que me puseram nisso", disse Ronnie Von a Senhor F, reconhecendo o papel dos Brazilian Bitles não apenas na divulgação da "beatlemania", mas também dos novos intérpretes e conjuntos cariocas. Em seguida, gravam o seu disco de estreia, abrindo caminho para uma carreira que durou até 1969, incluindo diversos compactos, mais dois LPs, outros sucessos nas paradas, como "Não Tem Jeito" (versão de Rossini Pinto para "Satisfaction", dos Rolling Stones) e centenas de apresentações ao vivo país afora.

The Brazilian Bitles - Vem Meu Amor, do filme Na Onda do IêIêIê 1966 (from Youtube)

Formação:
Luiz Toth (bateria), 
Fábio Block (baixo e, posteriormente, guitarra), 
Eliseu da Silva Barra (cantor e teclas), 
Vitor Trucco (guitarra solo e, posteriormente, baixo),
Jorge Eduardo de Almeida (voz e guitarra-base).

Texto adaptado de Flávio Ohno e Fernando Rosa, originalmente publicado no sitewww.senhorf.com.br. 
Fonte: Brazilian Nuggets

Agradecimento ao Jota/Rato pela colaboração.
CD gentilmente cedido por Carlos Santos.