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Wilson Simonal - Alegria,Alegria !!! (1967)

quinta-feira, 15 de março de 2012



Este é o 1º Volume de uma formidável compilação/caixa constituída por 3 álbuns deste excelente cantor da Jovem Guarda brasileira, no seu melhor estilo "swingado" (malandro, Rei da Pilantragem...), de Bossa Soul/Brasil. Espectacular!

Wilson Simonal (carioca), começou cantando calipsos e rocks em inglês. De baile em baile, foi descoberto pelo compositor Carlos Imperial, que o levou para o seu programa de TV, Os Brotos Comandam. Seu primeiro compacto foi o chá-chá-chá “Teresinha”, de Imperial. De boate em boate, foi parar no templo da bossa nova, o Beco das Garrafas, levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli. Em 1963, Simonal lançou seu primeiro LP, que estourou a música “Balanço Zona Sul”, de Tito Madi. Depois de excursionar com o Bossa Três pelas Américas do Sul e Central, lançou o LP “A Nova Dimensão do Samba”, de bossa nova (destaque para "Nanã" e "Lobo Bobo"). Em 1966 e 1967, apresentou na TV Record o Show em Si Monal. A melhor fase de sua carreira chegaria em seguida, com uma série de sucessos dançantes como “País Tropical”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Meu Limão, Meu Limoeiro” e “Sá Marina”, que deram origem a um estilo "swingado" conhecido como Pilantragem. Tal era a popularidade que Simonal chegou a reger um coro de 15 mil vozes no show de encerramento do IV Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho. Encontrou sua derrocada em 1972, quando foi acusado de ser o mandante de uma surra, dada por dois policiais, no contabilista da sua firma, que o teria roubado. Denunciado, Simonal foi condenado, e durante o inquérito, um agente do Dops ainda revelou que o cantor tinha sido informante do órgão. Com essa acusação de "dedurismo" em plena ditadura militar, Simonal passou para o completo ostracismo, só encerrado em 1994, quando foi lançada em CD a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”.

Fonte: CliqueMusic

Citação:
CASTRO, Ruy - Chega de saudade - 1990 - Cia. das Letras - ISBN 9788571641372
“(…) quando surgiu o cantor no Beco das Garrafas, Simoral era o máximo para seu tempo: grande voz, um senso de divisão igual aos dos melhores cantores americanos e uma capacidade de fazer gato e sapato do ritmo, sem se afastar da melodia ou apelar para os scats fáceis”.

Faixas/Tracks:

01 - Os Escravos de Jó (Antônio Luis / Wilson Simonal)
02 - Agora É Cinza (Alcebíades Barcelos "Bide" / Armando "Marçal")
03 - Vesti Azul (Nonato Buzar)
04 - Aos Pés da Cruz (Marino Pinto / Zé da Zilda)
05 - Belinha (Toquinho / Vitor Martins)
06 - Pra Que (Silvio César)
07 - Nem Vem Que Não Tem (Carlos Imperial)
08 - Fim de Semana Em Paquetá (João de Barro / Alberto Ribeiro)
09 - Pára Pedro (José Mendes / José Portela Delavy)
10 - Está Chegando a Hora (Henricão / Rubens Campos)
11 - Remelexo (Caetano Veloso)
12 - Discussão (Tom Jobim / Newton Mendonça)

Álbum gentilmente cedido pelo nosso amigo do Brasil, Miguel Nunes, a quem agradecemos.

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