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Joan Manuel Serrat - La La La (EP 1968)

terça-feira, 29 de novembro de 2011



Joan Manuel Serrat - La La La (EP London Globe GEB 3011 - 1968). 
Orquestra dirigida por Juan Carlos Calderon.

Faixas/Tracks:
01 - La La La / 02 - Poema de Amor / 03 - Mis Gaviotas / 04 - Minhas Gaivotas (bónus)

0 1º e 2º temas do EP são cantados em português, assim como o tema 04, inserido como bónus.

Joan Manuel Serrat foi nomeado para representar a Espanha no Festival da Eurovisão da Canção com o tema "La, La, La" mas Serrat anunciou que só irá ao certame se cantar em catalão. O governo espanhol proíbe a sua presença no concurso e estende a interdição à própria televisão espanhola e às rádios.
Entretanto Serrat tinha já gravado o tema em diversas linguas entre as quais o português. 
Aqui se apresenta o EP desse tema, com 2 versões em português.


Joan Manuel Serrat i Teresa (Barcelona, 27 de dezembro de 1943) é um cantor, músico e compositor espanhol, uma das expressões mais destacadas da música moderna espanhola e catalã. Filho de Ángeles Teresa e do anarquista Josep Serrat, que era filiado a CNT.
Depois de acabar os seus estudos de engenharia agrícola (1965), começa a cantar num programa da Rádio Barcelona e assina um contrato para a gravação do seu primeiro disco. Será um disco em catalão, pelo que passa a ser considerado um dos fundadores da chamada Nova Canção, que inclui algum dos temas que serão ícones de toda a sua carreira como, por exemplo, “Ara que tinc vint anys” (Agora que tenho vinte anos) ou “Paraules d´amor” (Palavras de amor). Segue um LP de música popular catalã (“Cançons tradicionals”) e “Com ha fa el vent” (Como faz o vento), com canções próprias.
Quando em 1968 começa a cantar em castelhano, é considerado por alguns como um traidor à Catalunha. Aquele ano é nomeado representante da Espanha no Festival Eurovisão da Canção onde deve interpretar a canção “La, la, la”, composta propositadamente para ele pelo Duo Dinámico. Depois de ter gravado a canção em diferentes idiomas, Serrat anuncia que só concorrerá ao Festival se lhe for permitido interpretar a canção em catalão, língua que, na altura, estava quase em situação marginal. A sua proposta não é aceite pelo governo que proíbe a sua presença na TV e a emissão das suas canções nas rádios de todo o país.
A sua participação no Festival da Canção do Rio de Janeiro com o tema “Penélope”, pode ser considerada o começo da sua importante e prolongada carreira no continente americano.
Em 1969 edita um disco, que terá grande repercussão social e avultadas vendas, onde põe música em alguns poemas de Antonio Machado. Em 1971 aparece“Mediterráneo”, um dos seus álbuns mais importantes. Um quarto de século depois, a canção que dá o título ao disco será eleita a melhor canção espanhola da segunda metade do XX.

Serrat 1968

Passa o último período da ditadura do general Franco no exílio e continua a estar proibido pela censura facto que faz que os seus discos destes anos não cheguem ao grande público. O impasse termina com a publicação de “En tránsito” (1981) e “Cada loco con su tema” (1983), onde aparece um Serrat mais maduro e intimista.
No “El Sur también existe” (1985), volta a musicar um poeta desta vez o uruguaiano Mario Benedetti. Um ano depois aparece “Sinceramente teu” onde interpreta em português alguma das suas músicas mais conhecidas e conta, entre outras, com a participação de cantores tão conceptuados como Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso. Seguem-se “Bienaventurados” (1987), “Material sensible” (1989), “Utopía” (1992), “Nadie es perfecto” (1994) e “D´un temps, d´un país” (1996), antologia pessoal dos melhores temas da música da Catalunha.
Joan Manuel Serrat recebe a Fiambrera de Plata 2001 do Ateneo de Córdoba
Em 1996 protagoniza junto de Ana Belén, Víctor Manuel e Miguel Ríos o espectáculo “El gusto es nuestro” (O gosto é nosso) e faz com este uma digressão pela Espanha e diferentes países latino-americanos.
“Sombras de la China” (1998), volta a reunir composições próprias. Em troca, “Cansiones” (2000) é um recompilatório onde reúne canções interpretadas por uma espécie de heterónimo a que da o nome de Tarrés (apelido catalão que, curiosamente, é Serrat ao contrário).
Em 2005 vence um cancro da bexiga.
Em 2006 é nomeado Doctor Honoris Causa pela Universidade Complutense de Madrid pelo seu contributo à cultura espanhola e publica “Mô” (nome que os menorquinos, nas Baleares, dão a sua capital), onde, depois de 17 anos, volta a interpretar temas próprios em catalão.
Em Junho de 2007, com o seu colega e grande amigo Joaquin Sabina, inicia uma tourné pela Espanha e América do Sul, de nome “Dos pájaros de un tiro”(Dois pássaros de uma cajadada só). No mesmo ano, recebe o título de cavaleiro da Legião de Honra, a mais alta distinção da República Francesa, pelos seus contributos à criação cultural, promoção do catalão no mundo e pela sua defensa da liberdade de expressão.

Fonte: Wikipedia

Nota do Blog: A título de informação final, Juan Manuel Serrat gravou, para a etiqueta London Globe/Valentim de Carvalho (edição portuguesa) em 1969,  o LP Joan Manuel Serrat...e as suas canções, com todos os temas cantados em português. São adaptações de Alexandre O'Neil, António José e J. Magalhães Pereira.

EP gentilmente cedido por Carlos Santos
Digitalização de capas e áudio, masterização por Carlos Santos 

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