Em Portugal, nos anos 60, começaram a aparecer grupos que tentavam imitar o que vinha das Ilhas Britânicas (os Sheiks que imitavam os Beatles ou os Beatnicks que imitavam os Rolling Stones).
Os Shadows tiveram, também, seguidores em Portugal. Para além dos FBI (que retiraram o nome precisamente de um tema dos Shadows), cuja existência foi efémera, surgiram os Titãs. Este grupo forma-se em 1963, com João Lourival (baterista), Alfredo Barros (viola acompanhamento), Fernando Costa Pereira (viola solo) e António Braga (baixo), este último já falecido.
A sua formação era idêntica à dos Shadows e os temas tinham, também, semelhanças com o grupo inglês. Os Titãs já tinham uma qualidade acima da média, para o meio português da época. Gravam o seu primeiro EP com temas populares como, " Canção da Beira Baixa" e "Vira da Nazaré", para além de "Menino D'oiro" de José Afonso, todos instrumentais e tocados ao estilo dos Shadows.
Gravam ainda outro disco que inclui " Tema Para os Titãs".
O grupo sofre uma evolução, em 1967, com a entrada de instrumentos de sopro e vocalista. Um dos membros que entra para o grupo é José Lello. Toca saxofone e canta. O grupo começa a interpretar temas em inglês, tais como, " One Way Love", ao mesmo tempo que continua com os instrumentais. Um dos instrumentais é " Mira-me Miguel", uma canção tradicional de Trás-os-Montes, adaptada pelo grupo, no seu estilo característico.
Os Shadows Portugueses, apesar de tudo, durarão pouco mais tempo, já que a separação acontece ainda antes do início da década de 70. Com o fim dos Titãs, termina a imitação dos Shadows em Portugal.
Ripado do vinil. Digitalização (capas e áudio) e masterização, por Carlos Santos.
Grafismo e adaptação das capas, por João Romão.

1 comentários:
Carlos, quando puder poe online outra vez! obrigado! grande abraço, afonso
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